Identidade contestada: diferença, experiência, política
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8131/tde-19052025-095401/ |
Resumo: | Esta tese investiga o sentido político da categoria de identidade no âmbito da Teoria Crítica pós-habermasiana, especialmente em sua vertente norte-americana. Por meio da reconstrução do debate teórico travado entre Iris Marion Young e Nancy Fraser ao longo da década de 1990, busco explicitar dois sentidos principais vinculados a essa categoria que emergem da investigação da obra dessas autoras. Por um lado, a identidade deve ser compreendida como uma operação que nega a diferença. Nesta perspectiva, estabelece uma fronteira fixa e essencializada entre os elementos internos a uma entidade, constituídos como iguais, e externos, constituídos como outridade absoluta. Por outro lado, a identidade deve ser compreendida como resultado do engajamento político sócio-historicamente situado de sujeitos individuais e coletivos, ou seja, um senso experiencial de identificação que expressa um entendimento do sujeito em seus próprios termos. Trata-se, nesse segundo sentido, de uma construção hermenêutica aberta à diferença, que ambiciona posicionar atores políticos relativamente a questões de justiça e a macroestruturas sociais tais quais gênero, raça e sexualidade. A partir desses diferentes entendimentos, proponho uma leitura das obras de Young e Fraser que destaca as maneiras pelas quais ambas as autoras incorporam a categoria de experiência a seus arsenais críticos no intuito de contribuir para o entendimento das lutas políticas do presente e dos modos de subjetificação que engendram a formação e a transformação de identidades pessoais e coletivas |
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Identidade contestada: diferença, experiência, políticaChallenging identity: difference, experience, politicsCritical theoryDiferençaDifferenceExperienceExperiênciaIdentidadeIdentityIris Marion YoungIris Marion YoungNancy FraserNancy FraserTeoria críticaEsta tese investiga o sentido político da categoria de identidade no âmbito da Teoria Crítica pós-habermasiana, especialmente em sua vertente norte-americana. Por meio da reconstrução do debate teórico travado entre Iris Marion Young e Nancy Fraser ao longo da década de 1990, busco explicitar dois sentidos principais vinculados a essa categoria que emergem da investigação da obra dessas autoras. Por um lado, a identidade deve ser compreendida como uma operação que nega a diferença. Nesta perspectiva, estabelece uma fronteira fixa e essencializada entre os elementos internos a uma entidade, constituídos como iguais, e externos, constituídos como outridade absoluta. Por outro lado, a identidade deve ser compreendida como resultado do engajamento político sócio-historicamente situado de sujeitos individuais e coletivos, ou seja, um senso experiencial de identificação que expressa um entendimento do sujeito em seus próprios termos. Trata-se, nesse segundo sentido, de uma construção hermenêutica aberta à diferença, que ambiciona posicionar atores políticos relativamente a questões de justiça e a macroestruturas sociais tais quais gênero, raça e sexualidade. A partir desses diferentes entendimentos, proponho uma leitura das obras de Young e Fraser que destaca as maneiras pelas quais ambas as autoras incorporam a categoria de experiência a seus arsenais críticos no intuito de contribuir para o entendimento das lutas políticas do presente e dos modos de subjetificação que engendram a formação e a transformação de identidades pessoais e coletivasThis dissertation investigates the political meaning of the category of identity within post-Habermasian Critical Theory, particularly in its North American strand. Through a reconstruction of the theoretical debate between Iris Marion Young and Nancy Fraser throughout the 1990s, I identify two key conceptions of identity that emerge from their work. On the one hand, identity should be understood as an operation that negates difference. From this perspective, it establishes a fixed and essentialized boundary between internal elements of an entity, constituted as equal, and external ones, constituted as absolute otherness. On the other hand, identity should be understood as the result of the socio-historically situated political engagement of individual and collective subjects, that is, an experiential sense of identification that expresses an understanding of the subject in their own terms. In this second sense, it is a hermeneutic construction open to difference, which aims to position political actors in relation to questions of justice and social macrostructures such as gender, race, and sexuality. Based on these different understandings, I propose a reading of Young and Fraser\'s works that highlights the ways in which both authors incorporate the category of experience into their critical arsenals in order to contribute to understanding contemporary political struggles and the modes of subjectification that engender the formation and transformation of personal and collective identitiesBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMelo, Rurion SoaresSilva, Gustavo Frota Lima e2025-01-23info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8131/tde-19052025-095401/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-05-19T12:59:01Zoai:teses.usp.br:tde-19052025-095401Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-05-19T12:59:01Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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