Comportamento termo-hidro-mecânico do sublastro da via férrea: um estudo experimental e numérico.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Castro, Guilherme Barbosa de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3138/tde-25092025-075847/
Resumo: O aumento da demanda por transporte de commodities e desenvolvimento sustentável tem impulsionado o crescimento do setor ferroviário global, por ser mais econômico, menos poluente e mais eficiente. A necessidade de expandir a capacidade de carga de forma sustentável, juntamente com os efeitos climáticos extremos, tem levado a investimentos na qualidade da infraestrutura ferroviária, com foco em soluções e materiais resilientes. A reciclagem de materiais geotécnicos descartados, combinada com materiais alternativos, reduz a poluição e a exploração de recursos naturais. Países como Estados Unidos, Austrália, Áustria, Alemanha e Índia aplicam essa técnica para melhorar a rigidez e a drenagem da via, reduzir deformações no subleito, paralisações e custos de manutenção. No Brasil, essas soluções ainda são raras, mas relevantes para operações de carga e passageiros, impactando o desenvolvimento socioeconômico. Este estudo avalia soluções de materiais geotécnicos, incluindo solo, rejeito de lastro desguarnecido (RLD), brita de jazida e cimento, para aplicação em camadas de sublastro visando à reabilitação da infraestrutura ferroviária por meio de um Equipamento de Grande Porte (EGP). O objetivo é aumentar a capacidade de carga por eixo de 32,5 para 40 t e aprimorar a produtividade no processo de reabilitação da infraestrutura ferroviária de carga pesada (heavy haul) em comparação com métodos tradicionais de construção e terraplenagem. Diversos ensaios laboratoriais foram realizados para caracterizar as propriedades físicas, químicas, hidráulicas, térmicas e mecânicas dos materiais. Modelos numéricos bidimensionais e tridimensionais foram implementados para prever o comportamento de curto e longo prazo de camadas granulares, utilizando modelos constitutivos elásticos e resilientes não lineares precisos e um robusto modelo de acúmulo de deformação por ciclos de carga que considera a interação de cargas cíclicas entre o sistema trem-ferrovia. Também foram avaliados os efeitos climáticos no sublastro por meio de um modelo numérico bidimensional. Testes de verificação em escala real foram conduzidos para monitorar e analisar o desempenho estrutural do sublastro em condições operacionais de 40 t/eixo e velocidade de 80 km/h, em uma instalação de teste em laboratório em escala real. As análises numéricas mostraram que a avaliação do fluxo de água e do comportamento de materiais não saturados é essencial para prever o desempenho hidráulico e a capacidade de impermeabilização do sublastro em cenários de mudanças climáticas. O uso do modelo de acúmulo de deformação por ciclos de carga permitiu prever deformações permanentes de longo prazo e avaliar a viabilidade de aplicação em solos granulares lateríticos tropicais. O estudo estabeleceu parâmetros técnicos relevantes e realistas para o desempenho estrutural e a compactação da camada de sublastro usando o EGP, concluindo que o equipamento não é recomendado para operações de carga pesada acima de 32,5 t/eixo, exceto para solos lateríticos granulares bem graduados modificados com 3% de cimento. Também demonstrou potencial para solos arenosos não lateríticos estabilizados com RDL e 3% de cimento. O estudo contribuiu para procedimentos de avaliação, aplicação e controle de qualidade de materiais por meio de ensaios laboratoriais, compactação, modelagem numérica e monitoramento em escala real, além de propor o uso de materiais para sublastro utilizando solos, rejeito de lastro reciclado através do EGP, promovendo a sustentabilidade ferroviária.
