Circulação e caracterização de Trypanosoma cruzi isolados de mamíferos silvestres capturados no Estado de São Paulo, Brasil
| Ano de defesa: | 2000 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6132/tde-01042020-121733/ |
Resumo: | A circulação de Trypanosoma cruzi foi estudada em animais silvestres, capturados em duas regiões do Estado de São Paulo com características ecológicas e epidemiológicas distintas, tendo como parâmetro áreas com ou sem domiciliação de triatomíneos. As áreas estudadas compreenderam a região do Planalto Ocidental Paulista, município de Araraquara, antiga área endêmica e regiões do Vale do Ribeira e Litoral Norte, municípios de Eldorado, Iguape e Ilhabela, consideradas áreas indenes. Dos 198 animais capturados, foram isoladas 16 amostras de tripanossomos de 11 hospedeiros mamíferos, sendo 1 Didelphis albiventris, 5 D. marsupialis, 2 Proechimys iheringi e 3 Philander opossum. Das 16 amostras, 9 foram isoladas de xenocultura, 4 de hemocultura e 3 de cultura do aspirado de fígado e baço. Em um marsupial (D. marsupialis) foram isolados flagelados pelos três métodos, em outros marsup1ais (1D. albiventris e 2 P. opossum) os parasitas foram isolados por duas e em sete animais (5 marsupiais e 2 roedores) por um único procedimento. Os critérios morfobiológicos permitiram classificar os 16 isolados como T. cruzi. Todas as amostras mostraram-se de baixa virulência para ratos e camundongos. Foi possível através da utilização dessas 3 técnicas, selecionar diferentes populações de T. cruzi de um mesmo hospedeiro. A amplificação do minicírculo de kDNA dos isolados, pela técnica de PCR, com os \"primers\" P35/36 confirmaram o diagnóstico de T. cruzi. A caracterização molecular dos isolados foi baseada na amplificação, pela técnica de PCR, de um segmento da região intergênica do gene de miniexon, que define dois grupos genéticos maiores, T. cruzi I e T. cruzi II. Das 9 amostras isoladas de Didelphis, 7 foram classificadas como do tipo T. cruzi I e 2 como do tipo T. cruz II. Estes achados confirmam a circulação preferencial da linhagem T. cruz II em marsupiais do gênero Didelphis. Os isolados de Proechimys e Philanders, todos procedentes do município de Ilhabela, não puderam ser definidos pelo marcador molecular do gene de mini-exon. A variabilidade dos isolados foi estudada pela técnica de RAPD. Os padrões dos isolados T. cruzi i foram distintos dos observados nos isolados T. cruzi II. Maiores similaridades foram observadas em isolados pertencentes à mesma espécie de animal reservatório e originário da mesma área geográfica. Estes dados sugerem uma maior homogeneidade das populações de T. cruzi, circulando em uma mesma área geográfica. |
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Circulação e caracterização de Trypanosoma cruzi isolados de mamíferos silvestres capturados no Estado de São Paulo, BrasilTransmission and characterization of Trypanosoma cruzi isolates from sylvatlc mammals captured in the state of São Paulo-BrazilBiological and Molecular CharacterizationsCaracterização Biológica e MolecularMamíferos SilvestresSylvatic MammalsTrypanosoma CruziTrypanosoma cruziA circulação de Trypanosoma cruzi foi estudada em animais silvestres, capturados em duas regiões do Estado de São Paulo com características ecológicas e epidemiológicas distintas, tendo como parâmetro áreas com ou sem domiciliação de triatomíneos. As áreas estudadas compreenderam a região do Planalto Ocidental Paulista, município de Araraquara, antiga área endêmica e regiões do Vale do Ribeira e Litoral Norte, municípios de Eldorado, Iguape e Ilhabela, consideradas áreas indenes. Dos 198 animais capturados, foram isoladas 16 amostras de tripanossomos de 11 hospedeiros mamíferos, sendo 1 Didelphis albiventris, 5 D. marsupialis, 2 Proechimys iheringi e 3 Philander opossum. Das 16 amostras, 9 foram isoladas de xenocultura, 4 de hemocultura e 3 de cultura do aspirado de fígado e baço. Em um marsupial (D. marsupialis) foram isolados flagelados pelos três métodos, em outros marsup1ais (1D. albiventris e 2 P. opossum) os parasitas foram isolados por duas e em sete animais (5 marsupiais e 2 roedores) por um único procedimento. Os critérios morfobiológicos permitiram classificar os 16 isolados como T. cruzi. Todas as amostras mostraram-se de baixa virulência para ratos e camundongos. Foi possível através da utilização dessas 3 técnicas, selecionar diferentes populações de T. cruzi de um mesmo hospedeiro. A amplificação do minicírculo de kDNA dos isolados, pela técnica de PCR, com os \"primers\" P35/36 confirmaram o diagnóstico de T. cruzi. A caracterização molecular dos isolados foi baseada na amplificação, pela técnica de PCR, de um segmento da região intergênica do gene de miniexon, que define dois grupos genéticos maiores, T. cruzi I e T. cruzi II. Das 9 amostras isoladas de Didelphis, 7 foram classificadas como do tipo T. cruzi I e 2 como do tipo T. cruz II. Estes achados confirmam a circulação preferencial da linhagem T. cruz II em marsupiais do gênero Didelphis. Os isolados de Proechimys e Philanders, todos procedentes do município de Ilhabela, não puderam ser definidos pelo marcador molecular do gene de mini-exon. A variabilidade dos isolados foi estudada pela técnica de RAPD. Os padrões dos isolados T. cruzi i foram distintos dos observados nos isolados