Diadococinesia laríngea e qualidade vocal em idosos pós-acidente vascular encefálico

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: Beraldinelle, Roberta
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25143/tde-18012012-111252/
Resumo: As seqüelas envolvidas nos acidentes vasculares encefálicos podem comprometer o funcionamento de diversos mecanismos, inclusive os responsáveis pela fala e voz. Desse modo, torna-se importante compreender a interface entre as manifestações vocais e o controle motor laríngeo em indivíduos idosos acometidos por acidente vascular encefálico (AVE). O objetivo deste estudo é correlacionar os resultados da diadococinesia laríngea com os aspectos perceptivo-auditivos das vozes idosos pós-acidente vascular encefálico. Participaram do estudo 29 idosos (15 homens e 14 mulheres) acometidos por AVE. Foi realizada a análise da Diadococinesia (DDC) laríngea, utilizando o programa Motor Speech Profile Advanced, da KayPentax. Também foi realizada a análise perceptivo-auditiva da voz, com base no Protocolo CAPE-V. Os resultados da DDC laríngea foram correlacionados com os resultados da análise perceptivo-auditiva da voz por meio dos Testes de Correlação de Pearson e de Spearman (p<0,05). Os resultados demonstraram haver correlação entre DDC laríngea e análise perceptivo-auditiva da voz quanto aos parâmetros de velocidade, instabilidade da duração da DDC, bem como instabilidade de intensidade. Desse modo, houve correlações entre: Grau Geral e velocidade da DDC (mP e mT) no grupo total e no grupo feminino; instabilidade da duração da DDC (dpP, cvP e jitP) no grupo total e feminino e instabilidade de intensidade (cvI) no grupo masculino. A rugosidade se correlacionou com: a velocidade (mP/a/) no grupo feminino; instabilidade do período da DDC no grupo total e feminino (dpP, cvP e jitP do /i/), bem como masculino (cvP do /i/); instabilidade de intensidade no grupo masculino (cvI /i/). A soprosidade se correlacionou com a velocidade da DDC no grupo total (mT /a/) e masculino (mP e mT /a/). Houve correlação entre tensão e: velocidade da DDC no grupo feminino (mP/a/) e masculino (mP/i/), instabilidade do período da DDC no grupo total (dpP e cvP do /a/) e instabilidade da intensidade da DDC para os homens (cvI /i/), sendo que no grupo total quanto maior a tensão, menos instável a DDC do /a/. A instabilidade do Cape-V da vogal /a/ se correlacionou com a instabilidade de duração do período (cvP/a/) para os homens e instabilidade da intensidade (cvI /a/) da DDC no grupo total e feminino. A pastosidade foi correlacionada com: velocidade da DDC (mP e mTdo /i/), instabilidade da duração (dpP e jitP do /i/) e instabilidade da intensidade da DDC (cvI /a/), no grupo total e masculino. Os resultados indicam que, quanto maior o grau de desvio vocal, mais lenta e/ou instável é a DDC para 96% das correlações significativas encontradas. Os resultados demonstraram haver correlação entre qualidade vocal e diadococinesia laríngea em homens e mulheres idosas pós Acidente Vascular Encefálico, sendo que o padrão de instabilidade da DDC demonstrou ser distinto de acordo com cada gênero.
