Biorremediação de solo contaminado por herbicidas utilizando fungos do gênero Trichoderma e bactérias do gênero Bacillus
| Ano de defesa: | 2025 |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11136/tde-03102025-080903/ |
Resumo: | O efeito \"carryover\" refere-se à persistência de herbicidas no solo, provocando fitotoxicidade em culturas subsequentes. Na cana-de-açúcar, compostos como tebuthiuron, amicarbazone, indaziflam e picloram são amplamente empregados e podem comprometer o desenvolvimento da soja cultivada em sucessão. A biorremediação com microrganismos dos gêneros Trichoderma, e Bacillus tem se mostrado uma alternativa promissora para atenuar esses efeitos. Este trabalho avaliou o potencial biorremediador de isolados desses microrganismos em solos contaminados por herbicidas, sendo estruturado em três capítulos, totalizando oito ensaios. No capítulo I, foram realizados três ensaios com o objetivo de verificar a mitigação da fitotoxicidade em soja por meio da inoculação de microrganismos no solo. O primeiro ensaio foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado (DIC), em fatorial 5 × 7 com quatro repetições, envolvendo quatro herbicidas (tebuthiuron, amicarbazone, indaziflam e picloram + 2,4-D) e uma testemunha, combinados com seis isolados microbianos (Bacillus subtilis, B. amyloliquefaciens, B. megaterium, e Trichoderma spp. n° 17, 24 e 25), além de uma testemunha adicional. O segundo ensaio utilizou o mesmo delineamento, com 15 repetições, testando apenas os tratamentos mais promissores (Trichoderma sp. n° 25 x tebuthiuron e amicarbazone). No terceiro, avaliou-se o efeito de diferentes doses do isolado Trichoderma sp. n° 25 (de 1×102 até 1×107 conídios viáveis por grama de solo) em solo contaminado com tebuthiuron, em DIC com oito tratamentos (seis doses e duas testemunhas) e 10 repetições. A soja foi utilizada como planta bioindicadora. As avaliações incluíram análises visuais de fitotoxicidade aos 14, 21 e 28 dias após a aplicação (DAA), e massa seca das plantas aos 28 DAA. O capítulo II teve como foco quantificar a degradação do tebuthiuron promovida pelo isolado Trichoderma sp. n° 25 via cromatografia. O primeiro ensaio foi realizado em DIC, fatorial 2 × 3, com 10 repetições, avaliando a degradação do herbicida em solo esterilizado e não esterilizado, com e sem o fungo. O segundo incluiu cinco tratamentos e 12 repetições, avaliando a interação entre tebuthiuron, soja e o fungo, isoladamente ou em conjunto. As quantificações do herbicida remanescente foram feitas por cromatografia líquida aos 10 e 30 DAA no primeiro ensaio, e aos 28 DAA no segundo. O capítulo III investigou o uso de plantas de cobertura associadas ao isolado Trichoderma sp. n° 25 na remediação de solo contaminado com tebuthiuron, bem como a possibilidade de reduzir o intervalo entre a aplicação do herbicida e a semeadura da soja. O primeiro ensaio foi conduzido em DIC, fatorial 2 × 2 com seis repetições, utilizando Urochloa Brizantha (Hochst. ex A. Rich.) R.D. Webster (braquiária), Crotalaria juncea L. (crotalária) e Glycine max (L.) Merr. (soja), em ensaios separados por cultura. Os tratamentos combinaram a aplicação ou não do isolado fúngico e do herbicida. O segundo ensaio foi uma continuidade do primeiro, com 10 tratamentos e seis repetições, simulando interações entre culturas de cobertura, tebuthiuron e o fungo, com posterior avaliação da soja quanto à fitotoxicidade remanescente. As análises foram visuais aos 14, 21 e 28 DAA e da massa seca aos 28 DAA. O terceiro ensaio avaliou o período residual do tebuthiuron sobre a soja, com ou sem associação ao Trichoderma sp. n° 25, em DIC fatorial 3 × 5, com oito repetições, considerando três tratamentos (herbicida isolado, herbicida + fungo e testemunha) e cinco épocas de avaliação (0, 15, 30, 60 e 120 DAA). As análises estatísticas incluíram teste de Tukey (p<0,05) nos três capítulos, teste de Scott-Knott no segundo ensaio do capítulo III e análises de