Avaliação da oximetria noturna através de monitoramento remoto em pacientes com alterações pulmonares na COVID Longa

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Amaral, Talita Freitas
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5150/tde-09102025-141506/
Resumo: Introdução: Vários estudos realizados com pacientes portadores de COVID Longa descrevem a persistência de alterações pulmonares, mesmo após dois ou três anos da primeira infecção pelo SARS-CoV-2. Estes achados são condições que podem levar à hipoxemia observada em repouso que se intensifica aos esforços em muitos desses indivíduos. Outra condição, mais recentemente relacionada, seria o desenvolvimento de apneia obstrutiva do sono (AOS) nesta população. Há fatores de risco semelhantes entre as duas afecções, dentre os quais estão obesidade, idade mais avançada e sexo masculino. A AOS é um distúrbio caracterizado pela obstrução intermitente das vias aéreas durante o sono, que pode prejudicar as trocas gasosas e aumentar o risco de doenças cardiovasculares. Alguns estudos sugerem sua relação com uma manifestação de maior gravidade no desencadear da COVID-19. No entanto, em doentes com COVID Longa, a presença de hipoxemia noturna e sua eventual relação com a AOS ainda permanece indefinida. Objetivo: Avaliar a presença de hipoxemia noturna em pacientes que tiveram COVID-19 grave, na fase aguda, e verificar sua relação com eventuais sequelas pulmonares e também com a presença de AOS. Delineamento do Estudo e Métodos: Trata-se de um estudo de coorte ambidirecional, envolvendo pacientes adultos (18 anos) internados no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, entre março e agosto de 2020. Os pacientes que permaneceram por pelo menos 24 horas e tiveram infecção confirmada pelo SARS-CoV-2 participaram de avaliação 18-24 meses após a alta hospitalar. O estudo pesquisou a presença de hipoxemia noturna por meio de aparelhos de mensuração remota e contínua. Para analisar a presença de AOS, foi comparado os achados desta população com um grupo controle. Dados antropométricos, questionários de sintomas, avaliação clínica, além de testes de função pulmonar e tomografia computadorizada de tórax também foram analisados. Resultados: Participaram do estudo 174 pacientes, destes 79% (137/174) apresentaram hipoxemia noturna, com uma mediana de SpO2 de 93%, e 20% (34/174) dos indivíduos uma mediana de SpO2 90%, indicando maior comprometimento. Esta condição foi mais prevalente entre aqueles que, na fase aguda, foram internados na UTI 69% (95/137). Além disso, 40% (69/174) dos casos foram classificados como AOS moderada ou grave, também com predomínio entre os pacientes provenientes da UTI [72% (50/69)]. A comparação entre as frequências de AOS no grupo COVID-19 com o grupo controle não mostrou diferença significante. Conclusão: Os achados sugerem que a hipoxemia noturna é comum em pacientes com COVID Longa. A presença de AOS, apesar de elevada, apresentou frequência semelhante à do grupo controle. Provavelmente, as alterações pulmonares crônicas, devem ser as responsáveis pela hipoxemia noturna.
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spelling Avaliação da oximetria noturna através de monitoramento remoto em pacientes com alterações pulmonares na COVID LongaEvaluation of nocturnal oximetry by remote monitoring in patients with pulmonary abnormalities in Long COVIDApneia obstrutiva do sonoCOVID LongaCOVID-19COVID-19Hipoxemia noturnaLong COVIDNocturnal hypoxemiaSleep apnea obstructiveIntrodução: Vários estudos realizados com pacientes portadores de COVID Longa descrevem a persistência de alterações pulmonares, mesmo após dois ou três anos da primeira infecção pelo SARS-CoV-2. Estes achados são condições que podem levar à hipoxemia observada em repouso que se intensifica aos esforços em muitos desses indivíduos. Outra condição, mais recentemente relacionada, seria o desenvolvimento de apneia obstrutiva do sono (AOS) nesta população. Há fatores de risco semelhantes entre as duas afecções, dentre os quais estão obesidade, idade mais avançada e sexo masculino. A AOS é um distúrbio caracterizado pela obstrução intermitente das vias aéreas durante o sono, que pode prejudicar as trocas gasosas e aumentar o risco de doenças cardiovasculares. Alguns estudos sugerem sua relação com uma manifestação de maior gravidade no desencadear da COVID-19. No entanto, em doentes com COVID Longa, a presença de hipoxemia noturna e sua eventual relação com a AOS ainda permanece indefinida. Objetivo: Avaliar a presença de hipoxemia noturna em pacientes que tiveram COVID-19 grave, na fase aguda, e verificar sua relação com eventuais sequelas pulmonares e também com a presença de AOS. Delineamento do Estudo e Métodos: Trata-se de um estudo de coorte