Expressão de CD30 em linfoma difuso de grandes células B e linfoma primário de mediastino: frequência, associação com fatores prognósticos e impacto em sobrevida
| Ano de defesa: | 2025 |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Resumo: | Introdução: A expressão de CD30 (ExpCD30) tem sido explorada como um possível biomarcador prognóstico e alvo terapêutico em linfomas não Hodgkin (LNH), como o linfoma difuso de grandes células B (LDGCB) e o linfoma primário de mediastino (LPM). A heterogeneidade biológica e clínica da doença justifica a busca por novos marcadores que possam refinar o prognóstico e orientar terapias-alvo. Objetivos: Investigar a frequência de expressão de CD30 (ExpCD30) e sua associação com características clínicas, biológicas e prognósticas já estabelecidas, como o Índice de Prognóstico Internacional da National Comprehensive Cancer Network (NCCN-IPI), a coexpressão de MYC e BCL-2 e a origem celular (Centro Germinativo [CG] vs. não-Centro Germinativo [NCG]), bem como seu impacto na sobrevida dos pacientes com LDGCB e LPM. Métodos: Trata-se de um estudo observacional retrospectivo de coorte, aprovado pelo Comitê de Ética, que avaliou casos de LDGCB e LPM diagnosticados entre 2009 e 2016 no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo. Foram incluídos pacientes adultos, elegíveis para tratamento curativo, com material anatomopatológico viável. Os casos CD30 positivos foram testados para EBV por hibridização in situ, sendo os casos EBV positivos excluídos. A ExpCD30 foi analisada como variável contínua e categórica. A classificação entre CG e NCG seguiu o algoritmo de Hans. A associação entre ExpCD30 e variáveis categóricas, como tipo de tecido biopsiado, fatores do NCCN-IPI e origem celular, foi avaliada por meio do teste do Qui-Quadrado ou do teste exato de Fisher. Os desfechos principais foram sobrevida livre de progressão (SLP) e sobrevida global (SG), estimadas pelo método de Kaplan-Meier. As análises estatísticas incluíram regressões de Cox univariada e multivariada, com avaliação de multicolinearidade e dos pressupostos de riscos proporcionais. A variável ExpCD30 foi mantida nos modelos finais independentemente do valor de p. Adotou-se p < 0,05 como nível de significância. Resultados: Foram incluídos neste estudo 279 pacientes com LDGCB e 22 com LPM. A frequência global de positividade para CD30 foi de 19,6% 19% nos casos de LDGCB e 27,3% nos de LPM. Devido ao número reduzido de casos CD30 positivos, não foi possível estabelecer um ponto de corte ideal para a ExpCD30, sendo utilizado o critério de positividade de CD30 >0. Nos casos CD30 positivos, observou-se uma maior frequência de biópsias linfonodais;(62,7%) em comparação às extranodais (37,3%), enquanto nos casos CD30 negativos essa relação foi de 47,5% e 52,5%, respectivamente (p = 0,036). Não houve associação entre ExpCD30 e NCCN-IPI, nem entre ExpCD30 e origem celular. A análise da coexpressão MYC/BCL-2 não foi possível devido ao número reduzido de casos duplo-positivos (n = 4; 1,3%). A ExpCD30 não apresentou associação significativa com SG (p = 0,22) nem com SLP (p = 0,42). Na análise multivariada somente a presença de 4 fatores do NCCN-IPI estava significativamente associado com pior SG e SLP [HR: 3,15 (IC 95%: 1,995,01); p < 0,001 e HR: 2,90 (IC 95%: 1,904,42); p < 0,001], respectivamente. Na subpopulação de 279 pacientes com LDGCB, também não foi observada associação entre ExpCD30, e CG vs. NCG. A ExpCD30 também não foi associada a SG (p = 0,35) nem a SLP (p = 0,70). Como esperado, a presença de 4 fatores de risco do NCCN-IPI foi o único fator prognóstico independente neste subgrupo de pacientes com LDGCB para SG (p < 0,001) e SLP (p < 0,001). Devido ao número reduzido de casos no subgrupo de pacientes com LPM (n=22), não foi possível realizar análises de associação entre ExpCD30, fatores prognósticos e desfechos clínicos. Conclusão: Este é o primeiro estudo latino-americano a avaliar a frequência de expressão de CD30 em pacientes com LDGCB e LPM. A frequência global de ExpCD30 foi de 19,6% sendo comparável com dados internacionais já publicados. Entre os casos CD30 positivos, observou-se maior frequência em biópsias linfonodais. A presença de CD30 não demonstrou impacto prognóstico relevante. O único fator associado negativamente à SG e à SLP, tanto na amostra geral quanto no subgrupo de LDGCB, foi a presença de 4 fatores de risco do NCCN-IPI. |
