Microcápsulas contendo óleo de mamona desidratado ou sua resina alquídica na autorreparação da pintura anticorrosiva de manutenção.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Nunes, Felipe Garcia
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3137/tde-06032025-092803/
Resumo: Revestimentos inteligentes com propriedades de autorreparação têm sido desenvolvidos para fornecer proteção ativa ao aço quando a pintura é danificada, reduzindo a frequência de repintura e de manutenção. Microcápsulas poliméricas contendo óleos vegetais secantes possuem uso consolidado na autorreparação de revestimentos anticorrosivos. Entretanto, não se sabe como é o desempenho dos revestimentos autorreparadores em tratamento precário de superfície do aço, característico da pintura de manutenção de estruturas em campo. Nesse contexto, este trabalho avaliou o uso de microcápsulas contendo óleo de mamona desidratado ou sua resina alquídica encapsulados como pigmentos inteligentes na pintura anticorrosiva de manutenção. O óleo de mamona desidratado foi selecionado para encapsulamento através da comparação das propriedades de secagem e anticorrosivas de diferentes óleos secantes. A resina alquídica longa em óleo de mamona desidratado foi sintetizada para encapsulamento, além de diluentes reativos obtidos a partir da funcionalização do óleo com silano e trialil éter, através de reações Diels-Alder, para reduzir a viscosidade da resina alquídica a ser encapsulada e preservar suas propriedades de origem. O óleo de mamona desidratado, ou sua resina alquídica modificada com diluente reativo funcionalizado com silano, foram encapsulados com êxito em microcápsulas de poli(ureia-formaldeído-melamina) por polimerização in situ em emulsão óleo em água. Em uma primeira etapa, as microcápsulas contendo óleo de mamona desidratado foram aditivadas em uma tinta comercial epóxi mastique alumínio, e esquemas de pintura foram aplicados sobre substratos de aço carbono preparados tanto por jateamento abrasivo seco quanto por ferramentas manuais, simulando também o cenário da pintura de manutenção. Na segunda etapa, as microcápsulas contendo óleo de mamona desidratado e as microcápsulas contendo a resina alquídica foram incorporadas durante a formulação de tintas epóxi mastique alumínio em fábrica de tinta, com controle da razão PVC/CPVC. A incorporação das microcápsulas tanto na aditivação de tintas comerciais quanto na formulação das tintas na mesma razão PVC/CPVC reduziu as propriedades de barreira e a aderência de origem do epóxi mastique alumínio. Mesmo assim, os revestimentos inteligentes apresentaram boas propriedades anticorrosivas e promoveram autorreparação no defeito do revestimento, a depender do sistema estudado. As microcápsulas contendo resina alquídica reduziram até 20% do avanço da corrosão em ensaio cíclico de corrosão das tintas formuladas, enquanto as microcápsulas contendo óleo de mamona desidratado não conferiram cicatrização às tintas formuladas nesse mesmo ensaio. Porém, as microcápsulas à base de óleo promoveram autorreparação à tinta comercial aditivada em ambos os tratamentos de superfície, ressaltando que a proteção ativa depende da compatibilidade entre os pigmentos inteligentes e a matriz epóxi em que estão inseridos. A eficiência de autorreparação promovida pelas microcápsulas contendo óleo de mamona desidratado em tintas aditivadas foi de 60% em preparo manual de superfície e 77% em jateamento abrasivo seco, após exposição prolongada em atmosfera de elevada corrosividade. Apesar do aumento de vida útil não ser tão efetivo quanto em situação de boa preparação de superfície, os resultados comprovam a viabilidade do uso de revestimentos autorreparadores na pintura de manutenção, com grande potencial para redução da frequência de repintura de estruturas metálicas e de seus custos associados, empregando uma matéria-prima verde, de baixo custo e abundante no Brasil.
