Interação da albumina de soro bovino (ASB) com a protoporfirina IX sintética e endógena com sistemas biomiméticos de membrana

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Codognato, Débora Cristina Kawasaki
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59135/tde-29072024-083332/
Resumo: A busca por métodos alternativos com características menos invasivas para o tratamento e diagnóstico do câncer, com efeitos colaterais leves e maior eficácia, leva a um interesse crescente por métodos inovadores, sensíveis e tecnicamente acessíveis. Nesse cenário, destacam-se o estudo de técnicas como a terapia fotodinâmica (TFD) e o diagnóstico por imagem de fluorescência (DF), onde são empregados compostos sensíveis à radiação no espectro da luz UV, também chamados de fotossensibilizadores (FS), que consistem principalmente em corantes orgânicos e/ou hidrofóbicos. O desafio reside na manutenção da estabilidade química destes corantes, bem como na sua compatibilidade com o corpo humano e na sua seletividade com tecidos tumorais. Diante dessa questão, associar o FS à albumina sérica bovina (ASB), que tem afinidade com tecidos cancerígenos e é uma molécula biocompatível, que atua como carreador e deve potencializar as características do FS surge como uma alternativa. Neste estudo, o FS empregado é a protoporfirina IX (PpIX) nas formas sintética e endógena, extraída das glândulas Harderianas de ratos Wistar. A PpIX, precursora do grupo Heme, destaca-se pela afinidade com tecidos doentes, possui intensa fluorescência e eficiência na produção de oxigênio singleto. Sua ligação à albumina foi confirmada em pH fisiológico. Este estudo investigou a formação do complexo PpIX/albumina em pH ácido e fisiológico, visto que o ambiente tumoral é mais ácido. A eficácia da associação foi verificada estudando suas propriedades fotofísicas através de técnicas de absorbância e emissão de fluorescência do complexo formado por PpIX/ASB, que comparado às propriedades do PpIX sozinho apresentou características mais aprimoradas. A estabilidade do complexo formado entre PpIX e ASB foi minuciosamente investigada através de propriedades físico-químicas utilizando técnicas de espalhamento dinâmico de luz (EDL) e microscopia de força atômica (MFA). Os resultados destas análises indicaram uma dependência do tamanho do complexo e da carga no estado de protonação da PpIX sintética. Em pH ácido (4,5), foi observado aumento no tamanho das partículas na presença de pequenas quantidades de albumina, indicando possível formação de agregados de porfirina em determinados sítios de ligação de ASB. Este efeito diminuiu com o aumento das moléculas de albumina em solução, promovendo a desagregação da porfirina devido ao aumento dos sítios de ligação. A interação entre o complexo PpIX/ASB e a membrana celular foi estudada utilizando um modelo de membrana celular que mimetiza metade da bicamada lipídica através de monocamadas de Langmuir e filmes de Langmuir-Blodgett. Os resultados mostraram interações distintas em pH fisiológico e ácido, visualizadas pelas isotermas π-A realizadas nessas diferentes condições. A PpIX transportada pela ASB apresentou maior eficiência fotodinâmica, mostrou-se biocompatível com o corpo humano e foto e quimicamente estável. Essa interação aumentou a biocompatibilidade da PpIX sintética, e também apresentou alta probabilidade de atravessar a membrana celular, aumentando a eficiência do FS. A inserção do complexo na membrana celular abre perspectivas para sua aplicação efetiva na terapia fotodinâmica, tornando-se uma abordagem promissora no tratamento do câncer.
