Efeito da suplementação de creatina e do treinamento com pesos sobre o desempenho motor, a composição corporal e indicadores de fadiga

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2002
Autor(a) principal: Cyrino, Edilson Serpeloni
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/39/39132/tde-17012025-101133/
Resumo: O objetivo do presente estudo foi analisar os possíveis efeitos da suplementação de creatina e do treinamento com pesos sobre os componentes da composição corporal, o desempenho motor e indicadores de fadiga. Cinquenta e seis indivíduos saudáveis, do sexo masculino, após serem acompanhados por 19 semanas, foram divididos em quatro grupos, dos quais dois foram submetidos à prática regular de treinamento com pesos por oito semanas (duas programações, quatro sessões semanais, nove exercícios/sessão, quatro séries de 6-12 RM), associada à suplementação de creatina (CRT, n = 14, idade = 22,4 + OU - 2,8 anos) ou placebo (PLT, n = 14, idade = 23,2 + OU - 2,3 anos). O restante dos sujeitos compôs o grupo controle que se manteve sem qualquer envolvimento com programas regulares de exercícios físicos, contudo, consumindo creatina (CRC, n = 14, idade = 23,9 + OU - 2,5 anos) ou placebo (pLC, n = 14, idade = 24,1 + OU - 3,0 anos). A suplementação de creatina ou placebo (maltodextrina) foi consumida em quatro doses de 5 g/dia durante os cinco primeiros dias (20 g/dia). A partir daí, uma única dose de 3 g/dia foi ingerida nos 51 dias subsequentes. A composição corporal foi determinada por absortometria radiológica de dupla energia (DEXA), com a água corporal total (ACT) sendo estimada por bioimpedância. O teste de uma repetição máxima (l-RM) foi aplicado como indicador de força muscular em três exercícios (supino em banco horizontal, agachamento e rosca direta de bíceps). (Continua)(Continuação) A resistência muscular foi avaliada por meio do número máximo de repetições executadas até a exaustão voluntária durante quatro séries a 80% de l-RM, nos três exercícios. ANOVA e ANCOVA para medidas repetidas, seguidas pelo teste post hoc de Scheffé, quando P < 0,05, foram utilizadas para o tratamento dos dados. Aumentos significantes foram encontrados na massa livre de gordura (CRT = +2,9 kg; CRC = +2,3 kg e PLT = + 1,3 kg), na força muscular absoluta (CRT = +8%; CRC = +5,2% e PLT = +6,5%) e no volume total (carga X repetições) levantado (CRT = +22,7%). O incremento na água corporal total foi associado significativamente com o aumento da massa livre de gordura somente no grupo CRC (i = 0,78). Os resultados indicam que a suplementação de creatina, associada ao treinamento com pesos, pode melhorar os ganhos de força, resistência e massa muscular. Além disso, a baixa correlação encontrada entre o aumento da massa livre de gordura e de ACT (i = 0,20) no grupo CRT fortalece os indícios de que a suplementação de creatina pode estimular o aumento da síntese de proteína miofibrilar em indivíduos fisicamente ativos
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Cinquenta e seis indivíduos saudáveis, do sexo masculino, após serem acompanhados por 19 semanas, foram divididos em quatro grupos, dos quais dois foram submetidos à prática regular de treinamento com pesos por oito semanas (duas programações, quatro sessões semanais, nove exercícios/sessão, quatro séries de 6-12 RM), associada à suplementação de creatina (CRT, n = 14, idade = 22,4 + OU - 2,8 anos) ou placebo (PLT, n = 14, idade = 23,2 + OU - 2,3 anos). O restante dos sujeitos compôs o grupo controle que se manteve sem qualquer envolvimento com programas regulares de exercícios físicos, contudo, consumindo creatina (CRC, n = 14, idade = 23,9 + OU - 2,5 anos) ou placebo (pLC, n = 14, idade = 24,1 + OU - 3,0 anos). A suplementação de creatina ou placebo (maltodextrina) foi consumida em quatro doses de 5 g/dia durante os cinco primeiros dias (20 g/dia). A partir daí, uma única dose de 3 g/dia foi ingerida nos 51 dias subsequentes. A composição corporal foi determinada por absortometria