Articulação subnacional participativa nos comitês locais e na comissão mista da Bacia do Quaraí
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/106/106132/tde-24112025-183917/ |
Resumo: | A presente dissertação se debruça sobre um tema bastante importante, que é a gestão participativa de recursos hídricos, essenciais para diversas atividades sociais e econômicas nas sociedades humanas, além de ter importância destacada na manutenção de um meio ambiente equilibrado. Gerir corpos hídricos já é um desafio dada a relevância dessa substância, isso se torna ainda mais complexo em cenários transfronteiriços, onde um mesmo corpo de água é divido entre dois ou mais países, que podem ter interesses conflitantes. Nesse cenário, uma participação ativa da sociedade civil na gestão hídrica se faz importante, uma vez que a inclusão da comunidade local a nível é essencial para se endereçar pautas que são da preocupação de diversos grupos sociais e não apenas daqueles com maior poder e relevância hegemônica. Na Bacia do Quaraí, a articulação subnacional para o gerenciamento das águas acaba também dialogando com as esferas nacionais, uma vez que o Rio Quaraí, seu principal corpo hídrico, marca a fronteira entre Brasil e Uruguai, estando portanto subjugado às soberanias de ambos os países. Nesse contexto, conflitos e cooperação entre os atores locais, tanto dentro de cada país como em suas relações através da fronteira, devem ser endereçados para garantir uma governança adequada das águas, o que passa por uma participação da sociedade civil dentro das esferas institucionais locais, que são três principais. Uma no Brasil, o Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Grande do Sul; uma no Uruguai, a Comisión de Cuenca del Río Cuareim e a Comissão Mista Brasileiro Uruguaia para o Desenvolvimento da Bacia do Rio Quaraí, que é de natureza binacional. Esse trabalho teve como objetivo justamente avaliar como se dá a participação subnacional desses atores da sociedade civil nessas três instituições, olhando para a representação de classes de interesse dentro desses órgãos e como essa dinâmica impacta processos cooperativos e conflitivos dentro da bacia. Para isso, foram realizadas análises de documentação e condução de entrevistas com atores relevantes nesse contexto. Como fundamentação teórica, usou-se a ideia de território a fim de compreender as relações da população com o lugar em que vivem, inclusive realizando um resgate histórico da região da fronteira entre Brasil e Uruguai, a fim de compreender seu contexto específico. Também se trouxe conceitos de governança, a fim de melhor identificar o porquê uma participação da sociedade civil é essencial para garantir bons processos de gerenciamento hídrico, o que passa principalmente por reduzir discrepâncias de poder, onde grupos hegemônicos têm mais influência no processo de tomada de decisão. Identificou-se que na Bacia do Quaraí, há uma certa hegemonia de alguns grupos nas instituições estudadas, porém também há uma participação relevante de outros grupos da sociedade civil, ainda que alguns outros estejam excluídos desse processo. Isso faz com que exista, além de uma cooperação local, um espaço para resolução de conflitos. O principal desafio para que a situação avance é a falta de financiamento das instituições por parte dos governos locais e desconhecimento da região por parte dos representantes dos governos nacionais. |
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Articulação subnacional participativa nos comitês locais e na comissão mista da Bacia do QuaraíParticipatory Subnational Coordination in the Local Committees and in the Joint Commission of the Quaraí Basinbacia do Quaraícomitê de bacia do Quaraícooperação transfronteiriçagestão hídrica transfronteiriçagovernança da águagovernança hídrica participativaparticipatory water governanceQuaraí BasinQuaraí Basin Committeetransboundary cooperationtransboundary water managementwater governanceA presente dissertação se debruça sobre um tema bastante importante, que é a gestão participativa de recursos hídricos, essenciais para diversas atividades sociais e econômicas nas sociedades humanas, além de ter importância destacada na manutenção de um meio ambiente equilibrado. Gerir corpos hídricos já é um desafio dada a relevância dessa substância, isso se torna ainda mais complexo em cenários transfronteiriços, onde um mesmo corpo de água é divido entre dois ou mais países, que podem ter interesses conflitantes. Nesse cenário, uma participação ativa da sociedade civil na gestão hídrica se faz importante, uma