regressão nos terceiros ensaios dos capítulos I e III. Os resultados do capítulo I indicaram que o isolado , Trichoderma sp. n° 25 foi o mais eficaz na mitigação da fitotoxicidade causada pelo tebuthiuron, sendo eficaz na dose de 1 × 106 conídios viáveis por grama de solo. No capítulo II, observou-se que a soja promoveu uma redução de 23% na concentração do tebuthiuron via fitorremediação, enquanto o fungo reduziu 27%, sendo que a associação entre ambos proporcionou maior eficiência, com remoção de cerca de 46,3% do herbicida. No capítulo III, o tebuthiuron causou elevada fitotoxicidade em soja, braquiária e crotalária, mas, quando associado ao fungo, houve redução significativa dos danos na soja. A inoculação do isolado em sistemas com essas culturas potencializou a remediação do solo contaminado, e sua aplicação em solo contaminado com tebuthiuron pode encurtar o intervalo entre a aplicação do herbicida e a semeadura da soja. |
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Biorremediação de solo contaminado por herbicidas utilizando fungos do gênero Trichoderma e bactérias do gênero BacillusBioremediation of soil contaminated by herbicides using fungi of the genus Trichoderma and bacteria of the genus BacillusCarryoverCarryoverDegradaçãoDegradationSojaSoybeanTebuthiuronTebuthiuronO efeito \"carryover\" refere-se à persistência de herbicidas no solo, provocando fitotoxicidade em culturas subsequentes. Na cana-de-açúcar, compostos como tebuthiuron, amicarbazone, indaziflam e picloram são amplamente empregados e podem comprometer o desenvolvimento da soja cultivada em sucessão. A biorremediação com microrganismos dos gêneros Trichoderma, e Bacillus tem se mostrado uma alternativa promissora para atenuar esses efeitos. Este trabalho avaliou o potencial biorremediador de isolados desses microrganismos em solos contaminados por herbicidas, sendo estruturado em três capítulos, totalizando oito ensaios. No capítulo I, foram realizados três ensaios com o objetivo de verificar a mitigação da fitotoxicidade em soja por meio da inoculação de microrganismos no solo. O primeiro ensaio foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado (DIC), em fatorial 5 × 7 com quatro repetições, envolvendo quatro herbicidas (tebuthiuron, amicarbazone, indaziflam e picloram + 2,4-D) e uma testemunha, combinados com seis isolados microbianos (Bacillus subtilis, B. amyloliquefaciens, B. megaterium, e Trichoderma spp. n° 17, 24 e 25), além de uma testemunha adicional. O segundo ensaio utilizou o mesmo delineamento, com 15 repetições, testando apenas os tratamentos mais promissores (Trichoderma sp. n° 25 x tebuthiuron e amicarbazone). No terceiro, avaliou-se o efeito de diferentes doses do isolado Trichoderma sp. n° 25 (de 1×102 até 1×107 conídios viáveis por grama de solo) em solo contaminado com tebuthiuron, em DIC com oito tratamentos (seis doses e duas testemunhas) e 10 repetições. A soja foi utilizada como planta bioindicadora. As avaliações incluíram análises visuais de fitotoxicidade aos 14, 21 e 28 dias após a aplicação (DAA), e massa seca das plantas aos 28 DAA. O capítulo II teve como foco quantificar a degradação do tebuthiuron promovida pelo isolado Trichoderma sp. n° 25 via cromatografia. O primeiro ensaio foi realizado em DIC, fatorial 2 × 3, com 10 repetições, avaliando a degradação do herbicida em solo esterilizado e não esterilizado, com e sem o fungo. O segundo incluiu cinco tratamentos e 12 repetições, avaliando a interação entre tebuthiuron, soja e o fungo, isoladamente ou em conjunto. As quantificações do herbicida remanescente foram feitas por cromatografia líquida aos 10 e 30 DAA no primeiro ensaio, e aos 28 DAA no segundo. O capítulo III investigou o uso de plantas de cobertura associadas ao isolado Trichoderma sp. n° 25 na remediação de solo contaminado com tebuthiuron, bem como a possibilidade de reduzir o intervalo entre a aplicação do herbicida e a semeadura da soja. O primeiro ensaio foi