Treino olfatório personalizado para tratamento de disfunções persistentes do olfato pós COVID-19
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47132/tde-17122024-183442/ |
Resumo: | Os Distúrbios Persistentes do Olfato (DPO) decorrentes da Covid-19 representam um desafio neural na Covid Longa ou Síndrome Pós-Covid. Essa condição prolongada pode impactar significativamente as interações afetivas e a qualidade de vida, afetando aproximadamente 5% dos indivíduos que experienciaram sintomas de distúrbios olfatórios após a infecção pelo SARS-CoV-2. Atualmente, o Treinamento Olfatório (TO) é considerado como tratamento para a reabilitação das funções olfatórias, visando estimular a neuroplasticidade. Partindo da hipótese de que correlatos neurobiológicos entre os sistemas olfatório, afetivo e de memória possam fortalecer as modulações neurais durante o TO, propomos um novo conceito de TO baseado nas valências hedônicas e afetivas dos odores selecionados, a partir da biografias e memórias afetivas individuais. Para investigar os efeitos comparativos entre o TO personalizado (TOP) e o TO clássico (TOC), realizamos um estudo prospectivo longitudinal exploratório, envolvendo 62 participantes, entre 18 e 65 anos, com DPO pós-Covid-19. Os participantes foram divididos aleatoriamente em dois grupos, submetidos a sessões diárias de exposição a um conjunto de 4 odores ao longo de 12 semanas. Avaliamos a recuperação funcional olfatória com o teste UPSIT em 4 sessões mensais. Além disso, utilizamos Escalas Analógicas Visuais para aferir a agradabilidade, presença de memórias afetivas e a valência afetiva em relação aos odores usados no TO. Por fim, a qualidade de vida e possíveis sintomas depressivos foram avaliados antes e após o TO com os questionários WHOQOL-Bref e BDI-Beck, respectivamente. Os resultados sugerem diferenças significativas nos efeitos dos tratamentos na avaliação funcional com o UPSIT ao longo do tempo, bem como em relação à adesão ao tratamento no GE. A análise das diferenças nos escores de Beck e WHOQOL sugere uma redução nos valores de depressão pós-tratamento em ambos os grupos, indicando uma leve diminuição nos níveis de depressão, assim como melhora na qualidade de vida pós-tratamento, com melhores índices no GE. |
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Treino olfatório personalizado para tratamento de disfunções persistentes do olfato pós COVID-19Personalized olfactory training for post Covid-19 long-lasting smell disordersAffective memoryCovid longaDisfunção persistente olfatóriaLong CovidLong lasting olfactory dysfunctionMemória afetivaOlfactory trainingOlfatoSense of smellTreino olfatórioOs Distúrbios Persistentes do Olfato (DPO) decorrentes da Covid-19 representam um desafio neural na Covid Longa ou Síndrome Pós-Covid. Essa condição prolongada pode impactar significativamente as interações afetivas e a qualidade de vida, afetando aproximadamente 5% dos indivíduos que experienciaram sintomas de distúrbios olfatórios após a infecção pelo SARS-CoV-2. Atualmente, o Treinamento Olfatório (TO) é considerado como tratamento para a reabilitação das funções olfatórias, visando estimular a neuroplasticidade. Partindo da hipótese de que correlatos neurobiológicos entre os sistemas olfatório, afetivo e de memória possam fortalecer as modulações neurais durante o TO, propomos um novo conceito de TO baseado nas valências hedônicas e afetivas dos odores selecionados, a partir da biografias e memórias afetivas individuais. Para investigar os efeitos comparativos entre o TO personalizado (TOP) e o TO clássico (TOC), realizamos um estudo prospectivo longitudinal exploratório, envolvendo 62 participantes, entre 18 e 65 anos, com DPO pós-Covid-19. Os participantes foram divididos aleatoriamente em dois grupos, submetidos a sessões diárias de exposição a um conjunto de 4 odores ao longo de 12 semanas. Avaliamos a recuperação funcional olfatória com o teste UPSIT em 4 sessões mensais. Além disso, utilizamos Escalas Analógicas Visuais para aferir a agradabilidade, presença de memórias afetivas e a valência afetiva em relação aos odores usados no TO. Por fim, a qualidade de vida e possíveis sintomas depressivos foram avaliados antes e após o TO com os questionários WHOQOL-Bref e BDI-Beck, respectivamente. Os resultados sugerem diferenças significativas nos efeitos dos tratamentos na avaliação funcional com o UPSIT ao longo do tempo, bem como em relação à adesão ao tratamento no GE. A análise das diferenças nos escores de Beck e WHOQOL sugere uma redução nos valores de depressão pós-tratamento em ambos os grupos, indicando uma leve diminuição nos níveis de depressão, assim como melhora na qualidade de vida pós-tratamento, com melhores índices no GE.Long-lasting olfactory disorders resulting from Covid-19 represent a neural deficit in Long Covid or Post-Covid Syndrome. This long-term condition can significantly impact social interactions and quality of life, affecting approximately 5% of individuals who experienced olfactory disturbances after SARS-CoV-2 infection. Currently, Olfactory Training (OT) is considered a treatment for regaining olfactory functions, aiming to stimulate neuroplasticity in the olfactory pathways. Based on the hypothesis that neurobiological overlap between the olfactory, affective, and memory systems may reinforce neural modulations sough during OT, we propose a new concept of OT based on the hedonic and affective valences of selected odors obtained from individual biographies and affective memories. To compare the effects between personalized Olfactory Training (POT) and classical Olfactory Training (COT), we conducted a prospective longitudinal exploratory study involving 62 participants, aged 18 to 65, with POD post-Covid-19. These individuals were randomly divided into two groups and underwent daily sessions involving exposure to a set of 4 odors over 12 weeks. We assessed olfactory functional recovery using the UPSIT test in 4 monthly sessions. Additionally, we used Visual Analog Scales to measure the pleasantness, presence of affective memories, and affective valence regarding the odors used in OT. Finally, quality of life and possible depressive symptoms were assessed before and after OT using the WHOQOL-Bref and Beck Depression Inventory (BDI) questionnaires, respectively. The results suggest significant differences in treatment effects in functional evaluation with UPSIT over time, as well as regarding treatment adherence in the experimental group. Analysis of differences in Beck and WHOQOL scores suggests a reduction in post-treatment depression values in both groups, indicating a slight decrease in depression levels as well as an improvement in quality of life post-treatment, with better results for the GE.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPGualtieri, MirellaPereira, Vanessa Castello Branco2024-01-24info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47132/tde-17122024-183442/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2024-12-20T18:39:31Zoai:teses.usp.br:tde-17122024-183442Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212024-12-20T18:39:31Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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