vez que a inclusão da comunidade local a nível é essencial para se endereçar pautas que são da preocupação de diversos grupos sociais e não apenas daqueles com maior poder e relevância hegemônica. Na Bacia do Quaraí, a articulação subnacional para o gerenciamento das águas acaba também dialogando com as esferas nacionais, uma vez que o Rio Quaraí, seu principal corpo hídrico, marca a fronteira entre Brasil e Uruguai, estando portanto subjugado às soberanias de ambos os países. Nesse contexto, conflitos e cooperação entre os atores locais, tanto dentro de cada país como em suas relações através da fronteira, devem ser endereçados para garantir uma governança adequada das águas, o que passa por uma participação da sociedade civil dentro das esferas institucionais locais, que são três principais. Uma no Brasil, o Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Grande do Sul; uma no Uruguai, a Comisión de Cuenca del Río Cuareim e a Comissão Mista Brasileiro Uruguaia para o Desenvolvimento da Bacia do Rio Quaraí, que é de natureza binacional. Esse trabalho teve como objetivo justamente avaliar como se dá a participação subnacional desses atores da sociedade civil nessas três instituições, olhando para a representação de classes de interesse dentro desses órgãos e como essa dinâmica impacta processos cooperativos e conflitivos dentro da bacia. Para isso, foram realizadas análises de documentação e condução de entrevistas com atores relevantes nesse contexto. Como fundamentação teórica, usou-se a ideia de território a fim de compreender as relações da população com o lugar em que vivem, inclusive realizando um resgate histórico da região da fronteira entre Brasil e Uruguai, a fim de compreender seu contexto específico. Também se trouxe conceitos de governança, a fim de melhor identificar o porquê uma participação da sociedade civil é essencial para garantir bons processos de gerenciamento hídrico, o que passa principalmente por reduzir discrepâncias de poder, onde grupos hegemônicos têm mais influência no processo de tomada de decisão. Identificou-se que na Bacia do Quaraí, há uma certa hegemonia de alguns grupos nas instituições estudadas, porém também há uma participação relevante de outros grupos da sociedade civil, ainda que alguns outros estejam excluídos desse processo. Isso faz com que exista, além de uma cooperação local, um espaço para resolução de conflitos. O principal desafio para que a situação avance é a falta de financiamento das instituições por parte dos governos locais e desconhecimento da região por parte dos representantes dos governos nacionais.This dissertation focuses on a critical topic: participatory water resource management, which is essential for various social and economic activities in human societies, and plays a key role in maintaining a balanced environment. Managing water bodies is already a significant challenge, given the importance of this resource, and it becomes even more complex in transboundary scenarios, where the same water body is shared between two or more countries that may have conflicting interests. In this context, active civil society participation in water management is crucial, as including local communities at different levels is essential to address concerns that matter to diverse social groupsnot just those with greater hegemonic power and influence.In the Quaraí Basin, subnational coordination for water management also interacts with national spheres, since the Quaraí River, its main water body, marks the border between Brazil and Uruguay and is thus subject to the sovereignty of both countries. In this setting, conflicts and cooperation among local actorsboth within each country and across bordersmust be addressed to ensure effective water governance. This requires civil society participation within the three main local institutional spheres: one in Brazil (the Rio Grande do Sul River Basin Management Committee), one in Uruguay (the Cuareim River Basin Commission), and the Brazilian-Uruguayan Joint Commission for the Development of the Quaraí River Basin, which is a binational entity.This study aimed to assess how subnational civil society actors participate in these three institutions, examining interest group representation within these bodies and how this dynamic impacts cooperative and conflictive processes in the basin. To achieve this, document analysis and interviews with key stakeholders were conducted. The theoretical framework drew on the concept of \"territory\" to understand the relationship between the population and their living