Efeitos adversos agudos relacionados ao uso de PEG Asparaginase em crianças em tratamento para leucemia linfoblástica aguda
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5141/tde-13102025-142701/ |
Resumo: | Introdução: A asparaginase (ASN) desempenha um papel crucial no tratamento da Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA), auxiliando na melhora progressiva da sobrevida a longo prazo destes pacientes.Entretanto, possui um perfil de toxicidade específico que pode afetar, dificultar ou impedir seu uso. Atualmente, a L-ASN derivada de Escherichia coli nativa glicolada com polietileno (PEG-Asn) é a preparação de primeira escolha em protocolos de tratamento pediátricos. Os principais efeitos adversos descritos na literatura relacionados a PEG-Asn são as Reações de Hipersensibilidade/Reações Alérgicas e a Pancreatite Aguda. Estudos observacionais retrospectivos sugerem que o uso de pré medicação pode reduzir os efeitos adversos e, consequentemente, a necessidade de suspensão da medicação. Objetivos: Avaliar efeitos adversos relacionados ao uso da PEG-asparaginase e o impacto do uso de pré medicação em crianças com LLA em tratamento de primeira linha. Métodos:Estudo prospectivo, multicêntrico, randomizado de forma centralizada realizado em 10 hospitais. Os critérios de inclusão foram pacientes de 1 a 18 anos com diagnóstico de LLA em tratamento de novo com indicação de PEG-Asn. Critérios de exclusão: Pacientes que não seguiram a randomização, o protocolo de manejo ou com dados incompletos.Pacientes foram randomizados de forma aleatória e simples em dois grupos: Grupo 1 sem pré medicação e grupo 2 com uso de pré medicação (difenidramina,hidrocortisona). Eventos adversos graves foram reportados em até 24 horas do ocorrido e situações especiais em até 48 horas. Resultados: 151 pacientes incluídos no estudo.Os grupos foram comparáveis de acordo com gênero, idade, linhagem de LLA, via de administração e dose mediana. 66 pacientes (44%) foram alocados no grupo de pré-medicação e 85 (56%) pacientes no grupo controle.O gênero masculino foi o mais prevalente em ambos os grupos, assim como a linhagem LLA B e a forma de administração via endovenosa.14 pacientes apresentaram reações adversas graves, como reações alérgicas (n=8) e pancreatite aguda (n=6). A gravidade da pancreatite aguda foi notavelmente maior, necessitando de intervenções e descontinuação da medicação. O uso de pré-medicação não teve influência significativa na ocorrência de pancreatite aguda (p=2,32) ou reações alérgicas (p=4,67). Conclusão: Os achados de nosso estudo revelam um perfil de toxicidade semelhante ao descrito anteriormente na literatura internacional. Além disso, indicam que a pré-medicação não influencia a incidência ou gravidade das reações adversas de hipersensibilidade com PEG-Asn. |
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Efeitos adversos agudos relacionados ao uso de PEG Asparaginase em crianças em tratamento para leucemia linfoblástica agudaAdverse effects related to the use of PEG Asparaginase in children undergoing treatment for Acute Lymphoblastic LeukemiaAcute lymphoblastic leukemiaAdolescentesAsparaginaseAsparaginaseChildrenCriançasLeucemia linfoblástica agudaTeenageToxicidadeToxicityIntrodução: A asparaginase (ASN) desempenha um papel crucial no tratamento da Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA), auxiliando na melhora progressiva da sobrevida a longo prazo destes pacientes.Entretanto, possui um perfil de toxicidade específico que pode afetar, dificultar ou impedir seu uso. Atualmente, a L-ASN derivada de Escherichia coli nativa glicolada com polietileno (PEG-Asn) é a preparação de primeira escolha em protocolos de tratamento pediátricos. Os principais efeitos adversos descritos na literatura relacionados a PEG-Asn são as Reações de Hipersensibilidade/Reações Alérgicas e a Pancreatite Aguda. Estudos observacionais retrospectivos sugerem que o uso de pré medicação pode reduzir os efeitos adversos e, consequentemente, a necessidade de suspensão da medicação. Objetivos: Avaliar efeitos adversos relacionados ao uso da PEG-asparaginase e o impacto do uso de pré medicação em crianças com LLA em tratamento de primeira linha. Métodos:Estudo prospectivo, multicêntrico, randomizado de forma centralizada realizado em 10 hospitais. Os critérios de inclusão foram pacientes de 1 a 18 anos com diagnóstico de LLA em tratamento de novo com indicação de PEG-Asn. Critérios de exclusão: Pacientes que não seguiram a randomização, o protocolo de manejo ou com dados incompletos.Pacientes foram randomizados de forma aleatória e simples em dois grupos: Grupo 1 sem pré medicação e grupo 2 com uso de pré medicação (difenidramina,hidrocortisona). Eventos adversos graves foram reportados em até 24 horas do ocorrido e situações especiais em até 48 horas. Resultados: 151 pacientes incluídos no estudo.Os grupos foram comparáveis de acordo com gênero, idade, linhagem de LLA, via de administração e dose mediana. 