T. cruzi II. Maiores similaridades foram observadas em isolados pertencentes à mesma espécie de animal reservatório e originário da mesma área geográfica. Estes dados sugerem uma maior homogeneidade das populações de T. cruzi, circulando em uma mesma área geográfica.The circulation of Trypanosoma cruzi among sylvatic animals was studied in two regions of São Paulo State. These regions have distinct ecological and epidemiological features based on human transmission in areas with and without the domestic presence of triatomines. The studied areas were: Planalto Ocidental Paulista region, county of Araraquara an old endemic area and Vale do Ribeira and Litoral regions, counties of Eldorado, Iguape and Ilhabela, considered non-endemic areas. Of the 198 animais examined at total, 16 isolates of trypanosomes were obtained from 11 mammals: 1 Didelphis albiventris, 5 D. marsupialis. 2 Proechimys iheringe and 3 Philander opossum. Nine samples out of 16 isolated by xenoculture, 4 by hemoculture and 3 by culture of liver and spleen puncture. Using these 3 methodologies; it was possible to select different populations of T. cruzi from the same host Using morpho-biological criteria ali 16 isolates were classified as T. cruzi. All of had low virulence to rats and mice. The amplification of kDNA minicircle, by PCR, using P35136 primers, also confirmed the identification of the isolates as T. cruzi. The molecular characterization of isolates was based on the amplification, by PCR, of a mini-exon gene intergenic region segment, that defines two major genetic groups: T. cruzi I and T. cruzi 11. Out of 9 Didelphis isolates strains, 7 were classified as T. cruzi I and two as T. cruzi II. These findings confirm a preferential transmission of the group T. cruzi I in marsupiais of the genus Didelphis. However, the isolates from Proechimys and Philander all of them coming from Ilhabela county, did not react with either of the molecular markers. The variability of the isolates was studied by RAPD. By this method, the patterns of the isolates classified as T. cruzi I were distinct from those T. cruzi II. Great similarity was observed among isolates from the same host species and belonging to the same geographic area. These findings suggest the existence of T. cruzi populations more homogeneous features, circulating in same geographic area.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPBarata, José Maria SoaresPinto, Pedro Luiz Silva2000-11-30info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6132/tde-01042020-121733/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2020-04-01T18:25:02Zoai:teses.usp.br:tde-01042020-121733Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212020-04-01T18:25:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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A circulação de Trypanosoma cruzi foi estudada em animais silvestres, capturados em duas regiões do Estado de São Paulo com características ecológicas e epidemiológicas distintas, tendo como parâmetro áreas com ou sem domiciliação de triatomíneos. As áreas estudadas compreenderam a região do Planalto Ocidental Paulista, município de Araraquara, antiga área endêmica e regiões do Vale do Ribeira e Litoral Norte, municípios de Eldorado, Iguape e Ilhabela, consideradas áreas indenes. Dos 198 animais capturados, foram isoladas 16 amostras de tripanossomos de 11 hospedeiros mamíferos, sendo 1 Didelphis albiventris, 5 D. marsupialis, 2 Proechimys iheringi e 3 Philander opossum. Das 16 amostras, 9 foram isoladas de xenocultura, 4 de hemocultura e 3 de cultura do aspirado de fígado e baço. Em um marsupial (D. marsupialis) foram isolados flagelados pelos três métodos, em outros marsup1ais (1D. albiventris e 2 P. opossum) os parasitas foram isolados por duas e em sete animais (5 marsupiais e 2 roedores) por um único procedimento. Os critérios morfobiológicos permitiram classificar os 16 isolados como T. cruzi. Todas as amostras mostraram-se de baixa virulência para ratos e camundongos. Foi possível através da utilização dessas 3 técnicas, selecionar diferentes populações de T. cruzi de um mesmo hospedeiro. A amplificação do minicírculo de kDNA dos isolados, pela técnica de PCR, com os \"primers\" P35/36 confirmaram o diagnóstico de T. cruzi. A caracterização molecular dos isolados foi baseada na amplificação, pela técnica de PCR, de um segmento da região intergênica do gene de miniexon, que define dois grupos genéticos maiores, T. cruzi I e T. cruzi II. Das 9 amostras isoladas de Didelphis, 7 foram classificadas como do tipo T. cruzi I e 2 como do tipo T. cruz II. Estes achados confirmam a circulação preferencial da linhagem T. cruz II em marsupiais do gênero Didelphis. Os isolados de Proechimys e Philanders, todos procedentes do município de Ilhabela, não puderam ser definidos pelo marcador molecular do gene de mini-exon. A variabilidade dos isolados foi estudada pela técnica de RAPD. Os padrões dos isolados T. cruzi i foram distintos dos observados nos isolados T. cruzi II. Maiores similaridades foram observadas em isolados pertencentes à mesma espécie de animal reservatório e originário da mesma área geográfica. Estes dados sugerem uma maior homogeneidade das populações de T. cruzi, circulando em uma mesma área geográfica. |
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