Planejamento da força de trabalho de enfermagem na Estratégia de Saúde da Família: indicadores de carga de trabalho

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Bonfim, Daiana
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7140/tde-16092014-105517/
Resumo: Introdução: Embora exista forte evidência de que a força de trabalho de saúde afeta os resultados dos usuários/família/comunidade, o quantitativo de trabalhadores de enfermagem, muitas vezes, não é fundamentado por investigações científicas. Na Estratégia de Saúde da Família é preconizado um parâmetro para o país que nem sempre atende as características socioeconômico-demográficas locais, visto que este é fundamentado em critério populacional. Objetivo: Propor padrões de tempo para intervenções/ atividades de enfermagem em Unidade de Saúde da Família (USF) para cálculo da força de trabalho. Método: Pesquisa metodológica de campo, multicêntrica com abordagem quantitativa e amostragem intencional em 27 USF, em 12 estados e cinco regiões geográficas. Para a identificação da carga de trabalho foi aplicada a técnica amostragem de trabalho, com observação de 34 enfermeiros e 66 técnicos/auxiliares de enfermagem a cada 10 minutos, durante a jornada de trabalho em uma semana típica de trabalho. As USF selecionadas foram avaliadas pelo Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica, como de desempenho ótimo. O instrumento de medida da carga de trabalho utilizado foi elaborado pelo grupo de pesquisadores dos Observatórios de Recursos Humanos em Saúde, para todas categorias de trabalhadores em USF. O cálculo do tempo das intervenções/atividades de enfermagem fundamentou-se na categorização proposta pelo método de planejamento da força de trabalho WISN. Resultados: Foram realizadas 32.613 observações, sendo 15% amostras de reteste, com percentual de 79% de concordância entre os observadores de campo. Das 27.846 observações regulares, 9.198 (33%) foram de enfermeiros e 18.648 (67%) de técnicos/auxiliares de enfermagem. Considerando a amostra brasileira, os enfermeiros despenderam durante a jornada de trabalho: 59,1% em intervenções de enfermagem (30,5% em cuidado direto e 28,7% em cuidado indireto), 7% em atividades associada, 13,2% em atividades pessoais, 3% em tempo de espera, 14,7% em ausências e 3% do tempo de trabalho não houve observação. Os técnicos/auxiliares de enfermagem, despenderam: 40,7% em intervenções de enfermagem (24,7% em cuidado direto e 16% em cuidado indireto), 13,7% atividades associadas, 15,8% atividades pessoais, 15,6% tempo de espera, 11,7% do tempo estiveram ausentes e 2,5% do seu tempo de trabalho não houve observação. A produtividade real e potencial dos enfermeiros correspondeu a 66% e 84%, e dos técnicos/auxiliares de enfermagem 55% e 83%, respectivamente. Conclusão: Os resultados forneceram uma visão geral das intervenções/atividades de enfermagem realizadas na USF, bem como elas distribuíram-se dentro do tempo de trabalho, o que pode subsidiar a revisão de algumas práticas e otimização da força de trabalho de enfermagem para atender as necessidades de saúde dos usuários. Outro importante achado são os padrões de tempo que subsidiaram o planejamento da força de trabalho de enfermagem na ESF e a aplicação do método WISN, propiciando discussões e reflexões sobre a política atual de planejamento de trabalhadores de enfermagem para a ESF.
