Aplicação seriada de células-tronco mesenquimais alogênicas de líquido sinovial no tratamento da osteoartrite experimental em equinos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Rodrigues, Nubia Nayara Pereira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10136/tde-24032025-121816/
Resumo: A osteoartrite (OA) é uma importante enfermidade que apresenta alterações marcantes em diversas estruturas e, principalmente, inflamação e degeneração progressiva da cartilagem hialina. As terapias convencionais são direcionadas ao tratamento sintomático com pouca eficácia para promover regeneração tecidual. Este estudo avaliou os efeitos da aplicação intra-articular repetida de pool de CTMs alogênicas, oriundas de líquido sinovial (CTMsLS), na OA induzida cirurgicamente em articulações metacarpofalângicas. O líquido sinovial (LS) foi obtido de seis articulações cárpicas saudáveis para cultivo e isolamento das CTMsLS. A caracterização das CTMsLS apresentou expressão positiva de CD44 (73,25±11,11), CD90 (96,25±1,89) e CD105 (92,45±1,89); expressão negativa de CD34 (1,44±0,2); positiva expressão de MHC-II (65,55±14,3) e diferenciação em três linhagens. Doze equinos, submetidos à indução experimental de OA por artroscopia foram utilizados e avaliados em seis momentos (D0, D15, D45, D75, D105 e D135). Após estabelecida e confirmada a OA no D0, os equinos foram randomizados em dois grupos de seis animais: controle (GC) e tratado (GT). O GT recebeu três aplicações intra-articulares (T1, T2 e T3) de um pool (dois doadores) de 10 milhões de CTMsLS alogênicas, que foram realizadas no D0, D15 e D45. Os haplótipos identificados nos doadores não foram identificados nos animais tratados. Os resultados demonstram que a aplicação de CTMsLS alogênicas não promoveu sinais clínicos inflamatórios ou degenerativos locais compatíveis com rejeição, mesmo com MHC-II positivo. Não foram observadas respostas clínicas adversas imediatas ou tardias nos equinos tratados. No GT, houve melhora (p=0.04) no delta (Δ) do ângulo de flexão máxima e melhora na claudicação medida pelo equipamento Lameness locator® (Δ p=0.01) em relação ao GC, além de diminuição da concentração de AH no D135 (p=0.02) no GT comparado ao GC. Observamos diferença entre grupos (p=0.02) e ao longo do tempo (p= 0.05) nas concentrações de PGE2. Também observamos diferença entre os grupos na concentração de CTX II (p= 0.04) com médias inferiores no GT. E as médias da concentração de TGF-β1 foram significativamente maiores no GT na grande maioria dos momentos após o T1. O tratamento seriado com CTMsLS alogênicas promoveu melhora na claudicação e na amplitude do movimento articular. Houve aumento nos níveis de PGE2, TGF-β1 e diminuição de CTX-II, sugerindo efeito benéfico sobre a inflamação e degeneração articular. Pesquisas futuras devem avaliar o impacto das CTMsLS alogênicas a longo prazo no reparo articular, considerando a influência de aplicações seriadas e a compatibilidade imunogenética entre doadores e receptores. A análise dos haplótipos do MHC-II poderá esclarecer possíveis respostas imunes e sua relação com a eficácia terapêutica. Esses estudos serão essenciais para otimizar protocolos e ampliar o uso seguro dessa abordagem na osteoartrite equina.
