Análise de parâmetros biomecânicos da locomoção de atletas amputados transtibiais
| Ano de defesa: | 2005 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/39/39132/tde-21052025-140918/ |
Resumo: | Com a finalidade de analisar as estratégias desenvolvidas por atletas amputados transtibiais unilaterais durante a locomoção, este estudo analisou parâmetros dinâmicos e eletromiográficos durante a marcha e a corrida dessa população. Por meio do sistema GAITWAY, composto por duas plataformas de força montadas abaixo de uma esteira rolante, foi adquirida a componente vertical da Força de Reação do Solo (FRS) e o tempo de apoio, balanço e passada. A aquisição do sinal eletromiográfico dos músculos vasto lateral e bíceps femoral das pernas amputada e não amputada, e tibial anterior e gastrocnêmio lateral da perna não amputada foi realizada por meio do equipamento Bagnoli-8 (DELSYS Inc). As coletas dos dados foram realizadas em quatro diferentes velocidades: auto selecionada (1,2+-0,1 m/s) e rápida (1,6+-0,1 m/s) de marcha; e treino (2,8+-0,3 m/s) e competição (3,2+-0,4 m/s) de corrida. A curva média da FRS, na marcha em ambas as pernas e velocidades, apresentou dois picos. Resultado semelhante foi encontrado na perna não amputada nas duas velocidades de corrida, já a perna amputada durante a corrida apresentou somente um pico de força. Em relação as variáveis calculadas a partir da componente vertical da FRS e o tempo da passada, apoio e balanço, foi analisado o efeito da \"perna\" sobre os resultados por meio do teste ANOVA, com post-hoc de Tukey HSD (p<=0,05). Independente da velocidade a perna amputada apresentou na marcha e na corrida menores valores de: impulso até o intervalo de 75ms, segundo pico da FRS e Taxa de Crescimento 2. (Continua)(Continuação) Na velocidade rápida de marcha, houve a diminuição do choque mecânico na perna amputada, apontado pelos menores valores do primeiro pico da FRS e Taxa de Crescimento 1, já em velocidade auto selecionada o resultado da perna amputada foi semelhante a não amputada. O tempo da passada da perna amputada foi semelhante a não amputada em todas as velocidades de marcha e corrida, já o tempo de balanço sofreu efeito da condição analisada, foi menor na perna amputada na marcha e, maior na corrida. Ainda, na corrida o tempo de apoio em ambas as velocidades, foi maior na perna amputada. Em relação à ação muscular, houve aumento do número e da duração dos pulsos dos músculos analisados. Por meio dos resultados da amostra estudada pode-se concluir que as estratégias desenvolvidas por atletas amputados transtibiais associam o crescimento da componente vertical da FRS à velocidade do movimento e a fase de apoio. Além disso, a hiperatividade dos músculos vasto lateral, bíceps femoral, tibial anterior e gastrocnêmio lateral apontam para necessidade do aumento da rigidez ao redor das articulações em função da assimetria estrutural gerada pela amputação |
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Análise de parâmetros biomecânicos da locomoção de atletas amputados transtibiaisBiomechanics analysis of locomotion in transbitial amputee athletesAmputaçãoAmputeeBiomecânicaBiomechanicsCorridaElectromyographyEletromiografiaForça de reação do soloGaitGround reaction forceMarchaRunCom a finalidade de analisar as estratégias desenvolvidas por atletas amputados transtibiais unilaterais durante a locomoção, este estudo analisou parâmetros dinâmicos e eletromiográficos durante a marcha e a corrida dessa população. Por meio do sistema GAITWAY, composto por duas plataformas de força montadas abaixo de uma esteira rolante, foi adquirida a componente vertical da Força de Reação do Solo (FRS) e o tempo de apoio, balanço e passada. A aquisição do sinal eletromiográfico dos músculos vasto lateral e bíceps femoral das pernas amputada e não amputada, e tibial anterior e gastrocnêmio lateral da perna não amputada foi realizada por meio do equipamento Bagnoli-8 (DELSYS Inc). As coletas dos dados foram realizadas em quatro diferentes velocidades: auto selecionada (1,2+-0,1 m/s) e rápida (1,6+-0,1 m/s) de marcha; e treino (2,8+-0,3 m/s) e competição (3,2+-0,4 m/s) de corrida. A curva média da FRS, na marcha em ambas as pernas e velocidades, apresentou dois picos. Resultado semelhante foi encontrado na perna não amputada nas duas velocidades de corrida, já a perna amputada durante a corrida apresentou somente um pico de força. Em relação as variáveis calculadas a partir da componente vertical da FRS e o tempo da passada, apoio e balanço, foi analisado o efeito da \"perna\" sobre os resultados por meio do teste ANOVA, com