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Expressão de CD30 em linfoma difuso de grandes células B e linfoma primário de mediastino: frequência, associação com fatores prognósticos e impacto em sobrevidaCD30 expression in diffuse large B-cell lymphoma and primary mediastinal lymphoma: frequency, association with prognostic factors, and impact on survivalCD30 expressionDiffuse large B cell lymphomaExpressão CD30Linfoma difuso de grandes células BLinfoma primário mediastinoPrimary mediastinal lymphomaIntrodução: A expressão de CD30 (ExpCD30) tem sido explorada como um possível biomarcador prognóstico e alvo terapêutico em linfomas não Hodgkin (LNH), como o linfoma difuso de grandes células B (LDGCB) e o linfoma primário de mediastino (LPM). A heterogeneidade biológica e clínica da doença justifica a busca por novos marcadores que possam refinar o prognóstico e orientar terapias-alvo. Objetivos: Investigar a frequência de expressão de CD30 (ExpCD30) e sua associação com características clínicas, biológicas e prognósticas já estabelecidas, como o Índice de Prognóstico Internacional da National Comprehensive Cancer Network (NCCN-IPI), a coexpressão de MYC e BCL-2 e a origem celular (Centro Germinativo [CG] vs. não-Centro Germinativo [NCG]), bem como seu impacto na sobrevida dos pacientes com LDGCB e LPM. Métodos: Trata-se de um estudo observacional retrospectivo de coorte, aprovado pelo Comitê de Ética, que avaliou casos de LDGCB e LPM diagnosticados entre 2009 e 2016 no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo. Foram incluídos pacientes adultos, elegíveis para tratamento curativo, com material anatomopatológico viável. Os casos CD30 positivos foram testados para EBV por hibridização in situ, sendo os casos EBV positivos excluídos. A ExpCD30 foi analisada como variável contínua e categórica. A classificação entre CG e NCG seguiu o algoritmo de Hans. A associação entre ExpCD30 e variáveis categóricas, como tipo de tecido biopsiado, fatores do NCCN-IPI e origem celular, foi avaliada por meio do teste do Qui-Quadrado ou do teste exato de Fisher. Os desfechos principais foram sobrevida livre de progressão (SLP) e sobrevida global (SG), estimadas pelo método de Kaplan-Meier. As análises estatísticas incluíram regressões de Cox univariada e multivariada, com avaliação de multicolinearidade e dos pressupostos de riscos proporcionais. A variável ExpCD30 foi mantida nos modelos finais independentemente do valor de p. Adotou-se p < 0,05 como nível de significância. Resultados: Foram incluídos neste estudo 279 pacientes com LDGCB e 22 com LPM. A frequência global de positividade para CD30 foi de 19,6% 19% nos casos de LDGCB e 27,3% nos de LPM. Devido ao número reduzido de casos CD30 positivos, não foi possível estabelecer um ponto de corte ideal para a ExpCD30, sendo utilizado o critério de positividade de CD30 >0. Nos casos CD30 positivos, observou-se uma maior frequência de biópsias linfonodais;(62,7%) em comparação às extranodais (37,3%), enquanto nos casos CD30 negativos essa relação foi de 47,5% e 52,5%, respectivamente (p = 0,036). Não houve associação entre ExpCD30 e NCCN-IPI, nem entre ExpCD30 e origem celular. A análise da coexpressão MYC/BCL-2 não foi possível devido ao número reduzido de casos duplo-positivos (n = 4; 1,3%). A ExpCD30 não apresentou associação significativa com SG (p = 0,22) nem com SLP (p = 0,42). Na análise multivariada somente a presença de 4 fatores do NCCN-IPI estava significativamente associado com pior SG e SLP [HR: 3,15 (IC 95%: 1,995,01); p < 0,001 e HR: 2,90 (IC 95%: 1,904,42); p < 0,001], respectivamente. Na subpopulação de 279 pacientes com LDGCB, também não foi observada associação entre ExpCD30, e CG vs. NCG. A ExpCD30 também não foi associada a SG (p = 0,35) nem a SLP (p = 0,70). Como esperado, a presença de 4 fatores de risco do NCCN-IPI foi o único fator prognóstico independente neste subgrupo de pacientes com LDGCB para SG (p < 0,001) e SLP (p < 0,001). Devido ao número reduzido de casos no subgrupo de pacientes com LPM (n=22), não foi possível realizar análises de associação entre ExpCD30, fatores prognósticos e desfechos clínicos. Conclusão: Este é o primeiro estudo latino-americano a avaliar a frequência de expressão de CD30 em pacientes com LDGCB e LPM. A frequência global de ExpCD30 foi de 19,6% sendo comparável com dados internacionais já publicados. Entre os casos CD30 positivos, observou-se maior frequência em biópsias linfonodais. A presença de CD30 