Efeitos da suplementação de proteínas nos parâmetros ósseos em idosos com obesidade sarcopênica submetidos à restrição calórica associada ao treinamento físico: um ensaio clínico controlado e randomizado.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Oliveira Junior, Gersiel Nascimento de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5140/tde-18122025-125503/
Resumo: A obesidade sarcopênica, caracterizada pela coexistência de obesidade e sarcopenia, gera impactos adversos na saúde cardiometabólica de idosos. Estratégias não farmacológicas, como restrição calórica, treinamento físico e suplementação proteica têm sido apontadas como potencialmente interessantes; contudo, a eficácia da combinação dessas três estratégias ainda não foi investigada O objetivo desta tese foi analisar o efeito da suplementação de proteína em parâmetros de saúde óssea de idosos com obesidade sarcopênica submetidos a um programa de restrição calórica e treinamento físico. Esta tese faz parte de um ensaio clínico aleatorizado, duplo-cego, controlado por placebo e de grupos paralelos (clinicaltrial.gov; NCT04981366). Foram incluídos 105 idosos com obesidade sarcopênica, classificados com obesidade (Indice de massa corporal. IMC 30 kg) e obesidade central (circunferência de cintura) e sarcopenia de acordo com os critérios do Foundation for the National Institutes of Health. Os idosos foram aleatoriamente alocados em três grupos: 1) grupo controle (CON, n=35); 2) grupo placebo (PLA: placebo, restrição calórica e treinamento físico, n=35); e 3), grupo proteína (PTN: proteína, restrição calórica e treinamento físico, n=35). A intervenção teve duração de 16 semanas e os seguintes desfechos foram avaliados nos momentos pré e pós-intervenção: Níveis séricos de Telopeptideo carboxi-terminal do colageno tipo I (CTX) e de Propeptideo N-terminal do procolágeno (P1NP) como biomarcadores da remodelação óssea, densidade volumétrica e parâmetros estruturais do rádio, avaliados por tomografia computadorizada quantitativa periférica de alta resolução, composição corporal e densidade mineral óssea areal dos seguintes locais anatômicos (colo do fêmur, fêmur total, coluna lombar, e corpo total) avaliados pela absorciometria de raio-x de dupla energia. As análises seguiram o princípio de intenção de tratamento através de modelos lineares mistos para análises de medidas repetidas. Os grupos PTN e PLA reduziram de forma significante a composição corporal em comparação ao grupo CON (p<0,05). O grupo PTN mostrou resultados superiores em relação ao grupo PLA na redução da massa corporal (Diferença média estimada [DME]: -1,8 kg), IMC (DME: -0,75 kg/m2), e aumento da área massa magra apendicular absoluta (DME: 0,44 kg) e relativa ao IMC (DME: 0,03 kg/IMC) (p<0,05, para todos). Adicionalmente os grupos PTN e PLA apresentaram valores de CTX superiores ao grupo CON (p<0,05, para todos), porém os valores do grupo PTN foram menores em comparação ao PLA (DME: 0,03 ng/ml; p=0,022). Em contraste, o grupo PTN apresentou valores de P1NP superiores ao PLA (DME: 8,20 ng/mL; p=0,005), assim como ao CON (DME: 12,84 ng/mL; p<0,001). Similarmente, o grupo PTN apresentou valores superiores para densidade volumétrica trabecular (PTN vs. CON: DME = 2,01 mg HA/cm³,p = 0,012; PTN vs. PLA: DME = 3,63 mg HA/cm³; p < 0,001), proporção do volume de osso trabecular em relação ao volume total do osso PTN vs. CON: DME = 2%; p = 0,049; PTN vs. PLA: DME = 3%; p < 0,001) número de trabéculas (PTN vs. CON: DME = 0,08 1/mm; p = 0,015; PTN vs. PLA: DME = 0,12 1/mm; p < 0,001), e valores inferiores para separação trabecular (PTN vs. CON: DME = -0,026 mm; p = 0,013; PTN vs. PLA: DME = -0,036 mm; p < 0,001) e porosidade cortical (PTN vs. CON: DME = -0,6%; p < 0,001; PTN vs. PLA: DME = -0,3%; p = 0,001). Em conclusão, nosso estudo demonstra que a adição da suplementação de proteínas a um programa de restrição calórica e treinamento físico resulta em melhorias significantes na composição corporal, e nos parâmetros de saúde óssea para idosos com obesidade sarcopênica. Portanto, a combinação dessas estratégias é segura e eficaz para melhorar a saúde musculoesquelética de idosos com obesidade sarcopênica, devendo ser considerada como um importante tratamento não-farmacológico da obesidade sarcopênica, embora mais estudos sejam necessários para determinar qual a dosagem proteica ideal, tempo de treino e restrição calórica segura para esta população.
