Bemisia tabaci biótipo B (Gennadius) (Hemiptera: Aleyrodidae) em cultivo protegido de tomate: dinâmica dos fatores de mortalidade e aspectos comportamentais de Nephaspis torresi González (Coleoptera: Coccinelidae)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2012
Autor(a) principal: Alonso, Juliana Duarte de Souza
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59131/tde-15042025-122817/
Resumo: O tomate Lycopersicon esculentum destaca-se entre as hortaliças cultivadas no Brasil. Em 2010, no Brasil, a área plantada foi de 60.890 ha, produção de 3.710.956 t e produtividade de 60,98 t/ha (IBGE, 2011). O cultivo protegido de tomate foi estabelecido no Brasil na década de 70, com maior expressão nas regiões Sul e Sudeste (VILELA et al., 1998; BUENO, 1999). No início dos anos 90, foi relatada a presença de Bemisia tabaci biótipo B em cultivos do estado de São Paulo (LOURENÇÃO; NAGAI, 1994). Esse herbívoro diminui significativamente a produção das plantas pela sucção de seiva e compromete a capacidade fotossintética pelo favorecimento na proliferação de fungos nas folhas (BYRNE; BELLOWS JR., 1991). Além disso, os danos indiretos causados pela transmissão de viroses causam um grande problema fitossanitário (BROWN; BIRD, 1992). Esses aspectos, associados ao sucesso da distribuição de B. tabaci (VILLAS BÔAS et al., 1997), à resistência a inseticidas (PRABHAKER et al., 1992) e às altas taxas de oviposição quando comparadas às de outras espécies de moscas-brancas (LOURENÇÃO; MIRANDA; ALVES, 2001), fazem dessa espécie uma praga-chave e, portanto, alvo de controle fitossanitário. O método mais largamente utilizado para o controle desse inseto é a aplicação de agrotóxicos (HAJI et al., 2005). Todavia, devido à ampla plasticidade genotípica dessa espécie, o uso de inseticidas tem se mostrado cada vez menos eficiente (ERDOGAN et al., 2008), além de impedir a atuação de inimigos naturais (NARANJO, 2001). Isso demonstra a necessidade da associação com outras táticas de controle, principalmente baseadas em estudos de interações ecológicas. Medidas para o controle biológico de B. tabaci têm sido avaliadas no mundo todo. Predadores, parasitoides e fungos têm sido estudados em alguns países durante muitos anos, com foco na conservação e na avaliação desses organismos para implementação de programas de manejo integrado de B. tabaci (ver GERLING; ALOMAR; ARNÓ, 2001; NARANJO, 2001). No Brasil, as informações ecológicas da interação inimigos naturais-B. tabaci em cultivo de tomate protegido ainda são escassas e insuficientes para a criação de planos de manejo. Aspectos associados à dinâmica da mortalidade de espécies com status de praga são fundamentais para conhecer os inimigos naturais e verificar o impacto que cada um pode causar na dinâmica populacional de B. tabaci, a fim de dar subsídio a planos de manejo de B. tabaci. Nesse contexto, este trabalho objetivou avaliar a dinâmica da mortalidade de imaturos de B. tabaci em cultivo protegido de tomate. Além disso, os resultados permitiram avaliar alguns aspectos associados à predação de B. tabaci.
