Depressão materna atual de gravidade moderada/grave e leve e as interações familiares como preditoras de problemas comportamentais infantis
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17148/tde-18022025-134750/ |
Resumo: | O impacto negativo da depressão materna para as interações familiares e problemas comportamentais de crianças tem sido amplamente reconhecido na literatura. Contudo, poucos estudos abordam, de forma concomitante, gravidade da depressão, problemas comportamentais infantis e interações familiares, avaliadas por mães e crianças. O estudo se insere nesta lacuna. Objetivou-se verificar os efeitos preditivos da depressão materna atual moderada/grave e leve, e das interações familiares avaliadas por mães e crianças, para os problemas de comportamento de escolares. Adotou-se um delineamento transversal, correlacional, preditivo e de comparação entre grupos. A amostra, da comunidade, foi composta por 90 díades mães/criança, filhos biológicos, de ambos os sexos, com idade entre oito e 10 anos. Os participantes foram distribuídos em grupos, diferenciados pela gravidade da depressão materna atual, sistematicamente avaliada: G1- 30 díades, mães com indicadores de depressão moderada/grave; G2- 30 díades, mães com indicadores de depressão leve; G3- 30 díades mães sem indicadores de depressão. Procedeu-se as avaliações em sessões individuais, utilizando-se os seguintes instrumentos: a) com as mães - Questionário geral, Questionário Sobre a Saúde do Paciente-9- PHQ-9, (depressão) e o Questionário de Capacidades e Dificuldades - SDQ, (comportamento infantil); b) com as crianças - Teste das Matrizes Progressivas Coloridas de Raven (nível cognitivo); e c) com as mães e crianças - Escalas de Qualidade da Interação Familiar -EQIF- (interações). Os dados foram codificados e tratados por procedimentos estatísticos de comparação, correlação e predição multivariada (p≤ 0,05). Verificou-se, com significância estatística, que: a) as mães do G1 perceberam menos interações familiares positivas, do que as mães do G3; e as mães e crianças do G1 perceberam mais interações negativas do que as mães do G3; b) as mães do G1 e do G2 relataram mais problemas de comportamento infantil, do que as mães do G3, as mães do G1 perceberam menos interações familiares positivas, do que as mães do G3; e as mães e crianças do G1 perceberam mais interações negativas do que as mães do G3; c) a depressão materna apresentou associações moderadas e positiva com as interações familiares negativas avaliadas por mães; e negativa com o Total Positivo avaliado pelas mães; d) a depressão materna moderada/grave e leve, em conjunto com as interações familiares positivas avaliadas pelas mães, foram preditoras de 30% do Total de Problemas de comportamento das crianças; e) a depressão materna moderada/grave e leve e as interações familiares positivas avaliadas pelas crianças foram preditoras de 16,9% dos Sintomas Emocionais; f) a depressão materna não permaneceu nos modelos preditivos para Problemas de Conduta e Hiperatividade, sendo a configuração familiar monoparental e as interações preditores respectivamente de 33,1% e 19,7%. Os resultados mostraram que tanto sintomas leves de depressão, como moderados/graves são preditores do Total de Problemas comportamentais e dos sintomas emocionais, e as práticas parentais positivas minimizam tal impacto. O estudo contribui para nortear práticas preventivas e de orientação voltadas às famílias que convivem com a depressão materna e/ou com a configuração monoparental, com foco na aprendizagem de práticas parentais positivas, que se mostraram condições protetivas frente a tais adversidades. |
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Depressão materna atual de gravidade moderada/grave e leve e as interações familiares como preditoras de problemas comportamentais infantisCurrent mild, moderate/severe maternal depression and family interactions as predictors of child behavioral problemsChild behaviorChildrenComportamento infantilCriançasDepressãoDepressionFamily relationshipsMãesMothersRelações familiaresO impacto negativo da depressão materna para as interações familiares e problemas comportamentais de crianças tem sido amplamente reconhecido na literatura. Contudo, poucos estudos abordam, de forma concomitante, gravidade da depressão, problemas comportamentais infantis e interações familiares, avaliadas por mães e crianças. O estudo se insere nesta lacuna. Objetivou-se verificar os efeitos preditivos da depressão materna atual moderada/grave e leve, e das interações familiares avaliadas por mães e crianças, para os problemas de comportamento de escolares. Adotou-se um delineamento transversal, correlacional, preditivo e de comparação entre grupos. A amostra, da comunidade, foi composta por 90 díades mães/criança, filhos biológicos, de ambos os sexos, com idade entre oito e 10 anos. Os participantes foram distribuídos em grupos, diferenciados pela gravidade da depressão materna atual, sistematicamente avaliada: G1- 30 díades, mães com indicadores de depressão moderada/grave; G2- 30 díades, mães com indicadores de depressão leve; G3- 30 díades mães sem indicadores de depressão. Procedeu-se as avaliações em sessões individuais, utilizando-se os seguintes instrumentos: a) com as mães - Questionário geral, Questionário Sobre a Saúde do Paciente-9- PHQ-9, (depressão) e o Questionário de Capacidades e Dificuldades - SDQ, (comportamento infantil); b) com as crianças - Teste das Matrizes Progressivas Coloridas de Raven (nível cognitivo); e c) com as