post-hoc de Tukey HSD (p<=0,05). Independente da velocidade a perna amputada apresentou na marcha e na corrida menores valores de: impulso até o intervalo de 75ms, segundo pico da FRS e Taxa de Crescimento 2. (Continua)(Continuação) Na velocidade rápida de marcha, houve a diminuição do choque mecânico na perna amputada, apontado pelos menores valores do primeiro pico da FRS e Taxa de Crescimento 1, já em velocidade auto selecionada o resultado da perna amputada foi semelhante a não amputada. O tempo da passada da perna amputada foi semelhante a não amputada em todas as velocidades de marcha e corrida, já o tempo de balanço sofreu efeito da condição analisada, foi menor na perna amputada na marcha e, maior na corrida. Ainda, na corrida o tempo de apoio em ambas as velocidades, foi maior na perna amputada. Em relação à ação muscular, houve aumento do número e da duração dos pulsos dos músculos analisados. Por meio dos resultados da amostra estudada pode-se concluir que as estratégias desenvolvidas por atletas amputados transtibiais associam o crescimento da componente vertical da FRS à velocidade do movimento e a fase de apoio. Além disso, a hiperatividade dos músculos vasto lateral, bíceps femoral, tibial anterior e gastrocnêmio lateral apontam para necessidade do aumento da rigidez ao redor das articulações em função da assimetria estrutural gerada pela amputaçãoWith the purpose of analyzing the strategies developed by trantibial amputee ayhletes during locomotion, this study analyzed dynamic and electromyographical parameters during gait and running of this population. By using the Gaitway system, a compound of two force platforms assembled under a treadmill, the vertical component of Ground Reaction Force (GRF), stance time, swing time and step time were obtained. The acquirement of the electromyographical signal of the vastus lateralis and biceps femoris muscles of the amputee leg and of theintact leg, as well as the tibialis anterioris and gastrocnemius laterallis of the intact leg was measured by the Bagnoli-8 (DELSYS Inc) system. The data colelcting were made at four different velocities: self selected (1,2+-0,1 m/s) and fast (1,6+-0,1 m/s) during gait; and training (2,8+-0,3 m/s) and competition (3,2+-0,4 m/s) during runing. The GRF medium curve, during gait, for both legs and velocities showed two peaks. Similar result was found in the intact leg during the two velocities of the running. The amputee leg, however, showed only a peak of force during running. The effect of the \"leg\" on the results was analyzed through the ANOVA test, with post hoc Tukey HSD (p,= 0,05D) in relation to the variables calculated from the vertical component GRF and the step time, stance time, and swing time. Regardless of the velocity, the amputee leg showed during gait and running lower values of impulse until the iterval of 75ms, second peak of GRF and Weight Acceptance 2. During fast velocity of gait there was the decrease of th mechanical impact in the amputee leg showd by the lower values of first GRF peak and Weight Acceptance 1. However, during the self selected velocity the result of the amputee leg was similar to the one of the intact leg. The step time of the amputee leg was similar to the one of the intact leg in all velocities of gait and running, but the swing time was affected by the analyzed condition - it was lower for the amputee leg during gait, and higher during running. Besides, during running the time of support in both velocities was higher for the amputee leg. In relation to the muscular action there was an increase of the number and duration of the pulses of the analyzed muscles. Analyzing the results of the studied sample we may conclude that the strategies developed by transibial amputee athletes associate the growing of the vertical component GRF to the velocity of movement and to the support phase. Furthermore, the hyperactivity of the vastus lateralis muscles, biceps femoris, tibialis anterioris and gastrocnemius laterallis point to the need to incerase the stiffness around the joints as a result of the structural asymmetry generated by the amputationBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSerrão, Julio CercaSoares, Alex Sandra Oliveira de Cerqueira2005-08-24info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/39/39132/tde-21052025-140918/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-05-21T17:59:02Zoai:teses.usp.br:tde-21052025-140918Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-05-21T17:59:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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