Depois do declínio: autoridade docente e transferência na escola contemporânea
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48138/tde-20022026-104748/ |
Resumo: | Esta dissertação investiga a crise contemporânea da autoridade docente e sua repercussão na transmissão escolar. Parte-se do diagnóstico arendtiano de erosão da tradição e do democratismo (horizontalidade sem forma) para distinguir autoridade de autoritarismo e de mera facilitação. Em chave psicanalítica, com Freud/Lacan via Catherine Millot, afirma-se que a autoridade do professor é função simbólica não individuo: um lugar que responde pelo mundo comum, sustenta a presença simbólica (presença de uma ausência) e maneja a transferência sem convertê-la em culto pessoal. Metodologicamente, trata-se de pesquisa teórico-bibliográfica articulada a reflexão sobre práticas e à breve análise crítica de Summerhill, tomada como laboratório dos limites de uma liberdade escolar sem mediação simbólica. O objetivo geral é delimitar um conceito não nostálgico de autoridade docente como condição de estudo; como objetivos específicos: (a) discriminar democracia de democratismo na escola; (b) explicitar o estatuto da transferência e do mestre não-todo; (c) propor operadores práticos que devolvam forma pública ao ensino edição do currículo, auditoria do silêncio, rubrica com devolutiva, bilhete-editor e ritos mínimos previsíveis; (d) indicar implicações institucionais (colegiados de edição curricular, protocolos explícitos para exceções e critérios avaliativos legíveis). O argumento central mostra que a abdicação adulta não emancipa: sem assimetria simbólica, instala-se a tirania dos pares e esvazia-se o desejo de saber. A contribuição é um quadro crítico-propositivo que reconcilia liberdade e limite, desejo e lei: o professor sustenta, marca e cede inscreve traços e prepara seu próprio eclipse para que o aluno se aproprie, com juízo, de uma língua pública. Assim, a autoridade retorna como responsabilidade ética e condição de natalidade escolar, não como poder pessoal. |
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Depois do declínio: autoridade docente e transferência na escola contemporâneaAfter the decline: teacher authority and transference in the contemporary schoolArendtAutoridade docenteCurrículoCurriculumescola contemporâneaÉtica docente e responsabilidadeMediação simbólicaPsicanálise e educaçãoPsychoanalysis and educationSymbolic authorityTeacher authorityTransferenceTransferência (psicanálise).Esta dissertação investiga a crise contemporânea da autoridade docente e sua repercussão na transmissão escolar. Parte-se do diagnóstico arendtiano de erosão da tradição e do democratismo (horizontalidade sem forma) para distinguir autoridade de autoritarismo e de mera facilitação. Em chave psicanalítica, com Freud/Lacan via Catherine Millot, afirma-se que a autoridade do professor é função simbólica não individuo: um lugar que responde pelo mundo comum, sustenta a presença simbólica (presença de uma ausência) e maneja a transferência sem convertê-la em culto pessoal. Metodologicamente, trata-se de pesquisa teórico-bibliográfica articulada a reflexão sobre práticas e à breve análise crítica de Summerhill, tomada como laboratório dos limites de uma liberdade escolar sem mediação simbólica. O objetivo geral é delimitar um conceito não nostálgico de autoridade docente como condição de estudo; como objetivos específicos: (a) discriminar democracia de democratismo na escola; (b) explicitar o estatuto da transferência e do mestre não-todo; (c) propor operadores práticos que devolvam forma pública ao ensino edição do currículo, auditoria do silêncio, rubrica com devolutiva, bilhete-editor e ritos mínimos previsíveis; (d) indicar implicações institucionais (colegiados de edição curricular, protocolos explícitos para exceções e critérios avaliativos legíveis). O argumento central mostra que a abdicação adulta não emancipa: sem assimetria simbólica, instala-se a tirania dos pares e esvazia-se o desejo de saber. A contribuição é um quadro crítico-propositivo que reconcilia liberdade e limite, desejo e lei: o professor sustenta, marca e cede inscreve traços e prepara seu próprio eclipse para que o aluno se aproprie, com juízo, de uma língua pública. Assim, a autoridade retorna como responsabilidade ética e condição de natalidade escolar, não como poder pessoal.This dissertation examines the contemporary crisis of teacher authority and its effects on school transmission. Grounded in Arendts diagnosis of the erosion of tradition and the rise of undifferentiated horizontalism, it distinguishes authority from both authoritarian control and mere facilitation. In a psychoanalytic keyFreud and Lacan as read by Catherine Millotit argues that teacher authority is a symbolic function rather than an individual trait: a position that answers for the common world, sustains a symbolic presence (the presence of an absence), and handles transference without turning it into personal cult. Methodologically, the study is a theoretical-bibliographic inquiry coupled with reflective analysis of practice and a brief critical reading of Summerhill as a laboratory of the limits of unmediated school freedom. The general aim is to delineate a non-nostalgic concept of teacher authority as a condition for study; specific aims are to (a) discriminate democracy from democratism in schools; (b) explicate the status of transference and the figure of the not-all master; (c) propose practical operators that restore public form to teachingcurriculum editing, silence audit, feedback rubric with narrative return, editorial note to families, and minimal predictable rituals; and (d) indicate institutional implications (curricular editing councils, explicit protocols for exceptions, and legible assessment criteria). The central argument shows that adult abdication does not emancipate: without symbolic asymmetry, peer tyranny expands and the desire to know withers. The contribution is a critical-propositive framework that reconciles freedom and limit, desire and law: the teacher supports, marks, and yieldsinscribing traces while preparing her own eclipseso that students appropriate a public language with judgment. Authority thus returns as ethical responsibility and a condition of educational natality, not as personal power.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPBatista, Douglas EmilianoGomes, Erika Olga Barbosa2025-12-10info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48138/tde-20022026-104748/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-04-10T20:09:01Zoai:teses.usp.br:tde-20022026-104748Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-04-10T20:09:01Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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