Avaliação de segurança na gestão pré-deposição de fontes radioativas seladas em desuso (FRSD) 

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Reis, Heloisa de Oliveira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/85/85131/tde-26022025-092516/
Resumo: Durante as últimas décadas ocorreu o desenvolvimento de diversas técnicas de utilização das radiações ionizantes. Algumas empregam fontes radioativas não-seladas enquanto outras utilizam fontes radioativas seladas (FRS) em aplicações industriais, na medicina, na pesquisa, na agricultura e na gestão do meio ambiente. As FRS são formadas por uma pequena massa de um radioisótopo em forma concentrada, que é permanentemente contida em uma cápsula suficientemente resistente às condições de uso, atendendo às especificações para as quais foi projetada e garantindo a estanqueidade até mesmo em circunstâncias de adversidades previsíveis. A maioria dessas fontes tem concentração de atividade elevada, (relação entre a atividade e o volume ocupado pelo material radioativo) e, portanto, são relativamente pequenas em tamanho, aumentando a probabilidade de problemas como perda, extravio (roubo, vandalismo, abandono) e acidentes, em condições de ausência de gestão especializada. Após algum tempo de utilização as FRS tornam-se inaproveitáveis e passam a ser classificadas como fontes radioativas seladas em desuso (FRSD), mas muitas unidades consideradas inapropriadas para as aplicações a que estiveram relacionadas, apresentam níveis significativos de radiação e precisam ser administradas com cautela, visando diminuir quaisquer riscos de exposição acidental e manuseio indevido. Para isso, é necessário recolhê-las aos institutos da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), e gerenciá-las como rejeito radioativo. De acordo com a classificação dos cenários, estabeleceu-se uma ordem crescente de periculosidade da exposição acidental às FRSD de alta atividade (241Am, 137Cs, 226Ra, 192Ir e 90Sr) e de média atividade (241Am, 60Co, 226Ra e 137Cs), com base nas maiores doses efetivas e (ou) doses efetivas comprometidas. A avaliação de segurança da gestão das fontes radioativas seladas em desuso (FRSD) subdivide-se em dois momentos: pré-deposição e pós-deposição. A avaliação pré-deposição corresponde à análise de riscos do conjunto de operações unitárias, que são atividades administrativas e técnicas envolvidas na coleta, segregação, manuseio, tratamento, acondicionamento, transporte, armazenamento e deposição das FRSD. A descrição do processo como uma sequência de operações unitárias permite que se avaliem os riscos envolvidos em cada uma de modo que a segurança do processo possa ser estudada por completo. Em decorrência da existência de riscos aos trabalhadores e ao meio ambiente na gestão das FRSD, é necessário identificar e adotar ações de prevenção de acidentes e mitigação de consequências, sujeitando diligentemente todas as fases do tratamento das FRSD às responsabilidades e obrigações previstas pelo órgão regulador.
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As FRS são formadas por uma pequena massa de um radioisótopo em forma concentrada, que é permanentemente contida em uma cápsula suficientemente resistente às condições de uso, atendendo às especificações para as quais foi projetada e garantindo a estanqueidade até mesmo em circunstâncias de adversidades previsíveis. A maioria dessas fontes tem concentração de atividade elevada, (relação entre a atividade e o volume ocupado pelo material radioativo) e, portanto, são relativamente pequenas em tamanho, aumentando a probabilidade de problemas como perda, extravio (roubo, vandalismo, abandono) e acidentes, em condições de ausência de gestão especializada. Após algum tempo de utilização as FRS tornam-se inaproveitáveis e passam a ser classificadas como fontes radioativas seladas em desuso (FRSD), mas muitas unidades consideradas inapropriadas para as aplicações a que estiveram relacionadas, apresentam níveis significativos de radiação e precisam ser administradas com cautela, visando diminuir quaisquer riscos de exposição acidental e manuseio indevido. Para isso, é necessário recolhê-las aos institutos da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), e gerenciá-las como rejeito radioativo. De acordo com a classificação dos cenários, estabeleceu-se uma ordem crescente de periculosidade da exposição acidental às FRSD de alta atividade (241Am, 137Cs, 226Ra, 192Ir e 90Sr) e de média atividade (241Am, 60Co, 226Ra e 137Cs), com base nas maiores doses efetivas e (ou) doses efetivas comprometidas. A avaliação de segurança da gestão das fontes radioativas seladas em desuso (FRSD) subdivide-se em dois momentos: pré-deposição e pós-deposição. A avaliação pré-deposição corresponde à análise de riscos do conjunto de operações unitárias, que são atividades administrativas e técnicas envolvidas na coleta, segregação, manuseio, tratamento, acondicionamento, transporte, armazenamento e deposição das FRSD. A descrição do processo como uma sequência de operações unitárias permite que se avaliem os riscos envolvidos em cada uma de modo que a segurança do processo possa ser estudada por completo. Em decorrência da existência de riscos aos trabalhadores e ao meio ambiente na gestão das FRSD, é necessário identificar e adotar ações de prevenção de acidentes e mitigação de consequências, sujeitando diligentemente todas as fases do tratamento das FRSD às responsabilidades e obrigações previstas pelo órgão regulador.During the past decades, various techniques for the use of ionizing radiation have been developed. Some employ unsealed radioactive sources while others use sealed radioactive sources (SRS) in industrial applications, medicine, research, agriculture, and environmental management. SRS consist of a small mass of a radioisotope in concentrated form, permanently contained within a capsule that is sufficiently resistant to usage conditions, meeting the specifications for which it was designed, and ensuring containment even under foreseeable adverse circumstances. Most of these sources have a high activity concentration (the ratio between the activity and the volume occupied by the radioactive material) and are therefore relatively small, increasing the likelihood of issues such as loss, misplacement (theft, vandalism, abandonment), and accidents in the absence of specialized management. After some time of use, SRS become unusable and are classified as disused sealed radioactive sources (DSRS), but many units considered unsuitable for their original applications still exhibit significant radiation levels and must be managed with care to minimize any risks of accidental exposure and improper handling. To this end, they must be collected by the institutes of the National Nuclear Energy Commission (CNEN) and managed as radioactive waste. According to the classification of scenarios, an ascending order of hazard associated with accidental exposure to high-activity DSRS (241Am, 137Cs, 226Ra, 192Ir and 90Sr) and medium-activity DSRS (241Am, 60Co, 226Ra and 137Cs) was established, based on the highest effective doses and (or) committed effective doses. The safety assessment of the management of disused sealed radioactive sources (DSRS) is divided into two stages: predisposal and post-disposal. The predisposal assessment corresponds to the risk analysis of the set of unit operations, which are administrative and technical activities involved in the collection, segregation, handling, treatment, conditioning, transport, storage, and disposal of DSRS. Describing the process as a sequence of unit operations allows for the evaluation of the risks involved in each one so that the safety of the process can be studied in its entirety. Due to the existence of risks to workers and the environment in the management of DSRS, it is necessary to identify and adopt accident prevention and consequence mitigation actions, diligently subjecting all phases of DSRS treatment to the responsibilities and obligations established by the regulatory body.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMarumo, Júlio TakehiroReis, Heloisa de Oliveira2024-10-17info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/85/85131/tde-26022025-092516/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-02-27T14:12:02Zoai:teses.usp.br:tde-26022025-092516Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-02-27T14:12:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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