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Influência da respiração e da função de língua nas funções de mastigação, deglutição e fala em crianças com mordida aberta anterior

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Brito, Giovana Miranda de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25143/tde-05022026-153244/
Resumo: Introdução: A mordida aberta anterior é uma má oclusão complexa caracterizada pela falta de contato entre os incisivos superiores e inferiores quando a boca está fechada. Sua etiologia é variada, tendo como fatores os hábitos orais prolongados, má posição da língua na cavidade oral, além de influência genética desempenhando um papel significativo. Objetivo: Verificar a influência da função respiratória e da função da língua nas funções de mastigação, deglutição e fala e caracterizar estas funções em crianças com mordida aberta anterior. Métodos: Estudo quantitativo, transversal e retrospectivo, realizado com 34 crianças de 6 a 8 anos com mordida aberta anterior, Classe I, dentição mista, primeiros molares e incisivos permanentes presentes, trespasse vertical -1 mm, ausência de mordida cruzada e apinhamento leve ou ausente, e ao menos um hábito deletério. Foram excluídas crianças com padrão face longa moderado/severo, agenesias, perdas dentárias, síndromes ou alterações sistêmicas/neurológicas. Foram analisados modo respiratório, pico de fluxo nasal inspiratório, frênulo lingual, mobilidade e pressão da língua. As funções de respiração, mastigação e deglutição foram avaliadas por meio da aplicação do Protocolo MBGR (Genaro et al., 2009), enquanto o frênulo lingual, mobilidade da língua e a função de fala, foram analisados segundo o Protocolo para Avaliação de Frênulo de Língua, proposto por Marchesan (2014). A pressão da língua nas provas de elevação, lateralização, protrusão, deglutição e teste de fadiga, foi mensurada por meio do IOPI (Iowa Oral Performance Instrument), e o pico de fluxo nasal inspiratório foi avaliado por meio do Peak Nasal Inspiratory Flow (PNIF). Os dados foram obtidos por registros clínicos e analisados por avaliadoras calibradas. As classificações de gravidade seguiram a distribuição em frações dos escores. A análise estatística incluiu testes de Shapiro-Wilk, Kruskal-Wallis e correlações de Pearson ou Spearman, com nível de significância de p<0,05. Resultados: A maioria dos participantes apresentou respiração oronasal (67,6%) e aproximadamente metade da amostra frênulo lingual alterado (48,5%). Em relação à fala foram identificadas alterações de grau leve (M = 11,7) de acordo com os escores médios dos protocolos, com diferença significativa entre modos respiratórios (p = 0,042). Para as funções de mastigação (M = 2,26), deglutição habitual de sólido (M= 2,94), deglutição habitual de líquido (M= 0,576) e deglutição dirigida (M= 2,85) também foram encontradas alterações leves. Observouse correlação moderada entre mobilidade da língua e mastigação ( = 0,488; p = 0,003), e correlação negativa e moderada entre pressão de língua na deglutição e escore de fala ( = 0,400; p = 0,019). Conclusão: O estudo evidenciou associação entre respiração oronasal e ocorrência de alterações na fala, assim como entre alterações na mobilidade da língua e pior desempenho mastigatório em crianças com mordida aberta anterior.