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Também foi realizada a análise perceptivo-auditiva da voz, com base no Protocolo CAPE-V. Os resultados da DDC laríngea foram correlacionados com os resultados da análise perceptivo-auditiva da voz por meio dos Testes de Correlação de Pearson e de Spearman (p<0,05). Os resultados demonstraram haver correlação entre DDC laríngea e análise perceptivo-auditiva da voz quanto aos parâmetros de velocidade, instabilidade da duração da DDC, bem como instabilidade de intensidade. Desse modo, houve correlações entre: Grau Geral e velocidade da DDC (mP e mT) no grupo total e no grupo feminino; instabilidade da duração da DDC (dpP, cvP e jitP) no grupo total e feminino e instabilidade de intensidade (cvI) no grupo masculino. A rugosidade se correlacionou com: a velocidade (mP/a/) no grupo feminino; instabilidade do período da DDC no grupo total e feminino (dpP, cvP e jitP do /i/), bem como masculino (cvP do /i/); instabilidade de intensidade no grupo masculino (cvI /i/). A soprosidade se correlacionou com a velocidade da DDC no grupo total (mT /a/) e masculino (mP e mT /a/). Houve correlação entre tensão e: velocidade da DDC no grupo feminino (mP/a/) e masculino (mP/i/), instabilidade do período da DDC no grupo total (dpP e cvP do /a/) e instabilidade da intensidade da DDC para os homens (cvI /i/), sendo que no grupo total quanto maior a tensão, menos instável a DDC do /a/. A instabilidade do Cape-V da vogal /a/ se correlacionou com a instabilidade de duração do período (cvP/a/) para os homens e instabilidade da intensidade (cvI /a/) da DDC no grupo total e feminino. A pastosidade foi correlacionada com: velocidade da DDC (mP e mTdo /i/), instabilidade da duração (dpP e jitP do /i/) e instabilidade da intensidade da DDC (cvI /a/), no grupo total e masculino. Os resultados indicam que, quanto maior o grau de desvio vocal, mais lenta e/ou instável é a DDC para 96% das correlações significativas encontradas. Os resultados demonstraram haver correlação entre qualidade vocal e diadococinesia laríngea em homens e mulheres idosas pós Acidente Vascular Encefálico, sendo que o padrão de instabilidade da DDC demonstrou ser distinto de acordo com cada gênero.The implications involved in stroke may compromise the function of several mechanisms, including those responsible for speech and voice. Thus, it is important to understand the interface between the vocal and laryngeal motor control in elderly subjects affected by stroke (CVA). This study aimed at correlating the vocal fold diadochokinesiss results with perceptual evaluation of elderly post stroke voices. The study included 29 elderly (15 men and 14 women) affected by stroke. The vocal fold diadochokinesis (DDK), was performed using the Motor Speech Profile Advanced software (KayPentax). Perceptual voice analysis was performed based on the CAPE-V protocol. The results of vocal fold DDK were correlated with those of perceptual voice analysis through Pearson´s and Spearman´s correlation tests (p <0.05). The results showed correlations between vocal fold DDK and the perceptual voice analysis in terms of speed, duration and intensity instability parameters of DDK. Thus, there were correlations between dysphonia degree and speed of the DDK (mP and mT) in the total group and female group, duration instability of DDK (dpP, jitP and cvP) in the total and female group, and intensity instability (cvI) in the male group. The hoarseness was correlated with: the speed (mP /a/) in the female group; instability of DDK period in the total and female group (dpP, cvP, jitP /i/) and male group (cvP/i/); intensity instability in the male group (cvI/i/). The breathiness was correlated with the speed of DDK in the total (mT /a/) and male group (mP and mT /a/). There was a correlation between strain and the speed of DDK in the female (mP /a/) and male group (mP /i/), instability of DDK period in the total group (dpP, cvP /a/) and intensity instability of DDK for men (cvI /i/); thus, in the total group, the higher the strain, the lower the instability of DDK /a/. The instability of vowel / a / in Cape-V was correlated with duration instability (cvP / a /) for men and intensity instability (cvI / in total and female group. The articulation and resonance was correlated with the speed of DDK (mP, mT /i/), duration instability (jitP, dpP /i/) and intensity instability (cvI / a /), in the total and male group. The results indicate that the higher the degree of dysphonia, the slower and/or unstable the DDK for 96% of the significant correlations found. The results showed a correlation between voice quality andvocal fold diadochokinesis in older men and women, following stroke, being the DDK instability pattern distinct, according to gender.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPBrasolotto, Alcione GhediniBeraldinelle, Roberta2011-08-29info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25143/tde-18012012-111252/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2024-10-09T13:16:04Zoai:teses.usp.br:tde-18012012-111252Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212024-10-09T13:16:04Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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