Vigilância epidemiológica dos vírus da influenza aviária em aves migratórias na região costeira da Amazônia

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Renata Ferreira Hurtado
Orientador(a): José Antonio Jerez
Banca de defesa: Edison Luiz Durigon, José Henrique de Hildebrand e Grisi Filho, Marta Brito Guimarães, Cristiane Kiyomi Miyaji Kolesnikovas
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Epidemiologia Experimental e Aplicada às Zoonoses
Departamento: Não Informado pela instituição
País: BR
Link de acesso: https://doi.org/10.11606/T.10.2014.tde-24042014-105030
Resumo: Os vírus da influenza aviária, ou vírus da influenza A, podem acometer inúmeras espécies de aves e mamíferos, e são conhecidos pelos relevantes impactos gerados na economia e Saúde Pública. As aves pertencentes às ordens Anseriformes (patos, marrecos e cisnes) e Charadriiformes (maçaricos, gaivotas e trinta-réis) são consideradas reservatórios, sendo que o comportamento migratório de muitas destas espécies pode favorecer a disseminação viral entre países. Existem poucos estudos sobre a circulação dos vírus da influenza aviária na América do Sul, dificultando a compreensão da ecologia e epidemiologia destes patógenos no Brasil. Este trabalho tem como objetivo monitorar as aves migratórias, em áreas de descanso e invernada na região Amazônica brasileira, por meio da detecção e caracterização dos vírus da influenza A. Através de seis expedições científicas ao norte do estado do Pará entre 2008 e 2010 foram colhidos swabs orotraqueais e cloacais de 1093 aves silvestres, principalmente Anseriformes e Charadriiformes. Pela técnica de Real time RT-PCR, nove aves foram positivas: 2 Actitis macularius, 4 Arenaria interpres, 1 Calidris pusilla, 1 Charadrius semipalmatus e 1 Dendrocygna viduata. Destas, o isolamento viral foi realizado com sucesso a partir das amostras de três Arenaria interpres, corroborando estudos que demonstram uma elevada prevalência do vírus da influenza A nesta espécie. As reações de inibição da hemaglutinação e de inibição da neuraminidase revelaram tratar-se do subtipo viral H11N9, considerado de baixa patogenicidade e relativamente comum nestas aves. O sequenciamento genético indicou estreita relação filogenética entre as estirpes virais deste estudo e aquelas isoladas na América do Norte, evidenciando um vínculo epidemiológico entre estas populações. Assim, é essencial a contínua vigilância epidemiológica dos vírus da influenza aviária em aves silvestres nesta região, visando a obtenção de informações sobre a prevalência do vírus, subtipos circulantes e suas características patogênicas, para subsidiar medidas apropriadas de prevenção e controle caso ocorram surtos no país.
id USP_15bfaf543d0e3f228062abef18269556
oai_identifier_str oai:teses.usp.br:tde-24042014-105030
network_acronym_str USP
network_name_str Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
repository_id_str
spelling info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesis Vigilância epidemiológica dos vírus da influenza aviária em aves migratórias na região costeira da Amazônia Epidemiological surveillance of avian influenza viruses in migratory birds on the Amazon coast 2014-02-04José Antonio JerezEdison Luiz DurigonJosé Henrique de Hildebrand e Grisi FilhoMarta Brito GuimarãesCristiane Kiyomi Miyaji KolesnikovasRenata Ferreira HurtadoUniversidade de São PauloEpidemiologia Experimental e Aplicada às ZoonosesUSPBR Amazon region Anseriformes Anseriformes Brasil Brazil Charadriiformes Charadriiformes Influenzavirus A Região Amazônica Vírus da influenza A Os vírus da influenza aviária, ou vírus da influenza A, podem acometer inúmeras espécies de aves e mamíferos, e são conhecidos pelos relevantes impactos gerados na economia e Saúde Pública. As aves pertencentes às ordens Anseriformes (patos, marrecos e cisnes) e Charadriiformes (maçaricos, gaivotas e trinta-réis) são consideradas reservatórios, sendo que o comportamento migratório de muitas destas espécies pode favorecer a disseminação viral entre países. Existem poucos estudos sobre a circulação dos vírus da influenza aviária na América do Sul, dificultando a compreensão da ecologia e epidemiologia destes patógenos no Brasil. Este trabalho tem como objetivo monitorar as aves migratórias, em áreas de descanso e