environment, including a historical overview of the Brazil-Uruguay border region to grasp its specific context. Governance concepts were also applied to explain better why civil society participation is essential for effective water management, particularly in reducing power imbalances where hegemonic groups dominate decision-making.The findings indicate that in the Quaraí Basin, certain groups hold a degree of hegemony within the studied institutions. However, other civil society groups also play a relevant roleeven as some remain excluded from the process. This creates not only local cooperation but also a space for conflict resolution. The main challenges for progress include insufficient institutional funding from local governments and a lack of regional awareness among national government representatives.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPRibeiro, Wagner CostaBarbosa, Henrique Castro2025-09-29info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/106/106132/tde-24112025-183917/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-11-25T13:49:02Zoai:teses.usp.br:tde-24112025-183917Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-11-25T13:49:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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A presente dissertação se debruça sobre um tema bastante importante, que é a gestão participativa de recursos hídricos, essenciais para diversas atividades sociais e econômicas nas sociedades humanas, além de ter importância destacada na manutenção de um meio ambiente equilibrado. Gerir corpos hídricos já é um desafio dada a relevância dessa substância, isso se torna ainda mais complexo em cenários transfronteiriços, onde um mesmo corpo de água é divido entre dois ou mais países, que podem ter interesses conflitantes. Nesse cenário, uma participação ativa da sociedade civil na gestão hídrica se faz importante, uma vez que a inclusão da comunidade local a nível é essencial para se endereçar pautas que são da preocupação de diversos grupos sociais e não apenas daqueles com maior poder e relevância hegemônica. Na Bacia do Quaraí, a articulação subnacional para o gerenciamento das águas acaba também dialogando com as esferas nacionais, uma vez que o Rio Quaraí, seu principal corpo hídrico, marca a fronteira entre Brasil e Uruguai, estando portanto subjugado às soberanias de ambos os países. Nesse contexto, conflitos e cooperação entre os atores locais, tanto dentro de cada país como em suas relações através da fronteira, devem ser endereçados para garantir uma governança adequada das águas, o que passa por uma participação da sociedade civil dentro das esferas institucionais locais, que são três principais. Uma no Brasil, o Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Grande do Sul; uma no Uruguai, a Comisión de Cuenca del Río Cuareim e a Comissão Mista Brasileiro Uruguaia para o Desenvolvimento da Bacia do Rio Quaraí, que é de natureza binacional. Esse trabalho teve como objetivo justamente avaliar como se dá a participação subnacional desses atores da sociedade civil nessas três instituições, olhando para a representação de classes de interesse dentro desses órgãos e como essa dinâmica impacta processos cooperativos e conflitivos dentro da bacia. Para isso, foram realizadas análises de documentação e condução de entrevistas com atores relevantes nesse contexto. Como fundamentação teórica, usou-se a ideia de território a fim de compreender as relações da população com o lugar em que vivem, inclusive realizando um resgate histórico da região da fronteira entre Brasil e Uruguai, a fim de compreender seu contexto específico. Também se trouxe conceitos de governança, a fim de melhor identificar o porquê uma participação da sociedade civil é essencial para garantir bons processos de gerenciamento hídrico, o que passa principalmente por reduzir discrepâncias de poder, onde grupos hegemônicos têm mais influência no processo de tomada de decisão. Identificou-se que na Bacia do Quaraí, há uma certa hegemonia de alguns grupos nas instituições estudadas, porém também há uma participação relevante de outros grupos da sociedade civil, ainda que alguns outros estejam excluídos desse processo. Isso faz com que exista, além de uma cooperação local, um espaço para resolução de conflitos. O principal desafio para que a situação avance é a falta de financiamento das instituições por parte dos governos locais e desconhecimento da região por parte dos representantes dos governos nacionais. |
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