ambidirecional, envolvendo pacientes adultos (18 anos) internados no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, entre março e agosto de 2020. Os pacientes que permaneceram por pelo menos 24 horas e tiveram infecção confirmada pelo SARS-CoV-2 participaram de avaliação 18-24 meses após a alta hospitalar. O estudo pesquisou a presença de hipoxemia noturna por meio de aparelhos de mensuração remota e contínua. Para analisar a presença de AOS, foi comparado os achados desta população com um grupo controle. Dados antropométricos, questionários de sintomas, avaliação clínica, além de testes de função pulmonar e tomografia computadorizada de tórax também foram analisados. Resultados: Participaram do estudo 174 pacientes, destes 79% (137/174) apresentaram hipoxemia noturna, com uma mediana de SpO2 de 93%, e 20% (34/174) dos indivíduos uma mediana de SpO2 90%, indicando maior comprometimento. Esta condição foi mais prevalente entre aqueles que, na fase aguda, foram internados na UTI 69% (95/137). Além disso, 40% (69/174) dos casos foram classificados como AOS moderada ou grave, também com predomínio entre os pacientes provenientes da UTI [72% (50/69)]. A comparação entre as frequências de AOS no grupo COVID-19 com o grupo controle não mostrou diferença significante. Conclusão: Os achados sugerem que a hipoxemia noturna é comum em pacientes com COVID Longa. A presença de AOS, apesar de elevada, apresentou frequência semelhante à do grupo controle. Provavelmente, as alterações pulmonares crônicas, devem ser as responsáveis pela hipoxemia noturna.Introduction: Several studies carried out in patients with Long COVID describe the persistence of pulmonary findings, even two or three years after the initial SARS-CoV-2 infection. These findings are conditions that can lead to the hypoxemia observed at rest, which worsens with exertion in many of these individuals. Another condition, more recently associated, would be the development of obstructive sleep apnea (OSA) in this population. There are similar risk factors between the two conditions, including obesity, older age, and male gender. OSA is a disorder characterized by intermittent airway obstruction during sleep, which can impair gas exchange and increase the risk of cardiovascular disease. Some studies suggest that it is associated with a more severe manifestation at the onset of COVID-19. However, the presence of nocturnal hypoxemia in patients with long COVID and its possible relationship with OSA remain undefined. Objective: To evaluate the presence of nocturnal hypoxemia in patients who had severe COVID-19, in the acute phase, and to verify its relationship with possible pulmonary sequelae and also with the presence of OSA. Study Design and Methods: This is an ambidirectional cohort study involving adult patients (18 years) who were admitted to the Hospital das Clínicas of the Faculty of Medicine of the University of São Paulo between March and August 2020. Patients who had remained for at least 24 hours and had a confirmed SARS-CoV-2 infection participated in an evaluation 18-24 months after hospital discharge. The study analyzed the presence of nocturnal hypoxemia using remote and continuous measurement devices. To evaluate the presence of OSA, the findings of this population were compared with a control group. Anthropometric data, symptom questionnaires, clinical assessment, pulmonary function tests and chest CT scans were also analyzed. Results: A total of 174 patients took part in the study, of whom 79% (137\\/174) had nocturnal hypoxemia, with a median SpO2 of 93%, and 20% (34\\/174) had a median SpO2 90%, indicating greater impairment. This condition was more prevalent among those who, in the acute phase, were admitted to the ICU 69% (95\\/137). In addition, 40% (69\\/174) of the cases were classified as moderate or severe OSA, also with a predominance among patients coming from the ICU [72% (50\\/69)]. The comparison between the frequencies of OSA in the COVID-19 group and the control group showed no significant difference. Conclusion: The findings suggest that nocturnal hypoxemia is common in patients with Long COVID. The presence of OSA, although high, was similar to that of the control group. Chronic pulmonary alterations are probably responsible for nocturnal hypoxemia.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCarvalho, Carlos Roberto Ribeiro deAmaral, Talita Freitas2025-05-09info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5150/tde-09102025-141506/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-10-09T17:30:02Zoai:teses.usp.br:tde-09102025-141506Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-10-09T17:30:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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