Estudos eletroquímicos e desenvolvimento de metodologia para a determinação eletroanalítica de flavonóides

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2005
Autor(a) principal: Malagutti, Andréa Renata
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/75/75132/tde-07082025-151836/
Resumo: Neste trabalho, são apresentados os resultados dos estudos sobre a reação de oxidação dos flavonoides: rutina (3\',4\',5,7-pentahidroxiflavona-3-β-D-rutinosida), quercetina (3,3\',4\',5,7-pentahidroxiflavona), morina (2\',3,4\',5,7-pentahidroxiflavona) e fisetina (3,3\',4\',7-tetraidroxiflavona), utilizando a voltametria cíclica (CV), bem como o desenvolvimento de metodologias analíticas para a determinação desses flavonoides por voltametria de onda quadrada (SWV). Os estudos foram realizados com soluções de rutina e quercetina utilizando eletrodos de 60% grafite/poliuretana (GPU), de carbono vítreo (GC) e um ultramicroeletrodo (UME) de fibra de carbono. Para os flavonoides morina e fisetina, os estudos foram conduzidos com o eletrodo de GPU e o UME de fibra de carbono. As análises foram realizadas em tampão Britton-Robinson (0,1 mol L-1), com variação de pH de 2,0 a 8,0, ajustado por adição de solução de NaOH (1,0 mol L-1). Avaliaram-se os efeitos da variação de pH do eletrólito na resposta voltamétrica das soluções de rutina e quercetina (com eletrodos GPU, GC e UME) e de morina e fisetina (com eletrodos GPU e UME). Também foram analisados os perfis voltamétricos dos flavonoides em função da velocidade de varredura. Após a otimização dos parâmetros da SWV, como frequência (f) e amplitude de pulso (Ep), foram desenvolvidas metodologias eletroanalíticas, com determinação dos limites de detecção (LD) e quantificação (LQ) para os flavonoides rutina e quercetina (utilizando GPU, GC e UME) e para morina e fisetina (com GPU e UME). Os resultados indicaram que a rutina apresenta um par de picos bem definido, característico de um sistema quase-reversível e controlado por adsorção. Os limites de detecção e quantificação com o eletrodo GPU foram: LD = 7,10 × 10-9 mol L-1 (4,33 ppb) e LQ = 2,37 × 10-8 mol L-1 (14,44 ppb); com GC: LD = 1,72 × 10-8 mol L-1 (10,52 ppb) e LQ = 5,75 × 10-8 mol L-1 (35,08 ppb); com UME: LD = 9,49 × 10-8 mol L-1 (58 ppb) e LQ = 3,16 × 10-7 mol L-1 (193 ppb). Para a quercetina, os eletrodos GPU e GC indicaram um comportamento voltamétrico de sistema quase-reversível até 800 mV, tornando-se irreversível com inversão a 1100 mV. Com o UME, observou-se uma etapa de oxidação quase-reversível. Os limites com GPU foram: LD = 5,79 × 10-9 mol L-1 (1,96 ppb) e LQ = 1,93 × 10-8 mol L-1 (6,53 ppb); com GC: LD = 8,52 × 10-9 mol L-1 (2,88 ppb) e LQ = 2,84 × 10-8 mol L-1 (9,61 ppb); com UME: LD = 3,52 × 10-7 mol L-1 (119,3 ppb) e LQ = 1,18 × 10-6 mol L-1 (399,2 ppb). As metodologias eletroanalíticas para rutina e quercetina foram aplicadas à determinação desses compostos em amostras da formulação farmacêutica Novarrutina e do fitoterápico Ginkgo Biloba (Ginkgo Catarinense®), respectivamente. As análises, realizadas com SWV e procedimento de deconvolução, apresentaram os seguintes resultados para a Novarrutina: Eletrodo GPU: recuperação média de 121% (n=4), R.S.D. = 4,92% Eletrodo GC: 117,4% (n=4), R.S.D. = 0,57% UME: 109,1% (n=4), R.S.D. = 