Identificação dos receptores de coronavírus para ligação e entrada celular por meio de estudos in silico
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59135/tde-08102025-141327/ |
Resumo: | A presente tese investigou, por meio de modelagem estrutural, docking molecular e simulações de dinâmica molecular baseadas em modelos SBM, as interações entre a proteína Spike de diferentes coronavírus (SARS-CoV, CoVZC45 e YN2018C) e três receptores humanos: ACE2, DPP4 e APN. O objetivo foi caracterizar os mecanismos de ligação proteína-proteína e avaliar a estabilidade termodinâmica dos complexos formados, com foco na identificação de possíveis receptores funcionais para coronavírus zoonóticos. O ACE2 manteve seu papel como principal receptor do SARS-CoV, mas demonstrou interações menos estáveis com o CoVZC45 e YN2018C. Os resultados revelaram que o DPP4 atua como receptor funcional plausível para o SARS-CoV (como co-receptor) e como principal candidato de entrada para o CoVZC45, com base em perfis energéticos favoráveis, alta barreira de energia livre de dissociação e estabilidade estrutural. O APN, por sua vez, apresentou instabilidade significativa em todas as análises, sendo improvável seu envolvimento funcional com os vírus estudados. As análises envolvendo o CoVZC45 indicaram que, embora as predições de docking com ACE2 e APN tenham sugerido interações energeticamente favoráveis, os perfis de energia livre obtidos por dinâmica molecular revelaram baixas barreiras de dissociação para esses dois complexos (ΔF = 1,36 kBT para ACE2 e ΔF = 0,88 kBT para APN). Esses valores indicam que tais interações são suscetíveis a dissociação, sugerindo que, funcionalmente, o DPP4 é o único receptor entre os três testados com potencial de estabelecer uma interação estável com o CoVZC45. As análises envolvendo o YN2018C indicaram que, apesar de suas predições de docking serem inicialmente promissoras, os complexos formados com receptores humanos exibiram baixa estabilidade termodinâmica nas simulações, com barreiras de dissociação abaixo de 0,5 kBT . Esses achados sugerem que o YN2018C, na forma atual, ainda não possui capacidade adaptativa suficiente para interagir de forma eficiente com receptores humanos conhecidos. Conclui-se que a abordagem integrativa empregada nesta tese oferece uma estrutura sistemática para avaliar o potencial zoonótico de coronavírus emergentes. Ao identificar receptores candidatos com base em múltiplos critérios estruturais e termodinâmicos, os dados aqui apresentados contribuem para o entendimento do tropismo viral e auxiliam na antecipação de riscos associados a emergência de novos patógenos respiratórios. |
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Identificação dos receptores de coronavírus para ligação e entrada celular por meio de estudos in silicoIdentification of coronavirus receptors for cell binding and entry through in silico studiesCoronavírus zoonóticoDinâmica molecularDocking molecularEnergia livre de dissociaçãoFree energyMolecular dockingMolecular dynamicsProteína spikeReceptores humanosReceptorsSpikeZoonoticA presente tese investigou, por meio de modelagem estrutural, docking molecular e simulações de dinâmica molecular baseadas em modelos SBM, as interações entre a proteína Spike de diferentes coronavírus (SARS-CoV, CoVZC45 e YN2018C) e três receptores humanos: ACE2, DPP4 e APN. O objetivo foi caracterizar os mecanismos de ligação proteína-proteína e avaliar a estabilidade termodinâmica dos complexos formados, com foco na identificação de possíveis receptores funcionais para coronavírus zoonóticos. O ACE2 manteve seu papel como principal receptor do SARS-CoV, mas demonstrou interações menos estáveis com o CoVZC45 e YN2018C. Os resultados revelaram que o DPP4 atua como receptor funcional plausível para o SARS-CoV (como co-receptor) e como principal candidato de entrada para o CoVZC45, com base em perfis energéticos favoráveis, alta barreira de energia livre de dissociação e estabilidade estrutural. O APN, por sua vez, apresentou instabilidade significativa em todas as análises, sendo improvável seu envolvimento funcional com os vírus estudados. As análises envolvendo o CoVZC45 indicaram que, embora as predições de docking com ACE2 e APN tenham sugerido interações energeticamente favoráveis, os perfis de energia livre obtidos por dinâmica molecular revelaram baixas barreiras de dissociação para esses dois complexos (ΔF = 1,36 kBT para ACE2 e ΔF = 0,88 kBT para APN). Esses valores indicam que tais interações são suscetíveis a dissociação, sugerindo que, funcionalmente, o DPP4 é o único receptor entre os três testados com potencial de estabelecer uma interação estável com o CoVZC45. As análises envolvendo o YN2018C indicaram que, apesar de suas predições de docking serem inicialmente promissoras, os complexos formados com receptores humanos exibiram baixa estabilidade termodinâmica nas simulações, com barreiras de dissociação abaixo de 0,5 kBT . Esses achados sugerem que o YN2018C, na forma atual, ainda não possui capacidade adaptativa suficiente para interagir de forma eficiente com receptores humanos conhecidos. Conclui-se que a abordagem integrativa empregada nesta tese oferece uma estrutura sistemática para avaliar o potencial zoonótico de coronavírus emergentes. Ao identificar receptores candidatos com base em múltiplos critérios estruturais e termodinâmicos, os dados aqui apresentados