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Métodos: Estudo quantitativo, transversal e retrospectivo, realizado com 34 crianças de 6 a 8 anos com mordida aberta anterior, Classe I, dentição mista, primeiros molares e incisivos permanentes presentes, trespasse vertical -1 mm, ausência de mordida cruzada e apinhamento leve ou ausente, e ao menos um hábito deletério. Foram excluídas crianças com padrão face longa moderado/severo, agenesias, perdas dentárias, síndromes ou alterações sistêmicas/neurológicas. Foram analisados modo respiratório, pico de fluxo nasal inspiratório, frênulo lingual, mobilidade e pressão da língua. As funções de respiração, mastigação e deglutição foram avaliadas por meio da aplicação do Protocolo MBGR (Genaro et al., 2009), enquanto o frênulo lingual, mobilidade da língua e a função de fala, foram analisados segundo o Protocolo para Avaliação de Frênulo de Língua, proposto por Marchesan (2014). A pressão da língua nas provas de elevação, lateralização, protrusão, deglutição e teste de fadiga, foi mensurada por meio do IOPI (Iowa Oral Performance Instrument), e o pico de fluxo nasal inspiratório foi avaliado por meio do Peak Nasal Inspiratory Flow (PNIF). Os dados foram obtidos por registros clínicos e analisados por avaliadoras calibradas. As classificações de gravidade seguiram a distribuição em frações dos escores. A análise estatística incluiu testes de Shapiro-Wilk, Kruskal-Wallis e correlações de Pearson ou Spearman, com nível de significância de p<0,05. Resultados: A maioria dos participantes apresentou respiração oronasal (67,6%) e aproximadamente metade da amostra frênulo lingual alterado (48,5%). Em relação à fala foram identificadas alterações de grau leve (M = 11,7) de acordo com os escores médios dos protocolos, com diferença significativa entre modos respiratórios (p = 0,042). Para as funções de mastigação (M = 2,26), deglutição habitual de sólido (M= 2,94), deglutição habitual de líquido (M= 0,576) e deglutição dirigida (M= 2,85) também foram encontradas alterações leves. Observouse correlação moderada entre mobilidade da língua e mastigação ( = 0,488; p = 0,003), e correlação negativa e moderada entre pressão de língua na deglutição e escore de fala ( = 0,400; p = 0,019). Conclusão: O estudo evidenciou associação entre respiração oronasal e ocorrência de alterações na fala, assim como entre alterações na mobilidade da língua e pior desempenho mastigatório em crianças com mordida aberta anterior.Introduction: Anterior open bite is a complex malocclusion characterized by the lack of contact between the upper and lower incisors when the mouth is closed. Its etiology is multifactorial, including prolonged oral habits, inadequate tongue posture within the oral cavity, and a significant genetic influence. Objective: To investigate the influence of respiratory function and tongue function on mastication, swallowing, and speech, and to characterize these functions in children with anterior open bite. Methods: This quantitative, cross-sectional, retrospective study included 34 children aged 6 to 8 years with anterior open bite, Class I malocclusion, mixed dentition, presence of permanent first molars and incisors, vertical overlap 1 mm, absence of posterior crossbite, mild or no crowding, and at least one deleterious oral habit. Children with moderate/severe long-face pattern, agenesis, tooth loss, syndromes, or systemic/neurological disorders were excluded. The following variables were analyzed: breathing mode, peak nasal inspiratory flow, lingual frenulum, tongue mobility, and tongue pressure. Breathing, mastication, and swallowing functions were assessed using the MBGR Protocol (Genaro et al., 2009), while the lingual frenulum, tongue mobility, and speech function were analyzed according to the Lingual Frenulum Assessment Protocol proposed by Marchesan (2014). Tongue pressure during elevation, lateralization, protrusion, swallowing, and fatigue tasks was measured using the Iowa Oral Performance Instrument (IOPI), and peak nasal inspiratory flow was assessed using the Peak Nasal Inspiratory Flow (PNIF). Data were obtained from clinical records and analyzed by calibrated evaluators. Severity classifications followed fractional score distributions. Statistical analysis included ShapiroWilk, Kruskal Wallis, and Pearson or Spearman correlation tests, with a significance level of p < 0.05. Results: Most participants presented oronasal breathing (67.6%), and approximately half of the sample had an altered lingual frenulum (48.5%). Mild speech alterations were identified (M = 11.7) according to the mean protocol scores, with a significant difference between breathing modes (p = 0.042). Mild alterations were also observed for mastication (M = 2.26), habitual solid swallowing (M = 2.94), habitual liquid swallowing (M = 0.576), and directed swallowing (M = 2.85). A moderate correlation was found between tongue mobility and mastication ( = 0.488; p = 0.003), as well as a moderate negative correlation between tongue pressure during swallowing and speech score ( = 0.400; p = 0.019). Conclusion: The study demonstrated an association between oronasal breathing and the occurrence of speech alterations, as well as between impaired tongue mobility and poorer masticatory performance in children presented with anterior open bite.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPBerretin, GiédreBrito, Giovana Miranda de2025-10-21info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25143/tde-05022026-153244/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-02-23T17:38:02Zoai:teses.usp.br:tde-05022026-153244Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-02-23T17:38:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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