"Desenvolvimento do contato ocular em bebês de zero a quatro meses"
| Ano de defesa: | 2006 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-10102006-165601/ |
Resumo: | O contato ocular entre o bebê e sua mãe é uma das manifestações iniciais da comunicação interpessoal e sua ausência é um indicador de risco para o desenvolvimento. Para auxiliar na compreensão do desenvolvimento inicial do contato ocular, visando perspectivas clínicas e preventivas, foi realizado acompanhamento longitudinal naturalístico de bebês entre zero e quatro meses de idade. Foram sujeitos desta pesquisa 17 bebês saudáveis com idades entre zero e quatro meses de idade. Após os procedimentos éticos pertinentes, cada sujeito recebeu cinco visitas domiciliares, ocorridas na segunda quinzena de cada mês de vida, nas quais foram realizadas videogravações das díades mãe-bebê por 30 minutos, englobando situações cotidianas de interação e cuidados. As atividades observadas foram classificadas segundo seu caráter. As videogravações foram assistidas em intervalos de 30 segundos e foram transcritos em protocolo apropriado os estados do bebê (seis estados) e as categorias de observação do olhar (doze categorias determinadas para esta pesquisa). Os dados foram contabilizados por software específico e submetidos à análise estatística. O estado de alerta foi o que mais forneceu subsídios para a análise do comportamento visual dos bebês. Em alerta, os sujeitos apresentaram, ao longo dos primeiros meses de seu desenvolvimento, diferenças estatisticamente significantes nas freqüências de oito das categorias de observação do olhar: "olhar para os olhos da mãe", "olhar para o rosto da mãe", "olhar para objeto(s)", "olhar para a pesquisadora", "olhar para o ambiente de forma ativa", "olhar para o ambiente de forma passiva", "olhar para o próprio corpo" e "olhos fechados". Houve correlação positiva entre "olhar para os olhos da mãe" e "olhar para o rosto da mãe" em 80% dos momentos pesquisados. O contato ocular entre o bebê e sua mãe pode ser detectado já no período neonatal, apresentando aumento estatisticamente significante de freqüência até o quarto mês de vida. Existem outras categorias de observação do olhar fundamentais no início do desenvolvimento de bebês, que indicam o aumento da freqüência do olhar ativo dirigido a outros elementos da cena, além da mãe. O estudo traz novos dados sobre o desenvolvimento do contato ocular nos primeiros meses de vida. |
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"Desenvolvimento do contato ocular em bebês de zero a quatro meses" Development of the eye contact in babies from zero to four months of agechild developmentcomunicação não-verbaldesenvolvimento infantilinfantlactenteneonatonewbornnonverbal communicationpercepção visualvisual perceptionO contato ocular entre o bebê e sua mãe é uma das manifestações iniciais da comunicação interpessoal e sua ausência é um indicador de risco para o desenvolvimento. Para auxiliar na compreensão do desenvolvimento inicial do contato ocular, visando perspectivas clínicas e preventivas, foi realizado acompanhamento longitudinal naturalístico de bebês entre zero e quatro meses de idade. Foram sujeitos desta pesquisa 17 bebês saudáveis com idades entre zero e quatro meses de idade. Após os procedimentos éticos pertinentes, cada sujeito recebeu cinco visitas domiciliares, ocorridas na segunda quinzena de cada mês de vida, nas quais foram realizadas videogravações das díades mãe-bebê por 30 minutos, englobando situações cotidianas de interação e cuidados. As atividades observadas foram classificadas segundo seu caráter. As videogravações foram assistidas em intervalos de 30 segundos e foram transcritos em protocolo apropriado os estados do bebê (seis estados) e as categorias de observação do olhar (doze categorias determinadas para esta pesquisa). Os dados foram contabilizados por software específico e submetidos à análise estatística. O estado de alerta foi o que mais forneceu subsídios para a análise do comportamento visual dos bebês. Em alerta, os sujeitos apresentaram, ao longo dos primeiros meses de seu desenvolvimento, diferenças estatisticamente significantes nas freqüências de oito das categorias de observação do olhar: "olhar para os olhos da mãe", "olhar para o rosto da mãe", "olhar para objeto(s)", "olhar para a pesquisadora", "olhar para o ambiente de forma ativa", "olhar para o ambiente de forma passiva", "olhar para o próprio corpo" e "olhos fechados". Houve correlação positiva entre "olhar para os olhos da mãe" e "olhar para o rosto da mãe" em 80% dos momentos pesquisados. O contato ocular entre o bebê e sua mãe pode ser detectado já no período neonatal, apresentando aumento estatisticamente significante de freqüência até o quarto mês de vida. Existem outras categorias de observação do olhar fundamentais no início do desenvolvimento de bebês, que indicam o aumento da freqüência do olhar ativo dirigido a outros elementos da cena, além da mãe. O estudo traz novos dados sobre o desenvolvimento do contato ocular nos primeiros meses de vida. The eye contact between the infant and his/her mother is one of the first manifestations of interpersonal communication and its absence is an inidicator of risk for the infant's development. A naturalistic longitudinal study with infants between zero and four months of age can help the understanding of the initial development of the eye contact, aiming clinical and preventive perspectives. Seventeen healthy infants aged between zero and four months were the subjects of this research. After the ethic procedures, each subject received five home visits, which happened in the second fortnight of every month of life. Mothers and infants were video taped during these visits for 30 minutes in their daily routines of interaction and care. The observed activities were classified. These video tapes were watched in intervals of 30 seconds. The states of the babies (six states) and the categories of the observation of the gaze (twelve categories determined to this research) were transcribed in appropriate protocol. The data were registered on an specific software and submitted to statistical analysis of the infants visual behavior. In alertness, the subjects presented, along the first months of their development, statistically significant differences in the frequency of the eight categories of gaze observation: look to mothers eyes", look to mothers face", look to object(s)", look to the researcher", actively looking to the environment", passively looking to the environment", look to his/her own body" and eyes closed". There was a positive correlation between the look mothers eyes" and look to mothers face" in 80% of the researched moments. The eye contact of the infant and his/her mother can already be detected in the neonatal period, showing gradual frequency increase until the fourth month of life. There are other categories of the gaze that are fundamental in the beginning of the infants development and indicate the increase of frequency in the active look directed to other elements of the scene besides the mother. The study presents new data about the development of the eye contact in the first months of life. Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPFernandes, Fernanda Dreux MirandaGerbelli, Aline Elise2006-07-07info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-10102006-165601/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2019-04-16T20:48:23Zoai:teses.usp.br:tde-10102006-165601Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212019-04-16T20:48:23Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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