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Estratégias não farmacológicas, como restrição calórica, treinamento físico e suplementação proteica têm sido apontadas como potencialmente interessantes; contudo, a eficácia da combinação dessas três estratégias ainda não foi investigada O objetivo desta tese foi analisar o efeito da suplementação de proteína em parâmetros de saúde óssea de idosos com obesidade sarcopênica submetidos a um programa de restrição calórica e treinamento físico. Esta tese faz parte de um ensaio clínico aleatorizado, duplo-cego, controlado por placebo e de grupos paralelos (clinicaltrial.gov; NCT04981366). Foram incluídos 105 idosos com obesidade sarcopênica, classificados com obesidade (Indice de massa corporal. IMC 30 kg) e obesidade central (circunferência de cintura) e sarcopenia de acordo com os critérios do Foundation for the National Institutes of Health. Os idosos foram aleatoriamente alocados em três grupos: 1) grupo controle (CON, n=35); 2) grupo placebo (PLA: placebo, restrição calórica e treinamento físico, n=35); e 3), grupo proteína (PTN: proteína, restrição calórica e treinamento físico, n=35). A intervenção teve duração de 16 semanas e os seguintes desfechos foram avaliados nos momentos pré e pós-intervenção: Níveis séricos de Telopeptideo carboxi-terminal do colageno tipo I (CTX) e de Propeptideo N-terminal do procolágeno (P1NP) como biomarcadores da remodelação óssea, densidade volumétrica e parâmetros estruturais do rádio, avaliados por tomografia computadorizada quantitativa periférica de alta resolução, composição corporal e densidade mineral óssea areal dos seguintes locais anatômicos (colo do fêmur, fêmur total, coluna lombar, e corpo total) avaliados pela absorciometria de raio-x de dupla energia. As análises seguiram o princípio de intenção de tratamento através de modelos lineares mistos para análises de medidas repetidas. Os grupos PTN e PLA reduziram de forma significante a composição corporal em comparação ao grupo CON (p<0,05). O grupo PTN mostrou resultados superiores em relação ao grupo PLA na redução da massa corporal (Diferença média estimada [DME]: -1,8 kg), IMC (DME: -0,75 kg/m2), e aumento da área massa magra apendicular absoluta (DME: 0,44 kg) e relativa ao IMC (DME: 0,03 kg/IMC) (p<0,05, para todos). Adicionalmente os grupos PTN e PLA apresentaram valores de CTX superiores ao grupo CON (p<0,05, para todos), porém os valores do grupo PTN foram menores em comparação ao PLA (DME: 0,03 ng/ml; p=0,022). Em contraste, o grupo PTN apresentou valores de P1NP superiores ao PLA (DME: 8,20 ng/mL; p=0,005), assim como ao CON (DME: 12,84 ng/mL; p<0,001). Similarmente, o grupo PTN apresentou valores superiores para densidade volumétrica trabecular (PTN vs. CON: DME = 2,01 mg HA/cm³,p = 0,012; PTN vs. PLA: DME = 3,63 mg HA/cm³; p < 0,001), proporção do volume de osso trabecular em relação ao volume total do osso PTN vs. CON: DME = 2%; p = 0,049; PTN vs. PLA: DME = 3%; p < 0,001) número de trabéculas (PTN vs. CON: DME = 0,08 1/mm; p = 0,015; PTN vs. PLA: DME = 0,12 1/mm; p < 0,001), e valores inferiores para separação trabecular (PTN vs. CON: DME = -0,026 mm; p = 0,013; PTN vs. PLA: DME = -0,036 mm; p < 0,001) e porosidade cortical (PTN vs. CON: DME = -0,6%; p < 0,001; PTN vs. PLA: DME = -0,3%; p = 0,001). Em conclusão, nosso estudo demonstra que a adição da suplementação de proteínas a um programa de restrição calórica e treinamento físico resulta em melhorias significantes na composição corporal, e nos parâmetros de saúde óssea para idosos com obesidade sarcopênica. Portanto, a combinação dessas estratégias é segura e eficaz para melhorar a saúde musculoesquelética de idosos com obesidade sarcopênica, devendo ser considerada como um importante tratamento não-farmacológico da obesidade sarcopênica, embora mais estudos sejam necessários para determinar qual a dosagem proteica ideal, tempo de treino e restrição calórica segura para esta população.Sarcopenic obesity, characterized by the coexistence of excess adiposity and low muscle mass and function, has detrimental effects on the cardiometabolic health of older adults. Non-pharmacological strategies, such as caloric restriction, physical training, and protein supplementation, have individually shown promise in this context; however, the combined efficacy of these three interventions has not yet been fully investigated. The objective of this thesis was to analyze the effect of protein supplementation on bone health parameters in older adults with