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Comportamento Territorial e Reprodutivo de Uma Nova Espécie de Hylodes (Amphibia, Anura, Leptodactylidae) da Mata Atlântica do Sudeste do Brasil.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 1997
Autor(a) principal: Narvaes, Patricia
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41133/tde-22032004-102927/
Resumo: Hylodes sp.n. é um leptodactilídeo de pequeno porte, que vive em pequenos riachos de montanha, na Mata Atlântica do Sudeste do Brasil. Machos e fêmeas se encontram no mesmo hábitat ao longo de todo o ano e a reprodução é do tipo prolongada. Os machos de Hylodes sp.n. apresentam dois tipos de vocalização: o canto de anúncio, que consiste de um trinado prolongado e contínuo, e o canto de encontro, que consiste de uma série de pulsos emitidos em seqüência. Machos e fêmeas são fiéis à sua área domiciliar, permanecendo na mesma área por pelo menos 12 meses. A área domiciliar das fêmeas variou de 0,45 a 7,98 m2 (média = 2,74 + 1,89; N = 24) e de 0,12 a 13,12 m2 para os machos (média = 3,03 + 3,16; N = 44). Os machos são altamente territoriais e se utilizam de uma gama de comportamentos estereotipados para defender seu território e para atrair as fêmeas. Esses comportamentos incluem a intensificação da vocalização e uma série de sinais visuais extremamente elaborados, como por exemplo, a extensão alternada das patas posteriores num ângulo máximo de 45º em relação ao substrato e a movimentação dos dedos das patas posteriores descrevendo uma onda. O contato entre machos e fêmeas visando a reprodução tem início com a entrada da fêmea no território do macho. O macho inicia uma corte para atrair a fêmea, que consiste de vocalizações (canto de encontro e canto de anúncio), sinais visuais e toques na cabeça da fêmea. A fêmea é guiada pelo macho até o ninho, que se localiza dentro do seu território e é previamente escolhido por ele. O amplexo, se houver, ocorre embaixo d’água, dentro do ninho. A fêmea deixa o ninho logo após a desova e retorna à sua área domiciliar; o macho permanece nas proximidades vocalizando e mergulhando algumas vezes no local. As desovas têm, em média, 46 ovos (N = 13).
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