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Método: Pesquisa metodológica de campo, multicêntrica com abordagem quantitativa e amostragem intencional em 27 USF, em 12 estados e cinco regiões geográficas. Para a identificação da carga de trabalho foi aplicada a técnica amostragem de trabalho, com observação de 34 enfermeiros e 66 técnicos/auxiliares de enfermagem a cada 10 minutos, durante a jornada de trabalho em uma semana típica de trabalho. As USF selecionadas foram avaliadas pelo Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica, como de desempenho ótimo. O instrumento de medida da carga de trabalho utilizado foi elaborado pelo grupo de pesquisadores dos Observatórios de Recursos Humanos em Saúde, para todas categorias de trabalhadores em USF. O cálculo do tempo das intervenções/atividades de enfermagem fundamentou-se na categorização proposta pelo método de planejamento da força de trabalho WISN. Resultados: Foram realizadas 32.613 observações, sendo 15% amostras de reteste, com percentual de 79% de concordância entre os observadores de campo. Das 27.846 observações regulares, 9.198 (33%) foram de enfermeiros e 18.648 (67%) de técnicos/auxiliares de enfermagem. Considerando a amostra brasileira, os enfermeiros despenderam durante a jornada de trabalho: 59,1% em intervenções de enfermagem (30,5% em cuidado direto e 28,7% em cuidado indireto), 7% em atividades associada, 13,2% em atividades pessoais, 3% em tempo de espera, 14,7% em ausências e 3% do tempo de trabalho não houve observação. Os técnicos/auxiliares de enfermagem, despenderam: 40,7% em intervenções de enfermagem (24,7% em cuidado direto e 16% em cuidado indireto), 13,7% atividades associadas, 15,8% atividades pessoais, 15,6% tempo de espera, 11,7% do tempo estiveram ausentes e 2,5% do seu tempo de trabalho não houve observação. A produtividade real e potencial dos enfermeiros correspondeu a 66% e 84%, e dos técnicos/auxiliares de enfermagem 55% e 83%, respectivamente. Conclusão: Os resultados forneceram uma visão geral das intervenções/atividades de enfermagem realizadas na USF, bem como elas distribuíram-se dentro do tempo de trabalho, o que pode subsidiar a revisão de algumas práticas e otimização da força de trabalho de enfermagem para atender as necessidades de saúde dos usuários. Outro importante achado são os padrões de tempo que subsidiaram o planejamento da força de trabalho de enfermagem na ESF e a aplicação do método WISN, propiciando discussões e reflexões sobre a política atual de planejamento de trabalhadores de enfermagem para a ESF.Background: Although strong evidence of health workers affecting health outcomes exists, nurses frequently do not plan the workforce based on scientific investigation. In Family Health Strategy, a single parameter is recommended to be used throughout the whole country, which does not meet the local socioeconomic characteristics, because it is based only on number of inhabitants. Aim: to propose standard references for duration of nursing interventions / activities at Family Health Units (FHU) and to calculate nursing workforce. Methods: It was conducted a methodological research field, multicenter with a quantitative approach and purposive sampling in 27 FHUs, in 12 states in all 5 geographical regions. The work sampling technic was used to identify the workload with observations every 10 minutes for nurses and nurse assistants during a typical working week. FHUs were selected according to the evaluation developed by National Program to improve Access and Quality of Primary Care (PMAQ). The instrument used to measure the workload was developed by a group of Human Health Resources Observatories which is applicable to all categories of workers in FHUs. The standard references were calculated based on interventions / activities proposed by Workload Indicators Staffing Need (WISN). Results: 32.613 observations were conducted, and 15% was sample retest, with result in 79% agreement among observers. 27.846 observations were regular. Furthermore, 9.198 (33%) were observations of nurses and 18.648 (67%) were observations of nurse assistants. Nurses, in Brazil, spend their working time as following: 59.1% in interventions (30.5% direct care and 28.7% indirect care), 7% in unit-related activity, 13.2% in personal activity, 3% standby time, 14.7% absence and 3% was not observed. Nurse assistants, in Brazil, spend their working time as following: 40.7% in interventions (24.7% in direct care and indirect care in 16%), 13.7% unit-related activity, 15.8% in personal activity, 15.6% standby time, 11.7% absence and 2.5% was not observed. The current productivity and potential productivity of nurses, in Brazil, were 66% and 84% respectively; and of Nurse Assistants were 55% of current productivity and 83% of potential productivity. Conclusion: The results provide both an overview of nursing interventions / activities at FHUs, as well as how they are distributed within the working time. These results can support an eventual redesign of some practices and process optimization of nursing workforce in order to better meet the needs of users. Another important finding is the standard reference for interventions duration which gives support to the planning of the nursing workforce in FHUs and the application of the WISN method. So, these data can support discussions and reflections on the current planning policy for nursing staff at FHUs.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPGaidzinski, Raquel RaponeBonfim, Daiana2014-07-15info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7140/tde-16092014-105517/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2024-10-09T13:16:04Zoai:teses.usp.br:tde-16092014-105517Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212024-10-09T13:16:04Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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