Métodos de obtenção da prova transnacional penal : cooperação jurídica internacional e jurisdição extraterritorial.
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Tese |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2135/tde-05082024-150117/ |
Resumo: | A presente tese analisa os dois métodos de obtenção de uma prova penal localizada no exterior: a cooperação jurídica internacional, forma clássica de auxílio jurídico entre Estados; e a jurisdição extraterritorial, forma unilateral em que um Estado obtém prova diretamente no território de outro, com ou sem o seu consentimento. Foca-se em uma análise interdisciplinar, com aspectos de Direito Internacional e de Direito Interno, e multinível, centrada na relação entre Estados e entre indivíduos afetados pela obtenção da prova transnacional penal. A Parte I expõe o panorama de insegurança sobre as formas de se obter uma prova no exterior gerado pela coexistência dos dois métodos e multiplicidade de suas fontes normativas. A seguir, centra-se nos dois métodos, expondo criticamente suas deficiências e os riscos que geram aos direitos dos indivíduos afetados pela prova transnacional. A Parte II foca no procedimento da cooperação jurídica internacional em casos envolvendo o Brasil, em especial os pedidos para obtenção de provas, as modalidades cooperacionais que os veiculam, os canais para a sua transmissão entre Estados, a lei aplicável ao ato de obtenção da prova e as hipóteses de recusa em cooperar. A Parte III sistematiza as espécies de exercício de jurisdição extraterritorial para obtenção de provas, dividindo-as em: com ou sem ingresso efetivo no território de outro Estado; consensual, subdividida em clássica ou anômala, ou não consensual, subdividida em direta ou indireta, esta com outra subdivisão em de cumprimento voluntário ou coercitivo por particular. Os dilemas gerados pela expansão da jurisdição extraterritorial também são analisados, em especial a possibilidade de obtenção remota de provas, a privatização da cooperação jurídica internacional e a multiterritorialidade e aterritorialidade das provas digitais, que causam uma competição selvagem entre a jurisdição extraterritorial e a cooperação jurídica internacional. A Parte IV propõe um modelo de coordenação dos métodos, capaz de garantir eficiência na obtenção de provas e respeito aos direitos dos Estados e indivíduos afetados, baseado em três pilares: direitos e parâmetros incidentes na obtenção da prova transnacional; correções nos elementos do procedimento cooperacional; delimitação das hipóteses permitidas e vedadas de exercício de jurisdição extraterritorial probatória; e controle judicial incidente na obtenção da prova transnacional, realizado por tribunais internacionais e nacionais. Ao final, defende-se que a cooperação jurídica internacional seja o método preferencial e a jurisdição extraterritorial um método excepcional, subsidiário ou alternativo, cabível em determinados casos. |
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Métodos de obtenção da prova transnacional penal : cooperação jurídica internacional e jurisdição extraterritorial..Cooperação jurídica internacionalCriminal ProcedureDireito InternacionalEvidence gathering abroadExtraterritorial jurisdictionInternational LawInternational legal cooperationJurisdição extraterritorialObtenção de prova no exteriorProcesso PenalA presente tese analisa os dois métodos de obtenção de uma prova penal localizada no exterior: a cooperação jurídica internacional, forma clássica de auxílio jurídico entre Estados; e a jurisdição extraterritorial, forma unilateral em que um Estado obtém prova diretamente no território de outro, com ou sem o seu consentimento. Foca-se em uma análise interdisciplinar, com aspectos de Direito Internacional e de Direito Interno, e multinível, centrada na relação entre Estados e entre indivíduos afetados pela obtenção da prova transnacional penal. A Parte I expõe o panorama de insegurança sobre as formas de se obter uma prova no exterior gerado pela coexistência dos dois métodos e multiplicidade de suas fontes normativas. A seguir, centra-se nos dois métodos, expondo criticamente suas deficiências e os riscos que geram aos direitos dos indivíduos afetados pela prova transnacional. A Parte II foca no procedimento da cooperação jurídica internacional em casos envolvendo o Brasil, em especial os pedidos para obtenção de provas, as modalidades cooperacionais que os veiculam, os canais para a sua transmissão entre Estados, a lei aplicável ao ato de obtenção da prova e as hipóteses de recusa em cooperar. A