Medida da capacidade vetorial de Anopheles albitarsis e de Anopheles (Kerteszia) no Vale do Ribeira, São Paulo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2001
Autor(a) principal: Santos, Roseli La Corte dos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6132/tde-31032020-102041/
Resumo: Objetivo. Estimar a Capacidade Vetorial de Anopheles albitarsis e An. (Kerteszia) com a finalidade de conhecer a receptividade do Vale do Ribeira, Estado de São Paulo, com relação à malária, tanto no ambiente natural, quanto no alterado para fins agrícolas. Para tanto, propõem-se determinar a variação da taxa de picadas/homem/dia, a taxa de sobrevivência diária e a duração do ciclo gonotrófico de ambos os grupos. Material e métodos. Os estudos foram realizados em laboratório e no campo, em duas áreas do Vale do Ribeira, uma representada por fazenda com plantação de arroz irrigado e outra contígua à Mata Atlântica de encosta. Os dados referentes à taxa de picadas/homem/dia foram obtidos em colaboração com o Projeto Temático Fapesp 95/0381-4. Foram referentes às capturas de mosquitos com aspirador manual, de maio de 1996 a junho de 2000 para An. albitarsis e maio de 1996 a setembro de 1997 para Kerteszia. A taxa de sobrevivência diária foi estimada através de regressão linear dos dados obtidos a partir da técnica de marcação-soltura-recaptura e através do estudo da idade fisiológica. A duração do ciclo gonotrófico no campo foi estudada pela dissecção dos ovaríolos de fêmeas soltas ingurgitadas e em laboratório pelo fornecimento de alimentação para as fêmeas e observação individual até a oviposição. O comprimento do ciclo extrínseco do parasita foi determinado pelo método de Oganov-Rayevsky. Resultados. A taxa de picadas/homem/dia/ variou 0 a 628,5 para An. albitarsis e de 17,5 a 320,83 para Kerteszia no período estudado. A taxa de sobrevivência diária de An. albitarsis foi 0,61 e a de Kerteszia 0,45. A duração do ciclo gonotrófico de An. albitarsis foi de 2,5 dias no campo e de 4 dias em laboratório; a de Kerteszia foi de 3,5 dias em laboratório e não pôde ser determinada no campo. A Capacidade Vetorial foi igual a zero nos meses frios para ambos os grupos; nos meses quentes apresentou picos em janeiro, fevereiro e março com valor máximo de 0,803 em fevereiro de 1998 para An. albitarsis. Para Kerteszia o valor máximo encontrado foi de 0,081 em janeiro de 1997. Discussão. O modelo da Capacidade Vetorial indicou pequena possibilidade da ocorrência de malária endêmica no Vale do Ribeira veiculada por An. albitarsis. Os valores observados para os meses quentes apontam a possibilidade dessa espécie participar secundária ou esporadicamente como vetora. Tais observações mostraram-se coerentes com o histórico da transmissão malárica atribuída a essa espécie. Já os valores fornecidos pelo modelo para An. (Kerteszia) vão de encontro às informações sobre a transmissão na região. Os baixos valores obtidos para a Capacidade Vetorial desse subgênero foram atribuídos principalmente à taxa de sobrevivência encontrada. As dificuldades na análise dos dados e os resultados por ela fornecidos sugerem que provavelmente existam características desse grupo que não se encontram contempladas no modelo apresentado.
