Efeito do treinamento físico aeróbio nos níveis pressóricos clínicos e de 24 horas de indivíduos hipertensos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2003
Autor(a) principal: Souza, Márcio Oliveira de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/39/39132/tde-25112024-132721/
Resumo: Embora o efeito hipotensor do treinamento físico sobre a pressão arterial clínica de indivíduos hipertensos já esteja amplamente demonstrado, seu efeito sobre os níveis pressóricos de 24 horas permanece controverso. De fato, tem sido verificada uma grande variabilidade nas respostas pressóricas de hipertensos ao treinamento físico, o que pode se dever às características individuais e/ou a aspectos ligados aos diferentes subtipos de hipertensão arterial. Desta forma, esse estudo visou verificar e comparar o efeito do treinamento físico aeróbio sobre a pressão arterial clínica e ambulatorial de 24 horas de indivíduos \"hipertensos na MAPA\", \"hipertensos do avental branco\" e normotensos. Para tanto, 62 indivíduos hipertensos estágios I e II e normotensos sedentários, com idade entre 20 e 50 anos, foram classificados em três grupos: hipertensos na MAPA (HMA - medidas clínica e de 24 horas elevadas), hipertensos do avental branco (HAB - medida clínica elevada e de 24 horas normal) e normotensos (NT - medidas clínica e de 24 horas normais). Posteriormente, cada grupo foi dividido em dois subgrupos: treinado e controle. No início e após quatro meses de estudo foram realizadas: a medida da pressão arterial clínica e de 24 horas (monitor oscilométrico - SpaceLabs 90207), e a determinação do VO2pico (consumo de pico de oxigênio - teste ergoespirométrico em cicloergômetro, 30 W/3 min). Os grupos treinados realizaram três sessões semanais de exercício sem cicloergômetro, com intensidade evoluindo do primeiro para o segundo limiar ventilatório e duração de 20 para 50 min. Os grupos controles permaneceram sedentários durante o estudo. Independente do grupo (HMA, HAB, NT), o treinamento físico aeróbio reduziu o peso (-1,0±0,4 kg, p<0,05) e o índice de massa corporal (-0,3±0,1 kg/m2, p<0,05), e aumentou o VO2pico (+1,4±5,1 ml.kg-1.min-1, p<0,05), o que não ocorreu com os indivíduos controles, que não modificaram essas variáveis. O treinamento também diminuiu a pressão arterial clínica sistólica (-6±2 mmHg, p<0,05) e média (-6±2 mmHg, p< 0,05), o que não aconteceu nos controles. Além disso, essa redução pressórica se correlacionou positivamente com o nível pressórico inicial (PAS, r= 0,48; PAM, r= 0,50, p<0,05). Quanto à monitorização ambulatorial da pressão arterial, não houve modificação significante dos níveis pressóricos de 24 horas, vigília e sono de indivíduos treinados e controles dos grupos HMA, NT e também dos indivíduos treinados do grupo HAB após o treinamento físico. Por outro lado, houve aumento da pressão arterial diastólica de sono (+8±4 mmHg, p<0,05) nos HAB controles. Em conclusão, quatro meses de treinamento físico aeróbio reduz a pressão arterial clínica de indivíduos hipertensos e normotensos, não modifica a pressão arterial de 24 horas, mas impede o aumento tempo-dependente da pressão arterial diastólica de sono de hipertensos do avental branco\", o que pode contribuir para um melhor prognóstico nesses indivíduos
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spelling Efeito do treinamento físico aeróbio nos níveis pressóricos clínicos e de 24 horas de indivíduos hipertensosEffects of aerobic physical training on clinic and ambulatory blood pressure levels in hypertensionBlood pressureHipertensão arterialHypertensionPhysical trainingPressão arterialTreinamento físicoEmbora o efeito hipotensor do treinamento físico sobre a pressão arterial clínica de indivíduos hipertensos já esteja amplamente demonstrado, seu efeito sobre os níveis pressóricos de 24 horas permanece controverso. De fato, tem sido verificada uma grande variabilidade nas respostas pressóricas de hipertensos ao treinamento físico, o que pode se dever às características individuais e/ou a aspectos ligados aos diferentes subtipos de hipertensão arterial. Desta forma, esse estudo visou verificar e comparar o efeito do treinamento físico aeróbio sobre a pressão arterial clínica e ambulatorial de 24 horas de indivíduos \"hipertensos na MAPA\", \"hipertensos do avental branco\" e normotensos. Para tanto, 62 indivíduos hipertensos estágios I e II e normotensos sedentários, com idade entre 20 e 50 anos, foram classificados em três grupos: hipertensos na MAPA (HMA - medidas clínica e de 24 horas elevadas), hipertensos do avental branco (HAB - medida clínica elevada e de 24 horas normal) e normotensos (NT - medidas clínica e de 24 horas normais). Posteriormente, cada grupo foi dividido em dois subgrupos: treinado e controle. No início e após quatro meses de estudo foram realizadas: a medida da pressão arterial clínica e de 24 horas (monitor oscilométrico - SpaceLabs 90207), e a determinação do VO2pico (consumo de pico de oxigênio - teste ergoespirométrico em cicloergômetro, 