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spelling Interação da albumina de soro bovino (ASB) com a protoporfirina IX sintética e endógena com sistemas biomiméticos de membranaInteraction of bovine serum albumin (ASB) with synthetic and endogenous protoporphyrin IX with biomimetic membrane modelsAlbumina de soro bovinoBovine serum albuminFilmes de Langmuir-BlodgettFilms Langmuir-BlodgettFotoquimioterapiaLangmuir monolayersMonocamadas de LangmuirPhotochemotherapyProtoporfirina IXProtoporphyrin IXA busca por métodos alternativos com características menos invasivas para o tratamento e diagnóstico do câncer, com efeitos colaterais leves e maior eficácia, leva a um interesse crescente por métodos inovadores, sensíveis e tecnicamente acessíveis. Nesse cenário, destacam-se o estudo de técnicas como a terapia fotodinâmica (TFD) e o diagnóstico por imagem de fluorescência (DF), onde são empregados compostos sensíveis à radiação no espectro da luz UV, também chamados de fotossensibilizadores (FS), que consistem principalmente em corantes orgânicos e/ou hidrofóbicos. O desafio reside na manutenção da estabilidade química destes corantes, bem como na sua compatibilidade com o corpo humano e na sua seletividade com tecidos tumorais. Diante dessa questão, associar o FS à albumina sérica bovina (ASB), que tem afinidade com tecidos cancerígenos e é uma molécula biocompatível, que atua como carreador e deve potencializar as características do FS surge como uma alternativa. Neste estudo, o FS empregado é a protoporfirina IX (PpIX) nas formas sintética e endógena, extraída das glândulas Harderianas de ratos Wistar. A PpIX, precursora do grupo Heme, destaca-se pela afinidade com tecidos doentes, possui intensa fluorescência e eficiência na produção de oxigênio singleto. Sua ligação à albumina foi confirmada em pH fisiológico. Este estudo investigou a formação do complexo PpIX/albumina em pH ácido e fisiológico, visto que o ambiente tumoral é mais ácido. A eficácia da associação foi verificada estudando suas propriedades fotofísicas através de técnicas de absorbância e emissão de fluorescência do complexo formado por PpIX/ASB, que comparado às propriedades do PpIX sozinho apresentou características mais aprimoradas. A estabilidade do complexo formado entre PpIX e ASB foi minuciosamente investigada através de propriedades físico-químicas utilizando técnicas de espalhamento dinâmico de luz (EDL) e microscopia de força atômica (MFA). Os resultados destas análises indicaram uma dependência do tamanho do complexo e da carga no estado de protonação da PpIX sintética. Em pH ácido (4,5), foi observado aumento no tamanho das partículas na presença de pequenas quantidades de albumina, indicando possível formação de agregados de porfirina em determinados sítios de ligação de ASB. Este efeito diminuiu com o aumento das moléculas de albumina em solução, promovendo a desagregação da porfirina devido ao aumento dos sítios de ligação. A interação entre o complexo PpIX/ASB e a membrana celular foi estudada utilizando um modelo de membrana celular que mimetiza metade da bicamada lipídica através de monocamadas de Langmuir e filmes de Langmuir-Blodgett. Os resultados mostraram interações distintas em pH fisiológico e ácido, visualizadas pelas isotermas π-A realizadas nessas diferentes condições. A PpIX transportada pela ASB apresentou maior eficiência fotodinâmica, mostrou-se biocompatível com o corpo humano e foto e quimicamente estável. Essa interação aumentou a biocompatibilidade da PpIX sintética, e também apresentou alta probabilidade de atravessar a membrana celular, aumentando a eficiência do FS. A inserção do complexo na membrana celular abre perspectivas para sua aplicação efetiva na terapia fotodinâmica, tornando-se uma abordagem promissora no tratamento do câncer.The search for alternative methods with less invasive characteristics for cancer treatment and diagnosis, with mild side effects and greater effectiveness, leads to a growing interest in innovative, sensitive, and technically accessible methods. In this scenario, the study of techniques such as photodynamic therapy (PDT) and fluorescence imaging diagnostics (FD) stand out, where compounds that are sensitive to radiation in the UV-light spectrum, also called photosensitizers (PS), are employed, which mostly consist of organic and/or hydrophobic dyes. The challenge lies in maintaining the chemical stability of these dyes, as well as their compatibility with the human body and their selectivity in tumor tissues. In light of this issue, associating the PS with bovine serum albumin (BSA), which has an affinity with cancerous tissues and it is a biocompatible molecule, to acts as a carrier and should enhance the characteristics of the PS emerges as an alternative. In this study, the PS employed is protoporphyrin IX (PpIX) in both synthetic and endogenous forms, extracted from the Harderian glands of Wistar rats. PpIX, a precursor of the Heme group, is notable for its affinity for diseased tissues, has intense fluorescence and efficiency in producing singlet oxygen. Its binding to albumin was confirmed at physiological pH. This study delved into the formation of the PpIX/albumin complex at acidic and physiological pH, as the tumor environment is more acidic. The effectiveness of the association was verified by studying its photophysical properties through absorbance and fluorescence emission techniques of the complex formed by PpIX/BSA, which compared to