invernada na região Amazônica brasileira, por meio da detecção e caracterização dos vírus da influenza A. Através de seis expedições científicas ao norte do estado do Pará entre 2008 e 2010 foram colhidos swabs orotraqueais e cloacais de 1093 aves silvestres, principalmente Anseriformes e Charadriiformes. Pela técnica de Real time RT-PCR, nove aves foram positivas: 2 Actitis macularius, 4 Arenaria interpres, 1 Calidris pusilla, 1 Charadrius semipalmatus e 1 Dendrocygna viduata. Destas, o isolamento viral foi realizado com sucesso a partir das amostras de três Arenaria interpres, corroborando estudos que demonstram uma elevada prevalência do vírus da influenza A nesta espécie. As reações de inibição da hemaglutinação e de inibição da neuraminidase revelaram tratar-se do subtipo viral H11N9, considerado de baixa patogenicidade e relativamente comum nestas aves. O sequenciamento genético indicou estreita relação filogenética entre as estirpes virais deste estudo e aquelas isoladas na América do Norte, evidenciando um vínculo epidemiológico entre estas populações. Assim, é essencial a contínua vigilância epidemiológica dos vírus da influenza aviária em aves silvestres nesta região, visando a obtenção de informações sobre a prevalência do vírus, subtipos circulantes e suas características patogênicas, para subsidiar medidas apropriadas de prevenção e controle caso ocorram surtos no país. Avian influenza viruses infect a variety of birds and mammals and are known for their relevant enconomic and public health impacts. Anseriformes (ducks, mallards and geese) and Charadriiformes (shorebirds, seagulls and terns) are natural reservoirs of avian influenza viruses, and the migratory behaviour of many of these species can result in the spread of the virus among countries. There are few studies investigating the occorrence of these viruses in South America, hindering understanding of their ecology and epidemiology in Brazil. This study aims to detect and characterize avian influenza viruses in migratory birds in wintering areas on the Amazon coast. Orotracheal and cloacal swabs were obtained from 1093 wild birds, mostly Anseriformes and Charadriiformes, during six expeditions between 2008 and 2010 to the state of Pará, Brazil. Samples from nine birds were positive to Real time RT-PCR: 2 Actitis macularius, 4 Arenaria interpres, 1 Calidris pusilla, 1 Charadrius semipalmatus e 1 Dendrocygna viduata. Virus isolation was successfully carried out for the samples from three Arenaria interpres, in agreement with previous studies reporting high prevalence in this species. Hemaglutinin and neuraminidase inhibition assays indicated these strains belonged to subtype H11N9, considered low pathogenic and relatively common in shorebirds. Gene sequencing demonstrated close phylogenetic relationship between the strains isolated in this study and those found in North America, revealing the existence of epidemiological conectivity among these populations. It is therefore vital to maintain active epidemilogical surveillance of wild birds in this region, collecting information on virus prevalence, subtype and pathogenicity that may in turn be used to implement prevention and control policies for avian influenza outbreaks. https://doi.org/10.11606/T.10.2014.tde-24042014-105030info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USP2023-12-21T20:02:26Zoai:teses.usp.br:tde-24042014-105030Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212016-07-28T16:11:49Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
dc.title.pt.fl_str_mv Vigilância epidemiológica dos vírus da influenza aviária em aves migratórias na região costeira da Amazônia
dc.title.alternative.en.fl_str_mv Epidemiological surveillance of avian influenza viruses in migratory birds on the Amazon coast
title Vigilância epidemiológica dos vírus da influenza aviária em aves migratórias na região costeira da Amazônia
spellingShingle Vigilância epidemiológica dos vírus da influenza aviária em aves migratórias na região costeira da Amazônia
Renata Ferreira Hurtado
title_short Vigilância epidemiológica dos vírus da influenza aviária em aves migratórias na região costeira da Amazônia
title_full Vigilância epidemiológica dos vírus da influenza aviária em aves migratórias na região costeira da Amazônia
