Efeitos da infusão central crônica de grelina no perfil glicêmico de descendentes de ratas com hiperglicemia moderada
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41135/tde-24022026-170010/ |
Resumo: | A homeostasia energética de um organismo é controlada por mecanismos complexos, sendo que diversos hormônios atuam de maneira integrada para garantir a disponibilidade de nutrientes através da regulação da glicemia. Apresentando tanto ações centrais quanto periféricas, a grelina atua regulando a ingestão de alimentos, o peso corporal, a adiposidade e o metabolismo da glicose. Em situações de desbalanço na homeostasia energética, a atuação da grelina pode estar comprometida, como é o caso de doenças metabólicas como o diabete. A presença do diabete durante a gestação acarreta uma série de consequências para o metabolismo do descendente, como tolerância à glicose diminuída, glicemia de jejum prejudicada e resistência à insulina. Além disso, descendentes de mães com hiperglicemia apresentam sensibilidade alterada a hormônios, como insulina e leptina, mas os efeitos da grelina ainda não foram explorados. Sendo assim, o objetivo do presente estudo foi avaliar os efeitos da infusão central crônica de grelina no perfil glicêmico de descendentes machos e fêmeas de ratas com hiperglicemia moderada. Nossa hipótese inicial era que descendentes de mães hiperglicêmicas apresentariam menor tolerância à glicose e sensibilidade à insulina e que essas alterações estariam exacerbadas em animais que receberam a infusão central crônica de grelina. Descendentes machos e fêmeas de ratas normo e hiperglicêmicas (hiperglicemia moderada induzida com administração intraperitoneal de streptozotocin (STZ) na dose de 35 mg/kg no dia 7 de prenhez) foram submetidos à cirurgia de estereotaxia e infusão central crônica de grelina (1 µg ao dia) por 7 dias consecutivos. O teste de tolerância oral à glicose (TTOG) e o teste de tolerância à insulina (TTI) foram conduzidos antes e durante a infusão central crônica de grelina. O modelo experimental de indução do diabete gestacional moderado foi obtido com sucesso e o tratamento com grelina levou a um aumento da ingestão alimentar, validando o modelo experimental. A hiperglicemia materna alterou a homeostasia glicêmica dos descendentes, de forma que machos e fêmeas descendentes de mães hiperglicêmicas apresentaram glicemia de jejum elevada. Além disso, os efeitos nos testes de tolerância oral à glicose (TTOG) e à insulina (TTI) foram sexo-específicos, com descendentes machos apresentando maior sensibilidade à insulina durante o TTI e descendentes fêmeas apresentando resposta reduzida ao TTOG. Por fim, a resposta ao tratamento com grelina também diferiu entre os sexos, sendo que machos que receberam grelina apresentaram resposta reduzida ao TTI e fêmeas que receberam grelina apresentaram menor glicemia de jejum durante o TTOG. No entanto, não houve efeitos adicionais da associação entre metabolismo materno e tratamento com grelina para os parâmetros avaliados no presente estudo. Sendo assim, apesar de tanto a hiperglicemia materna quanto o tratamento com grelina apresentarem, de forma isolada, repercussões sexo-específicas na homeostasia glicêmica dos descendentes, não houve maiores repercussões com a combinação de ambos os fatores nos descendentes. |
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Efeitos da infusão central crônica de grelina no perfil glicêmico de descendentes de ratas com hiperglicemia moderadaEffects of chronic central ghrelin infusion on the glycemic profile of offspring of mild hyperglycemic ratsDiabeteDiabetesFatores orexígenosGlucose toleranceInsulin resistanceOrexigenic factorsPregnancyPrenhezResistência à insulinaRodentsRoedoresTolerância à glicoseA homeostasia energética de um organismo é controlada por mecanismos complexos, sendo que diversos hormônios atuam de maneira integrada para garantir a disponibilidade de nutrientes através da regulação da glicemia. Apresentando tanto ações centrais quanto periféricas, a grelina atua regulando a ingestão de alimentos, o peso corporal, a adiposidade e o metabolismo da glicose. Em situações de desbalanço na homeostasia energética, a atuação da grelina pode estar comprometida, como é o caso de doenças metabólicas como o diabete. A presença do diabete durante a gestação acarreta uma série de consequências para o metabolismo do descendente, como tolerância à glicose diminuída, glicemia