mães e crianças - Escalas de Qualidade da Interação Familiar -EQIF- (interações). Os dados foram codificados e tratados por procedimentos estatísticos de comparação, correlação e predição multivariada (p≤ 0,05). Verificou-se, com significância estatística, que: a) as mães do G1 perceberam menos interações familiares positivas, do que as mães do G3; e as mães e crianças do G1 perceberam mais interações negativas do que as mães do G3; b) as mães do G1 e do G2 relataram mais problemas de comportamento infantil, do que as mães do G3, as mães do G1 perceberam menos interações familiares positivas, do que as mães do G3; e as mães e crianças do G1 perceberam mais interações negativas do que as mães do G3; c) a depressão materna apresentou associações moderadas e positiva com as interações familiares negativas avaliadas por mães; e negativa com o Total Positivo avaliado pelas mães; d) a depressão materna moderada/grave e leve, em conjunto com as interações familiares positivas avaliadas pelas mães, foram preditoras de 30% do Total de Problemas de comportamento das crianças; e) a depressão materna moderada/grave e leve e as interações familiares positivas avaliadas pelas crianças foram preditoras de 16,9% dos Sintomas Emocionais; f) a depressão materna não permaneceu nos modelos preditivos para Problemas de Conduta e Hiperatividade, sendo a configuração familiar monoparental e as interações preditores respectivamente de 33,1% e 19,7%. Os resultados mostraram que tanto sintomas leves de depressão, como moderados/graves são preditores do Total de Problemas comportamentais e dos sintomas emocionais, e as práticas parentais positivas minimizam tal impacto. O estudo contribui para nortear práticas preventivas e de orientação voltadas às famílias que convivem com a depressão materna e/ou com a configuração monoparental, com foco na aprendizagem de práticas parentais positivas, que se mostraram condições protetivas frente a tais adversidades.The negative impact of maternal depression on family interactions as well as children\'s behavioral problems has been widely recognized in the literature. However, few studies simultaneously address the severity of depression, child behavioral problems, and family interactions assessed by both mothers and children. This study fills such gap. The objective was to verify the predictive effects of current mild, moderate/severe maternal depression, and family interactions assessed by mothers and children concerning school behavioral problems. A cross-sectional, correlational, predictive, and group comparison design was adopted. The community sample consisted of 90 mother-child dyads, biological children of both sexes, aged between eight and ten. The participants were divided into groups differentiated by the current severity of maternal depression, systematically evaluated as follows: G1 - 30 dyads, mothers with indicators of moderate/severe depression; G2 - 30 dyads, mothers with indicators of mild depression; G3 - 30 dyads, mothers with no indicators of depression. Assessments were carried out in individual sessions, using the following instruments: a) with the mothers - General Questionnaire, Patient Health Questionnaire-9 -PHQ-9- (depression), and Strengths and Difficulties Questionnaire -SDQ- (child behavior); b) with the children - Raven\'s Coloured Progressive Matrices (cognitive level); and c) with both mothers and children - Escalas de Qualidade da Interação Familiar -EQIF- (interactions). The data were coded and processed using statistical procedures for comparison, correlation, and multivariate prediction (p≤ 0.05). It was found, with statistical significance, that: a) mothers in G1 perceived fewer positive family interactions than mothers in G3; and mothers and children in G1 perceived more negative interactions than those in G3; b) mothers in G1 and G2 reported more child behavioral problems than those in G3; c) maternal depression showed moderate and positive associations with negative family interactions assessed by mothers, and negative with the Total Positive assessed by mothers; d) mild, moderate/severe maternal depression, together with positive family interactions assessed by mothers, predicted 30% of the Total Behavioral Problems of children; e) mild, moderate/severe maternal depression and positive family interactions assessed by children predicted 16.9% of Emotional Symptoms; f) maternal depression did not remain in the predictive models for Conduct Problems and Hyperactivity, with single-parent family configuration and interactions being predictors of 33.1% and 19.7%, respectively. The results showed that both mild and moderate/severe symptoms of depression are predictors of Total Behavioral Problems and Emotional Symptoms, and positive parenting practices mitigate such impact. The study contributes to guiding preventive and orientation practices aimed at families living with maternal depression and/or single-parent configuration, focusing on the learning of positive parenting practices, which proved to be protective conditions against such adversities.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPLoureiro, Sonia ReginaMartelli, Thaís Morelatto2024-11-08info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17148/tde-18022025-134750/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-12T13:21:49Zoai:teses.usp.br:tde-18022025-134750Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-12T13:21:49Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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