Certificados de energia renovável na transição energética do Brasil: um estudo comparativo com os casos da Europa e dos Estados Unidos
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/106/106133/tde-25032025-131237/ |
Resumo: | A transição energética é impulsionada pelas mudanças climáticas e pela estruturação de mercados de carbono, que apesar de serem discutidos mundialmente desde a década de 90 com o Protocolo de Kyoto, ganharam nova relevância com o Acordo de Paris em 2015. O Brasil é um país vanguardista na geração de energia elétrica renovável devido à sua forte base elétrica hídrica. O país chegou a atingir a marca histórica de 93% de geração renovável no ano de 2023. A história do desenvolvimento das fontes renováveis contou com subsídios para sua viabilização econômico-financeira, a citar: Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (PROINFA), desconto nas Tarifas de Uso do Sistema de Distribuição ou Transmissão (TUSD/TUST) e Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). No entanto, estes subsídios deixam um legado operacional para as próximas décadas. Com o barateamento das fontes renováveis, iniciaram-se movimentos regulatórios graduais de retirada dos subsídios. É nesse contexto de retirada de subsídios que se buscam produtos alternativos para valorização dos empreendimentos de geração renovável. O comportamento do consumidor de energia também mudou. Além da necessidade de demonstrar a origem renovável de sua eletricidade, também desejam zerar ou reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) em seus inventários do Programa Brasileiro do GHG Protocol. Dentro da metodologia dos inventários, os Certificados de Energia Renovável (REC Renewable Energy Certificates, em inglês) são um instrumento aceito para comprovar a redução das emissões de GEE advindas da eletricidade. Esse novo paradigma da energia renovável baseado em certificados apresenta um grande desafio: o risco de dupla contagem e greenwashing. A dupla contagem pode ocorrer em diversas etapas do processo de emissão e aposentadoria dos RECs, porém, o maior risco identificado no Brasil é o fato de diversos sistemas de certificação coexistirem sem uma base nacional para registro de todos. Estudos de caso da Europa e Estados Unidos, com seus sistemas European Energy Certificate System (EECS) e Green-e, respectivamente, demonstram os diversos benefícios associados a existência de um registro nacional. Apresentam, ainda, oportunidades inovadoras de utilização de tecnologia blockchain para fins de rastreabilidade dos certificados. Uma plataforma unificada para registro de todos os RECs nacionais teria, ainda, o benefício de agregar os dados necessários para o cálculo do chamado mix residual. Em conjunto com aprimoramentos legais e regulatórios propostos, o trabalho conclui as diretrizes necessárias para trazer robustez a certificação de energia renovável do Brasil. |
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A história do desenvolvimento das fontes renováveis contou com subsídios para sua viabilização econômico-financeira, a citar: Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (PROINFA), desconto nas Tarifas de Uso do Sistema de Distribuição ou Transmissão (TUSD/TUST) e Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). No entanto, estes subsídios deixam um legado operacional para as próximas décadas. Com o barateamento das fontes renováveis, iniciaram-se movimentos regulatórios graduais de retirada dos subsídios. É nesse contexto de retirada de subsídios que se buscam produtos alternativos para valorização dos empreendimentos de geração renovável. O comportamento do consumidor de energia também mudou. Além da necessidade de demonstrar a origem renovável de sua eletricidade, também desejam zerar ou reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) em seus inventários do Programa Brasileiro do GHG Protocol. Dentro da metodologia dos inventários, os Certificados de Energia Renovável (REC Renewable Energy Certificates, em inglês) são um instrumento aceito para comprovar a redução das emissões de GEE advindas da eletricidade. Esse novo paradigma da energia renovável baseado em certificados apresenta um grande desafio: o risco de dupla contagem e greenwashing. A dupla contagem pode ocorrer em diversas etapas do processo de emissão e aposentadoria dos RECs, porém, o maior risco identificado no Brasil é o fato de diversos sistemas de certificação coexistirem sem uma base nacional para registro de todos. Estudos de caso da Europa e Estados Unidos, com seus sistemas European Energy Certificate System (EECS) e Green-e, respectivamente, demonstram os diversos benefícios associados a existência de um registro nacional. Apresentam, ainda, oportunidades inovadoras de utilização de tecnologia blockchain para fins de rastreabilidade dos certificados. Uma plataforma unificada para registro de todos os RECs nacionais teria, ainda, o benefício de agregar os dados necessários para o cálculo do chamado mix residual. Em conjunto com aprimoramentos legais e regulatórios propostos, o trabalho conclui as diretrizes necessárias para trazer robustez a certificação de energia renovável do Brasil.The energy transition is driven by climate change and the structuring of carbon markets, which, despite being discussed worldwide since the 1990s with the Kyoto Protocol, gained new relevance with the Paris Agreement in 2015. Brazil is a pioneer in the generation of renewable