Procedimentos adotados pelas incorporadoras para definição das plantas de moradias de dois dormitórios em São Paulo e a explosão dos HIS
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16132/tde-02072025-113738/ |
Resumo: | A acelerada expansão dos empreendimentos residenciais na cidade de São Paulo tem transformado a realidade dos moradores, influenciando não apenas a paisagem urbana, mas também o modo de morar em espaços pequenos. Os modelos de apartamentos ofertados pelo mercado imobiliário têm sido criticados por serem incompatíveis com os novos perfis familiares. Diante deste cenário, a presente pesquisa investiga como os incorporadores têm desenvolvido as plantas de apartamentos pequenos ante a contraditória necessidade de padronização da produção, que visa preço e custo, e as necessidades dos diversos usuários. Para isso, a pesquisa investigou os procedimentos adotados pelos incorporadores, que têm orientação de mercado voltada ao usuário, para definir as plantas de apartamentos pequenos com dois dormitórios. A metodologia utilizada incluiu a Revisão Sistemática da Literatura (RSL), a análise do mercado imobiliário paulistano entre os anos de 1985 e 2022, o estudo das plantas de dois dormitórios lançadas em São Paulo em 2022, o estudo das estratégias das incorporadoras no mesmo ano, a análise dos atributos fundamentais para o comprador (tamanho, localização e preço) e, ao final, a realização de entrevistas com agentes imobiliários. Os achados destacam um ponto de inflexão em 2016, quando a regulamentação da Habitação de Interesse Social (HIS) pelo Decreto 57.377 impulsionou a oferta de unidades pequenas (34-41 m²). Essa mudança atendeu à demanda reprimida de vários segmentos de consumidores, antes limitados pelo crédito e pela falta de oferta pelo mercado. A viabilização de unidades menores provocou uma corrida pelo desenvolvimento de novas plantas-produtos, com áreas reduzidas, para atender a esses novos e diferentes segmentos econômicos. Também se observou que as alternativas de plantas procuram atender às principais atividades de uma família em apartamentos compactos. Ou seja, as plantas de dois dormitórios estão se modificando para buscar o limite de redução da área, mantendo o programa de dois dormitórios. Para tanto, a produção de plantas com dois dormitórios rompe com a - tripartição zona íntima, social e de serviço - observada na literatura. A pesquisa também identificou que a busca por localizações privilegiadas exige a redução da área, levando os compradores a escolherem unidades menores para equilibrar custo e localização, especialmente em uma metrópole como São Paulo. Além disso, constatou-se que incorporadoras líderes mantêm estratégias rígidas, com menor flexibilidade de plantas, enquanto empresas grandes e médias diversificam mais seus produtos. Já as empresas de porte pequeno e micro destacam-se por ofertar projetos mais flexíveis e diversificados no mercado. Assim, empresas de grande escala tendem a padronizar seus produtos, ao passo que as de menor porte oferecem projetos híbridos, com mais opções e adaptabilidade para o consumidor final. |
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Procedimentos adotados pelas incorporadoras para definição das plantas de moradias de dois dormitórios em São Paulo e a explosão dos HISProcedures adopted by developers for defining two-bedroom housing layouts in são paulo and the social housing boomApartamentosApartmentsFloor plansHabitaçãoHousingMercado imobiliárioPlantasReal Estate MarketA acelerada expansão dos empreendimentos residenciais na cidade de São Paulo tem transformado a realidade dos moradores, influenciando não apenas a paisagem urbana, mas também o modo de morar em espaços pequenos. Os modelos de apartamentos ofertados pelo mercado imobiliário têm sido criticados por serem incompatíveis com os novos perfis familiares. Diante deste cenário, a presente pesquisa investiga como os incorporadores têm desenvolvido as plantas de apartamentos pequenos ante a contraditória necessidade de padronização da produção, que visa preço e custo, e as necessidades dos diversos usuários. Para isso, a pesquisa investigou os procedimentos adotados pelos incorporadores, que têm orientação de mercado voltada ao usuário, para definir as plantas de apartamentos pequenos com dois dormitórios. A metodologia utilizada incluiu a Revisão Sistemática da Literatura (RSL), a análise do mercado imobiliário paulistano entre os anos de 1985 e 2022, o estudo das plantas de dois dormitórios lançadas em São Paulo em 2022, o estudo das estratégias das incorporadoras no mesmo ano, a análise dos atributos fundamentais para o comprador (tamanho, localização e preço) e, ao final, a realização de