Estudo da resistência à fratura do aço ferramenta para trabalho a frio AISI D2.
| Ano de defesa: | 2004 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3133/tde-15082024-104115/ |
Resumo: | Neste trabalho a resistência à fratura do aço AISI D2 foi avaliada em função de diferentes barras redondas, direções e condições de tratamento térmico de têmpera e revenimento. Para isto foram utilizados ensaios de impacto, de flexão em 4 pontos em corpos de prova cilíndricos (ambos sem entalhe) e tenacidade à fratura pela metodologia Chevron Notch. Verificou-se que a distribuição e o tamanho dos carbonetos eutéticos M7C3 tem influência sobre a resistência à fratura para as diferentes solicitações empregadas e que estes aços apresentam forte anisotropia decorrente do alinhamento de carbonetos na direção de laminação. Os tratamentos térmicos analisados mostraram resultados diferentes nas condições de ensaio estudadas. Sob solicitação de impacto e em tenacidade à fratura em corpos de prova Chevron, o tratamento térmico com têmpera de 1000°C e revenimentos a 220°C (T1) mostrou-se mais eficiente que o tratamento realizado com têmpera de 1080°C e revenimentos a 540°C (T2), este fato está relacionado aos níveis reduzidos de austenita retida após o revenimento (em T2 houve uma redução de 15% para 3,9% em massa). O efeito de endurecimento secundário e a precipitação de carbonetos de elementos de liga também colaboram para os menores valores verificados em T2. Sob solicitação de flexão não foram observadas diferenças entre os dois ciclos. Neste caso a presença da austenita retida não atua ou é insuficiente para agir beneficamente emsolicitações de baixa velocidade de carregamento. Em ensaios de flexão utilizando temperaturas de austenitização de: 1020, 1040, 1060 e 1080°C (30min./óleo) com temperatura de revenimento de 540°C (2x2h/ar) verificou-se que o efeito deletério do endurecimento secundário é maior quanto maior a temperatura de austenitização e máximo para 1080°C, não apenas pela máxima dureza de pico, mas pelo deslocamento da temperatura de pico para 525°C, mais próxima da utilizada neste trabalho, de 540°C. ) Nestas condições, 1060 e 1080°C, o aumento da fração de austenita retida não é suficiente para melhorar a resistência à fratura. Portanto, a temperatura de 1040°C reflete a melhor combinação entre os efeitos considerados, ou, possivelmente, a fração de austenita retida é suficiente para compensar, de forma benéfica, os efeitos deletérios do endurecimento secundário, o que não ocorre para a austenitização a 1020°C. Estas temperaturas de austenitização se encontram no intervalo de maior incremento na fração de austenita retida, Figura 4.9. No ensaio de tenacidade à fratura em corpos de prova Chevron, a direção LR (longitudinal/radial) no tratamento T1 apresenta maior tenacidade quando comparada a direção RL (radial/longitudinal) com o mesmo tratamento térmico, já para o tratamento T2 não se observam diferenças significativas de tenacidade entre as direções. Verifica-se também neste ensaio uma tendência de aumento de tenacidade com o aumentodo diâmetro da barra do material. No ensaio de impacto a direção LR apresenta resultados sempre superiores à RL, independentemente do tratamento térmico empregado. No ensaio de flexão os resultados para a direção LR também são superiores à RL. Nesta condição de solicitação mais lenta, o peso da distribuição de carbonetos é menos intensa e a anisotropia é menor do que a obtida sob impacto. |
| id |
USP_185067f159bdf5aca41d1acce0ba5eed |
|---|---|
| oai_identifier_str |
oai:teses.usp.br:tde-15082024-104115 |
| network_acronym_str |
USP |
| network_name_str |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| repository_id_str |
|
| spelling |