conduzido em DIC, fatorial 2 × 2 com seis repetições, utilizando Urochloa Brizantha (Hochst. ex A. Rich.) R.D. Webster (braquiária), Crotalaria juncea L. (crotalária) e Glycine max (L.) Merr. (soja), em ensaios separados por cultura. Os tratamentos combinaram a aplicação ou não do isolado fúngico e do herbicida. O segundo ensaio foi uma continuidade do primeiro, com 10 tratamentos e seis repetições, simulando interações entre culturas de cobertura, tebuthiuron e o fungo, com posterior avaliação da soja quanto à fitotoxicidade remanescente. As análises foram visuais aos 14, 21 e 28 DAA e da massa seca aos 28 DAA. O terceiro ensaio avaliou o período residual do tebuthiuron sobre a soja, com ou sem associação ao Trichoderma sp. n° 25, em DIC fatorial 3 × 5, com oito repetições, considerando três tratamentos (herbicida isolado, herbicida + fungo e testemunha) e cinco épocas de avaliação (0, 15, 30, 60 e 120 DAA). As análises estatísticas incluíram teste de Tukey (p<0,05) nos três capítulos, teste de Scott-Knott no segundo ensaio do capítulo III e análises de regressão nos terceiros ensaios dos capítulos I e III. Os resultados do capítulo I indicaram que o isolado , Trichoderma sp. n° 25 foi o mais eficaz na mitigação da fitotoxicidade causada pelo tebuthiuron, sendo eficaz na dose de 1 × 106 conídios viáveis por grama de solo. No capítulo II, observou-se que a soja promoveu uma redução de 23% na concentração do tebuthiuron via fitorremediação, enquanto o fungo reduziu 27%, sendo que a associação entre ambos proporcionou maior eficiência, com remoção de cerca de 46,3% do herbicida. No capítulo III, o tebuthiuron causou elevada fitotoxicidade em soja, braquiária e crotalária, mas, quando associado ao fungo, houve redução significativa dos danos na soja. A inoculação do isolado em sistemas com essas culturas potencializou a remediação do solo contaminado, e sua aplicação em solo contaminado com tebuthiuron pode encurtar o intervalo entre a aplicação do herbicida e a semeadura da soja.The carryover effect refers to the persistence of herbicides in the soil, causing phytotoxicity in subsequent crops. In sugarcane, compounds such as tebuthiuron, amicarbazone, indaziflam and picloram are widely used and can compromise the development of soybean cultivated in succession. Bioremediation with microorganisms of the genera Trichoderma, and Bacillus has shown to be a promising alternative to mitigate these effects. This work evaluated the bioremediation potential of isolates of these microorganisms in soils contaminated by herbicides, and was structured in three chapters, totaling eight tests. In chapter I, three tests were carried out with the objective of verifying the mitigation of phytotoxicity in soybean through the inoculation of microorganisms in the soil. The first trial was conducted in a completely randomized design (CRD) in a 5 × 7 factorial with four replicates, involving four herbicides (tebuthiuron, amicarbazone, indaziflam, and picloram + 2,4-D) and a control, combined with six microbial isolates (Bacillus subtilis, B. amyloliquefaciens, B. megaterium, and Trichoderma spp. No. 17, 24, and 25), plus an additional control. The second trial used the same design, with 15 replicates, testing only the most promising treatments (Trichoderma sp. No. 25 x tebuthiuron and amicarbazone). The third trial evaluated the effect of different doses of the isolate Trichoderma sp. No. 25 (from 1 × 102 to 1 × 107 viable conidia per gram of soil) in soil contaminated with tebuthiuron, in a CRD with eight treatments (six doses and two controls) and 10 replicates. Soybean was used as a bioindicator plant. Evaluations included visual analyses of phytotoxicity at 14, 21, and 28 days after application (DAA), and plant dry mass at 28 DAA. Chapter II focused on quantifying the degradation of tebuthiuron promoted by the isolate Trichoderma sp. No. 25 via chromatography. The first trial was carried out in DIC, 2 × 3 factorial, with 10 