Desafios e percalços de mulheres no exercício profissional de Relações Públicas: análise de histórias de vida para entender a desigualdade na profissão
| Ano de defesa: | 2022 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27154/tde-09062022-142949/ |
Resumo: | Esta dissertação teve como objetivo identificar quais são os percalços e desafios que as mulheres enfrentam no exercício da profissão de relações públicas no Brasil. Utilizando uma abordagem qualitativa, o estudo se valeu dos relatos de quatro mulheres profissionais com marcadores sociais diferentes. As histórias de vida foram categorizadas e analisadas a partir da metodologia biográfico-narrativa com interpretação compreensiva, que segundo Bertaux (1999), se trata de uma abordagem metodológica; e não simplesmente uma ferramenta ou técnica; que permite conhecer o social por meio do individual, razão pela qual se baseia na experiência do indivíduo, não tendo que ser uma pessoa particular ou especial, senão simplesmente uma pessoa da comunidade que se estuda. Os principais resultados do estudo mostram que as professionais de relações públicas sofrem discriminação de gênero, uma vez que grande parte das organizações no Brasil ainda operam sob regras da heterossexualidade compulsória (BUTLER, 2019), e o colonialismo racial (LUGONES, 2020). Os relatos também revelam que no Brasil, o gênero articula-se de maneira diferente com os marcadores classe e raça (BRAH, 2006), por conta do racismo à brasileira (GONZALEZ, 1993), dado que a maioria que exerce a profissão é mulher, branca e de classe média-alta. Entre as descobertas inéditas desta pesquisa, com pouca discussão em nosso campo, estão a construção social do gênero feminino, delineado em certos estereótipos que, por sua vez, perpassam a escolha profissional, como é o caso das relações públicas e o empreendedorismo feminino na indústria, compreendido como uma alternativa para conciliar a vida familiar com a profissional. Por fim, espera-se que esta investigação contribua para com os estudos de gênero e estimule a formulação e realização de outras pesquisas sobre a situação da mulher nas relações públicas no Brasil e na América Latina. |
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Desafios e percalços de mulheres no exercício profissional de Relações Públicas: análise de histórias de vida para entender a desigualdade na profissãoChallenges and setbacks of women in the professional practice of Public Relations: analysis of life stories to understand inequality in the profession.DiversidadeDiversityGender EqualityGlass CeilingIgualdade de gêneroMulheresPublic RelationsRelações públicasTeto de vidroWomenEsta dissertação teve como objetivo identificar quais são os percalços e desafios que as mulheres enfrentam no exercício da profissão de relações públicas no Brasil. Utilizando uma abordagem qualitativa, o estudo se valeu dos relatos de quatro mulheres profissionais com marcadores sociais diferentes. As histórias de vida foram categorizadas e analisadas a partir da metodologia biográfico-narrativa com interpretação compreensiva, que segundo Bertaux (1999), se trata de uma abordagem metodológica; e não simplesmente uma ferramenta ou técnica; que permite conhecer o social por meio do individual, razão pela qual se baseia na experiência do indivíduo, não tendo que ser uma pessoa particular ou especial, senão simplesmente uma pessoa da comunidade que se estuda. Os principais resultados do estudo mostram que as professionais de relações públicas sofrem discriminação de gênero, uma vez que grande parte das organizações no Brasil ainda operam sob regras da heterossexualidade compulsória (BUTLER, 2019), e o colonialismo racial (LUGONES, 2020). Os relatos também revelam que no Brasil, o gênero articula-se de maneira diferente com os marcadores classe e raça (BRAH, 2006), por conta do racismo à brasileira (GONZALEZ, 1993), dado que a maioria que exerce a profissão é mulher, branca e de classe média-alta. Entre as descobertas inéditas desta pesquisa, com pouca discussão em nosso campo, estão a construção social do gênero feminino, delineado em certos estereótipos que, por sua vez, perpassam a escolha profissional, como é o caso das relações públicas e o empreendedorismo feminino na indústria, compreendido como uma alternativa para conciliar a vida familiar com a profissional. Por fim, espera-se que esta investigação contribua para com os estudos de gênero e estimule a formulação e realização de outras pesquisas sobre a situação da mulher nas relações públicas no Brasil e na América Latina.This dissertation aims to identify the setbacks and challenges faced by women within the exercise of public relations profession in Brazil. The study used a qualitative approach, using the reports of four professional women in the field with different social markers. The life stories were categorized and analyzed from the biographical-narrative methodological approach using comprehensive interpretation (BERTAUX, 1999). This methodological approach allows knowing the social through the individual, therefore based on the experience life experiences from the subjects interviewed in the study. The main results of the study shows that public relations professionals suffer gender discrimination, hence most organizations in Brazil still operate under rules of compulsory heterosexuality (BUTLER, 2019), and racial colonialism (LUGONES, 2020). The reports also revealed that in Brazil, gender is articulated differently with class and race markers (BRAH, 2006), due to Brazilian-style racism (GONZALEZ, 1993), given that the majority who practice the profession are female, white and upper-middle class. Among the new findings of this research, with little discussion in the field, are the social construction of the female gender, outlined in certain stereotypes, thus, in turn, permeates the professional choice, as is the case of public relations and female entrepreneurship in the industry surges as an alternative to reconcile family and professional life. Finally, it is hoped that this research will contribute to gender studies and stimulate the formulation and realization of further research on the situation of women in public relations in Brazil and in Latin America.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPFerrari, Maria AparecidaRestrepo, Sandra Milena Ortega2022-03-23info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27154/tde-09062022-142949/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2022-06-09T18:01:17Zoai:teses.usp.br:tde-09062022-142949Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212022-06-09T18:01:17Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Esta dissertação teve como objetivo identificar quais são os percalços e desafios que as mulheres enfrentam no exercício da profissão de relações públicas no Brasil. Utilizando uma abordagem qualitativa, o estudo se valeu dos relatos de quatro mulheres profissionais com marcadores sociais diferentes. As histórias de vida foram categorizadas e analisadas a partir da metodologia biográfico-narrativa com interpretação compreensiva, que segundo Bertaux (1999), se trata de uma abordagem metodológica; e não simplesmente uma ferramenta ou técnica; que permite conhecer o social por meio do individual, razão pela qual se baseia na experiência do indivíduo, não tendo que ser uma pessoa particular ou especial, senão simplesmente uma pessoa da comunidade que se estuda. Os principais resultados do estudo mostram que as professionais de relações públicas sofrem discriminação de gênero, uma vez que grande parte das organizações no Brasil ainda operam sob regras da heterossexualidade compulsória (BUTLER, 2019), e o colonialismo racial (LUGONES, 2020). Os relatos também revelam que no Brasil, o gênero articula-se de maneira diferente com os marcadores classe e raça (BRAH, 2006), por conta do racismo à brasileira (GONZALEZ, 1993), dado que a maioria que exerce a profissão é mulher, branca e de classe média-alta. Entre as descobertas inéditas desta pesquisa, com pouca discussão em nosso campo, estão a construção social do gênero feminino, delineado em certos estereótipos que, por sua vez, perpassam a escolha profissional, como é o caso das relações públicas e o empreendedorismo feminino na indústria, compreendido como uma alternativa para conciliar a vida familiar com a profissional. Por fim, espera-se que esta investigação contribua para com os estudos de gênero e estimule a formulação e realização de outras pesquisas sobre a situação da mulher nas relações públicas no Brasil e na América Latina. |
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