Inovação social no terceiro setor: análise de ONGs de apoio a pessoas com infecções sexualmente transmissíveis
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Orientador(a): | |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11153/tde-05082025-154745/ |
Resumo: | Este estudo está inserido no campo de estudos sobre organizações do terceiro setor, historicamente reconhecidas por sua atuação como mediadoras entre o poder público e comunidades vulneráveis. No contexto do enfrentamento das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) no Brasil, as organizações não governamentais (ONGs) se consolidaram como agentes fundamentais, promovendo inclusão social, conscientização e suporte a populações marginalizadas. Nas últimas décadas, essas organizações têm enfrentado mudanças significativas no foco de suas atividades e gerenciamento, impulsionadas por transformações sociopolíticas e demográficas. Nesse sentido, este estudo teve o objetivo principal de analisar como as práticas das ONGs são uma forma de promover inovação social no Brasil. Para avaliação no âmbito de inovação social, foi utilizada a abordagem teórica franco-quebequense, com ênfase nas mudanças estruturais e sistêmicas em instituições e políticas públicas. Para isso, foi realizada uma pesquisa qualitativa, utilizando como base a análise de discurso de entrevistas com representantes de ONGs de três regiões do país (Nordeste, Sudeste e Sul) aliada a dados do Boletim Epidemiológico HIV/Aids de 2024. A investigação focou nas práticas de governança, na formulação de políticas públicas e na forma como as ações das ONGs são percebidas e experienciadas em seus contextos de atuação. Os resultados obtidos evidenciam que, apesar de enfrentarem desafios como estigmas, preconceitos, lacunas educacionais e dificuldades de sustentabilidade financeira, as ONGs têm papel transformador social ao promover inclusão, educação e articulação entre Estado e sociedade civil. Concluiu-se que as ONGs promovem inovação social no Brasil ao implementarem práticas que incluem: governança participativa e ações conjuntas com a gestão pública no contexto em que estão inseridas; criação de estratégias de gestão que garantam sua sustentabilidade; criação de estratégias educacionais aliadas à representatividade comunitária com intuito de reduzir desigualdades e estigmas associados às IST. |
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Inovação social no terceiro setor: análise de ONGs de apoio a pessoas com infecções sexualmente transmissíveisSocial innovation in the third sector: analysis of NGOs supporting people with sexually transmitted infectionsInfecções sexualmente transmissíveisInovação socialNGOsONGsPolíticas públicasPublic policiesSexually transmitted infectionsSocial innovationTerceiro setorThird sectorEste estudo está inserido no campo de estudos sobre organizações do terceiro setor, historicamente reconhecidas por sua atuação como mediadoras entre o poder público e comunidades vulneráveis. No contexto do enfrentamento das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) no Brasil, as organizações não governamentais (ONGs) se consolidaram como agentes fundamentais, promovendo inclusão social, conscientização e suporte a populações marginalizadas. Nas últimas décadas, essas organizações têm enfrentado mudanças significativas no foco de suas atividades e gerenciamento, impulsionadas por transformações sociopolíticas e demográficas. Nesse sentido, este estudo teve o objetivo principal de analisar como as práticas das ONGs são uma forma de promover inovação social no Brasil. Para avaliação no âmbito de inovação social, foi utilizada a abordagem teórica franco-quebequense, com ênfase nas mudanças estruturais e sistêmicas em instituições e políticas públicas. Para isso, foi realizada uma pesquisa qualitativa, utilizando como base a análise de discurso de entrevistas com representantes de ONGs de três regiões do país (Nordeste, Sudeste e Sul) aliada a dados do Boletim Epidemiológico HIV/Aids de 2024. A investigação focou nas práticas de governança, na formulação de políticas públicas e na forma como as ações das ONGs são percebidas e experienciadas em seus contextos de atuação. Os resultados obtidos evidenciam que, apesar de enfrentarem desafios como estigmas, preconceitos, lacunas educacionais e dificuldades de sustentabilidade financeira, as ONGs têm papel transformador social ao promover inclusão, educação e articulação entre Estado e sociedade civil. Concluiu-se que as ONGs promovem inovação social no Brasil ao implementarem práticas que incluem: governança participativa e ações conjuntas com a gestão pública no contexto em que estão inseridas; criação de estratégias de