electricity due to its strong hydroelectric matrix. The country reached the historic milestone of 93% of renewable generation in 2023. The history of the development of renewable sources has included subsidies for their economic and financial viability, such as: Incentive Program for Alternative Sources of Electric Energy (PROINFA), discounts on Tariffs for Use of the Distribution or Transmission System (TUSD/TUST) and Energy Development Account (CDE). However, these subsidies leave an operational legacy for the coming decades. With the decrease in the cost of renewable sources, gradual regulatory movements to withdraw subsidies have begun. It is in this context of subsidy withdrawal that alternative products are sought to increase the value of renewable generation projects. The behavior of energy consumers has also changed. In addition to the need to demonstrate the renewable origin of their electricity, they also want to eliminate or reduce greenhouse gas (GHG) emissions in their inventories under the Brazilian GHG Protocol Program. Within the inventory methodology, Renewable Energy Certificates (REC) are an accepted instrument to prove the reduction of GHG emissions from electricity. This new paradigm of renewable energy based on certificates presents a major challenge: the risk of double counting and greenwashing. Double counting can occur at various stages of the REC issuance and retirement process, but the greatest risk identified in Brazil is the fact that several certification systems coexist without a national database for recording all of them. Case studies from Europe and the United States, with their systems European Energy Certificate System (EECS) and Green-e, respectively, demonstrate the various benefits associated with the existence of a national registry. They also present innovative opportunities for using blockchain technology for certificate traceability purposes. A unified platform for registering all national RECs would also have the benefit of aggregating the data needed to calculate the so-called residual mix. Together with proposed legal and regulatory improvements, the work concludes the guidelines needed to bring robustness to Brazil\'s renewable energy certification.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCosta, Hirdan Katarina de MedeirosGrunwald, Vanessa Heidrich2025-01-23info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/106/106133/tde-25032025-131237/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-04-04T17:40:02Zoai:teses.usp.br:tde-25032025-131237Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-04-04T17:40:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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A transição energética é impulsionada pelas mudanças climáticas e pela estruturação de mercados de carbono, que apesar de serem discutidos mundialmente desde a década de 90 com o Protocolo de Kyoto, ganharam nova relevância com o Acordo de Paris em 2015. O Brasil é um país vanguardista na geração de energia elétrica renovável devido à sua forte base elétrica hídrica. O país chegou a atingir a marca histórica de 93% de geração renovável no ano de 2023. A história do desenvolvimento das fontes renováveis contou com subsídios para sua viabilização econômico-financeira, a citar: Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (PROINFA), desconto nas Tarifas de Uso do Sistema de Distribuição ou Transmissão (TUSD/TUST) e Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). No entanto, estes subsídios deixam um legado operacional para as próximas décadas. Com o barateamento das fontes renováveis, iniciaram-se movimentos regulatórios graduais de retirada dos subsídios. É nesse contexto de retirada de subsídios que se buscam produtos alternativos para valorização dos empreendimentos de geração renovável. O comportamento do consumidor de energia também mudou. Além da necessidade de demonstrar a origem renovável de sua eletricidade, também desejam zerar ou reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) em seus inventários do Programa Brasileiro do GHG Protocol. Dentro da metodologia dos inventários, os Certificados de Energia Renovável (REC Renewable Energy Certificates, em inglês) são um instrumento aceito para comprovar a redução das emissões de GEE advindas da eletricidade. Esse novo paradigma da energia renovável baseado em certificados apresenta um grande desafio: o risco de dupla contagem e greenwashing. A dupla contagem pode ocorrer em diversas etapas do processo de emissão e aposentadoria dos RECs, porém, o maior risco identificado no Brasil é o fato de diversos sistemas de certificação coexistirem sem uma base nacional para registro de todos. Estudos de caso da Europa e Estados Unidos, com seus sistemas European Energy Certificate System (EECS) e Green-e, respectivamente, demonstram os diversos benefícios associados a existência de um registro nacional. Apresentam, ainda, oportunidades inovadoras de utilização de tecnologia blockchain para fins de rastreabilidade dos certificados. Uma plataforma unificada para registro de todos os RECs nacionais teria, ainda, o benefício de agregar os dados necessários para o cálculo do chamado mix residual. Em conjunto com aprimoramentos legais e regulatórios propostos, o trabalho conclui as diretrizes necessárias para trazer robustez a certificação de energia renovável do Brasil. |
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