de jejum prejudicada e resistência à insulina. Além disso, descendentes de mães com hiperglicemia apresentam sensibilidade alterada a hormônios, como insulina e leptina, mas os efeitos da grelina ainda não foram explorados. Sendo assim, o objetivo do presente estudo foi avaliar os efeitos da infusão central crônica de grelina no perfil glicêmico de descendentes machos e fêmeas de ratas com hiperglicemia moderada. Nossa hipótese inicial era que descendentes de mães hiperglicêmicas apresentariam menor tolerância à glicose e sensibilidade à insulina e que essas alterações estariam exacerbadas em animais que receberam a infusão central crônica de grelina. Descendentes machos e fêmeas de ratas normo e hiperglicêmicas (hiperglicemia moderada induzida com administração intraperitoneal de streptozotocin (STZ) na dose de 35 mg/kg no dia 7 de prenhez) foram submetidos à cirurgia de estereotaxia e infusão central crônica de grelina (1 µg ao dia) por 7 dias consecutivos. O teste de tolerância oral à glicose (TTOG) e o teste de tolerância à insulina (TTI) foram conduzidos antes e durante a infusão central crônica de grelina. O modelo experimental de indução do diabete gestacional moderado foi obtido com sucesso e o tratamento com grelina levou a um aumento da ingestão alimentar, validando o modelo experimental. A hiperglicemia materna alterou a homeostasia glicêmica dos descendentes, de forma que machos e fêmeas descendentes de mães hiperglicêmicas apresentaram glicemia de jejum elevada. Além disso, os efeitos nos testes de tolerância oral à glicose (TTOG) e à insulina (TTI) foram sexo-específicos, com descendentes machos apresentando maior sensibilidade à insulina durante o TTI e descendentes fêmeas apresentando resposta reduzida ao TTOG. Por fim, a resposta ao tratamento com grelina também diferiu entre os sexos, sendo que machos que receberam grelina apresentaram resposta reduzida ao TTI e fêmeas que receberam grelina apresentaram menor glicemia de jejum durante o TTOG. No entanto, não houve efeitos adicionais da associação entre metabolismo materno e tratamento com grelina para os parâmetros avaliados no presente estudo. Sendo assim, apesar de tanto a hiperglicemia materna quanto o tratamento com grelina apresentarem, de forma isolada, repercussões sexo-específicas na homeostasia glicêmica dos descendentes, não houve maiores repercussões com a combinação de ambos os fatores nos descendentes.The energy homeostasis of an organism is controlled by complex mechanisms, with several hormones acting in an integrated manner to ensure nutrient availability through the regulation of blood glucose levels. Exhibiting both central and peripheral actions, ghrelin regulates food intake, body weight, adiposity, and glucose metabolism. In situations of energy imbalance, ghrelins activity may be impaired, as observed in metabolic diseases such as diabetes. The presence of diabetes during pregnancy leads to several metabolic consequences for the offspring, including impaired glucose tolerance, fasting hyperglycemia, and insulin resistance. Furthermore, offspring of hyperglycemic mothers exhibit altered sensitivity to hormones such as insulin and leptin; however, the effects of ghrelin have not yet been explored. Therefore, the aim of the present study was to evaluate the effects of chronic central ghrelin infusion on the glycemic profile of male and female offspring of rats with mild hyperglycemia. Our initial hypothesis was that offspring of hyperglycemic mothers would exhibit lower glucose tolerance and insulin sensitivity, and that these alterations would be exacerbated in animals receiving chronic central ghrelin infusion. Male and female offspring of normoglycemic and hyperglycemic dams (mild hyperglycemia induced by intraperitoneal administration of streptozotocin [STZ] at a dose of 35 mg/kg on gestational day 7) underwent stereotaxic surgery followed by chronic central ghrelin infusion (1 µg per day) for seven consecutive days. The oral glucose tolerance test (OGTT) and insulin tolerance test (ITT) were performed before and during chronic central ghrelin infusion. The experimental model of mild gestational diabetes was successfully established, and ghrelin treatment led to an increase in food intake, validating the experimental model. Maternal hyperglycemia altered the glycemic homeostasis of the offspring, as both male and female offspring of hyperglycemic mothers exhibited elevated fasting