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Nesse contexto, este trabalho avaliou o uso de microcápsulas contendo óleo de mamona desidratado ou sua resina alquídica encapsulados como pigmentos inteligentes na pintura anticorrosiva de manutenção. O óleo de mamona desidratado foi selecionado para encapsulamento através da comparação das propriedades de secagem e anticorrosivas de diferentes óleos secantes. A resina alquídica longa em óleo de mamona desidratado foi sintetizada para encapsulamento, além de diluentes reativos obtidos a partir da funcionalização do óleo com silano e trialil éter, através de reações Diels-Alder, para reduzir a viscosidade da resina alquídica a ser encapsulada e preservar suas propriedades de origem. O óleo de mamona desidratado, ou sua resina alquídica modificada com diluente reativo funcionalizado com silano, foram encapsulados com êxito em microcápsulas de poli(ureia-formaldeído-melamina) por polimerização in situ em emulsão óleo em água. Em uma primeira etapa, as microcápsulas contendo óleo de mamona desidratado foram aditivadas em uma tinta comercial epóxi mastique alumínio, e esquemas de pintura foram aplicados sobre substratos de aço carbono preparados tanto por jateamento abrasivo seco quanto por ferramentas manuais, simulando também o cenário da pintura de manutenção. Na segunda etapa, as microcápsulas contendo óleo de mamona desidratado e as microcápsulas contendo a resina alquídica foram incorporadas durante a formulação de tintas epóxi mastique alumínio em fábrica de tinta, com controle da razão PVC/CPVC. A incorporação das microcápsulas tanto na aditivação de tintas comerciais quanto na formulação das tintas na mesma razão PVC/CPVC reduziu as propriedades de barreira e a aderência de origem do epóxi mastique alumínio. Mesmo assim, os revestimentos inteligentes apresentaram boas propriedades anticorrosivas e promoveram autorreparação no defeito do revestimento, a depender do sistema estudado. As microcápsulas contendo resina alquídica reduziram até 20% do avanço da corrosão em ensaio cíclico de corrosão das tintas formuladas, enquanto as microcápsulas contendo óleo de mamona desidratado não conferiram cicatrização às tintas formuladas nesse mesmo ensaio. Porém, as microcápsulas à base de óleo promoveram autorreparação à tinta comercial aditivada em ambos os tratamentos de superfície, ressaltando que a proteção ativa depende da compatibilidade entre os pigmentos inteligentes e a matriz epóxi em que estão inseridos. A eficiência de autorreparação promovida pelas microcápsulas contendo óleo de mamona desidratado em tintas aditivadas foi de 60% em preparo manual de superfície e 77% em jateamento abrasivo seco, após exposição prolongada em atmosfera de elevada corrosividade. Apesar do aumento de vida útil não ser tão efetivo quanto em situação de boa preparação de superfície, os resultados comprovam a viabilidade do uso de revestimentos autorreparadores na pintura de manutenção, com grande potencial para redução da frequência de repintura de estruturas metálicas e de seus custos associados, empregando uma matéria-prima verde, de baixo custo e abundante no Brasil.Smart coatings with self-healing properties are being developed to actively protect the steel when the coating is damaged, reducing the frequency of maintenances for recoating. Polymeric microcapsules containing vegetable drying oils have an established role towards the selfhealing of anticorrosive coatings. However, it remains unknown whether self-healing coatings can perform under poor steel surface preparation, characteristic of field-applied maintenance paints. In this context, this work evaluated microcapsules containing dehydrated castor oil or its alkyd encapsulated as smart pigments for anticorrosive maintenance paints. Dehydrated castor oil was selected for encapsulation by comparing the drying and anticorrosive properties of different drying oils. Dehydrated castor oil-based alkyd with long oil length was synthesized, along with reactive diluents obtained by functionalizing dehydrated castor oil with silane and triallyl ether, through Diels-Alder reactions, to reduce alkyds viscosity for encapsulation and preserve its original properties. Dehydrated castor oil, or its alkyd modified with reactive diluent functionalized with silane, were successfully encapsulated in poly(urea-formaldehydemelamine) microcapsules by in situ emulsion polymerization. In a first step, microcapsules containing dehydrated castor oil were doped to a commercial epoxy mastic aluminum primer and coating systems were applied over carbon steel substrates, prepared by either blast-cleaning or manual tools, simulating the case of maintenance painting as well. In a later step, microcapsules containing dehydrated castor oil and microcapsules containing the alkyd were incorporated during the formulation of epoxy mastic aluminum primers in a paint factory, while controlling the PVC/CPVC ratio. Incorporating microcapsules to either commercial or formulated paints, with the same PVC/CPVC ratio, reduced the barrier properties and adhesion of the original epoxy mastic aluminum primer. Even still, the smart coatings presented good anticorrosive properties and provided self-healing at the coating defect, depending on the system studied. Alkyd-based microcapsules decreased up to 20% of the corrosion around the scribe for formulated paints, after accelerated cyclic corrosion test, whereas dehydrated castor oil-based microcapsules did not present self-healing in formulated paints at the same test. However, microcapsules containing dehydrated castor oil provided self-healing to commercially doped paints, highlighting that the active protection strongly depends on the compatibility between the epoxy matrix and the smart pigments. The self-healing efficiency provided by microcapsules containing dehydrated castor oil to commercial paints was 60% under manual surface preparation and 77% under blast-cleaning, after long-term weathering at a highly corrosive atmosphere. Despite the extra lifespan added not being as effective as under good surface treatment, the results obtained herein demonstrate the feasibility of self-healing coatings application towards the maintenance painting of steel. The great potential for reducing the frequency and costs of maintenances associated with recoating metallic structures is highlighted, using a green and low-cost feedstock that is abundant in Brazil.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPAoki, Idalina VieiraBendinelli, Elber VidigalNunes, Felipe Garcia2024-10-07info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3137/tde-06032025-092803/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-03-19T11:02:02Zoai:teses.usp.br:tde-06032025-092803Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-03-19T11:02:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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