Vozes docentes sobre autonomia: tensões, resistências e protagonismo docente em escola pública e privada de São Paulo, SP
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48140/tde-24042025-105312/ |
Resumo: | A presente dissertação é resultado de uma pesquisa desenvolvida junto a professores(as) de duas escolas do município de São Paulo, Brasil, sendo uma delas da rede estadual e outra da rede privada de ensino, ambas localizadas na região central desta cidade. Seis professores(as) de cada uma das unidades escolares foram entrevistados(as) com vistas ao reconhecimento e à análise de suas concepções sobre autonomia. O interesse por essa temática decorre da verificação, nas diferentes atividades desenvolvidas na minha carreira na área de Educação, da crescente interdição da fala dos(as) professores(as) na definição dos rumos da Educação e, consequentemente, na deliberação e significação do que e como ser ensinado aos(às) estudantes. As reflexões acerca da autonomia docente e a análise das informações obtidas tiveram como suporte teórico as ideias de autores como Kant, Foucault, Contreras, Stephen Ball, Henry Giroux, entre outros. No que diz respeito à metodologia, o exame das entrevistas semiestruturadas foi embasado na análise de conteúdo proposta por Laurence Bardin (2011), cuja caracterização se estabeleceu por critério semântico, o qual deu origem a definição de categorias para a análise do conteúdo das referidas entrevistas. Em consonância com as fontes consultadas, os(as) professores(as) atribuíram significações diferentes à autonomia, as quais mostraram claras conexões com as formas que as políticas educacionais são traduzidas nas duas escolas, traduções que reiteram a impossibilidade de a escola ser concebida como uma instituição invariável e controlável. As traduções das políticas educacionais também evidenciam os incômodos e as críticas dos(as) professores(as) aos mecanismos de dominação camuflados ou evidentes que impõem um processo de autolimitação para que a racionalidade neoliberal não se concretize apenas em nível do exercício do governo, mas na produção da verdade pelos(as) professores(as). Seus posicionamentos éticos, suas concepções de educação e preocupação com as necessidades e os interesses dos(as) estudantes, no entanto, negam o abstracionismo pedagógico tensionado por políticas educacionais e abrem espaço para a (re)elaboração de corredores de liberdade por meio dos quais os(as) professores(as) lutam pelo que concebem como efetiva autonomia. |
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Vozes docentes sobre autonomia: tensões, resistências e protagonismo docente em escola pública e privada de São Paulo, SPTeachers voices on autonomy: tensions, resistance and teachers protagonism in public and private schools in São PauloAbstracionismo pedagógicoAtuação docenteAutonomiaAutonomyCorredores de liberdadeCorridors of freedomPedagogical abstractionismTeaching performanceA presente dissertação é resultado de uma pesquisa desenvolvida junto a professores(as) de duas escolas do município de São Paulo, Brasil, sendo uma delas da rede estadual e outra da rede privada de ensino, ambas localizadas na região central desta cidade. Seis professores(as) de cada uma das unidades escolares foram entrevistados(as) com vistas ao reconhecimento e à análise de suas concepções sobre autonomia. O interesse por essa temática decorre da verificação, nas diferentes atividades desenvolvidas na minha carreira na área de Educação, da crescente interdição da fala dos(as) professores(as) na definição dos rumos da Educação e, consequentemente, na deliberação e significação do que e como ser ensinado aos(às) estudantes. As reflexões acerca da autonomia docente e a análise das informações obtidas tiveram como suporte teórico as ideias de autores como Kant, Foucault, Contreras, Stephen Ball, Henry Giroux, entre outros. No que diz respeito à metodologia, o exame das entrevistas semiestruturadas foi embasado na análise de conteúdo proposta por Laurence Bardin (2011), cuja caracterização se estabeleceu por critério semântico, o qual deu origem a definição de categorias para a análise do conteúdo das referidas entrevistas. Em consonância com as fontes consultadas, os(as) professores(as) atribuíram significações diferentes à autonomia, as quais mostraram claras conexões com as formas que as políticas educacionais são traduzidas nas duas escolas, traduções que reiteram a impossibilidade de a escola ser concebida como uma instituição invariável e controlável. As traduções das políticas educacionais também evidenciam os incômodos e as críticas dos(as) professores(as) aos mecanismos de dominação camuflados ou evidentes que impõem um processo de autolimitação para que a racionalidade neoliberal não se concretize apenas em nível do exercício do governo, mas na produção da verdade pelos(as) professores(as). Seus posicionamentos éticos, suas concepções de educação e preocupação com as necessidades e os interesses dos(as) estudantes, no entanto, negam o abstracionismo pedagógico tensionado por políticas educacionais e abrem espaço para a (re)elaboração