replicates, evaluating the degradation of the herbicide in sterilized and non-sterilized soil, with and without the fungus. The second trial included five treatments and 12 replicates, evaluating the interaction between tebuthiuron, soybean, and the fungus, alone or together. Quantifications of the remaining herbicide were made by liquid chromatography at 10 and 30 DAA in the first trial, and at 28 DAA in the second. Chapter III investigated the use of cover crops associated with the isolate Trichoderma sp. No. 25 in the remediation of soil contaminated with tebuthiuron, as well as the possibility of reducing the interval between herbicide application and soybean sowing. The first trial was conducted in DIC, 2 × 2 factorial with six replicates, using Urochloa brizantha (Hochst. ex A. Rich.) R.D. Webster (brachiaria), Crotalaria juncea L. (crotalaria) and Glycine max (L.) Merr. (soybean), in separate trials by crop. The treatments combined the application or not of the fungal isolate and the herbicide. The second trial was a continuation of the first, with 10 treatments and six replicates, simulating interactions between cover crops, tebuthiuron and the fungus, with subsequent evaluation of soybean for remaining phytotoxicity. The analyses were visual at 14, 21 and 28 DAA and of dry mass at 28 DAA. The third trial evaluated the residual period of tebuthiuron on soybean, with or without association with Trichoderma sp. No. 25, in a 3 × 5 factorial DIC, with eight replicates, considering three treatments (herbicide alone, herbicide + fungus and control) and five evaluation times (0, 15, 30, 60 and 120 DAA). Statistical analyses included Tukey\'s test (p<0.05) in the three chapters, Scott-Knott\'s test in the second trial of chapter III and regression analyses in the third trials of chapters I and III. The results of chapter I indicated that the isolate Trichoderma sp. No. 25 was the most effective in mitigating the phytotoxicity caused by tebuthiuron, being effective at a dose of 1 × 106 viable conidia per gram of soil. In chapter II, it was observed that soybean promoted a 23% reduction in tebuthiuron concentration via phytoremediation, while the fungus reduced it by 27%, and the association between both provided greater efficiency, with removal of approximately 46.3% of the herbicide. In chapter III, tebuthiuron caused high phytotoxicity in soybean, brachiaria and crotalaria, but when associated with the fungus, there was a significant reduction in damage to soybean. Inoculation of the isolate in systems with these crops enhanced the remediation of contaminated soil, and its application in soil contaminated with tebuthiuron can shorten the interval between herbicide application and soybean sowing.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPVictoria Filho, RicardoRodrigues, Luís Rodolfo2025-08-29info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11136/tde-03102025-080903/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-10-06T18:48:02Zoai:teses.usp.br:tde-03102025-080903Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-10-06T18:48:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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O efeito \"carryover\" refere-se à persistência de herbicidas no solo, provocando fitotoxicidade em culturas subsequentes. Na cana-de-açúcar, compostos como tebuthiuron, amicarbazone, indaziflam e picloram são amplamente empregados e podem comprometer o desenvolvimento da soja cultivada em sucessão. A biorremediação com microrganismos dos gêneros Trichoderma, e Bacillus tem se mostrado uma alternativa promissora para atenuar esses efeitos. Este trabalho avaliou o potencial biorremediador de isolados desses microrganismos em solos contaminados por herbicidas, sendo estruturado em três capítulos, totalizando oito ensaios. No capítulo I, foram realizados três ensaios com o objetivo de verificar a mitigação da fitotoxicidade em soja por meio da inoculação