the properties of PpIX alone showed more enhanced features. The stability of the complex formed between PpIX and BSA was thoroughly investigated through physicochemical properties using dynamic light scattering (DLS) and atomic force microscopy (AFM) techniques. The results of these analyses indicated a dependency of the complex size and charge on the protonation state of synthetic PpIX. At acidic pH (4.5), an increase in the size of the particles was observed in the presence of small amounts of albumin, indicating possible porphyrin aggregate formation at certain ASB binding sites. This effect decreased with an increase of albumin molecules in solution, promoting porphyrin disaggregation due to increased binding sites. The interaction between the PpIX/BSA complex and the cell membrane was studied using a cell membrane model that mimics half of the lipid bilayer through Langmuir monolayers and Langmuir-Blodgett films. The results showed distinct interactions at physiological and acidic pH, visualized by π-A isotherms performed in these different conditions. PpIX carried by BSA had a higher photodynamic efficiency, showed biocompatible with the human body, and photo and chemically stable. This interaction increased the biocompatibility of synthetic PpIX, and also showed a high probability of crossing the cell membrane, increasing PS efficiency. The insertion of the complex into the cell membrane opens perspectives for its effective application in photodynamic therapy, becoming a promising approach in cancer treatment.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPBorissevitch, IouriRamos, Ana PaulaCodognato, Débora Cristina Kawasaki2024-06-04info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59135/tde-29072024-083332/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2024-07-30T18:24:02Zoai:teses.usp.br:tde-29072024-083332Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212024-07-30T18:24:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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Albumina de soro bovino
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description A busca por métodos alternativos com características menos invasivas para o tratamento e diagnóstico do câncer, com efeitos colaterais leves e maior eficácia, leva a um interesse crescente por métodos inovadores, sensíveis e tecnicamente acessíveis. Nesse cenário, destacam-se o estudo de técnicas como a terapia fotodinâmica (TFD) e o diagnóstico por imagem de fluorescência (DF), onde são empregados compostos sensíveis à radiação no espectro da luz UV, também chamados de fotossensibilizadores (FS), que consistem principalmente em corantes orgânicos e/ou hidrofóbicos. O desafio reside na manutenção da estabilidade química destes corantes, bem como na sua compatibilidade com o corpo humano e na sua seletividade com tecidos tumorais. Diante dessa questão, associar o FS à albumina sérica bovina (ASB), que tem afinidade com tecidos cancerígenos e é uma molécula biocompatível, que atua como carreador e deve potencializar as características do FS surge como uma alternativa. Neste estudo, o FS empregado é a protoporfirina IX (PpIX) nas formas sintética e endógena, extraída das glândulas Harderianas de ratos Wistar. A PpIX, precursora do grupo Heme, destaca-se pela afinidade com tecidos doentes, possui intensa fluorescência e eficiência na produção de oxigênio singleto. Sua ligação à albumina foi confirmada em pH fisiológico. Este estudo investigou a formação do complexo PpIX/albumina em pH ácido e fisiológico, visto que o ambiente tumoral é mais ácido. A eficácia da associação foi verificada estudando suas propriedades fotofísicas através de técnicas de absorbância e emissão de fluorescência do complexo formado por PpIX/ASB, que comparado às propriedades do PpIX sozinho apresentou características mais aprimoradas. A estabilidade do complexo formado entre PpIX e ASB foi minuciosamente investigada através de propriedades físico-químicas utilizando técnicas de espalhamento dinâmico de luz (EDL) e microscopia de força atômica (MFA). Os resultados destas análises indicaram uma dependência do tamanho do complexo e da carga no estado de protonação da PpIX sintética. Em pH ácido (4,5), foi observado aumento no tamanho das partículas na presença de pequenas quantidades de albumina, indicando possível formação de agregados de porfirina em determinados sítios de ligação de ASB. Este efeito diminuiu com o aumento das moléculas de albumina em solução, promovendo a desagregação da porfirina devido ao aumento dos sítios de ligação. A interação entre o complexo PpIX/ASB e a membrana celular foi estudada utilizando um modelo de membrana celular que mimetiza metade da bicamada lipídica através de monocamadas de Langmuir e filmes de Langmuir-Blodgett. Os resultados mostraram interações distintas em pH fisiológico e ácido, visualizadas pelas isotermas π-A realizadas nessas diferentes condições. A PpIX transportada pela ASB apresentou maior eficiência fotodinâmica, mostrou-se biocompatível com o corpo humano e foto e quimicamente estável. Essa interação aumentou a biocompatibilidade da PpIX sintética, e também apresentou alta probabilidade de atravessar a membrana celular, aumentando a eficiência do FS. A inserção do complexo na membrana celular abre perspectivas para sua aplicação efetiva na terapia fotodinâmica, tornando-se uma abordagem promissora no tratamento do câncer.
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