title_fullStr Vigilância epidemiológica dos vírus da influenza aviária em aves migratórias na região costeira da Amazônia
title_full_unstemmed Vigilância epidemiológica dos vírus da influenza aviária em aves migratórias na região costeira da Amazônia
title_sort Vigilância epidemiológica dos vírus da influenza aviária em aves migratórias na região costeira da Amazônia
author Renata Ferreira Hurtado
author_facet Renata Ferreira Hurtado
author_role author
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv José Antonio Jerez
dc.contributor.referee1.fl_str_mv Edison Luiz Durigon
dc.contributor.referee2.fl_str_mv José Henrique de Hildebrand e Grisi Filho
dc.contributor.referee3.fl_str_mv Marta Brito Guimarães
dc.contributor.referee4.fl_str_mv Cristiane Kiyomi Miyaji Kolesnikovas
dc.contributor.author.fl_str_mv Renata Ferreira Hurtado
contributor_str_mv José Antonio Jerez
Edison Luiz Durigon
José Henrique de Hildebrand e Grisi Filho
Marta Brito Guimarães
Cristiane Kiyomi Miyaji Kolesnikovas
description Os vírus da influenza aviária, ou vírus da influenza A, podem acometer inúmeras espécies de aves e mamíferos, e são conhecidos pelos relevantes impactos gerados na economia e Saúde Pública. As aves pertencentes às ordens Anseriformes (patos, marrecos e cisnes) e Charadriiformes (maçaricos, gaivotas e trinta-réis) são consideradas reservatórios, sendo que o comportamento migratório de muitas destas espécies pode favorecer a disseminação viral entre países. Existem poucos estudos sobre a circulação dos vírus da influenza aviária na América do Sul, dificultando a compreensão da ecologia e epidemiologia destes patógenos no Brasil. Este trabalho tem como objetivo monitorar as aves migratórias, em áreas de descanso e invernada na região Amazônica brasileira, por meio da detecção e caracterização dos vírus da influenza A. Através de seis expedições científicas ao norte do estado do Pará entre 2008 e 2010 foram colhidos swabs orotraqueais e cloacais de 1093 aves silvestres, principalmente Anseriformes e Charadriiformes. Pela técnica de Real time RT-PCR, nove aves foram positivas: 2 Actitis macularius, 4 Arenaria interpres, 1 Calidris pusilla, 1 Charadrius semipalmatus e 1 Dendrocygna viduata. Destas, o isolamento viral foi realizado com sucesso a partir das amostras de três Arenaria interpres, corroborando estudos que demonstram uma elevada prevalência do vírus da influenza A nesta espécie. As reações de inibição da hemaglutinação e de inibição da neuraminidase revelaram tratar-se do subtipo viral H11N9, considerado de baixa patogenicidade e relativamente comum nestas aves. O sequenciamento genético indicou estreita relação filogenética entre as estirpes virais deste estudo e aquelas isoladas na América do Norte, evidenciando um vínculo epidemiológico entre estas populações. Assim, é essencial a contínua vigilância epidemiológica dos vírus da influenza aviária em aves silvestres nesta região, visando a obtenção de informações sobre a prevalência do vírus, subtipos circulantes e suas características patogênicas, para subsidiar medidas apropriadas de prevenção e controle caso ocorram surtos no país.
publishDate 2014
dc.date.issued.fl_str_mv 2014-02-04
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/doctoralThesis
format doctoralThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.uri.fl_str_mv https://doi.org/10.11606/T.10.2014.tde-24042014-105030
url https://doi.org/10.11606/T.10.2014.tde-24042014-105030
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/openAccess
eu_rights_str_mv openAccess
dc.publisher.none.fl_str_mv Universidade de São Paulo
dc.publisher.program.fl_str_mv Epidemiologia Experimental e Aplicada às Zoonoses
dc.publisher.initials.fl_str_mv USP
dc.publisher.country.fl_str_mv BR
publisher.none.fl_str_mv Universidade de São Paulo
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
instname:Universidade de São Paulo (USP)
instacron:USP
instname_str Universidade de São Paulo (USP)
instacron_str USP
institution USP
reponame_str Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
collection Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
repository.name.fl_str_mv Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)
repository.mail.fl_str_mv virginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.br
_version_ 1786377107484442624