Influência de extrações de pré-molares na estética facial em longo prazo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: Junqueira, Cintia Helena Zingaretti
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25144/tde-05062013-151622/
Resumo: A indicação da extração de pré-molares em Ortodontia tem sido questionada por eventuais riscos à estética facial. Este estudo se propôs a avaliar se os protocolos de tratamento da Classe II divisão 1 sem extrações, com extrações de dois pré-molares superiores e de quatro pré-molares são diferentes entre si quanto à estética facial, em longo prazo. Foram avaliados 63 indivíduos Classe II divisão 1 completa, tratados ortodonticamente há pelo menos oito anos, compatíveis quanto a sexo, idade, tempo pós-tratamento, qualidade de finalização do tratamento quanto ao perfil e à oclusão (índice Objective Grading System) e sobressaliência (final e em longo prazo). O grupo XP0 foi composto por 20 indivíduos, tratados sem extrações (30,77 anos de idade; 15,63 anos pós-tratamento). O grupo XP2 foi composto de 25 indivíduos, tratados com extração de dois pré-molares superiores (30,99 anos de idade; 15,68 anos pós-tratamento). O grupo XP4 foi composto por 18 indivíduos, tratados com extração de quatro pré-molares (32,80 anos de idade; 18,01 anos póstratamento).Leigos e ortodontistas avaliaram fotografias extra-bucais frontais e laterais em repouso dos indivíduos, atribuindo notas de 1 a 10 à atratividade de cada um e opinando sobre suas idades aparentes. Medidas tegumentares foram obtidas das fotografias laterais através do programa Dolphin Imaging 11.5. Análises de Variância a dois critérios revelaram que tanto a atratividade como a idade aparente não foram influenciadas pelos protocolos de tratamento e sim pelo tipo de avaliador, tendo sido os leigos ligeiramente mais críticos em relação aos ortodontistas. A Análise de Covariância revelou que a idade dos avaliadores não interferiu sobre suas opiniões, mas o sexo sim, tendo as mulheres designado notas superiores à dos homens. A Análise de Variância revelou que o padrão facial foi suavemente mais vertical no grupo XP4. O teste de correlação de Pearson revelou que nenhuma dasmedidas tegumentares avaliadas teve influência sobre as notas atribuídas à atratividade facial da amostra. Não foram encontradas evidências de que os protocolos de tratamento da Classe II divisão 1 com e sem extrações sejam diferentes entre si quanto à atratividade facial em longo prazo.
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O grupo XP0 foi composto por 20 indivíduos, tratados sem extrações (30,77 anos de idade; 15,63 anos pós-tratamento). O grupo XP2 foi composto de 25 indivíduos, tratados com extração de dois pré-molares superiores (30,99 anos de idade; 15,68 anos pós-tratamento). O grupo XP4 foi composto por 18 indivíduos, tratados com extração de quatro pré-molares (32,80 anos de idade; 18,01 anos póstratamento).Leigos e ortodontistas avaliaram fotografias extra-bucais frontais e laterais em repouso dos indivíduos, atribuindo notas de 1 a 10 à atratividade de cada um e opinando sobre suas idades aparentes. Medidas tegumentares foram obtidas das fotografias laterais através do programa Dolphin Imaging 11.5. Análises de Variância a dois critérios revelaram que tanto a atratividade como a idade aparente não foram influenciadas pelos protocolos de tratamento e sim pelo tipo de avaliador, tendo sido os leigos ligeiramente mais críticos em relação aos ortodontistas. A Análise de Covariância revelou que a idade dos avaliadores não interferiu sobre suas opiniões, mas o sexo sim, tendo as mulheres designado notas superiores à dos homens. A Análise de Variância revelou que o padrão facial foi suavemente mais vertical no grupo XP4. O teste de correlação de Pearson revelou que nenhuma dasmedidas tegumentares avaliadas teve influência sobre as notas atribuídas à atratividade facial da amostra. Não foram encontradas evidências de que os protocolos de tratamento da Classe II divisão 1 com e sem extrações sejam diferentes entre si quanto à atratividade facial em longo prazo.The assumption that extraction treatment can impair the facial profile with excessive retrusion has discouraged this treatment protocol. This study aimed to assess whether the nonextraction, extraction of two maxillary premolars and extraction of four premolars treatment protocols of Class II Division 1 are different regarding facial esthetics in the long-term. Frontal and lateral photographs of 63 patients, treated at least eight years ago, that initially presented complete Class II division 1 malocclusion, were divided into 3 groups as following: XP0 (non-extraction, n=20; 30,77 years, 15,63 years post-treatment), XP2 (2-maxillary premolar extractions, n=25; 30,99 years, 15,68 years post-treatment) and G3 (4-premolar extractions, n=18; 32,80 years of age, 18,01 years post-treatment). All groups were matched by gender, age, posttreatment time, final profile and occlusal outcomes (Objective Grading System Index), final and long-term overjets. Laypersons and orthodontists evaluated frontal and lateral photographs of the individuals, assigning scores from 1 to 10 to each ones attractiveness and opining about their apparent ages. Cephalometric soft tissue measures were obtained from the lateral photographs by the software Dolphin Imaging 11.5. Two-way Analysis of Variance revealed that both attractiveness and apparent age were not affected by treatment protocols, but by the type of evaluator. Laymen were slightly more critical then orthodontists. Analysis of covariance revealed that the age of the raters did not affect their opinions, but the genre did, as long as women assigned higher grades than did men. Analysis of variance showed no statistically significant differences between the three groups, except for the facial pattern, which was slightly larger in XP4. The Pearson correlation test revealed that none of the soft-tissue measures evaluated had influence on the facial attractiveness scores assigned to the sample. Therefore, it was concluded that treatment of complete Class II division 1 malocclusion with and without extractions had similar facial attractiveness in the long-term.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPJanson, Guilherme dos Reis PereiraJunqueira, Cintia Helena Zingaretti2013-02-01info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25144/tde-05062013-151622/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2024-08-12T12:33:02Zoai:teses.usp.br:tde-05062013-151622Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212024-08-12T12:33:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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