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Os estudos foram realizados em laboratório e no campo, em duas áreas do Vale do Ribeira, uma representada por fazenda com plantação de arroz irrigado e outra contígua à Mata Atlântica de encosta. Os dados referentes à taxa de picadas/homem/dia foram obtidos em colaboração com o Projeto Temático Fapesp 95/0381-4. Foram referentes às capturas de mosquitos com aspirador manual, de maio de 1996 a junho de 2000 para An. albitarsis e maio de 1996 a setembro de 1997 para Kerteszia. A taxa de sobrevivência diária foi estimada através de regressão linear dos dados obtidos a partir da técnica de marcação-soltura-recaptura e através do estudo da idade fisiológica. A duração do ciclo gonotrófico no campo foi estudada pela dissecção dos ovaríolos de fêmeas soltas ingurgitadas e em laboratório pelo fornecimento de alimentação para as fêmeas e observação individual até a oviposição. O comprimento do ciclo extrínseco do parasita foi determinado pelo método de Oganov-Rayevsky. Resultados. A taxa de picadas/homem/dia/ variou 0 a 628,5 para An. albitarsis e de 17,5 a 320,83 para Kerteszia no período estudado. A taxa de sobrevivência diária de An. albitarsis foi 0,61 e a de Kerteszia 0,45. A duração do ciclo gonotrófico de An. albitarsis foi de 2,5 dias no campo e de 4 dias em laboratório; a de Kerteszia foi de 3,5 dias em laboratório e não pôde ser determinada no campo. A Capacidade Vetorial foi igual a zero nos meses frios para ambos os grupos; nos meses quentes apresentou picos em janeiro, fevereiro e março com valor máximo de 0,803 em fevereiro de 1998 para An. albitarsis. Para Kerteszia o valor máximo encontrado foi de 0,081 em janeiro de 1997. Discussão. O modelo da Capacidade Vetorial indicou pequena possibilidade da ocorrência de malária endêmica no Vale do Ribeira veiculada por An. albitarsis. Os valores observados para os meses quentes apontam a possibilidade dessa espécie participar secundária ou esporadicamente como vetora. Tais observações mostraram-se coerentes com o histórico da transmissão malárica atribuída a essa espécie. Já os valores fornecidos pelo modelo para An. (Kerteszia) vão de encontro às informações sobre a transmissão na região. Os baixos valores obtidos para a Capacidade Vetorial desse subgênero foram atribuídos principalmente à taxa de sobrevivência encontrada. As dificuldades na análise dos dados e os resultados por ela fornecidos sugerem que provavelmente existam características desse grupo que não se encontram contempladas no modelo apresentado.Objective. Estimating the Vectorial Capacity of An. albitarsis and An. (Kerteszia) in order to establish the receptivity of the Ribeira Valley, São Paulo State, in relation to malaria, in natural environments as well as in environments modified by agricultural use. In order to this, we propose to determine the bites/man/day rate variation, the daily survival rate and the gonotrophic cycle duration for both groups. Material and Methods. The studies were carried out under laboratory and field conditions in two areas at the Ribeira Valley, one being a farm area with irrigated rice culture and the other one bordering on the Atlantic Forest. Data relating to the bites/man/day rate were obtained collaborating with the Thematic Project FAPESP 95/0381-4, using manual aspirator, during May/1996 until June/2000 for An. albitarsis and from May/1996 to September/1997 for An. (Kerteszia). The daily survival rate was estimated by linear regression of data obtained with the mark-release-recapture technique and physiological age study. The gonotrophic cycle duration in the field was studied by ovarioles dissection of released engorged females and in laboratory contidions by feeding females and observing them individually until oviposition. The parasite extrinsic cycle duration was determined using Oganov-Rayevsky method. Results. The bites/man/day rate ranged from zero to 628.5 for An. albitarsis and from 17.5 to 320.83 for An. (Kerteszia). The daily survival rate for An. albitarsis was 0.61 and for An. (Kerteszia) 0.45. The gonotrophic cycle duration for An. Albitarsis was 2.5 days in field and 4 days in laboratory conditions; for An. (Kerteszia) this was 3.5 days under laboratory conditions but could not be determined in field. The Vectorial Capacity was zero for both groups during cold months and in the hot ones showed peaks in January, February and March with a maximum value of 0.803 in February/1998 for An. albitarsis. For An. (Kerteszia) the maximum value was 0.081 in January/1997. Discussion. The Vectorial Capacity model demonstrated low possibility of endemic malaria occurence in the Ribeira Valley that could be attibuted to An. albitarsis. The obtained values for hot months showed the possibility of this species to participate secondary or sporadically as a vector. Such observations showed consistency with the history of malaria transmission attributed to this species. However, the given values by the model for An. (Kerteszia) contradict the actual malaria transmission in the region. The low values obtained for Vectorial Capacity of this subgenus were explained mainly by the daily survival rate. The difficulties in data analysis and its results suggest that there are features of this group which were not included in the presented model.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPForattini, Oswaldo PauloSantos, Roseli La Corte dos2001-03-28info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6132/tde-31032020-102041/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2020-03-31T16:41:02Zoai:teses.usp.br:tde-31032020-102041Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212020-03-31T16:41:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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