Estudo da resistência à fratura do aço ferramenta para trabalho a frio AISI D2.Untitled in englishAço ferramentaEnsaios mecânicosFracture mechanicsMecânica da fraturaMechanical testsResistência dos materiaisStrength of materialsTool steelNeste trabalho a resistência à fratura do aço AISI D2 foi avaliada em função de diferentes barras redondas, direções e condições de tratamento térmico de têmpera e revenimento. Para isto foram utilizados ensaios de impacto, de flexão em 4 pontos em corpos de prova cilíndricos (ambos sem entalhe) e tenacidade à fratura pela metodologia Chevron Notch. Verificou-se que a distribuição e o tamanho dos carbonetos eutéticos M7C3 tem influência sobre a resistência à fratura para as diferentes solicitações empregadas e que estes aços apresentam forte anisotropia decorrente do alinhamento de carbonetos na direção de laminação. Os tratamentos térmicos analisados mostraram resultados diferentes nas condições de ensaio estudadas. Sob solicitação de impacto e em tenacidade à fratura em corpos de prova Chevron, o tratamento térmico com têmpera de 1000°C e revenimentos a 220°C (T1) mostrou-se mais eficiente que o tratamento realizado com têmpera de 1080°C e revenimentos a 540°C (T2), este fato está relacionado aos níveis reduzidos de austenita retida após o revenimento (em T2 houve uma redução de 15% para 3,9% em massa). O efeito de endurecimento secundário e a precipitação de carbonetos de elementos de liga também colaboram para os menores valores verificados em T2. Sob solicitação de flexão não foram observadas diferenças entre os dois ciclos. Neste caso a presença da austenita retida não atua ou é insuficiente para agir beneficamente emsolicitações de baixa velocidade de carregamento. Em ensaios de flexão utilizando temperaturas de austenitização de: 1020, 1040, 1060 e 1080°C (30min./óleo) com temperatura de revenimento de 540°C (2x2h/ar) verificou-se que o efeito deletério do endurecimento secundário é maior quanto maior a temperatura de austenitização e máximo para 1080°C, não apenas pela máxima dureza de pico, mas pelo deslocamento da temperatura de pico para 525°C, mais próxima da utilizada neste trabalho, de 540°C. ) Nestas condições, 1060 e 1080°C, o aumento da fração de austenita retida não é suficiente para melhorar a resistência à fratura. Portanto, a temperatura de 1040°C reflete a melhor combinação entre os efeitos considerados, ou, possivelmente, a fração de austenita retida é suficiente para compensar, de forma benéfica, os efeitos deletérios do endurecimento secundário, o que não ocorre para a austenitização a 1020°C. Estas temperaturas de austenitização se encontram no intervalo de maior incremento na fração de austenita retida, Figura 4.9. No ensaio de tenacidade à fratura em corpos de prova Chevron, a direção LR (longitudinal/radial) no tratamento T1 apresenta maior tenacidade quando comparada a direção RL (radial/longitudinal) com o mesmo tratamento térmico, já para o tratamento T2 não se observam diferenças significativas de tenacidade entre as direções. Verifica-se também neste ensaio uma tendência de aumento de tenacidade com o aumentodo diâmetro da barra do material. No ensaio de impacto a direção LR apresenta resultados sempre superiores à RL, independentemente do tratamento térmico empregado. No ensaio de flexão os resultados para a direção LR também são superiores à RL. Nesta condição de solicitação mais lenta, o peso da distribuição de carbonetos é menos intensa e a anisotropia é menor do que a obtida sob impacto.In this work the fracture resistance was evaluated by testing bars with different: diameters, directions, hardening and tempering treatments. Impact four point bending tests were used in round test specimen (both unnotched) and fracture toughness by the method Chevron Notch. It was verified that the distribution and M7C3 eutectic carbide size has effect on fracture resistance for the different methods used and these steels showed hard anisotropy, which depends on the principal directions of mechanical working. The treatments practice showed different results in the test studied. Under impact and fracture toughness in test specimens, the heat treatment with hardening at 1000°C and tempering at 220°C (T1) exhibits more efficient than the hardening at 1080°C and tempering at 540°C (T2) . These results were related to the retained