glucose levels. Moreover, the effects observed in the OGTT and ITT were sex-specific: male offspring showed greater insulin sensitivity during the ITT, whereas female offspring exhibited a reduced response in the OGTT. Finally, the response to ghrelin treatment also differed between sexes, with males receiving ghrelin showing a reduced response in the ITT and females receiving ghrelin exhibiting lower fasting glucose levels during the OGTT. However, no additional effects of the interaction between maternal metabolism and ghrelin treatment were observed for the parameters evaluated in this study. Thus, although both maternal hyperglycemia and ghrelin treatment individually produced sex-specific effects on the glycemic homeostasis of the offspring, their combination did not result in further alterations.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPKiss, Ana Carolina InhaszAgostini, Milena Silva2025-12-15info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41135/tde-24022026-170010/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-02-25T09:05:02Zoai:teses.usp.br:tde-24022026-170010Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-02-25T09:05:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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A homeostasia energética de um organismo é controlada por mecanismos complexos, sendo que diversos hormônios atuam de maneira integrada para garantir a disponibilidade de nutrientes através da regulação da glicemia. Apresentando tanto ações centrais quanto periféricas, a grelina atua regulando a ingestão de alimentos, o peso corporal, a adiposidade e o metabolismo da glicose. Em situações de desbalanço na homeostasia energética, a atuação da grelina pode estar comprometida, como é o caso de doenças metabólicas como o diabete. A presença do diabete durante a gestação acarreta uma série de consequências para o metabolismo do descendente, como tolerância à glicose diminuída, glicemia de jejum prejudicada e resistência à insulina. Além disso, descendentes de mães com hiperglicemia apresentam sensibilidade alterada a hormônios, como insulina e leptina, mas os efeitos da grelina ainda não foram explorados. Sendo assim, o objetivo do presente estudo foi avaliar os efeitos da infusão central crônica de grelina no perfil glicêmico de descendentes machos e fêmeas de ratas com hiperglicemia moderada. Nossa hipótese inicial era que descendentes de mães hiperglicêmicas apresentariam menor tolerância à glicose e sensibilidade à insulina e que essas alterações estariam exacerbadas em animais que receberam a infusão central crônica de grelina. Descendentes machos e fêmeas de ratas normo e hiperglicêmicas (hiperglicemia moderada induzida com administração intraperitoneal de streptozotocin (STZ) na dose de 35 mg/kg no dia 7 de prenhez) foram submetidos à cirurgia de estereotaxia e infusão central crônica de grelina (1 µg ao dia) por 7 dias consecutivos. O teste de tolerância oral à glicose (TTOG) e o teste de tolerância à insulina (TTI) foram conduzidos antes e durante a infusão central crônica de grelina. O modelo experimental de indução do diabete gestacional moderado foi obtido com sucesso e o tratamento com grelina levou a um aumento da ingestão alimentar, validando o modelo experimental. A hiperglicemia materna alterou a homeostasia glicêmica dos descendentes, de forma que machos e fêmeas descendentes de mães hiperglicêmicas apresentaram glicemia de jejum elevada. Além disso, os efeitos nos testes de tolerância oral à glicose (TTOG) e à insulina (TTI) foram sexo-específicos, com descendentes machos apresentando maior sensibilidade à insulina durante o TTI e descendentes fêmeas apresentando resposta reduzida ao TTOG. Por fim, a resposta ao tratamento com grelina também diferiu entre os sexos, sendo que machos que receberam grelina apresentaram resposta reduzida ao TTI e fêmeas que receberam grelina apresentaram menor glicemia de jejum durante o TTOG. No entanto, não houve efeitos adicionais da associação entre metabolismo materno e tratamento com grelina para os parâmetros avaliados no presente estudo. Sendo assim, apesar de tanto a hiperglicemia materna quanto o tratamento com grelina apresentarem, de forma isolada, repercussões sexo-específicas na homeostasia glicêmica dos descendentes, não houve maiores repercussões com a combinação de ambos os fatores nos descendentes. |
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