Estudo dos mecanismos imunológicos desencadeados por vacinas de mRNA: tratamento de câncer associado ao HPV-16 em modelo pré-clínico de tumor em sítios primários

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Pelegrin, Guilherme Formoso
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/42/42132/tde-02062025-104819/
Resumo: O câncer associado ao HPV representa um problema de saúde global, com a necessidade urgente de desenvolvimento de terapias mais eficazes e menos invasivas. Vacinas terapêuticas baseadas em mRNA têm se destacado como alternativas promissoras, mas a otimização de sua formulação e a compreensão dos mecanismos imunológicos envolvidos ainda são temas em desenvolvimento. Nesse sentido, este estudo investigou os mecanismos imunológicos desencadeados por duas vacinas de mRNA que codificam a proteína E7 do HPV-16, fusionada com a glicoproteína D do HSV-1, com ou sem modificação nucleosídica, visando elucidar a dinâmica leucocitária e a influência da modificação do mRNA na resposta imune em um modelo de tumor ortotópico intravaginal. Por meio de modelo animais com camundongos C57BL/6, comparamos a resposta imune induzida por duas vacinas: gDE7-UTP (mRNA convencional) e gDE7-m1Ψ (mRNA modificado, com substituição de uridina por 1-metil-pseudouridina). Ambas induziram células T CD8+ específicas para E7 e controlaram o crescimento tumoral nos estágios iniciais, corroborando achados anteriores. A vacina gDE7-UTP, no entanto, provocou uma resposta inflamatória mais intensa, com maior infiltração de monócitos e células NK inflamatórias no baço, especialmente três dias após a imunização. Por outro lado, a vacina gDE7-m1Ψ induziu uma maior frequência de células T CD8+ E7-específicas no baço e no tumor, sugerindo uma resposta imune adaptativa mais direcionada. A eficácia antitumoral de ambas as vacinas foi reduzida em tumores mais avançados. No entanto, a adição de cisplatina ao tratamento resultou em aumento significativo na sobrevida dos animais, especialmente no grupo gDE7-UTP, que alcançou 90% de sobrevida, comparado a 20% no grupo controle. Esses resultados indicam o potencial sinérgico da combinação entre imunoterapia e quimioterapia convencional, sugerindo que a gDE7-UTP pode potencializar a ação da cisplatina. Este estudo ressalta a importância de considerar a natureza do mRNA na formulação de vacinas terapêuticas, bem como o impacto do microambiente tumoral e do estágio da doença na resposta imune. A escolha entre mRNA convencional e modificado dependerá do perfil de resposta desejado e das características do tumor.
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Nesse sentido, este estudo investigou os mecanismos imunológicos desencadeados por duas vacinas de mRNA que codificam a proteína E7 do HPV-16, fusionada com a glicoproteína D do HSV-1, com ou sem modificação nucleosídica, visando elucidar a dinâmica leucocitária e a influência da modificação do mRNA na resposta imune em um modelo de tumor ortotópico intravaginal. Por meio de modelo animais com camundongos C57BL/6, comparamos a resposta imune induzida por duas vacinas: gDE7-UTP (mRNA convencional) e gDE7-m1Ψ (mRNA modificado, com substituição de uridina por 1-metil-pseudouridina). Ambas induziram células T CD8+ específicas para E7 e controlaram o crescimento tumoral nos estágios iniciais, corroborando achados anteriores. A vacina gDE7-UTP, no entanto, provocou uma resposta inflamatória mais intensa, com maior infiltração de monócitos e células NK inflamatórias no baço, especialmente três dias após a imunização. Por outro lado, a vacina gDE7-m1Ψ induziu uma maior frequência de células T CD8+ E7-específicas no baço e no tumor, sugerindo uma resposta imune adaptativa mais direcionada. A eficácia antitumoral de ambas as vacinas foi reduzida em tumores mais avançados. No entanto, a adição de cisplatina ao tratamento resultou em aumento significativo na sobrevida dos animais, especialmente no grupo gDE7-UTP, que alcançou 90% de sobrevida, comparado a 20% no grupo controle. Esses resultados indicam o potencial sinérgico da combinação entre imunoterapia e quimioterapia convencional, sugerindo que a gDE7-UTP pode potencializar a ação da cisplatina. Este estudo ressalta a importância de considerar a natureza do mRNA na formulação de vacinas terapêuticas, bem como o impacto do microambiente tumoral e do estágio da doença na resposta imune. A escolha entre mRNA convencional e modificado dependerá do perfil de resposta desejado e das características do tumor.HPV-associated cancer represents a global health issue, with an urgent need for the development of more effective and less invasive therapies. mRNA-based therapeutic vaccines have emerged as promising alternatives, but the optimization of their formulation and the understanding of the underlying immune mechanisms remain topics of ongoing research. In this context, this study investigated the immune mechanisms triggered by two mRNA vaccines encoding the E7 protein of HPV-16 fused with the glycoprotein D of HSV-1, with or without nucleoside modification, aiming to elucidate the leukocyte dynamics and the influence of mRNA modification on the immune response in an intravaginal orthotopic tumor model. Using a C57BL/6 mouse model, we compared the immune response induced by two vaccines: gDE7-UTP (conventional mRNA) and gDE7-m1Ψ (modified mRNA, with uridine substituted by 1-methyl-pseudouridine). Both vaccines induced E7-specific CD8+ T cells and controlled tumor growth in early stages, corroborating previous findings. However, the gDE7-UTP vaccine triggered a more intense inflammatory response, with greater infiltration of monocytes and inflammatory NK cells in the spleen, particularly three days after immunization. In contrast, the gDE7-m1Ψ vaccine induced a higher frequency of E7-specific CD8+ T cells in both the spleen and the tumor, suggesting a more targeted adaptive immune response. The antitumor efficacy of both vaccines decreased in more advanced tumors. However, the addition of cisplatin to the treatment resulted in a significant increase in animal survival, particularly in the gDE7-UTP group, which achieved 90% survival compared to 20% in the control group. These results indicate the synergistic potential of combining immunotherapy with conventional chemotherapy, suggesting that gDE7-UTP may enhance the action of cisplatin. This study underscores the importance of considering the nature of mRNA in the formulation of therapeutic vaccines, as well as the impact of the tumor microenvironment and disease stage on the immune response. The choice between conventional and modified mRNA will depend on the desired immune response profile and tumor characteristics.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPFerreira, Luis Carlos de SouzaMoreno, Ana Carolina RamosPelegrin, Guilherme Formoso2025-02-10info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/42/42132/tde-02062025-104819/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-06-03T15:39:02Zoai:teses.usp.br:tde-02062025-104819Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-06-03T15:39:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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