Efeito do extrato aquoso de Uncaria tomentosa contra a lipotoxicidade induzida pelo palmitato em células musculares esqueléticas: perspectivas para o tratamento da resistência à insulina
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Tese |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100142/tde-26082024-082103/ |
Resumo: | O diabetes mellitus tipo 2 (DM2) é caracterizado por hiperglicemia crônica, frequentemente, associada à dislipidemia, que corresponde ao aumento das concentrações de triacilgliceróis em tecidos como o músculo esquelético. O uso de fitoterápicos como a Uncaria tomentosa (UT) tem sido sugerido como tratamento auxiliar para pacientes com DM2, considerando sua possibilidade de sobreposição à terapia convencional. Este trabalho avaliou o efeito do extrato aquoso de UT na morte celular e no estresse oxidativo induzidos pelo ácido graxo livre (AGL) palmitato em células musculares esqueléticas da linhagem C2C12, em sistema bi- (2D) ou tridimensional (3D). As culturas 2D foram cultivadas em meio DMEM suplementado com soro fetal bovino 10% ou com soro de cavalo 3,5% para indução da diferenciação muscular esquelética, e as culturas 3D foram cultivadas em scaffold de agarose. As células foram incubadas com soluções de palmitato (10 a 1000 μM), tapsigargina ou tunicamicina (2 a 100 μM), na presença ou ausência do extrato aquoso de Ut 250 μg/ml, por 2, 6 ou 24 h, ou TUDCA 100 μM, por 6 h. Foi avaliada a viabilidade celular, usando-se o marcador colorimétrico MTT ou resazurina, a produção de espécies reativas de oxigênio (ERO), usando-se DCFDA, e a expressão de proteínas ou dos genes ATF4, CHOP, PERK e IRS1, por PCR quantitativo em tempo real e western blotting, respectivamente. Para prever a interação de alguns compostos presentes na planta UT com algumas proteínas que participam das vias UPR, ISR e da sinalização da insulina, foram utilizadas as ferramentas computacionais Ligand docking e Molecular dynamic simulation. Na incubação das células com palmitato, por 24 e 48 h, a partir da concentração de 500 μM, a viabilidade foi reduzida para 44 e 26%, respectivamente. Já a incubação das células, por 24 h, com o extrato de UT resultou em aumento de 50% na viabilidade celular. O tratamento das células com extrato aquoso de Ut posterior à incubação com palmitato 500 μM (condição terapêutica), por 6 h, resultou na formação de 38% menos ERO e redução de, aproximadamente, 1,5 vezes na expressão dos genes ATF4 e CHOP envolvidos no estresse de RE, como também aumento de cerca de 3,0 vezes na expressão de IRS-1, quando comparadas às culturas incubadas com palmitato 500 μM, tapsigargina ou tunicamicina 20 μM. Além disso, foi demonstrado, computacionalmente, que os compostos 5- carboxiestrictosidina, epicatequina e mitrafilina foram os que apresentaram afinidade com proteínas presentes nas vias da UPR, ISR e sinalização da insulina, sugerindo que ação do extrato aquoso de UT na atenuação do estresse oxidativo, diminuição da morte celular, redução na expressão dos genes CHOP e ATF-4, bem com o aumento da expressão do gene IRS-1, induzidos por palmitato 500 μM, poderiam estar relacionados à essas interações. |
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Efeito do extrato aquoso de Uncaria tomentosa contra a lipotoxicidade induzida pelo palmitato em células musculares esqueléticas: perspectivas para o tratamento da resistência à insulinaEffect of Uncaria tomentosa aqueous extract against palmitate-induced lipotoxicity in skeletal muscle cells: perspectives for the treatment of insulin resistanceUncaria tomentosaUncaria tomentosaDiabetes Mellitus Tipo 2Endoplasmic Reticulum StressEstresse do Retículo EndoplasmáticoEstresse OxidativoInsulin resistanceOxidative StressPalmitatePalmitatoResistência à insulinaType 2 Diabetes MellitusO diabetes mellitus tipo 2 (DM2) é caracterizado por hiperglicemia crônica, frequentemente, associada à dislipidemia, que corresponde ao aumento das concentrações de triacilgliceróis em tecidos como o músculo esquelético. O uso de fitoterápicos como a Uncaria tomentosa (UT) tem sido sugerido como tratamento auxiliar para pacientes com DM2, considerando sua possibilidade de sobreposição à terapia convencional. Este trabalho avaliou o efeito do extrato aquoso de UT na morte celular e no estresse oxidativo induzidos pelo ácido graxo livre (AGL) palmitato em células musculares esqueléticas da linhagem C2C12, em sistema bi- (2D) ou tridimensional (3D). As culturas 2D foram cultivadas em meio DMEM suplementado com soro fetal bovino 10% ou com soro de cavalo 3,5% para indução da diferenciação muscular esquelética, e as culturas 3D foram cultivadas em scaffold de agarose. As células foram incubadas com soluções de palmitato (10 a 1000 μM), tapsigargina ou tunicamicina (2 a 100 μM), na presença ou ausência do extrato aquoso de Ut 250 μg/ml, por 2, 6 ou 24 h, ou TUDCA 100 μM, por 6 h. Foi avaliada a viabilidade celular, usando-se o marcador colorimétrico MTT ou resazurina, a produção de espécies reativas de oxigênio (ERO), usando-se DCFDA, e a expressão de proteínas ou dos genes ATF4, CHOP, PERK e IRS1, por PCR quantitativo em tempo real e western blotting, respectivamente. Para prever a interação de alguns compostos presentes na planta UT com algumas proteínas que participam das vias UPR, ISR e da sinalização da insulina, foram utilizadas as ferramentas computacionais Ligand docking e Molecular dynamic simulation. Na incubação das células com palmitato, por 24 e 48 h, a partir da concentração de 500 μM, a viabilidade foi reduzida para 44 e 26%, respectivamente. Já a incubação das células, por 24 h, com o extrato de UT resultou em aumento de 50% na viabilidade celular. O tratamento das células com extrato aquoso de Ut posterior à incubação com palmitato 500 μM (condição terapêutica), por 6 h, resultou na formação de 38% menos ERO e redução de, aproximadamente, 1,5 vezes na expressão dos genes ATF4 e CHOP envolvidos no estresse de RE, como também aumento de cerca de 3,0 vezes na expressão de IRS-1, quando comparadas às culturas incubadas com palmitato 500 μM, tapsigargina ou tunicamicina 20 μM. Além disso, foi demonstrado, computacionalmente, que os compostos 5- carboxiestrictosidina, epicatequina e mitrafilina foram os que apresentaram afinidade com proteínas presentes nas vias da UPR, ISR e sinalização da insulina, sugerindo que ação do extrato aquoso de UT na atenuação do estresse oxidativo, diminuição da morte celular, redução na expressão dos genes CHOP e ATF-4, bem com o aumento da expressão do gene IRS-1, induzidos por palmitato 500 μM, poderiam estar relacionados à essas interações.Type 2 diabetes mellitus (T2D) is characterized by chronic hyperglycemia, often associated with dyslipidemia, which corresponds to the increased concentrations of triacylglycerols in tissues, such as skeletal muscle. The use of herbal medicines such as Uncaria tomentosa (UT) has been suggested as an auxiliary treatment for patients with T2D, considering its possibility of overlapping with conventional therapy. This study evaluated the effect of UT aqueous extract on cell death and oxidative stress, induced by the free fatty acid (FFA) palmitate, in skeletal muscle cells of the C2C12 lineage, in a two-dimensional (2D) or three-dimensional (3D) system. The 2D cultures were grown in DMEM medium supplemented with 10% fetal bovine serum or 3.5% horse serum, to induce skeletal muscle differentiation, and the 3D differentiated cultures were grown with aditional of agarose scaffold. The cells were incubated with solutions of palmitate (10 to 1000 μM), thapsigargin or tunicamycin (2 to 100 μM), in the presence or absence of 250 μg/ml UT aqueous extract, for 2, 6 or 24 h, or TUDCA 100 μM, for 6 h. Cell viability was evaluated using the colorimetric marker MTT or resazurin, the production of reactive oxygen species (ROS) was evaluated using DCFDA, and the expression of proteins or genes ATF4, CHOP, PERK and IRS1 were evaluated by western blotting and quantitative real-time PCR, respectively. To predict the interaction of the compounds, present in the bark of UT plant, with some proteins that participate in the UPR, ISR and insulin signaling pathways, the computational tools Ligand docking and Molecular dynamic simulation were used. Incubation of cells with palmitate for 24 and 48 h, starting from the 500 μM concentration, resulted in a reduction of 44% and 26% in cell viability, respectively. Incubation of cells with UT extract, for 24 h, resulted in a 50% increase in cell viability. The treatment of cells with UT aqueous extract, after the incubation with 500 μM palmitate (therapeutic condition) for 6 h, resulted in 38% less formation of ROS and a reduction of approximately 1.5-fold, in the expression of ATF4 and CHOP, genes involved in ER stress, as well as an increase of approximately 3.0-fold in the expression of IRS-1, when compared to cultures incubated with 500 μM palmitate, 20 μM thapsigargin or tunicamycin. Furthermore, it was computationally demonstrated that the compounds 5-carboxystrictosidine, epicatechin and mitraphylline were those to show affinity with proteins present in the UPR, ISR and insulin signaling pathways, suggesting that the action of the UT aqueous extract in attenuating oxidative stress, decreasing cell death, reducing the expression of the CHOP and ATF-4 genes, as well as increasing the expression of the IRS-1 gene, induced by 500 μM palmitate, could be related to these interactions.