sarcopenic obesity undergoing a structured program of caloric restriction and physical exercise. This thesis is part of a randomized, double-blind, placebo-controlled, parallel-group clinical trial (clinicaltrials.gov; NCT04981366). A total of 105 older adults with sarcopenic obesity were included, classified according to the criteria of the Foundation for the National Institutes of Health. Participants were randomly assigned to three groups: 1) control group (CON, n=35); 2) protein group (PTN: protein, caloric restriction, and physical training, n=35); and 3) placebo group (PLA: placebo, caloric restriction, and physical training, n=35). A total of 105 older adults with sarcopenic obesity were enrolled, meeting the criteria for general (BMI 30 kg/m²) and central obesity (waist circumference) and for sarcopenia, as defined by the Foundation for the National Institutes of Health (FNIH). Participants were randomly allocated to one of three groups: (1) control group (CON, n=35); (2) placebo group (PLA: caloric restriction and physical training plus placebo supplementation, n=35); or (3) protein group (PTN: caloric restriction, physical training, and protein supplementation, n=35). The intervention lasted 16 weeks. Primary outcomes assessed at baseline and post-intervention included serum levels of C-terminal telopeptide of type I collagen (CTX) and procollagen type I N-terminal propeptide (P1NP) as markers of bone remodeling; trabecular volumetric bone mineral density and microarchitectural parameters of the distal radius, assessed by high-resolution peripheral quantitative computed tomography; and body composition and areal bone mineral density of the femoral neck, total hip, lumbar spine, and whole body, assessed by dual-energy X-ray absorptiometry. The analyses followed the intention-to-treat principle using linear mixed models for repeated measures analysis. Both intervention groups (PTN and PLA) experienced significant reductions in fat mass compared to the control group (p<0.05). Compared to PLA, the PTN group demonstrated greater reductions in body mass (estimated mean difference [EMD]: 1.8 kg), BMI (EMD: 0.75 kg/m²), and greater increases in both absolute appendicular lean mass (EMD: +0.44 kg) and appendicular lean mass relative to BMI (EMD: +0.03 kg/BMI) (all p<0.05). In addition, CTX levels were significantly higher in both PTN and PLA compared to CON (p<0.05), although the PTN group presented lower CTX levels than PLA (EMD: 0.03 ng/mL; p=0.022). Conversely, P1NP levels were significantly higher in the PTN group compared to both PLA (EMD: +8.20 ng/mL; p=0.005) and CON (EMD: +12.84 ng/mL; p<0.001). PTN group also exhibited significantly greater improvements in trabecular volumetric bone mineral density (PTN vs. CON: EMD = +2.01 mg HA/cm³; p = 0.012; PTN vs. PLA: EMD = +3.63 mg HA/cm³; p < 0.001), trabecular bone volume fraction (BV/TV) (PTN vs. CON: EMD = +2%; p = 0.049; PTN vs. PLA: EMD = +3%; p < 0.001), trabecular number (PTN vs. CON: EMD = +0.08 1/mm; p = 0.015; PTN vs. PLA: EMD = +0.12 1/mm; p < 0.001), as well as lower trabecular separation (PTN vs. CON: EMD = 0.026 mm; p = 0.013; PTN vs. PLA: EMD = 0.036 mm; p < 0.001) and cortical porosity (PTN vs. CON: EMD = 0.6%; p < 0.001; PTN vs. PLA: EMD = 0.3%; p = 0.001). In conclusion, this study demonstrates that adding protein supplementation to a regimen of caloric restriction and physical training results in significant improvements in body composition and bone health markers in older adults with sarcopenic obesity. The combination of these non-pharmacological strategies is both safe and effective in enhancing musculoskeletal health in this vulnerable population. These findings support the incorporation of comprehensive lifestyle interventionsincluding exercise, dietary modifications, and protein supplementationinto the clinical management of sarcopenic obesity. Further studies are warranted to determine the optimal protein dosage, duration of training, and safe levels of caloric restriction for this population.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSilva, Hamilton Augusto Roschel daOliveira Junior, Gersiel Nascimento de2025-08-15info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5140/tde-18122025-125503/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-12-18T15:13:02Zoai:teses.usp.br:tde-18122025-125503Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-12-18T15:13:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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