Estudo prospectivo, randomizado e controlado sobre os efeitos hemodinâmicos e metabólicos do azul de metileno no choque séptico
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17137/tde-25092024-132300/ |
Resumo: | Introdução: O choque séptico é uma doença letal e constitui a principal causa de óbito em unidade de terapia intensiva (UTI) de todo o mundo. A terapêutica se resume em três pilares: reposição volêmica, uso de vasopressores e antibioticoterapia empírica. A aplicação desse protocolo reduz a mortalidade, mas não é suficientemente efetiva para que haja uma redução significativa do número de óbitos. O azul de metileno (AM) tem sido utilizado para aumentar a pressão arterial em pacientes com choque séptico, agindo sobre a guanilato ciclase e a óxido nítrico sintase. Objetivo: Determinar se a administração de AM em pacientes na fase inicial do choque séptico leva a redução do uso de vasopressores em comparação ao grupo Controle. Métodos: Trata-se de um ensaio clínico randomizado 1:1 de dois grupos (Azul de Metileno e Controle). Ambos os grupos tiveram acesso ao tratamento padrão, composto por reposição volêmica, vasopressores e antibioticoterapia. Os pacientes receberam dose de ataque de AM (3 mg/kg) e manutenção (0,5 mg/kg/h) no momento da indicação do segundo vasopressor. Doses de vasopressores, resultados de exames laboratoriais, níveis de citocinas inflamatórias e antiinflamatórias e monitoramento hemodinâmico com a plataforma EV1000® (VolumeView® e Presep®) foram registrados antes da infusão de AM (T1) e após 20 minutos (T2), 2 horas (T3), 24 horas (T4), 48 horas após o início da infusão (T5) e 24 horas após o desmame (T6). Resultados: A terapia com AM foi iniciada em conjunto com a indicação da vasopresina (VAS) como segundo vasopressor. O grupo AM apresentou redução imediata na dosagem de noradrenalina (NOR), redução mais precoce na dosagem de VAS e níveis mais elevados de IL- 10 em comparação ao grupo Controle. As análises dos dados foram realizadas utilizando o programa SAS versão 9.4. Os gráficos foram construídos no software GraphPad Prism. Conclusão: A terapia com AM em combinação com o tratamento padrão resultou em redução da dose de vasopressores (NOR e VAS) mais precocemente no grupo AM, em comparação com o grupo Controle que recebeu apenas o tratamento convencional. A infusão contínua de AM por 48 horas foi considerada segura e não houve impacto negativo na extração de oxigênio, nas variáveis hemodinâmicas e nos níveis de lactato. Além disso, demonstrou modulação de mediadores inflamatórios e anti-inflamatórios e dos níveis séricos de nitrato. Estes resultados destacam o potencial do AM como opção terapêutica adjuvante segura no tratamento do choque séptico. |
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Estudo prospectivo, randomizado e controlado sobre os efeitos hemodinâmicos e metabólicos do azul de metileno no choque sépticoProspective, randomized, controlled study on the hemodynamic and metabolic effects of methylene blue in septic shockAzul de metilenoChoque sépticoCitocinasCytokinesLactateLactatoMethylene blueNitric oxideNoradrenalinaNorepinephrineÓxido nítricoSeptic shockVasopressinVasopressinaVasopressoresVasopressorsIntrodução: O choque séptico é uma doença letal e constitui a principal causa de óbito em unidade de terapia intensiva (UTI) de todo o mundo. A terapêutica se resume em três pilares: reposição volêmica, uso de vasopressores e antibioticoterapia empírica. A aplicação desse protocolo reduz a mortalidade, mas não é suficientemente efetiva para que haja uma redução significativa do número de óbitos. O azul de metileno (AM) tem sido utilizado para aumentar a pressão arterial em pacientes com choque séptico, agindo sobre a guanilato ciclase e a óxido nítrico sintase. Objetivo: Determinar se a administração de AM em pacientes na fase inicial do choque séptico leva a redução do uso de vasopressores em comparação ao grupo Controle. Métodos: Trata-se de um ensaio clínico randomizado 1:1 de dois grupos (Azul de Metileno e Controle). Ambos os grupos tiveram acesso ao tratamento padrão, composto por reposição volêmica, vasopressores e antibioticoterapia. Os pacientes receberam dose de ataque de AM (3 mg/kg) e manutenção (0,5 mg/kg/h) no momento da indicação do segundo vasopressor. Doses de vasopressores, resultados de exames laboratoriais, níveis de citocinas inflamatórias e antiinflamatórias e monitoramento hemodinâmico com a plataforma EV1000® (VolumeView® e Presep®) foram registrados antes da infusão de AM (T1) e após 20 minutos (T2), 2 horas (T3), 24 horas (T4), 48 horas após o início da infusão (T5) e 24 horas após o desmame (T6). Resultados: A terapia com AM foi iniciada em conjunto com a indicação da vasopresina (VAS) como segundo vasopressor. O grupo AM apresentou redução imediata na dosagem de noradrenalina (NOR), redução mais precoce na dosagem de VAS e níveis mais elevados de IL- 10 em comparação ao grupo Controle. As análises dos dados foram realizadas utilizando o programa SAS versão 9.4. Os gráficos foram construídos no software GraphPad Prism. Conclusão: A terapia com AM em combinação com o tratamento padrão resultou em redução da dose de vasopressores (NOR e VAS) mais precocemente no grupo AM, em comparação com o grupo Controle que recebeu apenas o tratamento convencional. A infusão contínua de AM por 48 horas foi considerada segura e não houve impacto negativo na extração de oxigênio, nas variáveis hemodinâmicas e nos níveis de lactato. Além disso, demonstrou modulação de mediadores inflamatórios