1,17% Para a quercetina na amostra de Ginkgo Biloba, após deconvolução: GPU: 0,058 µmol L-1 ou 19,51 µg L-1 GC: 0,083 µmol L-1 ou 28,06 µg L-1 A recuperação aparente da amostra fortificada com 20 mg de quercetina foi: GPU: 72,15% (n=4), R.S.D. = 1,63% GC: 66,24% (n=4), R.S.D. = 1,74% Os voltamogramas cíclicos para a morina com o eletrodo GPU indicaram oxidação irreversível, com características mistas de controle difusional e adsortivo. A SWV, a 20 Hz, mostrou perfil totalmente irreversível; a 50 Hz, quase-reversível. Os limites com GPU foram: LD = 6,87 × 10-8 mol L-1 (20,8 ppb) e LQ = 2,29 × 10-7 mol L-1 (69,0 ppb). Com o UME, a morina apresentou processo irreversível e controlado por difusão (VC), mas quase-reversível em SWV. Os limites foram: LD = 1,14 × 10-7 mol L-1(34,5 ppb) e LQ = 3,80 × 10-7 mol L-1 (114,8 ppb). Os voltamogramas cíclicos para a fisetina, com GPU, indicaram processo quase-reversível e controlado por adsorção. Na metodologia com SWV, os limites foram: LD = 2,19 × 10-8 mol L-1 (6,27 ppb) e LQ = 7,29 × 10-8 mol L-1 (20,86 ppb). Com o UME, o processo foi também quase-reversível, com controle por adsorção e difusão. Os limites foram: LD = 3,89 × 10-9 mol L-1 (1,11 ppb) e LQ = 1,30 × 10-8 mol L-1 (3,71 ppb). As metodologias por espectroscopia de absorção no UV-vis para rutina e quercetina, baseadas nas bandas em 355 nm e 365 nm, respectivamente, permitiram calcular os seguintes valores de absortividade molar (ε): Rutina ε = 1,8 × 10-4 cm-1 mol L-1 Quercetina ε = 2,1 × 10-4 cm-1 mol L-1 Essas metodologias foram aplicadas na determinação desses flavonoides nas mesmas amostras anteriores. Os resultados das análises de recuperação aparente foram: Novarrutina (rutina): 120,7% (n=4), R.S.D. = 1,16% Ginkgo Biloba fortificado com 20 mg de quercetina: 77,61% (n=4), R.S.D. = 0,84%
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Os estudos foram realizados com soluções de rutina e quercetina utilizando eletrodos de 60% grafite/poliuretana (GPU), de carbono vítreo (GC) e um ultramicroeletrodo (UME) de fibra de carbono. Para os flavonoides morina e fisetina, os estudos foram conduzidos com o eletrodo de GPU e o UME de fibra de carbono. As análises foram realizadas em tampão Britton-Robinson (0,1 mol L-1), com variação de pH de 2,0 a 8,0, ajustado por adição de solução de NaOH (1,0 mol L-1). Avaliaram-se os efeitos da variação de pH do eletrólito na resposta voltamétrica das soluções de rutina e quercetina (com eletrodos GPU, GC e UME) e de morina e fisetina (com eletrodos GPU e UME). Também foram analisados os perfis voltamétricos dos flavonoides em função da velocidade de varredura. Após a otimização dos parâmetros da SWV, como frequência (f) e amplitude de pulso (Ep), foram desenvolvidas metodologias eletroanalíticas, com determinação dos limites de detecção (LD) e quantificação (LQ) para os flavonoides rutina e quercetina (utilizando GPU, GC e UME) e para morina e fisetina (com GPU e UME). Os resultados indicaram que a rutina apresenta um par de picos bem definido, característico de um sistema quase-reversível e controlado por adsorção. Os limites de detecção e quantificação com o eletrodo GPU foram: LD = 7,10 × 10-9 mol L-1 (4,33 ppb) e LQ = 2,37 × 10-8 mol L-1 (14,44 ppb); com GC: LD = 1,72 × 10-8 mol L-1 (10,52 ppb) e LQ = 5,75 × 10-8 mol L-1 (35,08 ppb); com UME: LD = 9,49 × 10-8 mol L-1 (58 ppb) e LQ = 3,16 × 10-7 mol L-1 (193 ppb). Para a quercetina, os eletrodos GPU e GC indicaram um comportamento voltamétrico de sistema quase-reversível até 800 mV, tornando-se irreversível com inversão a 1100 mV. Com o UME, observou-se uma etapa de oxidação quase-reversível. Os limites com GPU foram: LD = 5,79 × 10-9 mol L-1 (1,96 ppb) e LQ = 1,93 × 10-8 mol L-1 (6,53 ppb); com GC: LD = 8,52 × 10-9 mol L-1 (2,88 ppb) e LQ = 2,84 × 10-8 mol L-1 (9,61 ppb); com UME: LD = 3,52 × 10-7 mol L-1 (119,3 ppb) e LQ = 1,18 × 10-6 mol L-1 (399,2 ppb). As metodologias eletroanalíticas para rutina e quercetina foram aplicadas à determinação desses compostos em amostras da formulação farmacêutica Novarrutina e do fitoterápico Ginkgo Biloba (Ginkgo Catarinense®), respectivamente. As análises, realizadas com SWV e procedimento de deconvolução, apresentaram os seguintes resultados para a Novarrutina: Eletrodo GPU: recuperação média de 121% (n=4), R.S.D. = 4,92% Eletrodo GC: 117,4% (n=4), R.S.D. = 0,57% UME: 109,1% (n=4), R.S.D. = 1,17% Para a quercetina na amostra de Ginkgo Biloba, após deconvolução: GPU: 0,058 µmol L-1 ou 19,51 µg L-1 GC: 0,083 µmol L-1 ou 28,06 µg L-1 A recuperação aparente da amostra fortificada com 20 mg de quercetina foi: GPU: 72,15% (n=4), R.S.D. = 1,63% GC: 66,24% (n=4), R.S.D. = 1,74% Os voltamogramas cíclicos para a morina com o eletrodo GPU indicaram oxidação irreversível, com características mistas de controle difusional e adsortivo. A SWV, a 20 Hz, mostrou perfil totalmente irreversível; a 50 Hz, quase-reversível. Os limites com GPU foram: LD = 6,87 × 10-8 mol L-1 (20,8 ppb) e LQ = 2,29 × 10-7 mol L-1 (69,0 ppb). Com o UME, a morina apresentou processo irreversível e controlado por difusão (VC), mas quase-reversível em SWV. Os limites foram: LD = 1,14 × 10-7 mol L-1(34,5 ppb) e LQ = 3,80 × 10-7 mol L-1 (114,8 ppb). Os voltamogramas cíclicos para a fisetina, com GPU, indicaram processo quase-reversível e controlado por adsorção. Na metodologia com SWV, os limites foram: LD = 2,19 × 10-8 mol L-1 (6,27 ppb) e LQ = 7,29 × 10-8 mol L-1 (20,86 ppb). Com o UME, o processo foi também quase-reversível, com controle por adsorção e difusão. Os limites foram: LD = 3,89 × 10-9 mol L-1 (1,11 ppb) e LQ = 1,30 × 10-8 mol L-1 (3,71 ppb). As metodologias por espectroscopia de absorção no UV-vis para rutina e quercetina, baseadas nas bandas em 355 nm e 365 nm, respectivamente, permitiram calcular os seguintes valores de absortividade molar (ε): Rutina ε = 1,8 × 10-4 cm-1 mol L-1 Quercetina ε = 2,1 × 10-4 cm-1 mol L-1 Essas metodologias foram aplicadas na determinação desses flavonoides nas mesmas amostras anteriores. Os resultados das análises de recuperação aparente foram: Novarrutina (rutina): 120,7% (n=4), R.S.D. = 1,16% Ginkgo Biloba fortificado com 20 mg de quercetina: 77,61% (n=4), R.S.D. = 0,84%This study presents the results of investigations on the oxidation reaction of the flavonoids: rutin (3\',4\',5,7-pentahydroxyflavone-3-β-D-rutinoside), quercetin (3,3\',4\',5,7-pentahydroxyflavone), morin (2\',3,4\',5,7-pentahydroxyflavone), and fisetin (3,3\',4\',7-tetrahydroxyflavone), using cyclic voltammetry (CV), as well as the development of analytical methodologies for the