Deodemo - o demoníaco e o divino como moduladores narrativos em Grande Sertão: Veredas
| Ano de defesa: | 2008 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8151/tde-05022026-174320/ |
Resumo: | A presente dissertação de mestrado analisa o modo como o demoníaco e o divino modulam a narrativa no romance Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa. Discutimos algumas estruturas formadoras dessa dualidade, que se atritam, mas também se complementam e harmonizam de maneira intensa. As estruturas analisadas referem-se: (1) à oralidade popular, que sustenta boa parte do imaginário do protagonista, Riobaldo; (2) a uma possível consangüinidade entre Deus e o Demônio; (3) ao modo com o narrador tenta superar sua grande dúvida, se é ter ou não estabelecido o pacto com o Diabo; (4) e, de que maneira, a partir disso, situa-se como um herói de \"romance de formação em formação\"; (5) por fim, questionamos se Riobaldo superou ou não esta sua grande inquietação, ao descobrir a verdadeira natureza do seu amigo e jagunço, o Reinaldo, que na verdade é uma mulher, Deodorina, travestida de homem. Para tanto, analisamos com minúcia a obra de alguns estudiosos que se debruçaram sobre o tema acima exposto, nos apoiando, ainda, em uma bibliografia secundária; e, também, procuramos observar e discutir os trechos nos quais as tensões narrativas acima mencionadas configuram o processo de formação do protagonista. A conclusão a que chegamos é que Riobaldo, permanentemente questionador, pendular e inquieto permanece em sua insistente busca, a fim de obter um sentido exato a respeito de tudo o que viveu; e, cremos, nenhuma certeza pode ser atribuída a este personagem tão confuso. Por isso consideramos Grande Sertão: Veredas um romance de dúvida, na medida em que a questão inicial lançada pelo narrador-personagem, que é se o diabo existe e não existe (e, com ele, Deus junto,) continua a mobilizá-lo na procura de saber quem, de fato, ele é |
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