66 pacientes (44%) foram alocados no grupo de pré-medicação e 85 (56%) pacientes no grupo controle.O gênero masculino foi o mais prevalente em ambos os grupos, assim como a linhagem LLA B e a forma de administração via endovenosa.14 pacientes apresentaram reações adversas graves, como reações alérgicas (n=8) e pancreatite aguda (n=6). A gravidade da pancreatite aguda foi notavelmente maior, necessitando de intervenções e descontinuação da medicação. O uso de pré-medicação não teve influência significativa na ocorrência de pancreatite aguda (p=2,32) ou reações alérgicas (p=4,67). Conclusão: Os achados de nosso estudo revelam um perfil de toxicidade semelhante ao descrito anteriormente na literatura internacional. Além disso, indicam que a pré-medicação não influencia a incidência ou gravidade das reações adversas de hipersensibilidade com PEG-Asn.Introduction: Asparaginase (ASN) plays a crucial role in the treatment of Acute Lymphoblastic Leukemia (ALL), helping to progressively improve the long-term survival of these patients. However, it has a specific toxicity profile that can affect, hinder or prevent its use. Currently, polyethylene glycolated native Escherichia coli-derived L-ASN (PEG-Asn) is the preparation of first choice in pediatric treatment protocols. The main adverse effects described in the literature related to PEG-Asn are Hypersensitivity Reactions/Allergic Reactions and Acute Pancreatitis. Retrospective observational studies suggest that the use of premedication can reduce adverse effects and, consequently, the need to discontinue medication. Objectives: To evaluate adverse effects related to the use of PEG-asparaginase and the impact of the use of premedication in children with ALL undergoing first-line treatment. Methods: Prospective, multicenter, centrally randomized study carried out in 10 hospitals. The inclusion criteria were patients aged 1 to 18 years diagnosed with ALL undergoing new treatment with PEG-Asn indication. Exclusion criteria: Patients who did not follow the randomization, management protocol or with incomplete data. Patients were randomly and simply randomized into two groups: Group 1 without premedication and group 2 with use of premedication (diphenhydramine, hydrocortisone) . Serious adverse events were reported within 24 hours of the event and special situations within 48 hours. Results: 151 patients included in the study. Groups were comparable according to gender, age, ALL lineage, route of administration and median dose. 66 patients (44%) were allocated to the premedication group and 85 (56%) patients to the control group. The male gender was the most prevalent in both groups, as well as the ALL B lineage and the intravenous administration method. .14 patients presented serious adverse reactions, such as allergic reactions (n=8) and acute pancreatitis (n=6). The severity of acute pancreatitis was notably greater, necessitating interventions and medication discontinuation. The use of premedication had no significant influence on the occurrence of acute pancreatitis (p=2.32) or allergic reactions (p=4.67). Conclusion: The findings of our study reveal a toxicity profile similar to that previously described in the international literature. Furthermore, they indicate that premedication does not influence the incidence or severity of adverse hypersensitivity reactions with PEG-Asn.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPOdone Filho, VicenteSenna, Evelin Cristine Mendonça de2025-02-12info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5141/tde-13102025-142701/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-10-13T18:08:05Zoai:teses.usp.br:tde-13102025-142701Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-10-13T18:08:05Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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