determination of these flavonoids by square wave voltammetry (SWV). The studies were conducted using solutions of rutin and quercetin with 60% graphite/polyurethane (GPU) electrodes, glassy carbon (GC) electrodes, and a carbon fiber ultramicroelectrode (UME). For the flavonoids morin and fisetin, the experiments were carried out using the GPU electrode and the carbon fiber UME. The analyses were performed in BrittonRobinson buffer (0.1 mol L-1), with pH varying from 2.0 to 8.0, adjusted by adding NaOH solution (1.0 mol L-1). The effect of pH variation on the voltammetric response of rutin and quercetin (with GPU, GC, and UME electrodes) and of morin and fisetin (with GPU and UME electrodes) was evaluated. Additionally, the voltammetric profiles of the flavonoids were analyzed as a function of scan rate. After optimizing the SWV parameters, such as frequency (f) and pulse amplitude (Ep), electroanalytical methodologies were developed, with determination of the limits of detection (LOD) and quantification (LOQ) for the flavonoids rutin and quercetin (using GPU, GC, and UME), and for morin and fisetin (using GPU and UME). The results indicated that rutin exhibits a well-defined pair of peaks, characteristic of a quasi-reversible system controlled by adsorption. The detection and quantification limits obtained with the GPU electrode were: LOD = 7.10 × 10-9 mol L-1 (4.33 ppb) and LOQ = 2.37 × 10-8 mol L-1 (14.44 ppb); with GC: LOD = 1.72 × 10-8 mol L-1 (10.52 ppb) and LOQ = 5.75 × 10-8 mol L-1 (35.08 ppb); with UME: LOD = 9.49 × 10-8 mol L-1 (58 ppb) and LOQ = 3.16 × 10-7 mol L-1 (193 ppb). For quercetin, the GPU and GC electrodes indicated a quasi-reversible voltammetric behavior up to 800 mV, becoming irreversible when the switching potential was increased to 1100 mV. With the UME, a quasi-reversible oxidation step was observed. The limits obtained with GPU were: LOD = 5.79 × 10-9 mol L-1 (1.96 ppb) and LOQ = 1.93 × 10-8 mol L-1 (6.53 ppb); with GC: LOD = 8.52 × 10-9 mol L-1 (2.88 ppb) and LOQ = 2.84 × 10-8 mol L-1 (9.61 ppb); with UME: LOD = 3.52 × 10-7 mol L-1 (119.3 ppb) and LOQ = 1.18 × 10-6 mol L-1 (399.2 ppb). The electroanalytical methodologies for rutin and quercetin were applied to the determination of these compounds in samples of the pharmaceutical formulation Novarrutina and the herbal medicine Ginkgo Biloba (Ginkgo Catarinense®), respectively. The analyses, performed using SWV and a deconvolution procedure, yielded the following results for Novarrutina: GPU electrode: average recovery of 121% (n=4), R.S.D. = 4.92% GC electrode: 117.4% (n=4), R.S.D. = 0.57% UME: 109.1% (n=4), R.S.D. = 1.17% For quercetin in the Ginkgo Biloba sample, after deconvolution: GPU: 0.058 µmol L-1 or 19.51 µg L-1 GC: 0.083 µmol L-1 or 28.06 µg L-1 The apparent recovery of the sample fortified with 20 mg of quercetin was: GPU: 72.15% (n=4), R.S.D. = 1.63% GC: 66.24% (n=4), R.S.D. = 1.74% The cyclic voltammograms for morin using the GPU electrode indicated an irreversible oxidation process, with mixed diffusional and adsorptive control characteristics. SWV at 20 Hz showed a completely irreversible profile, while at 50 Hz, it was quasi-reversible. The limits obtained with GPU were: LOD = 6.87 × 10-8 mol L-1 (20.8 ppb) and LOQ = 2.29 × 10-7 mol L-1 (69.0 ppb). With