radiológica de dupla energia (DEXA), com a água corporal total (ACT) sendo estimada por bioimpedância. O teste de uma repetição máxima (l-RM) foi aplicado como indicador de força muscular em três exercícios (supino em banco horizontal, agachamento e rosca direta de bíceps). (Continua)(Continuação) A resistência muscular foi avaliada por meio do número máximo de repetições executadas até a exaustão voluntária durante quatro séries a 80% de l-RM, nos três exercícios. ANOVA e ANCOVA para medidas repetidas, seguidas pelo teste post hoc de Scheffé, quando P < 0,05, foram utilizadas para o tratamento dos dados. Aumentos significantes foram encontrados na massa livre de gordura (CRT = +2,9 kg; CRC = +2,3 kg e PLT = + 1,3 kg), na força muscular absoluta (CRT = +8%; CRC = +5,2% e PLT = +6,5%) e no volume total (carga X repetições) levantado (CRT = +22,7%). O incremento na água corporal total foi associado significativamente com o aumento da massa livre de gordura somente no grupo CRC (i = 0,78). Os resultados indicam que a suplementação de creatina, associada ao treinamento com pesos, pode melhorar os ganhos de força, resistência e massa muscular. Além disso, a baixa correlação encontrada entre o aumento da massa livre de gordura e de ACT (i = 0,20) no grupo CRT fortalece os indícios de que a suplementação de creatina pode estimular o aumento da síntese de proteína miofibrilar em indivíduos fisicamente ativosThe objective of this study was to analyze the possible effects of creatine supplementation and weight training on the componentes of body composition, motor performance, and indicators of fatigue. Fifty-six healthy male individuals, after being accompanied for 19 weeks, were divided into four groups, two of these groups were submitted to regular weight training for eight weeks (two programs, four sessions/week, nine exercises/session, four sets of 6-12 RM), associated to creatine supplementation. The creatine supplementation or placebo (maltodextrin) was consumed in four 5 g/day doses during the first five days (20 g/day). The creatine supplementation or placebo (maltodextrin) was consumed in four 5 g/day doses during the first five days (20 g/day). Therefore, a single 3 g/day dose was ingested in the following 51 days. Body composition was determinate by dual-energy x-ray absorptiometer (DEXA), and the total body water (TBW) estimated by bioelectrical impedance. The 1-RM test was applied as strength indicator in three exercises (bench press, squat, and arm curl). Muscular endurance was evaluated by the maximal number of repetitions performed up to volunteer exhaustion during four sets at 80% of 1-RM in the three exercises. ANOVA and ANCOVA with repeated measures, followed by the post hoc Scheffé test, when P<0.05, were used for data treatment. Significant increases were found in fat-free mass (CRT = +2.9 kg; CRC = +2.3 kg and PLT = +1.3 kg), absolute strength (CRT = +8%; CRC = +5.2% and PLT = +6.5%), and total lifted volume (load x repetitions) (CRT = +22.7%). The increment in total body water was significantly associated with the increase in fat-free mass just in the CRC group (r2 = 0.78). The results indicate that creatine supplementation associated with weight training may improve strength, muscular endurance, and muscle mass. Besides, the low correlation found between the increase in fat-free mass and ACT (r2 = 0.20) in the CRT group empowers the indications that creatine supplementation may stimulate the increase of myofibrillar protein synthesis in physically active individualsBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPZucas, Sergio MiguelCyrino, Edilson Serpeloni2002-12-09info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/39/39132/tde-17012025-101133/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-01-17T14:15:03Zoai:teses.usp.br:tde-17012025-101133Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-01-17T14:15:03Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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