Entre rios, raízes e ruas: cosmopolíticas do Rio Saracura

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Aneas, Augusto Cesar de Vasconcellos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16139/tde-06022025-093137/
Resumo: A pesquisa observa o apagamento dos rios de São Paulo através de uma dupla fratura colonial, a ecológica e a racial, que também fundamenta o seu modelo de cidade e o seu imaginário urbano hegemônico, focalizando no Rio Saracura, no bairro do Bixiga. As nascentes e áreas verdes remanescentes desse rio, canalizado e oculto, continuam em ameaça pelo planejamento urbano do Estado em aliança com o mercado imobiliário. Tal aliança atua na expulsão das comunidades locais visando à rentabilização financeira desse território. O Rio Saracura carrega memórias indígenas e quilombolas que convida a revisitar as suas cosmopolíticas, encontrando também suas ressonâncias contemporâneas nas discussões dos rios como sujeito de direitos e da biointeração quilombola contra o racismo ambiental. Percorreu-se a resistência comunitária através de mobilizações e ativismos, como as ações do coletivo Salve Saracura e do coletivo Saracura Vai-Vai, que buscam preservar o rio, a permanência das suas comunidades e a sua memória negra. A pesquisa reflete também sobre a florestania, um conceito ampliado da cidadania, e como as práticas culturais e espirituais, como rituais e magias, tornam-se formas de resistência e luta pela reconexão das comunidades com esse território. Essas mobilizações propõem uma nova relação entre a natureza e a cidade, ressignificando o território do Rio Saracura. Podem as mobilizações comunitárias em torno desse rio, em aliança com as cosmopolíticas indígenas e quilombolas, colaborar para a descolonização do imaginário urbano?
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