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O líquido sinovial (LS) foi obtido de seis articulações cárpicas saudáveis para cultivo e isolamento das CTMsLS. A caracterização das CTMsLS apresentou expressão positiva de CD44 (73,25±11,11), CD90 (96,25±1,89) e CD105 (92,45±1,89); expressão negativa de CD34 (1,44±0,2); positiva expressão de MHC-II (65,55±14,3) e diferenciação em três linhagens. Doze equinos, submetidos à indução experimental de OA por artroscopia foram utilizados e avaliados em seis momentos (D0, D15, D45, D75, D105 e D135). Após estabelecida e confirmada a OA no D0, os equinos foram randomizados em dois grupos de seis animais: controle (GC) e tratado (GT). O GT recebeu três aplicações intra-articulares (T1, T2 e T3) de um pool (dois doadores) de 10 milhões de CTMsLS alogênicas, que foram realizadas no D0, D15 e D45. Os haplótipos identificados nos doadores não foram identificados nos animais tratados. Os resultados demonstram que a aplicação de CTMsLS alogênicas não promoveu sinais clínicos inflamatórios ou degenerativos locais compatíveis com rejeição, mesmo com MHC-II positivo. Não foram observadas respostas clínicas adversas imediatas ou tardias nos equinos tratados. No GT, houve melhora (p=0.04) no delta (Δ) do ângulo de flexão máxima e melhora na claudicação medida pelo equipamento Lameness locator® (Δ p=0.01) em relação ao GC, além de diminuição da concentração de AH no D135 (p=0.02) no GT comparado ao GC. Observamos diferença entre grupos (p=0.02) e ao longo do tempo (p= 0.05) nas concentrações de PGE2. Também observamos diferença entre os grupos na concentração de CTX II (p= 0.04) com médias inferiores no GT. E as médias da concentração de TGF-β1 foram significativamente maiores no GT na grande maioria dos momentos após o T1. O tratamento seriado com CTMsLS alogênicas promoveu melhora na claudicação e na amplitude do movimento articular. Houve aumento nos níveis de PGE2, TGF-β1 e diminuição de CTX-II, sugerindo efeito benéfico sobre a inflamação e degeneração articular. Pesquisas futuras devem avaliar o impacto das CTMsLS alogênicas a longo prazo no reparo articular, considerando a influência de aplicações seriadas e a compatibilidade imunogenética entre doadores e receptores. A análise dos haplótipos do MHC-II poderá esclarecer possíveis respostas imunes e sua relação com a eficácia terapêutica. Esses estudos serão essenciais para otimizar protocolos e ampliar o uso seguro dessa abordagem na osteoartrite equina.Osteoarthritis (OA) is a significant disease characterized by marked changes in various structures, particularly inflammation and progressive degeneration of hyaline cartilage. Conventional therapies are aimed at symptomatic treatment with limited effectiveness in promoting tissue regeneration. This study evaluated the effects of repeated intra-articular administration of a pool of allogeneic mesenchymal stem cells derived from synovial fluid (SF-MSCs) in surgically induced OA of the metacarpophalangeal joints. Synovial fluid (SF) was obtained from six healthy carpal joints for the culture and isolation of SF-MSCs. Characterization of SF-MSCs showed positive expression of CD44 (73.25±11.11), CD90 (96.25±1.89), and CD105 (92.45±1.89); negative expression of CD34 (1.44±0.2); positive expression of MHC-II (65.55±14.3), and differentiation into three lineages. Twelve horses were subjected to experimental OA induction via arthroscopy and were evaluated at six time points (D0, D15, D45, D75, D105, and D135). Once OA was established and confirmed at D0, the horses were randomized into two groups of six animals: control (CG) and treated (TG). The TG received three intra-articular applications (T1, T2, and T3) of a pool (from two donors) of 10 million allogeneic SF-MSCs, which were administered on D0, D15, and D45. The haplotypes identified in the donors were not found in the treated animals. The results demonstrated that the administration of allogeneic SF-MSCs did not induce local inflammatory or degenerative clinical signs compatible with rejection, despite MHC-II positivity. No immediate or delayed adverse clinical responses were observed in the treated horses. In the TG, there was an improvement (p=0.04) in the delta (Δ) of the maximum flexion angle and a reduction in lameness measured by the Lameness Locator® device (Δ p=0.01) compared to the CG, as well as a decrease in HA concentration on D135 (p=0.02) in the TG compared to the CG. Differences between groups (p=0.02) and over time (p=0.05) were observed in PGE2 concentrations. A difference between groups was also found in CTX-II concentration (p=0.04), with lower mean values in the TG. Moreover, the mean concentration of TGF-β1 was significantly higher in the TG at most time points after T1. Serial treatment with allogeneic SF-MSCs improved lameness and joint range of motion. There was an increase in PGE2 and TGF-β1 levels and a decrease in CTX-II, suggesting a beneficial effect on inflammation and joint degeneration. Future research should evaluate the long-term impact of allogeneic SF-MSCs on joint repair, considering the influence of serial applications and the immunogenetic compatibility between donors and recipients. MHC-II haplotype analysis may clarify potential immune responses and their relationship with therapeutic efficacy. These studies will be essential to optimizing protocols and expanding the safe use of this approach in equine osteoarthritis.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPBaccarin, Raquel Yvonne ArantesYamada, Ana Lucia MiluzziRodrigues, Nubia Nayara Pereira2024-12-13info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10136/tde-24032025-121816/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-07-15T14:28:02Zoai:teses.usp.br:tde-24032025-121816Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-07-15T14:28:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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