Evapotranspiração, transpiração e balanço de energia em pomar de lima ácida"Tahiti"

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2001
Autor(a) principal: Marin, Fábio Ricardo
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11131/tde-20181127-160021/
Resumo: experimento foi realizado na Área Experimental de Irrigação da Fazenda Areão, Departamento de Engenharia Rural, Escola Superior de Agricultura"Luiz de Queiroz", Universidade de São Paulo-USP, situada no município de Piracicaba, SP (lat:22°42'30'' S; long.: 47°30'00'' W; e altitude de 546 m) durante o ano 2000. O pomar era irrigado com um sistema de microaspersão e constituía-se de árvores com 8 anos de idades, altura média de 4,5m e espaçamento de 7m X 8m. Os principais objetivos do trabalho foram: a determinação da relação entre a evapotranspiração do pomar e a transpiração das árvores; a estimativa da transpiração máxima de árvores de lima ácida"Tahiti"pelo método de Penman-Monteith adaptado; e o estudo dos componentes do balanço de energia e sua relação com as variações climáticas sazonais e com as variáveis meteorológicas medidas no pomar. O método do balanço de calor foi utilizado para medida do fluxo diário de seiva em duas árvores representativas do pomar. Nelas foram feitas determinações de área foliar e de dimensões das copas durante os dois períodos de medida, sendo o primeiro entre janeiro e fevereiro (verão) e o segundo entre junho e julho de 2000 (inverno). Concomitante a essas medidas, fez-se também observações microclimáticas em perfil vertical (velocidade do vento, temperatura do bulbo seco e do bulbo úmido) objetivando estimar a evapotranspiração do pomar pelos métodos da razão de Bowen (MRB) e aerodinâmico (MA), bem como estudar o balanço de energia avaliando o fluxo de calor sensível (H) e o fluxo de calor latente (λE). Fez-se também algumas medidas porométricas que foram empregadas no modelo Penman-Monteith adaptado à árvores isoladas para estimativa da transpiração máxima das árvores, cujos resultados foram comparados com os dados de fluxo de seiva. O MA mostrou-se mais indicado para estimativas de evapotranspiração do pomar que o MRB, sendo que a limitação deste último esteve relacionada com as medidas de saldo de radiação à 7m de altura, que não representaram adequadamente a energia disponível para o processo de evapotranspiração do pomar. No período de verão, a razão entre os dados de fluxo de seiva e os obtidos com o MA foi igual a 0,58, indicando que o componente transpiração representa 58% da evapotranspiração. No período de inverno, essa relação foi igual a 0,91, variação essa atribuída ao estado de umidade da entrelinha. As comparações entre as estimativas feitas pelo modelo de Penman-Monteith adaptado e os dados de fluxo de seiva resultaram em superestimativas por parte do modelo da ordem de 9% no período de verão e de 55% no inverno, com elevada dispersão dos dados neste último. Esses resultados indicam ainda que os sub-modelos propostos neste trabalho e utilizados para a estimativa da resistência de cobertura e do saldo de radiação da copa mostraram-se eficientes para tal no período de verão. Para estimar-se a resistência aerodinâmica, foi empregado o modelo de Landsberg & Powell (1973). A razão entre os valores de λE com os de saldo de radiação medido sobre o pomar (Rn) variou de 0,82, no período de verão, para 0,69, no inverno, indicando que a variação do estado de umidade da entrelinha afeta a partição dos fluxos de energia do pomar. Além disso, verificou-se que hà relação entre os fluxos de energia do pomar, representados pelo valor da razão de Bowen determinado com o MRB, com os fluxos energéticos provenientes das árvores. Essa relação pôde ser avaliada com a determinação de uma"razão de Bowen das árvores", a partir dos dados de fluxo de seiva e do saldo de radiação da copa.
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