entrevistas com agentes imobiliários. Os achados destacam um ponto de inflexão em 2016, quando a regulamentação da Habitação de Interesse Social (HIS) pelo Decreto 57.377 impulsionou a oferta de unidades pequenas (34-41 m²). Essa mudança atendeu à demanda reprimida de vários segmentos de consumidores, antes limitados pelo crédito e pela falta de oferta pelo mercado. A viabilização de unidades menores provocou uma corrida pelo desenvolvimento de novas plantas-produtos, com áreas reduzidas, para atender a esses novos e diferentes segmentos econômicos. Também se observou que as alternativas de plantas procuram atender às principais atividades de uma família em apartamentos compactos. Ou seja, as plantas de dois dormitórios estão se modificando para buscar o limite de redução da área, mantendo o programa de dois dormitórios. Para tanto, a produção de plantas com dois dormitórios rompe com a - tripartição zona íntima, social e de serviço - observada na literatura. A pesquisa também identificou que a busca por localizações privilegiadas exige a redução da área, levando os compradores a escolherem unidades menores para equilibrar custo e localização, especialmente em uma metrópole como São Paulo. Além disso, constatou-se que incorporadoras líderes mantêm estratégias rígidas, com menor flexibilidade de plantas, enquanto empresas grandes e médias diversificam mais seus produtos. Já as empresas de porte pequeno e micro destacam-se por ofertar projetos mais flexíveis e diversificados no mercado. Assim, empresas de grande escala tendem a padronizar seus produtos, ao passo que as de menor porte oferecem projetos híbridos, com mais opções e adaptabilidade para o consumidor final.The accelerated expansion of residential developments in São Paulo has transformed the residents\' reality, impacting not only the urban landscape but also the way of living in small spaces. Apartment models offered by the real estate market have faced criticism for being incompatible with new family profiles. In this context, the present research investigates how developers have designed small apartment layouts, navigating the contradictory demands of production standardization-focused on cost and pricing-and the diverse needs of users. To achieve this, the study examined the procedures employed by market-oriented developers to define small two-bedroom apartment layouts. The methodology included a Systematic Literature Review (SLR), an analysis of São Paulo\'s real estate market from 1985 to 2022, an evaluation of two-bedroom layouts launched in São Paulo in 2022, a study of developer strategies during the same year, an analysis of key buyer attributes (size, location, and price), and interviews with real estate agents. Findings highlight a turning point in 2016, when the regulation of Social Housing (Habitação de Interesse Social - HIS) through Decree 57.377 spurred the supply of small units (3441 m²). This shift addressed the unmet demand of various consumer segments previously constrained by credit and market offerings. The feasibility of smaller units triggered a race to develop new compact layouts to meet the demands of these emerging economic segments. Additionally, the study observed that apartment layouts aim to accommodate the primary activities of a family in compact spaces. Specifically, two-bedroom layouts have evolved to minimize floor area while maintaining the program of two bedrooms. To this end, the production of two-bedroom layouts breaks with the traditional tripartite division-private, social, and service areas-described in the literature. The research also found that prime locations necessitate reduced unit sizes, prompting buyers to opt for smaller units to balance cost and location, especially in a metropolis like São Paulo. Furthermore, the study revealed that leading developers maintain rigid strategies with less flexible layouts, while large and medium-sized companies diversify their products more extensively. In contrast, small and micro-scale companies stand out for offering more flexible and diversified projects. Thus, large-scale companies tend to standardize their products, whereas smaller firms provide hybrid projects with greater options and adaptability for the end consumer.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMeyer, João Fernando PiresToyoda, Thayná Rigoldi Leandro2025-04-30info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16132/tde-02072025-113738/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-07-29T15:42:02Zoai:teses.usp.br:tde-02072025-113738Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-07-29T15:42:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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