de corredores de liberdade por meio dos quais os(as) professores(as) lutam pelo que concebem como efetiva autonomia.This dissertation is the result of research carried out with teachers from two schools in São Paulo city, Brazil - a state school and a private school, both located in the central region of this city. Six teachers from each of the school units were interviewed with a view to recognizing and analyzing their conceptions about autonomy. The interest in this subject arises from the verification, in the different activities developed in my career in the area of education, of the growing prohibition of teachers speech in defining the direction of education and, consequently, in the deliberation and meaning of how and what should be taught to students. The reflections on teachers autonomy and the analysis of the information obtained were theoretically supported by the ideas of authors such as Kant, Foucault, Contreras, Stephen Ball, Henry Giroux, among others. Regarding the methodology, the examination of the semi-structured interviews was based on the content analysis proposed by Laurence Bardin (2011), whose characterization was established by semantic criteria, which gave rise to the definition of categories for the analysis of the content of the aforementioned interviews. In line with the sources consulted, the teachers attributed different meanings to autonomy, which showed clear connections with the ways in which educational policies are translated in the two schools, translations that reiterate the impossibility of the school being conceived as an invariable and controllable institution. The translations of educational policies also highlight teachers\' discomfort and criticism of camouflaged or obvious mechanisms of domination that impose a process of self-limitation so that neoliberal rationality is not only realized at the level of government exercise, but in the production of truth by teachers. Their ethical positions, their conceptions of education and concern for the needs and interests of students, however, deny the pedagogical abstractionism stressed by educational policies and open space for the (re)elaboration of corridors of freedom through which teachers fight for what they conceive as effective autonomy.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCacete, Nuria HangleiLamas, Carlos José EinickerCavalcante, Érica Alves2025-03-28info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48140/tde-24042025-105312/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-05-20T15:09:01Zoai:teses.usp.br:tde-24042025-105312Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-05-20T15:09:01Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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A presente dissertação é resultado de uma pesquisa desenvolvida junto a professores(as) de duas escolas do município de São Paulo, Brasil, sendo uma delas da rede estadual e outra da rede privada de ensino, ambas localizadas na região central desta cidade. Seis professores(as) de cada uma das unidades escolares foram entrevistados(as) com vistas ao reconhecimento e à análise de suas concepções sobre autonomia. O interesse por essa temática decorre da verificação, nas diferentes atividades desenvolvidas na minha carreira na área de Educação, da crescente interdição da fala dos(as) professores(as) na definição dos rumos da Educação e, consequentemente, na deliberação e significação do que e como ser ensinado aos(às) estudantes. As reflexões acerca da autonomia docente e a análise das informações obtidas tiveram como suporte teórico as ideias de autores como Kant, Foucault, Contreras, Stephen Ball, Henry Giroux, entre outros. No que diz respeito à metodologia, o exame das entrevistas semiestruturadas foi embasado na análise de conteúdo proposta por Laurence Bardin (2011), cuja caracterização se estabeleceu por critério semântico, o qual deu origem a definição de categorias para a análise do conteúdo das referidas entrevistas. Em consonância com as fontes consultadas, os(as) professores(as) atribuíram significações diferentes à autonomia, as quais mostraram claras conexões com as formas que as políticas educacionais são traduzidas nas duas escolas, traduções que reiteram a impossibilidade de a escola ser concebida como uma instituição invariável e controlável. As traduções das políticas educacionais também evidenciam os incômodos e as críticas dos(as) professores(as) aos mecanismos de dominação camuflados ou evidentes que impõem um processo de autolimitação para que a racionalidade neoliberal não se concretize apenas em nível do exercício do governo, mas na produção da verdade pelos(as) professores(as). Seus posicionamentos éticos, suas concepções de educação e preocupação com as necessidades e os interesses dos(as) estudantes, no entanto, negam o abstracionismo pedagógico tensionado por políticas educacionais e abrem espaço para a (re)elaboração de corredores de liberdade por meio dos quais os(as) professores(as) lutam pelo que concebem como efetiva autonomia. |
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