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCarvalho, Carla Roberta de OliveiraDantas, Viviane Abreu Nunes CerqueiraMarchi, Bruna Letícia de Freitas2024-07-11info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100142/tde-26082024-082103/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-06-18T16:26:02Zoai:teses.usp.br:tde-26082024-082103Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-06-18T16:26:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Efeito do extrato aquoso de Uncaria tomentosa contra a lipotoxicidade induzida pelo palmitato em células musculares esqueléticas: perspectivas para o tratamento da resistência à insulina Marchi, Bruna Letícia de Freitas Uncaria tomentosa Uncaria tomentosa Diabetes Mellitus Tipo 2 Endoplasmic Reticulum Stress Estresse do Retículo Endoplasmático Estresse Oxidativo Insulin resistance Oxidative Stress Palmitate Palmitato Resistência à insulina Type 2 Diabetes Mellitus |
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O diabetes mellitus tipo 2 (DM2) é caracterizado por hiperglicemia crônica, frequentemente, associada à dislipidemia, que corresponde ao aumento das concentrações de triacilgliceróis em tecidos como o músculo esquelético. O uso de fitoterápicos como a Uncaria tomentosa (UT) tem sido sugerido como tratamento auxiliar para pacientes com DM2, considerando sua possibilidade de sobreposição à terapia convencional. Este trabalho avaliou o efeito do extrato aquoso de UT na morte celular e no estresse oxidativo induzidos pelo ácido graxo livre (AGL) palmitato em células musculares esqueléticas da linhagem C2C12, em sistema bi- (2D) ou tridimensional (3D). As culturas 2D foram cultivadas em meio DMEM suplementado com soro fetal bovino 10% ou com soro de cavalo 3,5% para indução da diferenciação muscular esquelética, e as culturas 3D foram cultivadas em scaffold de agarose. As células foram incubadas com soluções de palmitato (10 a 1000 μM), tapsigargina ou tunicamicina (2 a 100 μM), na presença ou ausência do extrato aquoso de Ut 250 μg/ml, por 2, 6 ou 24 h, ou TUDCA 100 μM, por 6 h. Foi avaliada a viabilidade celular, usando-se o marcador colorimétrico MTT ou resazurina, a produção de espécies reativas de oxigênio (ERO), usando-se DCFDA, e a expressão de proteínas ou dos genes ATF4, CHOP, PERK e IRS1, por PCR quantitativo em tempo real e western blotting, respectivamente. Para prever a interação de alguns compostos presentes na planta UT com algumas proteínas que participam das vias UPR, ISR e da sinalização da insulina, foram utilizadas as ferramentas computacionais Ligand docking e Molecular dynamic simulation. Na incubação das células com palmitato, por 24 e 48 h, a partir da concentração de 500 μM, a viabilidade foi reduzida para 44 e 26%, respectivamente. Já a incubação das células, por 24 h, com o extrato de UT resultou em aumento de 50% na viabilidade celular. O tratamento das células com extrato aquoso de Ut posterior à incubação com palmitato 500 μM (condição terapêutica), por 6 h, resultou na formação de 38% menos ERO e redução de, aproximadamente, 1,5 vezes na expressão dos genes ATF4 e CHOP envolvidos no estresse de RE, como também aumento de cerca de 3,0 vezes na expressão de IRS-1, quando comparadas às culturas incubadas com palmitato 500 μM, tapsigargina ou tunicamicina 20 μM. Além disso, foi demonstrado, computacionalmente, que os compostos 5- carboxiestrictosidina, epicatequina e mitrafilina foram os que apresentaram afinidade com proteínas presentes nas vias da UPR, ISR e sinalização da insulina, sugerindo que ação do extrato aquoso de UT na atenuação do estresse oxidativo, diminuição da morte celular, redução na expressão dos genes CHOP e ATF-4, bem com o aumento da expressão do gene IRS-1, induzidos por palmitato 500 μM, poderiam estar relacionados à essas interações. |
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