the UME, morin showed an irreversible diffusion-controlled process in CV, but a quasi-reversible profile in SWV. The limits were: LOD = 1.14 × 10-7 mol L-1 (34.5 ppb) and LOQ = 3.80 × 10-7 mol L-1 (114.8 ppb). The cyclic voltammograms for fisetin, using the GPU electrode, indicated a quasi-reversible process controlled by adsorption. In the SWV methodology, the limits were: LOD = 2.19 × 10-8 mol L-1 (6.27 ppb) and LOQ = 7.29 × 10-8 mol L-1 (20.86 ppb). With the UME, the process was also quasi-reversible, controlled by both adsorption and diffusion. The limits were: LOD = 3.89 × 10-9 mol L-1 (1.11 ppb) and LOQ = 1.30 × 10-8 mol L-1 (3.71 ppb). The UV-Vis absorption spectroscopy methods for rutin and quercetin, based on their absorption bands at 355 nm and 365 nm, respectively, allowed for the calculation of the following molar absorptivity (ε) values: Rutin ε = 1.8 × 104 cm-1 mol L-1 Quercetin ε = 2.1 × 104 cm-1 mol L-1 These methodologies were applied to the determination of these flavonoids in the same samples. The results of the apparent recovery analyses were: Novarrutina (rutin): 120.7% (n=4), R.S.D. = 1.16% Ginkgo Biloba fortified with 20 mg quercetin: 77.61% (n=4), R.S.D. = 0.84%Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMazo, Luiz HenriqueMalagutti, Andréa Renata2005-11-29info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/75/75132/tde-07082025-151836/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-08-08T15:12:02Zoai:teses.usp.br:tde-07082025-151836Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-08-08T15:12:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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ultramicroeletrodos
voltametria de onda quadrada
description Neste trabalho, são apresentados os resultados dos estudos sobre a reação de oxidação dos flavonoides: rutina (3\',4\',5,7-pentahidroxiflavona-3-β-D-rutinosida), quercetina (3,3\',4\',5,7-pentahidroxiflavona), morina (2\',3,4\',5,7-pentahidroxiflavona) e fisetina (3,3\',4\',7-tetraidroxiflavona), utilizando a voltametria cíclica (CV), bem como o desenvolvimento de metodologias analíticas para a determinação desses flavonoides por voltametria de onda quadrada (SWV). Os estudos foram realizados com soluções de rutina e quercetina utilizando eletrodos de 60% grafite/poliuretana (GPU), de carbono vítreo (GC) e um ultramicroeletrodo (UME) de fibra de carbono. Para os flavonoides morina e fisetina, os estudos foram conduzidos com o eletrodo de GPU e o UME de fibra de carbono. As análises foram realizadas em tampão Britton-Robinson (0,1 mol L-1), com variação de pH de 2,0 a 8,0, ajustado por adição de solução de NaOH (1,0 mol L-1). Avaliaram-se os efeitos da variação de pH do eletrólito na resposta voltamétrica das soluções de rutina e quercetina (com eletrodos GPU, GC e UME) e de morina e fisetina (com eletrodos GPU e UME). Também foram analisados os perfis voltamétricos dos flavonoides em função da velocidade de varredura. Após a otimização dos parâmetros da SWV, como frequência (f) e amplitude de pulso (Ep), foram desenvolvidas metodologias eletroanalíticas, com determinação dos limites de detecção (LD) e quantificação (LQ) para os flavonoides rutina e quercetina (utilizando GPU, GC e UME) e para morina e fisetina (com GPU e UME). Os resultados