austenite content after hardening (In T2 decreases 15% to 3,9%). The secondary hardening effect and carbide precipitation of the alloying elements result of the increase in T2. Under bending no advantages was verified. In this case, retained austenite didn\'t act or was insufficiently positive. In the bending test using austenization temperatures at: 1020, 1040, 1060 and 1080°C (30 min./oil) with tempered at 540°C (2 x 2h/air). The results showed that the maximum value for the bending strength was obtained after austenitization at 1040°C. The lower toughness values found for 1020, 1060 and 1080°C were discussed in termsof the retained austenite content and secondary hardening effect. The fracture toughness results for Chevron Notch direction L/R (longitudinal/radial) in the test T1 showed increase toughness when compared to direction R/L (radial/longitudinal) with the same thermal treatment in T2 no advantages was verified in toughness and directions. ) The results showed that the toughness decreases with the increase of the bar diameter. The impact test showed better results to the fracture resistance treatment independently. The bending test showed better results in the L/R direction too.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPGoldenstein, HelioMendanha, Adriano2004-08-23info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3133/tde-15082024-104115/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2024-08-15T18:34:03Zoai:teses.usp.br:tde-15082024-104115Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212024-08-15T18:34:03Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
| dc.title.none.fl_str_mv |
Estudo da resistência à fratura do aço ferramenta para trabalho a frio AISI D2. Untitled in english |
| title |
Estudo da resistência à fratura do aço ferramenta para trabalho a frio AISI D2. |
| spellingShingle |
Estudo da resistência à fratura do aço ferramenta para trabalho a frio AISI D2. Mendanha, Adriano Aço ferramenta Ensaios mecânicos Fracture mechanics Mecânica da fratura Mechanical tests Resistência dos materiais Strength of materials Tool steel |
| title_short |
Estudo da resistência à fratura do aço ferramenta para trabalho a frio AISI D2. |
| title_full |
Estudo da resistência à fratura do aço ferramenta para trabalho a frio AISI D2. |
| title_fullStr |
Estudo da resistência à fratura do aço ferramenta para trabalho a frio AISI D2. |
| title_full_unstemmed |
Estudo da resistência à fratura do aço ferramenta para trabalho a frio AISI D2. |
| title_sort |
Estudo da resistência à fratura do aço ferramenta para trabalho a frio AISI D2. |
| author |
Mendanha, Adriano |
| author_facet |
Mendanha, Adriano |
| author_role |
author |
| dc.contributor.none.fl_str_mv |
Goldenstein, Helio |
| dc.contributor.author.fl_str_mv |
Mendanha, Adriano |
| dc.subject.por.fl_str_mv |
Aço ferramenta Ensaios mecânicos Fracture mechanics Mecânica da fratura Mechanical tests Resistência dos materiais Strength of materials Tool steel |
| topic |
Aço ferramenta Ensaios mecânicos Fracture mechanics Mecânica da fratura Mechanical tests Resistência dos materiais Strength of materials Tool steel |
| description |
Neste trabalho a resistência à fratura do aço AISI D2 foi avaliada em função de diferentes barras redondas, direções e condições de tratamento térmico de têmpera e revenimento. Para isto foram utilizados ensaios de impacto, de flexão em 4 pontos em corpos de prova cilíndricos (ambos sem entalhe) e tenacidade à fratura pela metodologia Chevron Notch. Verificou-se que a distribuição e o tamanho dos carbonetos eutéticos M7C3 tem influência sobre a resistência à fratura para as diferentes solicitações empregadas e que estes aços apresentam forte anisotropia decorrente do alinhamento de carbonetos na direção de laminação. Os tratamentos térmicos analisados mostraram resultados diferentes nas condições de ensaio estudadas. Sob solicitação de impacto e em tenacidade à fratura em corpos de prova Chevron, o tratamento térmico com têmpera de 1000°C e revenimentos a 220°C (T1) mostrou-se mais eficiente que o tratamento realizado com têmpera de 1080°C e revenimentos a 540°C (T2), este fato está relacionado aos níveis reduzidos de austenita retida após o revenimento (em T2 houve uma redução de 15% para 3,9% em massa). O efeito de endurecimento secundário e a precipitação de carbonetos de elementos de liga também colaboram para os menores valores verificados em T2. Sob solicitação de flexão não foram observadas diferenças entre os dois ciclos. Neste caso a presença da austenita retida não atua ou é insuficiente para agir beneficamente emsolicitações de baixa velocidade de carregamento. Em ensaios de flexão utilizando temperaturas de austenitização de: 1020, 1040, 1060 e 1080°C (30min./óleo) com temperatura de revenimento de 540°C (2x2h/ar) verificou-se que o efeito deletério do endurecimento secundário é maior quanto maior a temperatura de austenitização e máximo para 1080°C, não apenas pela máxima dureza de pico, mas pelo deslocamento da temperatura de pico para 525°C, mais próxima da utilizada neste trabalho, de 540°C. ) Nestas condições, 1060 e 1080°C, o aumento da fração de austenita retida não é suficiente para melhorar a resistência à fratura. Portanto, a temperatura de 1040°C reflete a melhor combinação entre os efeitos considerados, ou, possivelmente, a fração de austenita retida é suficiente para compensar, de forma benéfica, os efeitos deletérios do endurecimento secundário, o que não ocorre para a austenitização a 1020°C. Estas temperaturas de austenitização se encontram no intervalo de maior incremento na fração de austenita retida, Figura 4.9. No ensaio de tenacidade à fratura em corpos de prova Chevron, a direção LR (longitudinal/radial) no tratamento T1 apresenta maior tenacidade quando comparada a direção RL (radial/longitudinal) com o mesmo tratamento térmico, já para o tratamento T2 não se observam diferenças significativas de tenacidade entre as direções. Verifica-se também neste ensaio uma tendência de aumento de tenacidade com o aumentodo diâmetro da barra do material. No ensaio de impacto a direção LR apresenta resultados sempre superiores à RL, independentemente do tratamento térmico empregado. No ensaio de flexão os resultados para a direção LR também são superiores à RL. Nesta condição de solicitação mais lenta, o peso da distribuição de carbonetos é menos intensa e a anisotropia é menor do que a obtida sob impacto. |
| publishDate |
2004 |
| dc.date.none.fl_str_mv |
2004-08-23 |
| dc.type.status.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
| dc.type.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/masterThesis |
| format |
masterThesis |
| status_str |
publishedVersion |
| dc.identifier.uri.fl_str_mv |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3133/tde-15082024-104115/ |
| url |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3133/tde-15082024-104115/ |
| dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
| language |
por |
| dc.relation.none.fl_str_mv |
|
| dc.rights.driver.fl_str_mv |
Liberar o conteúdo para acesso público. info:eu-repo/semantics/openAccess |
| rights_invalid_str_mv |
Liberar o conteúdo para acesso público. |
| eu_rights_str_mv |
openAccess |
| dc.format.none.fl_str_mv |
application/pdf |
| dc.coverage.none.fl_str_mv |
|
| dc.publisher.none.fl_str_mv |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP |
| publisher.none.fl_str_mv |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP |
| dc.source.none.fl_str_mv |
reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP instname:Universidade de São Paulo (USP) instacron:USP |
| instname_str |
Universidade de São Paulo (USP) |
| instacron_str |
USP |
| institution |
USP |
| reponame_str |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| collection |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| repository.name.fl_str_mv |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP) |
| repository.mail.fl_str_mv |
virginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.br |
| _version_ |
1865492141986283520 |