e anti-inflamatórios e dos níveis séricos de nitrato. Estes resultados destacam o potencial do AM como opção terapêutica adjuvante segura no tratamento do choque séptico.Introduction: Septic shock is a lethal disease and is the leading cause of death in intensive care units (ICU) around the world. Therapy is summarized in three pillars: volume replacement, use of vasopressors and empirical antibiotic therapy. The application of this protocol reduces mortality but it is not effective enough to cause a significant reduction in the number of deaths. Methylene blue (MB) has been used to increase blood pressure in patients with septic shock by acting on guanylate cyclase and nitric oxide synthase. Objective: To determine whether the administration of MB to patients in the initial phase of septic shock leads to a reduction in the use of vasopressors compared to that in the control group. Methods: This was a 1:1 randomized clinical trial of two groups (Methylene Blue and Control). Both groups had access to standard treatment, consisting of fluid replacement, vasopressors, and antibiotic therapy. Patients received a loading dose of MB (3 mg/kg) and maintenance (0.5 mg/kg/h) for 48 hours. Vasopressor doses, laboratory test results, inflammatory and anti-inflammatory cytokine levels, and hemodynamic monitoring with the EV1000 platform® (VolumeView® and Presep®) were recorded before the infusion of MB (T1) and after 20 minutes (T2), 2 hours (T3), 24 hours (T4), 48 hours after the infusion started (T5) and 24 hours after weaning (T6). Results: Methylene blue therapy was started together with the indication of vasopressin (VAS) as a second vasopressor. The MB group showed an immediate reduction in norepinephrine (NOR) dose, an earlier reduction in VAS dose, and higher IL-10 levels compared to the control group. Data analyzes were performed using the SAS version 9.4 program. The graphs were created using the software GraphPad Prism. Conclusion: MB\'s therapy in combination with standard treatment resulted in an earlier reduction in the dose of vasopressors (NOR and VAS) in the MB group, compared to the Control group that received only conventional treatment. Continuous infusion of MB for 48 hours was considered safe and there was no negative impact on oxygen extraction, hemodynamic variables and lactate levels. Furthermore, modulation of inflammatory and anti-inflammatory mediators and serum nitrate levels is demonstrated. These results highlight the potential of MB as a safe adjuvant therapeutic option in the treatment of septic shock.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMartins, Maria AuxiliadoraSilva, Fabio Luis da2024-06-04info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17137/tde-25092024-132300/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2024-11-08T17:53:02Zoai:teses.usp.br:tde-25092024-132300Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212024-11-08T17:53:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Introdução: O choque séptico é uma doença letal e constitui a principal causa de óbito em unidade de terapia intensiva (UTI) de todo o mundo. A terapêutica se resume em três pilares: reposição volêmica, uso de vasopressores e antibioticoterapia empírica. A aplicação desse protocolo reduz a mortalidade, mas não é suficientemente efetiva para que haja uma redução significativa do número de óbitos. O azul de metileno (AM) tem sido utilizado para aumentar a pressão arterial em pacientes com choque séptico, agindo sobre a guanilato ciclase e a óxido nítrico sintase. Objetivo: Determinar se a administração de AM em pacientes na fase inicial do choque séptico leva a redução do uso de vasopressores em comparação ao grupo Controle. Métodos: Trata-se de um ensaio clínico randomizado 1:1 de dois grupos (Azul de Metileno e Controle). Ambos os grupos tiveram acesso ao tratamento padrão, composto por reposição volêmica, vasopressores e antibioticoterapia. Os pacientes receberam dose de ataque de AM (3 mg/kg) e manutenção (0,5 mg/kg/h) no momento da indicação do segundo vasopressor. Doses de vasopressores, resultados de exames laboratoriais, níveis de citocinas inflamatórias e antiinflamatórias e monitoramento hemodinâmico com a plataforma EV1000® (VolumeView® e Presep®) foram registrados antes da infusão de AM (T1) e após 20 minutos (T2), 2 horas (T3), 24 horas (T4), 48 horas após o início da infusão (T5) e 24 horas após o desmame (T6). Resultados: A terapia com AM foi iniciada em conjunto com a indicação da vasopresina (VAS) como segundo vasopressor. O grupo AM apresentou redução imediata na dosagem de noradrenalina (NOR), redução mais precoce na dosagem de VAS e níveis mais elevados de IL- 10 em comparação ao grupo Controle. As análises dos dados foram realizadas utilizando o programa SAS versão 9.4. Os gráficos foram construídos no software GraphPad Prism. Conclusão: A terapia com AM em combinação com o tratamento padrão resultou em redução da dose de vasopressores (NOR e VAS) mais precocemente no grupo AM, em comparação com o grupo Controle que recebeu apenas o tratamento convencional. A infusão contínua de AM por 48 horas foi considerada segura e não houve impacto negativo na extração de oxigênio, nas variáveis hemodinâmicas e nos níveis de lactato. Além disso, demonstrou modulação de mediadores inflamatórios e anti-inflamatórios e dos níveis séricos de nitrato. Estes resultados destacam o potencial do AM como opção terapêutica adjuvante segura no tratamento do choque séptico. |
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