indicaram que a rutina apresenta um par de picos bem definido, característico de um sistema quase-reversível e controlado por adsorção. Os limites de detecção e quantificação com o eletrodo GPU foram: LD = 7,10 × 10-9 mol L-1 (4,33 ppb) e LQ = 2,37 × 10-8 mol L-1 (14,44 ppb); com GC: LD = 1,72 × 10-8 mol L-1 (10,52 ppb) e LQ = 5,75 × 10-8 mol L-1 (35,08 ppb); com UME: LD = 9,49 × 10-8 mol L-1 (58 ppb) e LQ = 3,16 × 10-7 mol L-1 (193 ppb). Para a quercetina, os eletrodos GPU e GC indicaram um comportamento voltamétrico de sistema quase-reversível até 800 mV, tornando-se irreversível com inversão a 1100 mV. Com o UME, observou-se uma etapa de oxidação quase-reversível. Os limites com GPU foram: LD = 5,79 × 10-9 mol L-1 (1,96 ppb) e LQ = 1,93 × 10-8 mol L-1 (6,53 ppb); com GC: LD = 8,52 × 10-9 mol L-1 (2,88 ppb) e LQ = 2,84 × 10-8 mol L-1 (9,61 ppb); com UME: LD = 3,52 × 10-7 mol L-1 (119,3 ppb) e LQ = 1,18 × 10-6 mol L-1 (399,2 ppb). As metodologias eletroanalíticas para rutina e quercetina foram aplicadas à determinação desses compostos em amostras da formulação farmacêutica Novarrutina e do fitoterápico Ginkgo Biloba (Ginkgo Catarinense®), respectivamente. As análises, realizadas com SWV e procedimento de deconvolução, apresentaram os seguintes resultados para a Novarrutina: Eletrodo GPU: recuperação média de 121% (n=4), R.S.D. = 4,92% Eletrodo GC: 117,4% (n=4), R.S.D. = 0,57% UME: 109,1% (n=4), R.S.D. = 1,17% Para a quercetina na amostra de Ginkgo Biloba, após deconvolução: GPU: 0,058 µmol L-1 ou 19,51 µg L-1 GC: 0,083 µmol L-1 ou 28,06 µg L-1 A recuperação aparente da amostra fortificada com 20 mg de quercetina foi: GPU: 72,15% (n=4), R.S.D. = 1,63% GC: 66,24% (n=4), R.S.D. = 1,74% Os voltamogramas cíclicos para a morina com o eletrodo GPU indicaram oxidação irreversível, com características mistas de controle difusional e adsortivo. A SWV, a 20 Hz, mostrou perfil totalmente irreversível; a 50 Hz, quase-reversível. Os limites com GPU foram: LD = 6,87 × 10-8 mol L-1 (20,8 ppb) e LQ = 2,29 × 10-7 mol L-1 (69,0 ppb). Com o UME, a morina apresentou processo irreversível e controlado por difusão (VC), mas quase-reversível em SWV. Os limites foram: LD = 1,14 × 10-7 mol L-1(34,5 ppb) e LQ = 3,80 × 10-7 mol L-1 (114,8 ppb). Os voltamogramas cíclicos para a fisetina, com GPU, indicaram processo quase-reversível e controlado por adsorção. Na metodologia com SWV, os limites foram: LD = 2,19 × 10-8 mol L-1 (6,27 ppb) e LQ = 7,29 × 10-8 mol L-1 (20,86 ppb). Com o UME, o processo foi também quase-reversível, com controle por adsorção e difusão. Os limites foram: LD = 3,89 × 10-9 mol L-1 (1,11 ppb) e LQ = 1,30 × 10-8 mol L-1 (3,71 ppb). As metodologias por espectroscopia de absorção no UV-vis para rutina e quercetina, baseadas nas bandas em 355 nm e 365 nm, respectivamente, permitiram calcular os seguintes valores de absortividade molar (ε): Rutina ε = 1,8 × 10-4 cm-1 mol L-1 Quercetina ε = 2,1 × 10-4 cm-1 mol L-1 Essas metodologias foram aplicadas na determinação desses flavonoides nas mesmas amostras anteriores. Os resultados das análises de recuperação aparente foram: Novarrutina (rutina): 120,7% (n=4), R.S.D. = 1,16% Ginkgo Biloba fortificado com 20 mg de quercetina: 77,61% (n=4), R.S.D. = 0,84%
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