Magnetoestratigrafia do Geossítio K-Pg na Mina de Poty, Pernambuco, Brasil
| Ano de defesa: | 2022 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44137/tde-28072022-080044/ |
Resumo: | O limite entre os períodos Cretáceo e Paleógeno (K-Pg) é caracterizado por mudanças drásticas em todos os ambientes terrestres, envolvendo impactos diretos na biodiversidade, resultando na extinção em massa de aproximadamente 70% da biosfera terrestre. Com o propósito de elaborar novos dados geocronológicos em relação ao limite K-Pg e as mudanças paleoambientais ocorridas no planeta há 66 Ma, foram realizados estudos paleomagnéticos de alta resolução na sucessão deposicional sedimentar da mina de Poty, em Pernambuco, litoral nordeste brasileiro, a qual corresponde ao estágio do Maastrichtiano-Daniano. Foi possível caracterizar o comportamento magnético, e mineralógico, dos grãos que compõem as rochas do afloramento, com os parâmetros de susceptibilidade magnética (MS), curvas de histerese magnética, curvas termomagnéticas, magnetização remanente natural (NRM), magnetização remanente anisterética (ARM), magnetização remanente isotermal (IRM) e curvas reversas de primeira ordem (FORCs). Por meio desses parâmetros magnéticos foi identificado o principal portador magnético da seção estratigráfica. O mineral de baixa coercividade é a magnetita, confirmada pela IRM triaxial e curvas termomagnéticas. Sua origem é provavelmente detrítica. A contribuição relativa da magnetita apresenta variações significativas ao longo da estratigrafia, essas variações estão associadas a mudanças paleoambientais, na sedimentação. Após as desmagnetizações progressivas em campo alternado (AF) e térmica (TH), os dados foram plotados de acordo com a litologia e assim foram definidas 7 magnetozonas sendo 3 de polaridade normal e 4 de polaridade reversa. Definidas as magnetozonas foi possível elaborar a magnetoestratigrafia de acordo com a escala de tempo de polaridade geomagnética (GPTS 2012). Os dados de bioestratigrafia foram produzidos pelo ITT Fóssil, na UNISINOS e também foram usados para complementar a integração e correlação a GPTS. A seção estratigráfica é representada por carbonatos com alternância de wackestone, packstone e mudstone depositados durante uma transgressão marinha em coincidêcia com aumento de temperatura e bioprodutividade no Maastrichtiano. Após o K-Pg é possível observar características de um ambiente anóxico pela MS e precipitação de sulfetos de ferro pelas curvas termomagnéticas. Através dos dados geoquímicos é possível observar valores que representam a um aumento de SiO2 e Al2O3 associados ao aporte de sedimentos terrígenos, indicando possivelmente um ambiente marinho raso. Deste modo, com a integração desses resultados, foi possível elaborar um modelo de idade refinado de alta resolução que ajuda a compreender os fatores da extinção em massa e caracterizando paleoambientalmente a que marcaram o final da era Mesozoica e o início da era Cenozoica. |
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Foi possível caracterizar o comportamento magnético, e mineralógico, dos grãos que compõem as rochas do afloramento, com os parâmetros de susceptibilidade magnética (MS), curvas de histerese magnética, curvas termomagnéticas, magnetização remanente natural (NRM), magnetização remanente anisterética (ARM), magnetização remanente isotermal (IRM) e curvas reversas de primeira ordem (FORCs). Por meio desses parâmetros magnéticos foi identificado o principal portador magnético da seção estratigráfica. O mineral de baixa coercividade é a magnetita, confirmada pela IRM triaxial e curvas termomagnéticas. Sua origem é provavelmente detrítica. A contribuição relativa da magnetita apresenta variações significativas ao longo da estratigrafia, essas variações estão associadas a mudanças paleoambientais, na sedimentação. Após as desmagnetizações progressivas em campo alternado (AF) e térmica (TH), os dados foram plotados de acordo com a litologia e assim foram definidas 7 magnetozonas sendo 3 de polaridade normal e 4 de polaridade reversa. Definidas as magnetozonas foi possível elaborar a magnetoestratigrafia de acordo com a escala de tempo de polaridade geomagnética (GPTS 2012). Os dados de bioestratigrafia foram produzidos pelo ITT Fóssil, na UNISINOS e também foram usados para complementar a integração e correlação a GPTS. A seção estratigráfica é representada por carbonatos com alternância de wackestone, packstone e mudstone depositados durante uma transgressão marinha em coincidêcia com aumento de temperatura e bioprodutividade no Maastrichtiano. Após o K-Pg é possível observar características de um ambiente anóxico pela MS e precipitação de sulfetos de ferro pelas curvas termomagnéticas. Através dos dados geoquímicos é possível observar valores que representam a um aumento de SiO2 e Al2O3 associados ao aporte de sedimentos terrígenos, indicando possivelmente um ambiente marinho raso. Deste modo, com a integração desses resultados, foi possível elaborar um modelo de idade refinado de alta resolução que ajuda a compreender os fatores da extinção em massa e caracterizando paleoambientalmente a que marcaram o final da era Mesozoica e o início da era Cenozoica.The boundary between the Cretaceous and Paleogene periods (K-Pg) is characterized by drastic changes in terrestrial environments, causing mass extinction and impacts on biodiversity. To develop new geochronology at the K-Pg limit and the related paleoenvironmental changes that occurred 66 Ma ago, high resolution paleomagnetic studies were carried out in the sedimentary deposicional sucession of the Poty Quarry, in Pernambuco (northeastern Brazilian coast), which corresponds to the Maastrichtian-Danian stage. The magnetic parameters such as magnetic susceptibility (MS), thermomagnetic curves, natural remanent magnet (NRM), anhysteretic remanent magnetization (ARM), isothermal remanent magnetization (IRM) and first-order reverse curves (FORCs) were obtained. Through these magnetic parameters, the main magnetic component for the stratigraphic section was identified. The low coertivity mineral is magnetite and which was confirmed by IRM and thermomagnetic curves. Its origin is probably detrital. The relative contribution of magnetite presents significant differences along the stratigraphy, these variations are associated with paleoenvironmental changes during sedimentation. After progressive demagnetizations in alternating (AF) and thermal (TH) fields, the data were plotted according to the lithology and thus 7 magnetozones were identified, 3 of normal polarity and 4 of reverse polarity. After defining magnetozones, a magnetostratigraphy was prepared according to the geomagnetic polarity time scale (GPTS 2012). Biostratigraphy data were produced at ITT Fossil, UNISINOS and were also used to complement integration and correlation to GPTS. The sedimentological changes at stratigraphic intervals are characterized by wackestone, packstone and mudstone while calcium carbonates sedimentation initiated during a Maastrichtian-enhancing marine transgression and bioproductivity. After K-Pg, it is possible to observe the characteristics of an anoxic environment by Magnetic susceptibility. Through the geochemical data it is possible to observe the values which represent an increase of SiO2 and Al2O3 associated with the contribution of terrigenous sediments, possibly indicating a shallow marine environment. As a result, a high resolution age model was elaborated that helps understanding the mass extinction and characterization of the environmental changes that marked the end of the Mesozoic Era and the beginning of the Cenozoic Era.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPJovane, LuigiShyu, Ricardo Mendes2022-05-26info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44137/tde-28072022-080044/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2022-07-28T11:11:39Zoai:teses.usp.br:tde-28072022-080044Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212022-07-28T11:11:39Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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