O papel da mídia capixaba na construção do imaginário social do progresso no Espírito Santo (2003-2006)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2010
Autor(a) principal: Mielki, Ana Claudia Silva
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27152/tde-17112010-130443/
Resumo: A partir da análise de 18 matérias veiculadas nos jornais impressos capixabas, a saber, AGazeta e A Tribuna a pesquisa buscou entender como tais jornais operam a construção do imaginário social do progresso no Espírito Santo. A partir do aporte teórico-metodológico da Análise do Discurso, a pesquisa busca encontrar nos textos os indícios que levam a uma formação discursiva, e, por conseguinte, a uma formação ideológica em que o progresso emerge como categoria fundante. Tais indícios, que tecem a trama do imaginário do progresso é o discurso, entendido como materialidade lingüística, lugar em que se articulam sujeito, língua e história. A premissa inicial é a de que o progresso, ainda que não apareça nos jornais como um enunciado concreto, constitui-se enquanto idéia e funda-se como vontade, ganhando assim aderência social. Logo, se por um lado, o progresso aparece como discurso forjado por determinados grupos, por outro, encontra aderência nessa vontade, constituindo-se enquanto imaginário coletivamente apropriado. O imaginário social seria, por seu turno, essa espécie de imagem que a sociedade cria de si. Uma forma de um grupo, uma comunidade, uma sociedade se enxergar; a base na qual cada sociedade elabora a imagem de si mesma e do universo em que vive. Enquanto uma imagem atua, portanto, como uma espécie de representação da realidade. É o espelho no qual se estrutura essa sociedade. Mas esse espelho, no entanto, não funciona com uma imagem refletida e sim com uma representação dessa realidade. A pesquisa conta com uma articulação teórica com o campo da história e também das ciências sociais, em especial, a sociologia das práticas sociais, sendo o conceito de habitus jornalístico um dos aportes teóricos da pesquisa. Articular a discussão acerca do habitus jornalístico, discutir como o jornalismo cria, a partir de sua prática e seu modo de operação, um lugar para si mesmo lugar de quem fala , é também um dos objetivos desta pesquisa. Para isso queremos entender como o jornalismo, ao mesmo tempo em que opera discursos outros, opera o discurso sobre si mesmo, construindo-se como lugar de legitimidade. Para as análises, fora realizada a constituição de um corpus selecionado de forma aleatória das edições do jornal, chegando a um total de 96 edições (48 de cada jornal) distribuídas entre os anos de 2003 e 2006. O período foi escolhido por ser tratar de momento ímpar em relação ao discurso do progresso no estado do Espírito Santo, em parte, pelas mudanças que ocorriam no cenário local, em parte, pelas mudanças que ocorriam no cenário nacional. As matérias ou colunas fazem parte dos cadernos de Economia de ambos os jornais.
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Tais indícios, que tecem a trama do imaginário do progresso é o discurso, entendido como materialidade lingüística, lugar em que se articulam sujeito, língua e história. A premissa inicial é a de que o progresso, ainda que não apareça nos jornais como um enunciado concreto, constitui-se enquanto idéia e funda-se como vontade, ganhando assim aderência social. Logo, se por um lado, o progresso aparece como discurso forjado por determinados grupos, por outro, encontra aderência nessa vontade, constituindo-se enquanto imaginário coletivamente apropriado. O imaginário social seria, por seu turno, essa espécie de imagem que a sociedade cria de si. Uma forma de um grupo, uma comunidade, uma sociedade se enxergar; a base na qual cada sociedade elabora a imagem de si mesma e do universo em que vive. Enquanto uma imagem atua, portanto, como uma espécie de representação da realidade. É o espelho no qual se estrutura essa sociedade. Mas esse espelho, no entanto, não funciona com uma imagem refletida e sim com uma representação dessa realidade. A pesquisa conta com uma articulação teórica com o campo da história e também das ciências sociais, em especial, a sociologia das práticas sociais, sendo o conceito de habitus jornalístico um dos aportes teóricos da pesquisa. Articular a discussão acerca do habitus jornalístico, discutir como o jornalismo cria, a partir de sua prática e seu modo de operação, um lugar para si mesmo lugar de quem fala , é também um dos objetivos desta pesquisa. Para isso queremos entender como o jornalismo, ao mesmo tempo em que opera discursos outros, opera o discurso sobre si mesmo, construindo-se como lugar de legitimidade. Para as análises, fora realizada a constituição de um corpus selecionado de forma aleatória das edições do jornal, chegando a um total de 96 edições (48 de cada jornal) distribuídas entre os anos de 2003 e 2006. O período foi escolhido por ser tratar de momento ímpar em relação ao discurso do progresso no estado do Espírito Santo, em parte, pelas mudanças que ocorriam no cenário local, em parte, pelas mudanças que ocorriam no cenário nacional. As matérias ou colunas fazem parte dos cadernos de Economia de ambos os jornais.From the analysis of 18 articles published in capixaba´s printed newspapers, wich are A Gazeta and A Tribuna, the research intended to understand how these newspapers operate the building of social imaginary of progress in Espírito Santo. With the theoretical and methodological stand of Discourse Analysis, it was possible to find in these texts the evidences that lead to a discursive formation and, consequently, to a ideological formation where progress emerges as a regnant category. These evidences, that weave the plot of progress, are contained in discourse as a linguistic materiality, place where subject, language and history are articulated. The results point that progress, even when does not appear in newspapers as a correct enunciation, constitutes itself as idea and is founded as will, thus gaining social adherence. On this way, if progress appears as a discourse forged by certain groups, on the other hand it finds adherence to this will, constituting an imaginary collectively taken. The social imaginary would be, on its turn, this kind of image that society creates of itself. A formation of a group, a community, a society way of seeing itself; the base on wich each society elaborates an image of itself and the universe where she lives. As an image it acts, therefore, as a kind of reality´s representation. It is the mirror where this society is structured. But this mirror, however, does not work reflecting an image, considering that is also refracts it. The research has a theoretical articulation with history´s extent and also with social sciences, especially sociology of social practices, since the concept of habitus as one of the contributions to this research. Articulating the argument about the journalistic, discussing how journalism creates, from its practice and its operation way, a place for itself - a place that talks was also one of this work´s objectives. To achieve that, the research intended to understand how journalism, at the same time that operates discourses about others, also operates a discourse about itself, constructing its place as a place of legitimacy. To the analysis, was made a constitution of a montage about a sampling selected in a random way over the newspaper editions, in a total of 96 editions (48 of each newspaper) distributed between the years of 2003 and 2006, in wich 18 constitutes the amount of the research. This period was chosen because it shows a special moment related to the discourse of progress in Espírito Santo´s state, somehow, by the changes that occurried in local scene, and also because of the changes in national stage. The articles or columns are part of Economical´s sections in both newspapers.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSoares, Rosana de LimaMielki, Ana Claudia Silva2010-10-20info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27152/tde-17112010-130443/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2016-07-28T16:10:12Zoai:teses.usp.br:tde-17112010-130443Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212016-07-28T16:10:12Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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