id USP_1ba0a3695b321df7a80778fc67744969
oai_identifier_str oai:teses.usp.br:tde-15042025-122817
network_acronym_str USP
network_name_str Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
repository_id_str
spelling Bemisia tabaci biótipo B (Gennadius) (Hemiptera: Aleyrodidae) em cultivo protegido de tomate: dinâmica dos fatores de mortalidade e aspectos comportamentais de Nephaspis torresi González (Coleoptera: Coccinelidae)Não informado.Não informado.Não informado.O tomate Lycopersicon esculentum destaca-se entre as hortaliças cultivadas no Brasil. Em 2010, no Brasil, a área plantada foi de 60.890 ha, produção de 3.710.956 t e produtividade de 60,98 t/ha (IBGE, 2011). O cultivo protegido de tomate foi estabelecido no Brasil na década de 70, com maior expressão nas regiões Sul e Sudeste (VILELA et al., 1998; BUENO, 1999). No início dos anos 90, foi relatada a presença de Bemisia tabaci biótipo B em cultivos do estado de São Paulo (LOURENÇÃO; NAGAI, 1994). Esse herbívoro diminui significativamente a produção das plantas pela sucção de seiva e compromete a capacidade fotossintética pelo favorecimento na proliferação de fungos nas folhas (BYRNE; BELLOWS JR., 1991). Além disso, os danos indiretos causados pela transmissão de viroses causam um grande problema fitossanitário (BROWN; BIRD, 1992). Esses aspectos, associados ao sucesso da distribuição de B. tabaci (VILLAS BÔAS et al., 1997), à resistência a inseticidas (PRABHAKER et al., 1992) e às altas taxas de oviposição quando comparadas às de outras espécies de moscas-brancas (LOURENÇÃO; MIRANDA; ALVES, 2001), fazem dessa espécie uma praga-chave e, portanto, alvo de controle fitossanitário. O método mais largamente utilizado para o controle desse inseto é a aplicação de agrotóxicos (HAJI et al., 2005). Todavia, devido à ampla plasticidade genotípica dessa espécie, o uso de inseticidas tem se mostrado cada vez menos eficiente (ERDOGAN et al., 2008), além de impedir a atuação de inimigos naturais (NARANJO, 2001). Isso demonstra a necessidade da associação com outras táticas de controle, principalmente baseadas em estudos de interações ecológicas. Medidas para o controle biológico de B. tabaci têm sido avaliadas no mundo todo. Predadores, parasitoides e fungos têm sido estudados em alguns países durante muitos anos, com foco na conservação e na avaliação desses organismos para implementação de programas de manejo integrado de B. tabaci (ver GERLING; ALOMAR; ARNÓ, 2001; NARANJO, 2001). No Brasil, as informações ecológicas da interação inimigos naturais-B. tabaci em cultivo de tomate protegido ainda são escassas e insuficientes para a criação de planos de manejo. Aspectos associados à dinâmica da mortalidade de espécies com status de praga são fundamentais para conhecer os inimigos naturais e verificar o impacto que cada um pode causar na dinâmica populacional de B. tabaci, a fim de dar subsídio a planos de manejo de B. tabaci. Nesse contexto, este trabalho objetivou avaliar a dinâmica da mortalidade de imaturos de B. tabaci em cultivo protegido de tomate. Além disso, os resultados permitiram avaliar alguns aspectos associados à predação de B. tabaci.Não informado.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPFernandes, Odair AparecidoAlonso, Juliana Duarte de Souza2012-06-22info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59131/tde-15042025-122817/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-04-16T18:34:02Zoai:teses.usp.br:tde-15042025-122817Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-04-16T18:34:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
dc.title.none.fl_str_mv Bemisia tabaci biótipo B (Gennadius) (Hemiptera: Aleyrodidae) em cultivo protegido de tomate: dinâmica dos fatores de mortalidade e aspectos comportamentais de Nephaspis torresi González (Coleoptera: Coccinelidae)
Não informado.
title Bemisia tabaci biótipo B (Gennadius) (Hemiptera: Aleyrodidae) em cultivo protegido de tomate: dinâmica dos fatores de mortalidade e aspectos comportamentais de Nephaspis torresi González (Coleoptera: Coccinelidae)
spellingShingle Bemisia tabaci biótipo B (Gennadius) (Hemiptera: Aleyrodidae) em cultivo protegido de tomate: dinâmica dos fatores de mortalidade e aspectos comportamentais de Nephaspis torresi González (Coleoptera: Coccinelidae)
Alonso, Juliana Duarte de Souza
Não informado.
Não informado.
title_short Bemisia tabaci biótipo B (Gennadius) (Hemiptera: Aleyrodidae) em cultivo protegido de tomate: dinâmica dos fatores de mortalidade e aspectos comportamentais de Nephaspis torresi González (Coleoptera: Coccinelidae)
title_full Bemisia tabaci biótipo B (Gennadius) (Hemiptera: Aleyrodidae) em cultivo protegido de tomate: dinâmica dos fatores de mortalidade e aspectos comportamentais de Nephaspis torresi González (Coleoptera: Coccinelidae)
title_fullStr Bemisia tabaci biótipo B (Gennadius) (Hemiptera: Aleyrodidae) em cultivo protegido de tomate: dinâmica dos fatores de mortalidade e aspectos comportamentais de Nephaspis torresi González (Coleoptera: Coccinelidae)
title_full_unstemmed Bemisia tabaci biótipo B (Gennadius) (Hemiptera: Aleyrodidae) em cultivo protegido de tomate: dinâmica dos fatores de mortalidade e aspectos comportamentais de Nephaspis torresi González (Coleoptera: Coccinelidae)
title_sort Bemisia tabaci biótipo B (Gennadius) (Hemiptera: Aleyrodidae) em cultivo protegido de tomate: dinâmica dos fatores de mortalidade e aspectos comportamentais de Nephaspis torresi González (Coleoptera: Coccinelidae)
author Alonso, Juliana Duarte de Souza
author_facet Alonso, Juliana Duarte de Souza
author_role author
dc.contributor.none.fl_str_mv Fernandes, Odair Aparecido
dc.contributor.author.fl_str_mv Alonso, Juliana Duarte de Souza
dc.subject.por.fl_str_mv Não informado.