Parte III sistematiza as espécies de exercício de jurisdição extraterritorial para obtenção de provas, dividindo-as em: com ou sem ingresso efetivo no território de outro Estado; consensual, subdividida em clássica ou anômala, ou não consensual, subdividida em direta ou indireta, esta com outra subdivisão em de cumprimento voluntário ou coercitivo por particular. Os dilemas gerados pela expansão da jurisdição extraterritorial também são analisados, em especial a possibilidade de obtenção remota de provas, a privatização da cooperação jurídica internacional e a multiterritorialidade e aterritorialidade das provas digitais, que causam uma competição selvagem entre a jurisdição extraterritorial e a cooperação jurídica internacional. A Parte IV propõe um modelo de coordenação dos métodos, capaz de garantir eficiência na obtenção de provas e respeito aos direitos dos Estados e indivíduos afetados, baseado em três pilares: direitos e parâmetros incidentes na obtenção da prova transnacional; correções nos elementos do procedimento cooperacional; delimitação das hipóteses permitidas e vedadas de exercício de jurisdição extraterritorial probatória; e controle judicial incidente na obtenção da prova transnacional, realizado por tribunais internacionais e nacionais. Ao final, defende-se que a cooperação jurídica internacional seja o método preferencial e a jurisdição extraterritorial um método excepcional, subsidiário ou alternativo, cabível em determinados casos.This thesis analyzes the two methods of criminal evidence gathering abroad: judicial cooperation, a classic form of legal assistance between States; and extraterritorial jurisdiction, a unilateral form of evidence gathering, where a State acts directly in the territory of another State, with or without its consent. The proposed analysis is both interdisciplinary, with aspects of International Law and Brazilian Law, and multilevel, focused on the relationship between States and between individuals affected by the transnational evidence gathering. Part I exposes the uncertainties about obtaining evidence abroad caused by the coexistence of the two methods and the multiplicity of their normative sources. Next, it focuses on both methods, critically exposing their deficiencies and the risks of a breach of individuals rights. Part II focuses on the procedure for judicial cooperation in cases involving Brazil, in particular requests to obtain evidence, modalities of assistance, channels for transmission of the requests between States, the applicable law to the act of obtaining evidence and the grounds for refusal to cooperate. Part III systematizes the types of extraterritorial jurisdiction to obtain evidence, dividing them into: with or without effective entry into the territory of another State; with consent of the other State, subdivided into classic or anomalous, or without such consent, subdivided into direct or indirect, the latter with another subdivision into voluntary or coercive compliance by an individual. The dilemmas generated by the expansion of extraterritorial jurisdiction are also analyzed, especially the possibility of remotely obtaining evidence, the privatization of international legal cooperation and the multiterritoriality and aterritoriality of digital evidence, which cause a wild competition between extraterritorial jurisdiction and international legal cooperation. Part IV proposes a model for coordinating the two methods that is capable of securing efficiency in the evidence gathering as well as respecting the rights of States and individuals. The model is based on three pillars: rights and parameters of the transnational evidence gathering; corrections to international judicial cooperation procedure; delimitation of permitted and prohibited types of extraterritorial jurisdiction; and judicial control in the transnational evidence gathering, carried out by international and national courts. In the end, it is argued that international legal cooperation is the preferential method and extraterritorial jurisdiction is an exceptional, subsidiary, or alternative method, applicable only in certain cases.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPNinomiya, MasatoTorres, Paula Ritzmann2024-03-25info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2135/tde-05082024-150117/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-12T17:56:53Zoai:teses.usp.br:tde-05082024-150117Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-12T17:56:53Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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