Comparação da espessura da mucosa palatina em indivíduos com e sem fissura labiopalatina
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25146/tde-06022026-095138/ |
Resumo: | O presente estudo teve como objetivo comparar a espessura da mucosa palatina entre indivíduos com e sem fissura labiopalatina. A amostra foi composta por 37 imagens de tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC) de pacientes sem fissura (grupo controle C) e 62 de pacientes com fissura (grupo teste T) de ambos os sexos, com idade minima de 18 anos, com denticao completa de canino a segundomolar superior em pelo menos uma hemiarcada. Os parametros avaliados foram: espessura da mucosa palatina dos caninos (CA), pre-molares (P1 e P2) e molares (M1 e M2) em 4 pontos distintos, demarcados a partir da margem gengival em direção a sutura palatina com uma distancia de 3, 6, 9 e 12mm representados por R3, R6, R9e R12 respectivamente, além da altura da abóboda palatina e largura do palato. A análise estatística dos resultados foi realizada por meio dos testes de Coeficiente de Correlacao Interclasse (CCI), MANOVA, ANOVA, regressão linear múltipla, correlacao de Spearman e teste t Student, com nivel de significancia de 5%. Para o grupo C a região de M1 apresentou mucosa mais fina (2,95mm ± 1,11), enquanto a região de P2 a mais espessa (3,72mm ± 1,20). Em contraste, no grupo T, a região de menor espessura foi observada em P1 (4,27mm ± 1,30) e a maior em M2 (4,67mm ± 1,93). Pode-se observar diferença estatisticamente significativa entre os grupos (p<.001), com o grupo T apresentando uma média consistentemente maior (4.42 ± 1.50) em comparação ao grupo C (3.41 ± 1.15). Na análise dos preditores de maior influência, a presença da fissura mostrou-se significativa (p<0.001) em todas as medidas realizadas. Em uma análise isolada do grupo T, os resultados indicam que a altura da abóboda palatina é um preditor significativo, com uma associação clara entre: quanto maior a altura da abóboda, maior a espessura da mucosa. A quantidade de palatoplastias apresentou uma menor expressividade nos resultados, sendo significativa apenas em P1R6, sugerindo que essa variável pode impactar a espessura, no entanto, ausência de informações como: a idade em que foi realizada a cirurgia, a técnica utilizada e a habilidade do operador, são fatores limitantes na interpretação desses resultados. Apesar do grupo T ter apresentado uma espessura estatisticamente maior, os resultados encontrados no presente estudo sugerem que a região mais adequada para a remoção de enxerto palatino em pacientes com fissura de palato é anatomicamente semelhante àquela de pacientes sem fissura, localizada entre a distal do canino e a mesial da raiz palatina do primeiro molar. |
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Comparação da espessura da mucosa palatina em indivíduos com e sem fissura labiopalatinaComparison of palatal mucosa thickness in individuals with and without cleft palateCleft lip and palateCone beam computed tomographyFissura de lábio e palatoMucosa palatinaPalatal mucoseTomografia computadorizada de feixe cônicoO presente estudo teve como objetivo comparar a espessura da mucosa palatina entre indivíduos com e sem fissura labiopalatina. A amostra foi composta por 37 imagens de tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC) de pacientes sem fissura (grupo controle C) e 62 de pacientes com fissura (grupo teste T) de ambos os sexos, com idade minima de 18 anos, com denticao completa de canino a segundomolar superior em pelo menos uma hemiarcada. Os parametros avaliados foram: espessura da mucosa palatina dos caninos (CA), pre-molares (P1 e P2) e molares (M1 e M2) em 4 pontos distintos, demarcados a partir da margem gengival em direção a sutura palatina com uma distancia de 3, 6, 9 e 12mm representados por R3, R6, R9e R12 respectivamente, além da altura da abóboda palatina e largura do palato. A análise estatística dos resultados foi realizada por meio dos testes de Coeficiente de Correlacao Interclasse (CCI), MANOVA, ANOVA, regressão linear múltipla, correlacao de Spearman e teste t Student, com nivel de significancia de 5%. Para o grupo C a região de M1 apresentou mucosa mais fina (2,95mm ± 1,11), enquanto a região de P2 a mais espessa (3,72mm ± 1,20). Em contraste, no grupo T, a região