contribuem para o entendimento do tropismo viral e auxiliam na antecipação de riscos associados a emergência de novos patógenos respiratórios.This thesis investigated, through structural modeling, molecular docking and molecular dynamics simulations based on SBM models, the interactions between the Spike protein of different coronaviruses (SARS-CoV, CoVZC45, and YN2018C) and three human receptors: ACE2, DPP4, and APN. The objective was to characterize the mechanisms of protein-protein binding and evaluate the thermodynamic stability of the formed complexes, with a focus on identifying possible functional receptors for zoonotic coronaviruses. ACE2 maintained its role as the main receptor for SARS-CoV, but demonstrated less stable interactions with CoVZC45 and YN2018C. The results revealed that DPP4 acts as a plausible functional receptor for SARS-CoV (as a co-receptor) and as the main entry candidate for CoVZC45, based on favorable energy profiles, high dissociation free energy barriers, and structural stability. Conversely, APN showed significant instability in all analyses, making its functional involvement with the studied viruses unlikely. Concerning CoVZC45, predictions from docking with ACE2 and APN suggested energetically favorable interactions; however, the free energy profiles derived from molecular dynamics simulations showed low dissociation barriers for these two complexes (ΔF = 1,36 kBT for ACE2 and ΔF = 0,88 kBT for APN). These values indicate susceptibility to dissociation, implying that, functionally, DPP4 is the only receptor among the three tested with the potential to establish a stable interaction with CoVZC45. Regarding YN2018C, initial docking predictions appeared promising; nonetheless, the formed complexes with human receptors exhibited low thermodynamic stability in simulations, with dissociation barriers below 0,5 kBT . These findings suggest that YN2018C, in its current form, lacks sufficient adaptive capacity to interact efficiently with known human receptors. It is concluded that the integrative approach employed in this thesis provides a systematic framework to assess the zoonotic potential of emerging coronaviruses. By identifying candidate receptors based on multiple structural and thermodynamic criteria, the data presented here contribute to understanding viral tropism and aid in anticipating risks associated with the emergence of new respiratory pathogens.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPAlves, Nelson AugustoCarvalho, Patrícia Pereira Duzi2025-08-15info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59135/tde-08102025-141327/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-10-16T09:04:02Zoai:teses.usp.br:tde-08102025-141327Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-10-16T09:04:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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A presente tese investigou, por meio de modelagem estrutural, docking molecular e simulações de dinâmica molecular baseadas em modelos SBM, as interações entre a proteína Spike de diferentes coronavírus (SARS-CoV, CoVZC45 e YN2018C) e três receptores humanos: ACE2, DPP4 e APN. O objetivo foi caracterizar os mecanismos de ligação proteína-proteína e avaliar a estabilidade termodinâmica dos complexos formados, com foco na identificação de possíveis receptores funcionais para coronavírus zoonóticos. O ACE2 manteve seu papel como principal receptor do SARS-CoV, mas demonstrou interações menos estáveis com o CoVZC45 e YN2018C. Os resultados revelaram que o DPP4 atua como receptor funcional plausível para o SARS-CoV (como co-receptor) e como principal candidato de entrada para o CoVZC45, com base em perfis energéticos favoráveis, alta barreira de energia livre de dissociação e estabilidade estrutural. O APN, por sua vez, apresentou instabilidade significativa em todas as análises, sendo improvável seu envolvimento funcional com os vírus estudados. As análises envolvendo o CoVZC45 indicaram que, embora as predições de docking com ACE2 e APN tenham sugerido interações energeticamente favoráveis, os perfis de energia livre obtidos por dinâmica molecular revelaram baixas barreiras de dissociação para esses dois complexos (ΔF = 1,36 kBT para ACE2 e ΔF = 0,88 kBT para APN). Esses valores indicam que tais interações são suscetíveis a dissociação, sugerindo que, funcionalmente, o DPP4 é o único receptor entre os três testados com potencial de estabelecer uma interação estável com o CoVZC45. As análises envolvendo o YN2018C indicaram que, apesar de suas predições de docking serem inicialmente promissoras, os complexos formados com receptores humanos exibiram baixa estabilidade termodinâmica nas simulações, com barreiras de dissociação abaixo de 0,5 kBT . Esses achados sugerem que o YN2018C, na forma atual, ainda não possui capacidade adaptativa suficiente para interagir de forma eficiente com receptores humanos conhecidos. Conclui-se que a abordagem integrativa empregada nesta tese oferece uma estrutura sistemática para avaliar o potencial zoonótico de coronavírus emergentes. Ao identificar receptores candidatos com base em múltiplos critérios estruturais e termodinâmicos, os dados aqui apresentados contribuem para o entendimento do tropismo viral e auxiliam na antecipação de riscos associados a emergência de novos patógenos respiratórios. |
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