não demonstrou impacto prognóstico relevante. O único fator associado negativamente à SG e à SLP, tanto na amostra geral quanto no subgrupo de LDGCB, foi a presença de 4 fatores de risco do NCCN-IPI.Introduction: CD30 expression (ExpCD30) has been explored as a potential prognostic and therapeutic biomarker in non-Hodgkin lymphomas (NHL), such as diffuse large B-cell lymphoma (DLBCL) and primary mediastinal B-cell lymphoma (PMBCL). The biological and clinical heterogeneity of the disease justifies the search for new markers that can refine prognosis and guide targeted therapies. Objectives: In this study, we investigated the frequency of CD30 expression (ExpCD30 and its association with already established clinical, biological, and prognostic characteristics such as the National Comprehensive Cancer Network International Prognostic Index (NCCN-IPI), MYC and BCL-2 coexpression, and cell of origin (Germinal Center [GC] vs. non-Germinal Center [NGC]), as well as its impact on survival in patients with DLBCL and PMBCL. Methods: This was a retrospective observational cohort study, approved by the Ethics Committee, which evaluated cases of DLBCL and PMBCL diagnosed between 2009 and 2016 at the Cancer Institute of the State of São Paulo. Adult patients eligible for curative treatment with viable histopathological material were included. CD30-positive cases were tested for EBV by in situ hybridization, and EBV-positive cases were excluded. ExpCD30 was analyzed as both a continuous and categorical variable. The classification into GC and NGC subgroups followed the Hans algorithm. The association between ExpCD30 and categorical variables, such as type of biopsy tissue, NCCN-IPI risk factors, and cell of origin, was assessed using the Chi-square test or Fisher\'s exact test. The primary outcomes were progression-free survival (PFS) and overall survival (OS), estimated using the Kaplan-Meier method. Statistical analyses included univariate and multivariate Cox regression, assessment of multicollinearity, and validation of the proportional hazards assumptions. ExpCD30 was retained in the final models regardless of p-value. A significance level of p < 0.05 was adopted. Results: A total of 279 patients with DLBCL and 22 with PMBCL were included. The overall frequency of CD30 positivity was 19.6%19% in DLBCL and 27.3% in PMBCL. Due to the low number of CD30-positive cases, it was not possible to define an optimal cutoff; thus, CD30>0 was used as the positivity criterion. In CD30-positive cases, nodal biopsies were more frequent (62.7%) than extranodal biopsies (37.3%), whereas in CD30-negative cases, this distribution was 47.5% and 52.5%, respectively (p = 0.036). No statistically significant association was observed between ExpCD30 and NCCN-IPI, or GC vs. NGC. The analysis of MYC/BCL-2 coexpression was not feasible due to the small number of double-positive cases (n = 4; 1.3%). ExpCD30 was not significantly associated with OS (p = 0.22) or PFS (p = 0.42). In multivariate analysis, only the presence of 4 NCCN-IPI risk factors was significantly associated with decreased OS and PFS [HR 3.15 (95% CI: 1.995.01); p < 0.001 and HR 2.90 (95% CI: 1.904.42); p < 0.001, respectively. In the subgroup of 279 DLBCL patients, no significant association was found between ExpCD30 and GC vs. NGC origin. ExpCD30 also did not significantly influence OS (p = 0.35) or PFS (p = 0.70). As expected, the presence of 4 NCCN-IPI risk factors remained the only independent prognostic factor for OS (p < 0.001) and PFS (p < 0.001). Due to the small number of cases in the PMBCL subgroup (n = 22), it was not possible to perform statistical analyses for associations between ExpCD30, prognostic factors, and clinical outcomes. Conclusion: This is the first Latin American study to evaluate the frequency of CD30 expression in patients with DLBCL and PMBCL. The overall ExpCD30 frequency was 19.6%, consistent with international data from other populations. Among CD30-positive cases, a higher frequency was observed in nodal biopsies. CD30 expression did not demonstrate any relevant prognostic impact. The only factor negatively associated with OS and PFS, both in the overall sample and in the DLBCL subgroup, was the presence of 4 NCCN-IPI risk factors.