gestão que garantam sua sustentabilidade; criação de estratégias educacionais aliadas à representatividade comunitária com intuito de reduzir desigualdades e estigmas associados às IST.This study is situated within the field of research on third-sector organizations, historically recognized for their role as mediators between public authorities and vulnerable communities. In the gentes of addressing sexually transmitted infections (STIs) in Brazil, non-gentesental organizations (NGOs) have established themselves as key gentes, promoting social inclusion, awareness, and support for marginalized populations. Over the past decades, these organizations have faced significant shifts in the focus of their activities and management, driven by socio-political and demographic transformations. The primary objective of this study was to analyze how NGO practices serve as a means of fostering social innovation in Brazil. To assess social innovation, the Franco-Quebecois theoretical approach was employed, emphasizing structural and systemic changes in institutions and public policies. This qualitative research utilized discourse analysis of interviews conducted with representatives from NGOs in three regions of Brazil (Northeast, Southeast, and South), combined with data from the 2024 Epidemiological Bulletin HIV/AIDS. The investigation focused on governance practices, policy formulation, and the ways in which the actions of NGOs are perceived and experienced within their contexts of operation. The findings highlight that, despite challenges such as stigma, prejudice, educational gaps, and financial sustainability issues, NGOs play a transformative social role by promoting inclusion, education, and collaboration between the state and civil society. The study concludes that NGOs promote social innovation in Brazil by implementing practices such as participatory governance and joint actions with public management in their contexts; developing management strategies that ensure their sustainability; and creating educational strategies aligned with community representation to reduce inequalities and stigmas associated with STIs.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPRodrigues, Andrea LeiteGiovanelli, Luiz Eduardo2025-05-20info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11153/tde-05082025-154745/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-08-06T19:07:02Zoai:teses.usp.br:tde-05082025-154745Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-08-06T19:07:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Este estudo está inserido no campo de estudos sobre organizações do terceiro setor, historicamente reconhecidas por sua atuação como mediadoras entre o poder público e comunidades vulneráveis. No contexto do enfrentamento das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) no Brasil, as organizações não governamentais (ONGs) se consolidaram como agentes fundamentais, promovendo inclusão social, conscientização e suporte a populações marginalizadas. Nas últimas décadas, essas organizações têm enfrentado mudanças significativas no foco de suas atividades e gerenciamento, impulsionadas por transformações sociopolíticas e demográficas. Nesse sentido, este estudo teve o objetivo principal de analisar como as práticas das ONGs são uma forma de promover inovação social no Brasil. Para avaliação no âmbito de inovação social, foi utilizada a abordagem teórica franco-quebequense, com ênfase nas mudanças estruturais e sistêmicas em instituições e políticas públicas. Para isso, foi realizada uma pesquisa qualitativa, utilizando como base a análise de discurso de entrevistas com representantes de ONGs de três regiões do país (Nordeste, Sudeste e Sul) aliada a dados do Boletim Epidemiológico HIV/Aids de 2024. A investigação focou nas práticas de governança, na formulação de políticas públicas e na forma como as ações das ONGs são percebidas e experienciadas em seus contextos de atuação. Os resultados obtidos evidenciam que, apesar de enfrentarem desafios como estigmas, preconceitos, lacunas educacionais e dificuldades de sustentabilidade financeira, as ONGs têm papel transformador social ao promover inclusão, educação e articulação entre Estado e sociedade civil. Concluiu-se que as ONGs promovem inovação social no Brasil ao implementarem práticas que incluem: governança participativa e ações conjuntas com a gestão pública no contexto em que estão inseridas; criação de estratégias de gestão que garantam sua sustentabilidade; criação de estratégias educacionais aliadas à representatividade comunitária com intuito de reduzir desigualdades e estigmas associados às IST. |
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