de microrganismos no solo. O primeiro ensaio foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado (DIC), em fatorial 5 × 7 com quatro repetições, envolvendo quatro herbicidas (tebuthiuron, amicarbazone, indaziflam e picloram + 2,4-D) e uma testemunha, combinados com seis isolados microbianos (Bacillus subtilis, B. amyloliquefaciens, B. megaterium, e Trichoderma spp. n° 17, 24 e 25), além de uma testemunha adicional. O segundo ensaio utilizou o mesmo delineamento, com 15 repetições, testando apenas os tratamentos mais promissores (Trichoderma sp. n° 25 x tebuthiuron e amicarbazone). No terceiro, avaliou-se o efeito de diferentes doses do isolado Trichoderma sp. n° 25 (de 1×102 até 1×107 conídios viáveis por grama de solo) em solo contaminado com tebuthiuron, em DIC com oito tratamentos (seis doses e duas testemunhas) e 10 repetições. A soja foi utilizada como planta bioindicadora. As avaliações incluíram análises visuais de fitotoxicidade aos 14, 21 e 28 dias após a aplicação (DAA), e massa seca das plantas aos 28 DAA. O capítulo II teve como foco quantificar a degradação do tebuthiuron promovida pelo isolado Trichoderma sp. n° 25 via cromatografia. O primeiro ensaio foi realizado em DIC, fatorial 2 × 3, com 10 repetições, avaliando a degradação do herbicida em solo esterilizado e não esterilizado, com e sem o fungo. O segundo incluiu cinco tratamentos e 12 repetições, avaliando a interação entre tebuthiuron, soja e o fungo, isoladamente ou em conjunto. As quantificações do herbicida remanescente foram feitas por cromatografia líquida aos 10 e 30 DAA no primeiro ensaio, e aos 28 DAA no segundo. O capítulo III investigou o uso de plantas de cobertura associadas ao isolado Trichoderma sp. n° 25 na remediação de solo contaminado com tebuthiuron, bem como a possibilidade de reduzir o intervalo entre a aplicação do herbicida e a semeadura da soja. O primeiro ensaio foi conduzido em DIC, fatorial 2 × 2 com seis repetições, utilizando Urochloa Brizantha (Hochst. ex A. Rich.) R.D. Webster (braquiária), Crotalaria juncea L. (crotalária) e Glycine max (L.) Merr. (soja), em ensaios separados por cultura. Os tratamentos combinaram a aplicação ou não do isolado fúngico e do herbicida. O segundo ensaio foi uma continuidade do primeiro, com 10 tratamentos e seis repetições, simulando interações entre culturas de cobertura, tebuthiuron e o fungo, com posterior avaliação da soja quanto à fitotoxicidade remanescente. As análises foram visuais aos 14, 21 e 28 DAA e da massa seca aos 28 DAA. O terceiro ensaio avaliou o período residual do tebuthiuron sobre a soja, com ou sem associação ao Trichoderma sp. n° 25, em DIC fatorial 3 × 5, com oito repetições, considerando três tratamentos (herbicida isolado, herbicida + fungo e testemunha) e cinco épocas de avaliação (0, 15, 30, 60 e 120 DAA). As análises estatísticas incluíram teste de Tukey (p<0,05) nos três capítulos, teste de Scott-Knott no segundo ensaio do capítulo III e análises de regressão nos terceiros ensaios dos capítulos I e III. Os resultados do capítulo I indicaram que o isolado , Trichoderma sp. n° 25 foi o mais eficaz na mitigação da fitotoxicidade causada pelo tebuthiuron, sendo eficaz na dose de 1 × 106 conídios viáveis por grama de solo. No capítulo II, observou-se que a soja promoveu uma redução de 23% na concentração do tebuthiuron via fitorremediação, enquanto o fungo reduziu 27%, sendo que a associação entre ambos proporcionou maior eficiência, com remoção de cerca de 46,3% do herbicida. No capítulo III, o tebuthiuron causou elevada fitotoxicidade em soja, braquiária e crotalária, mas, quando associado ao fungo, houve redução significativa dos danos na soja. A inoculação do isolado em sistemas com essas culturas potencializou a remediação do solo contaminado, e sua aplicação em solo contaminado com tebuthiuron pode encurtar o intervalo entre a aplicação do herbicida e a semeadura da soja. |
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