de menor espessura foi observada em P1 (4,27mm ± 1,30) e a maior em M2 (4,67mm ± 1,93). Pode-se observar diferença estatisticamente significativa entre os grupos (p<.001), com o grupo T apresentando uma média consistentemente maior (4.42 ± 1.50) em comparação ao grupo C (3.41 ± 1.15). Na análise dos preditores de maior influência, a presença da fissura mostrou-se significativa (p<0.001) em todas as medidas realizadas. Em uma análise isolada do grupo T, os resultados indicam que a altura da abóboda palatina é um preditor significativo, com uma associação clara entre: quanto maior a altura da abóboda, maior a espessura da mucosa. A quantidade de palatoplastias apresentou uma menor expressividade nos resultados, sendo significativa apenas em P1R6, sugerindo que essa variável pode impactar a espessura, no entanto, ausência de informações como: a idade em que foi realizada a cirurgia, a técnica utilizada e a habilidade do operador, são fatores limitantes na interpretação desses resultados. Apesar do grupo T ter apresentado uma espessura estatisticamente maior, os resultados encontrados no presente estudo sugerem que a região mais adequada para a remoção de enxerto palatino em pacientes com fissura de palato é anatomicamente semelhante àquela de pacientes sem fissura, localizada entre a distal do canino e a mesial da raiz palatina do primeiro molar.The present study aimed to compare the thickness of the palatal mucosa between individuals with and without cleft palate. The sample consisted of 37 cone-beam computed tomography (CBCT) images of patients without cleft (control group - C) and 62 images of patients with cleft (test group - T), of both sexes, with a minimum age of 18 years, and with complete dentition from canine to second upper molar in at least one hemiarch. The parameters evaluated were: the thickness of the palatal mucosa at the canines (Ca), premolars (P1 and P2), and molars (M1 and M2) at four distinct points marked from the gingival margin towards the palatine suture at distances of 3, 6, 9, and 12 mm, represented as R3, R6, R9, and R12 respectively, in addition to the height of the palatine vault and the width of the palate. Statistical analysis of the results was performed using Interclass Correlation Coefficient (ICC) tests, MANOVA, ANOVA, multiple linear regression, Spearman correlation, and Student\'s t-test, with a significance level of 5%. For group C, the M1 region showed the thinnest mucosa (2.95 mm ± 1.11), while the P2 region had the thickest (3.72 mm ± 1.20). In contrast, in group T, the region of least thickness was observed at P1 (4.27 mm ± 1.30) and the greatest at M2 (4.67 mm ± 1.93). A statistically significant difference was observed between the groups (p<.001), with group T presenting a consistently higher mean (4.42 ± 1.50) compared to group C (3.41 ± 1.15). In the analysis of the most influential predictors, the presence of the cleft was significant (p<0.001) in all measurements taken. An isolated analysis of group T indicated that the height of the palatine vault is a significant predictor, with a clear association that higher vault height is linked to greater mucosal thickness. The number of palatoplasties showed less impact on the results, being significant only at P1R6, suggesting that this variable may affect thickness; however, the absence of information such as the age at which the surgery was performed, the technique used, and the operator\'s skill are limiting factors in interpreting these results. Although group T exhibited statistically greater thickness, the findings of this study suggest that the most suitable region for palatal graft removal in patients with cleft palate is anatomically similar to that of patients without cleft, located between the distal of the canine and the mesial of the palatine root of the first molar.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPAlmeida, Ana Lucia Pompeia Fraga deCosta, Sandy Maria da Silva2025-10-07info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25146/tde-06022026-095138/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-02-23T19:01:02Zoai:teses.usp.br:tde-06022026-095138Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-02-23T19:01:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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