30 W/3 min). Os grupos treinados realizaram três sessões semanais de exercício sem cicloergômetro, com intensidade evoluindo do primeiro para o segundo limiar ventilatório e duração de 20 para 50 min. Os grupos controles permaneceram sedentários durante o estudo. Independente do grupo (HMA, HAB, NT), o treinamento físico aeróbio reduziu o peso (-1,0±0,4 kg, p<0,05) e o índice de massa corporal (-0,3±0,1 kg/m2, p<0,05), e aumentou o VO2pico (+1,4±5,1 ml.kg-1.min-1, p<0,05), o que não ocorreu com os indivíduos controles, que não modificaram essas variáveis. O treinamento também diminuiu a pressão arterial clínica sistólica (-6±2 mmHg, p<0,05) e média (-6±2 mmHg, p< 0,05), o que não aconteceu nos controles. Além disso, essa redução pressórica se correlacionou positivamente com o nível pressórico inicial (PAS, r= 0,48; PAM, r= 0,50, p<0,05). Quanto à monitorização ambulatorial da pressão arterial, não houve modificação significante dos níveis pressóricos de 24 horas, vigília e sono de indivíduos treinados e controles dos grupos HMA, NT e também dos indivíduos treinados do grupo HAB após o treinamento físico. Por outro lado, houve aumento da pressão arterial diastólica de sono (+8±4 mmHg, p<0,05) nos HAB controles. Em conclusão, quatro meses de treinamento físico aeróbio reduz a pressão arterial clínica de indivíduos hipertensos e normotensos, não modifica a pressão arterial de 24 horas, mas impede o aumento tempo-dependente da pressão arterial diastólica de sono de hipertensos do avental branco\", o que pode contribuir para um melhor prognóstico nesses indivíduosThe effects of physical training reducing clinic blood pressure has been extensively demonstrated in hypertensive subjects. However, its effects on 24-hour blood pressure remains controversial. In fact, there is a great variability in blood pressure responses of hypertensive subjects to physical training. Individual characteristics as well as subtypes of hypertension may explain this variability. Thus, the purpose of this study was to verify the effects of physical training on clinic and ambulatory blood pressure in \"ABPM hypertensives, white coat hypertensives\" and normotensives. Sixthy-two subjects (hypertensives stages I and II and normotensives) aged 20 to 50 years, were classified in 3 groups: \"ABPM hypertensives\" (AHT - subjects with elevated blood pressure in clinical and ambulatory blood pressure measurements), \"white coat hypertensives\" (WCH - subjects with elevated clinic blood pressure, but normal 24-hour blood pressure) and normotensives (NT - subjects with normal clinic and 24-hour blood pressure). Each group was divided into training and control subgroups. At the beginning and after four months of the study, the following measurements were taken: clinic blood pressure (auscultatory method), 24-hour blood pressure (oscilometric method SpaceLabs 90207), and VO2peak (peak oxygen consumption - cardiopulmonary exercise test, cycle-ergometer, 30W/3 min). Training subgroups performed exercise in cycle-ergometer, 3 times per week, with an intensity increasing from the first to the second ventilatory threshold and with a duration enhancing from 20 to 50 min. Control subgroups remained sedentary during the study. Despite of the groups (AHT, WCH or NT), physical training reduced body weight (-1.0±0.4 kg, p<0.05) and body mass index (-0.3±0.1 kg/m2, p<0.05), and enhanced VO2 peak (+1.4±5.1 ml.kg-1.min-1, p<0.05). What was not observed in the control subgroup which did not change these variables. +Exercise training reduced clinic systolic (-6±2 mmHg, p<0.05) and mean blood pressures (-6±2 mmHg, p< 0.05), while there was no change in blood pressure in the control group. Moreover, the falls in clinic blood pressure were positively correlated to blood pressure values measured at the beginning of the study (SBP, r= 0.48; MBP, r= 0.50, p<0.05). There was no change in 24 hour and sleep blood pressure values in trained and control subjects from AHT and NT groups and also in trained subjects from WCH group. However, there was an increase in sleeping diastolic blood pressure (+8±4 mmHg, p<0.05) in the WCH control subgroup. In conclusion: four months of aerobic physical training reduces clinic blood pressure of hypertensive and normotensive subjects, did not change 24 hour blood pressure, but blunts the time-dependent enhancement of sleeping diastolic blood pressure in \"white coat hypertensives. This effect can contribute to a better blood pressure control and a better prognostic to these subjectsBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPForjaz, Cláudia Lúcia de MoraesSouza, Márcio Oliveira de2003-06-27info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/39/39132/tde-25112024-132721/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2024-11-25T15:57:02Zoai:teses.usp.br:tde-25112024-132721Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212024-11-25T15:57:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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