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A reciclagem de materiais geotécnicos descartados, combinada com materiais alternativos, reduz a poluição e a exploração de recursos naturais. Países como Estados Unidos, Austrália, Áustria, Alemanha e Índia aplicam essa técnica para melhorar a rigidez e a drenagem da via, reduzir deformações no subleito, paralisações e custos de manutenção. No Brasil, essas soluções ainda são raras, mas relevantes para operações de carga e passageiros, impactando o desenvolvimento socioeconômico. Este estudo avalia soluções de materiais geotécnicos, incluindo solo, rejeito de lastro desguarnecido (RLD), brita de jazida e cimento, para aplicação em camadas de sublastro visando à reabilitação da infraestrutura ferroviária por meio de um Equipamento de Grande Porte (EGP). O objetivo é aumentar a capacidade de carga por eixo de 32,5 para 40 t e aprimorar a produtividade no processo de reabilitação da infraestrutura ferroviária de carga pesada (heavy haul) em comparação com métodos tradicionais de construção e terraplenagem. Diversos ensaios laboratoriais foram realizados para caracterizar as propriedades físicas, químicas, hidráulicas, térmicas e mecânicas dos materiais. Modelos numéricos bidimensionais e tridimensionais foram implementados para prever o comportamento de curto e longo prazo de camadas granulares, utilizando modelos constitutivos elásticos e resilientes não lineares precisos e um robusto modelo de acúmulo de deformação por ciclos de carga que considera a interação de cargas cíclicas entre o sistema trem-ferrovia. Também foram avaliados os efeitos climáticos no sublastro por meio de um modelo numérico bidimensional. Testes de verificação em escala real foram conduzidos para monitorar e analisar o desempenho estrutural do sublastro em condições operacionais de 40 t/eixo e velocidade de 80 km/h, em uma instalação de teste em laboratório em escala real. As análises numéricas mostraram que a avaliação do fluxo de água e do comportamento de materiais não saturados é essencial para prever o desempenho hidráulico e a capacidade de impermeabilização do sublastro em cenários de mudanças climáticas. O uso do modelo de acúmulo de deformação por ciclos de carga permitiu prever deformações permanentes de longo prazo e avaliar a viabilidade de aplicação em solos granulares lateríticos tropicais. O estudo estabeleceu parâmetros técnicos relevantes e realistas para o desempenho estrutural e a compactação da camada de sublastro usando o EGP, concluindo que o equipamento não é recomendado para operações de carga pesada acima de 32,5 t/eixo, exceto para solos lateríticos granulares bem graduados modificados com 3% de cimento. Também demonstrou potencial para solos arenosos não lateríticos estabilizados com RDL e 3% de cimento. O estudo contribuiu para procedimentos de avaliação, aplicação e controle de qualidade de materiais por meio de ensaios laboratoriais, compactação, modelagem numérica e monitoramento em escala real, além de propor o uso de materiais para sublastro utilizando solos, rejeito de lastro reciclado através do EGP, promovendo a sustentabilidade ferroviária.The increasing demand for commodity transportation and sustainable development has driven the growth of the global railway sector, as it is more cost-effective, less polluting, and more efficient. The need to expand cargo capacity sustainably, along with extreme climate effects, has led to investments in the quality of railway infrastructure, focusing on resilient solutions and materials. The recycling of discarded geotechnical materials, combined with alternative materials, reduces pollution and the exploitation of natural resources. Countries such as the USA, Australia, Austria, Germany, and India apply this technique to improve track stiffness and drainage, reduce subgrade deformations, downtime, and maintenance costs. In Brazil, such solutions are still rare but relevant for freight and passenger operations, impacting socioeconomic development. This study evaluates geotechnical material solutions, including soil, ballast fouling waste, quarry crushed rock, and cement, for application in subballast layers aimed at rehabilitating railway infrastructure using a Rail-mounted Formation Rehabilitation Machine with Integrated Ballast Recycling (RFRM). The goal is to increase the axle load capacity from 32.5 t/axle to 40 t/axle and enhance productivity in the rehabilitation process of heavy haul railway infrastructure compared to traditional construction and earthwork methods. Various laboratory tests were conducted to characterize the physical, chemical, hydraulic, thermal, and mechanical properties of the materials. Two-dimensional and three-dimensional numerical models were implemented to predict the short- and long-term behaviour of granular layers using accurate nonlinear elastic and resilient constitutive models and a robust highcycle strain accumulation model that considers cyclic load interaction between the train-railway system. It was also evaluated the climate effects in the subballast through a b-dimensional numerical model. A full-scale verification tests were conducted to monitor and analyze the structural performance of the subballast under operational conditions of 40 t/axle and a