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPRocha, Vanderson GeraldoBellesso, Marcelo2025-09-25info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5167/tde-20022026-141609/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-02-23T15:02:01Zoai:teses.usp.br:tde-20022026-141609Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-02-23T15:02:01Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Introdução: A expressão de CD30 (ExpCD30) tem sido explorada como um possível biomarcador prognóstico e alvo terapêutico em linfomas não Hodgkin (LNH), como o linfoma difuso de grandes células B (LDGCB) e o linfoma primário de mediastino (LPM). A heterogeneidade biológica e clínica da doença justifica a busca por novos marcadores que possam refinar o prognóstico e orientar terapias-alvo. Objetivos: Investigar a frequência de expressão de CD30 (ExpCD30) e sua associação com características clínicas, biológicas e prognósticas já estabelecidas, como o Índice de Prognóstico Internacional da National Comprehensive Cancer Network (NCCN-IPI), a coexpressão de MYC e BCL-2 e a origem celular (Centro Germinativo [CG] vs. não-Centro Germinativo [NCG]), bem como seu impacto na sobrevida dos pacientes com LDGCB e LPM. Métodos: Trata-se de um estudo observacional retrospectivo de coorte, aprovado pelo Comitê de Ética, que avaliou casos de LDGCB e LPM diagnosticados entre 2009 e 2016 no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo. Foram incluídos pacientes adultos, elegíveis para tratamento curativo, com material anatomopatológico viável. Os casos CD30 positivos foram testados para EBV por hibridização in situ, sendo os casos EBV positivos excluídos. A ExpCD30 foi analisada como variável contínua e categórica. A classificação entre CG e NCG seguiu o algoritmo de Hans. A associação entre ExpCD30 e variáveis categóricas, como tipo de tecido biopsiado, fatores do NCCN-IPI e origem celular, foi avaliada por meio do teste do Qui-Quadrado ou do teste exato de Fisher. Os desfechos principais foram sobrevida livre de progressão (SLP) e sobrevida global (SG), estimadas pelo método de Kaplan-Meier. As análises estatísticas incluíram regressões de Cox univariada e multivariada, com avaliação de multicolinearidade e dos pressupostos de riscos proporcionais. A variável ExpCD30 foi mantida nos modelos finais independentemente do valor de p. Adotou-se p < 0,05 como nível de significância. Resultados: Foram incluídos neste estudo 279 pacientes com LDGCB e 22 com LPM. A frequência global de positividade para CD30 foi de 19,6% 19% nos casos de LDGCB e 27,3% nos de LPM. Devido ao número reduzido de casos CD30 positivos, não foi possível estabelecer um ponto de corte ideal para a ExpCD30, sendo utilizado o critério de positividade de CD30 >0. Nos casos CD30 positivos, observou-se uma maior frequência de biópsias linfonodais;(62,7%) em comparação às extranodais (37,3%), enquanto nos casos CD30 negativos essa relação foi de 47,5% e 52,5%, respectivamente (p = 0,036). Não houve associação entre ExpCD30 e NCCN-IPI, nem entre ExpCD30 e origem celular. A análise da coexpressão MYC/BCL-2 não foi possível devido ao número reduzido de casos duplo-positivos (n = 4; 1,3%). A ExpCD30 não apresentou associação significativa com SG (p = 0,22) nem com SLP (p = 0,42). Na análise multivariada somente a presença de 4 fatores do NCCN-IPI estava significativamente associado com pior SG e SLP [HR: 3,15 (IC 95%: 1,995,01); p < 0,001 e HR: 2,90 (IC 95%: 1,904,42); p < 0,001], respectivamente. Na subpopulação de 279 pacientes com LDGCB, também não foi observada associação entre ExpCD30, e CG vs. NCG. A ExpCD30 também não foi associada a SG (p = 0,35) nem a SLP (p = 0,70). Como esperado, a presença de 4 fatores de risco do NCCN-IPI foi o único fator prognóstico independente neste subgrupo de pacientes com LDGCB para SG (p < 0,001) e SLP (p < 0,001). Devido ao número reduzido de casos no subgrupo de pacientes com LPM (n=22), não foi possível realizar análises de associação entre ExpCD30, fatores prognósticos e desfechos clínicos. Conclusão: Este é o primeiro estudo latino-americano a avaliar a frequência de expressão de CD30 em pacientes com LDGCB e LPM. A frequência global de ExpCD30 foi de 19,6% sendo comparável com dados internacionais já publicados. Entre os casos CD30 positivos, observou-se maior frequência em biópsias linfonodais. A presença de CD30 não demonstrou impacto prognóstico relevante. O único fator associado negativamente à SG e à SLP, tanto na amostra geral quanto no subgrupo de LDGCB, foi a presença de 4 fatores de risco do NCCN-IPI. |
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