Não informado.
topic Não informado.
Não informado.
description O tomate Lycopersicon esculentum destaca-se entre as hortaliças cultivadas no Brasil. Em 2010, no Brasil, a área plantada foi de 60.890 ha, produção de 3.710.956 t e produtividade de 60,98 t/ha (IBGE, 2011). O cultivo protegido de tomate foi estabelecido no Brasil na década de 70, com maior expressão nas regiões Sul e Sudeste (VILELA et al., 1998; BUENO, 1999). No início dos anos 90, foi relatada a presença de Bemisia tabaci biótipo B em cultivos do estado de São Paulo (LOURENÇÃO; NAGAI, 1994). Esse herbívoro diminui significativamente a produção das plantas pela sucção de seiva e compromete a capacidade fotossintética pelo favorecimento na proliferação de fungos nas folhas (BYRNE; BELLOWS JR., 1991). Além disso, os danos indiretos causados pela transmissão de viroses causam um grande problema fitossanitário (BROWN; BIRD, 1992). Esses aspectos, associados ao sucesso da distribuição de B. tabaci (VILLAS BÔAS et al., 1997), à resistência a inseticidas (PRABHAKER et al., 1992) e às altas taxas de oviposição quando comparadas às de outras espécies de moscas-brancas (LOURENÇÃO; MIRANDA; ALVES, 2001), fazem dessa espécie uma praga-chave e, portanto, alvo de controle fitossanitário. O método mais largamente utilizado para o controle desse inseto é a aplicação de agrotóxicos (HAJI et al., 2005). Todavia, devido à ampla plasticidade genotípica dessa espécie, o uso de inseticidas tem se mostrado cada vez menos eficiente (ERDOGAN et al., 2008), além de impedir a atuação de inimigos naturais (NARANJO, 2001). Isso demonstra a necessidade da associação com outras táticas de controle, principalmente baseadas em estudos de interações ecológicas. Medidas para o controle biológico de B. tabaci têm sido avaliadas no mundo todo. Predadores, parasitoides e fungos têm sido estudados em alguns países durante muitos anos, com foco na conservação e na avaliação desses organismos para implementação de programas de manejo integrado de B. tabaci (ver GERLING; ALOMAR; ARNÓ, 2001; NARANJO, 2001). No Brasil, as informações ecológicas da interação inimigos naturais-B. tabaci em cultivo de tomate protegido ainda são escassas e insuficientes para a criação de planos de manejo. Aspectos associados à dinâmica da mortalidade de espécies com status de praga são fundamentais para conhecer os inimigos naturais e verificar o impacto que cada um pode causar na dinâmica populacional de B. tabaci, a fim de dar subsídio a planos de manejo de B. tabaci. Nesse contexto, este trabalho objetivou avaliar a dinâmica da mortalidade de imaturos de B. tabaci em cultivo protegido de tomate. Além disso, os resultados permitiram avaliar alguns aspectos associados à predação de B. tabaci.
publishDate 2012
dc.date.none.fl_str_mv 2012-06-22
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/doctoralThesis
format doctoralThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.uri.fl_str_mv https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59131/tde-15042025-122817/
url https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59131/tde-15042025-122817/
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.relation.none.fl_str_mv
dc.rights.driver.fl_str_mv Liberar o conteúdo para acesso público.
info:eu-repo/semantics/openAccess
rights_invalid_str_mv Liberar o conteúdo para acesso público.
eu_rights_str_mv openAccess
dc.format.none.fl_str_mv application/pdf
dc.coverage.none.fl_str_mv
dc.publisher.none.fl_str_mv Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
publisher.none.fl_str_mv Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
dc.source.none.fl_str_mv
reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
instname:Universidade de São Paulo (USP)
instacron:USP
instname_str Universidade de São Paulo (USP)
instacron_str USP
institution USP
reponame_str Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
collection Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
repository.name.fl_str_mv Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)
repository.mail.fl_str_mv virginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.br
_version_ 1865492237865975808