speed of 80 km/h through a full-scale laboratory test facility. Numerical analyses showed that assessing water flow and the behaviour of unsaturated materials is essential to predict the hydraulic performance and waterproofing capacity of the subballast under climate change scenarios. The use of the high-cycle accumulation model enabled the prediction of long-term permanent deformations and the assessment of application feasibility in tropical lateritic granular soils. The study established relevant and realistic technical parameters for the structural performance and compaction of the subballast layer using RFRM, concluding that the equipment is not recommended for Heavy Haul operations above 32.5 t/axle, except for a well-graded granular lateritic soil treated with 3% of cement. It also showed potential for non-lateritic sandy soils stabilized with ballast fouling waste and 3% cement. The study contributed to procedures for material evaluation, application, and quality control through lab tests, field compaction, numerical modeling, and full-scale monitoring, as well as to subballast materials using soils, recycled fouled ballast waste and RFRM equipment, enhancing railway sustainability.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMotta, Rosângela dos SantosCastro, Guilherme Barbosa de2025-07-10info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3138/tde-25092025-075847/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-09-25T11:18:02Zoai:teses.usp.br:tde-25092025-075847Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-09-25T11:18:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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description O aumento da demanda por transporte de commodities e desenvolvimento sustentável tem impulsionado o crescimento do setor ferroviário global, por ser mais econômico, menos poluente e mais eficiente. A necessidade de expandir a capacidade de carga de forma sustentável, juntamente com os efeitos climáticos extremos, tem levado a investimentos na qualidade da infraestrutura ferroviária, com foco em soluções e materiais resilientes. A reciclagem de materiais geotécnicos descartados, combinada com materiais alternativos, reduz a poluição e a exploração de recursos naturais. Países como Estados Unidos, Austrália, Áustria, Alemanha e Índia aplicam essa técnica para melhorar a rigidez e a drenagem da via, reduzir deformações no subleito, paralisações e custos de manutenção. No Brasil, essas soluções ainda são raras, mas relevantes para operações de carga e passageiros, impactando o desenvolvimento socioeconômico. Este estudo avalia soluções de materiais geotécnicos, incluindo solo, rejeito de lastro desguarnecido (RLD), brita de jazida e cimento, para aplicação em camadas de sublastro visando à reabilitação da infraestrutura ferroviária por meio de um Equipamento de Grande Porte (EGP). O objetivo é aumentar a capacidade de carga por eixo de 32,5 para 40 t e aprimorar a produtividade no processo de reabilitação da infraestrutura ferroviária de carga pesada (heavy haul) em comparação com métodos tradicionais de construção e terraplenagem. Diversos ensaios laboratoriais foram realizados para caracterizar as propriedades físicas, químicas, hidráulicas, térmicas e mecânicas dos materiais. Modelos numéricos bidimensionais e tridimensionais foram implementados para prever o comportamento de curto e longo prazo de camadas granulares, utilizando modelos constitutivos elásticos e resilientes não lineares precisos e um robusto modelo de acúmulo de deformação por ciclos de carga que considera a interação de cargas cíclicas entre o sistema trem-ferrovia. Também foram avaliados os efeitos climáticos no sublastro por meio de um modelo numérico bidimensional. Testes de verificação em escala real foram conduzidos para monitorar e analisar o desempenho estrutural do sublastro em condições operacionais de 40 t/eixo e velocidade de 80 km/h, em uma instalação de teste em laboratório em escala real. As análises numéricas mostraram que a avaliação do fluxo de água e do comportamento de materiais não saturados é essencial para prever o desempenho hidráulico e a capacidade de impermeabilização do sublastro em cenários de mudanças climáticas. O uso do modelo de acúmulo de deformação por ciclos de carga permitiu prever deformações permanentes de longo prazo e avaliar a viabilidade de aplicação em solos granulares lateríticos tropicais. O estudo estabeleceu parâmetros técnicos relevantes e realistas para o desempenho estrutural e a compactação da camada de sublastro usando o EGP, concluindo que o equipamento não é recomendado para operações de carga pesada acima de 32,5 t/eixo, exceto para solos lateríticos granulares bem graduados modificados com 3% de cimento. Também demonstrou potencial para solos arenosos não lateríticos estabilizados com RDL e 3% de cimento. O estudo contribuiu para procedimentos de avaliação, aplicação e controle de qualidade de materiais por meio de ensaios laboratoriais, compactação, modelagem numérica e monitoramento em escala real, além de propor o uso de materiais para sublastro utilizando solos, rejeito de lastro reciclado através do EGP, promovendo a sustentabilidade ferroviária.
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