Eficiência do peróxido de hidrogênio com e sem radiação UV-LED na desinfecção de águas para consumo: aplicações em sistemas descentralizados

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2026
Autor(a) principal: Gonçalves, Igor Luz
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/18/18138/tde-23032026-161050/
Resumo: O fornecimento de água potável é um desafio global, especialmente em comunidades isoladas e em situações de emergência. Nesse contexto, é crucial desenvolver soluções seguras, práticas e economicamente viáveis. A busca pela segurança hídrica impulsiona o desenvolvimento de tratamentos eficientes que evitem a formação de subprodutos tóxicos, comuns à cloração. O presente trabalho avaliou a utilização do peróxido de hidrogênio H2O2) como agente desinfetante, aplicado isoladamente e em combinação com radiação ultravioleta emitida por Diodos Emissores de Luz (UV-LED) nos comprimentos de onda UVA (365 nm) e UVC (280 nm), configurando um Processo Oxidativo Avançado (POA). O estudo foi realizado em matrizes padronizadas pela OMS (General Test Water e Challenge Test Water) e em três mananciais superficiais de São Carlos-SP (Tijuco Preto, Monjolinho e Santa Maria do Leme), avaliando a inativação de Escherichia coli e bactérias heterotróficas. A metodologia incluiu a caracterização da fonte de radiação via adaptação da actinometria do ferrioxalato de potássio para os diferentes comprimentos de onda. Para os tratamentos isolados, estabeleceu-se a cinética de desinfecção pelos modelos de Chick, Chick-Watson e Hom. O tratamento com H2O2 se mostrou mais eficiente quando comparado ao UV isolado, atingindo a inativação completa de bactérias totais. Observou-se ainda que a desinfecção com H2O2 ocorre de forma mais rápida, seguida pela radiação UVC e, por fim, pela UVA. Além disso, os ensaios demonstraram que a eficiência do H2O2 e do UVC depende da matriz, sendo influenciada pela matéria orgânica e turbidez, enquanto a radiação UVA isolada mostrouse ineficiente (< 1-log de inativação). A análise combinada, via Delineamento Fatorial 22, indicou que a associação UVA+H2O2 é promissora, com inativações de superiores a 3-log, ao aplicar doses de 0,05% de H2O2 e tempos de exposição de 240s, especialmente em mananciais com maior concentração de matéria orgânica, favorecendo a produção de Espécies Reativas de Oxigênio (EROs). Os resultados foram comparáveis à combinação UVC+HO, porém com menor custo estimado. Conclui-se que o sistema UVA/H2O2 é tecnicamente viável para aplicações descentralizadas, recomendando-se etapas preliminares de tratamento para aprimorar a qualidade da água antes do POA.
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O presente trabalho avaliou a utilização do peróxido de hidrogênio H2O2) como agente desinfetante, aplicado isoladamente e em combinação com radiação ultravioleta emitida por Diodos Emissores de Luz (UV-LED) nos comprimentos de onda UVA (365 nm) e UVC (280 nm), configurando um Processo Oxidativo Avançado (POA). O estudo foi realizado em matrizes padronizadas pela OMS (General Test Water e Challenge Test Water) e em três mananciais superficiais de São Carlos-SP (Tijuco Preto, Monjolinho e Santa Maria do Leme), avaliando a inativação de Escherichia coli e bactérias heterotróficas. A metodologia incluiu a caracterização da fonte de radiação via adaptação da actinometria do ferrioxalato de potássio para os diferentes comprimentos de onda. Para os tratamentos isolados, estabeleceu-se a cinética de desinfecção pelos modelos de Chick, Chick-Watson e Hom. O tratamento com H2O2 se mostrou mais eficiente quando comparado ao UV isolado, atingindo a inativação completa de bactérias totais. Observou-se ainda que a desinfecção com H2O2 ocorre de forma mais rápida, seguida pela radiação UVC e, por fim, pela UVA. Além disso, os ensaios demonstraram que a eficiência do H2O2 e do UVC depende da matriz, sendo influenciada pela matéria orgânica e turbidez, enquanto a radiação UVA isolada mostrouse ineficiente (< 1-log de inativação). A análise combinada, via Delineamento Fatorial 22, indicou que a associação UVA+H2O2 é promissora, com inativações de superiores a 3-log, ao aplicar doses de 0,05% de H2O2 e tempos de exposição de 240s, especialmente em mananciais com maior concentração de matéria orgânica, favorecendo a produção de Espécies Reativas de Oxigênio (EROs). Os resultados foram comparáveis à combinação UVC+HO, porém com menor custo estimado. Conclui-se que o sistema UVA/H2O2 é tecnicamente viável para aplicações descentralizadas, recomendando-se etapas preliminares de tratamento para aprimorar a qualidade da água antes do POA.The supply of potable water remains a global challenge, particularly in isolated communities and emergency scenarios. In this context, developing safe, practical, and economically viable solutions is crucial. The pursuit of water security drives the development of efficient treatments that avoid the formation of toxic by-products, which are common in chlorination. This study evaluated the use of hydrogen peroxide (H2O2) as a disinfectant agent, applied both individually and in combination with ultraviolet radiation emitted by Light Emitting Diodes (UV-LED) at UVA (365 nm) and UVC (280 nm) wavelengths, characterizing an Advanced Oxidation Process (AOP).The study was conducted using WHO-standardized matrices (General Test Water and Challenge Test Water) and samples from three surface water sources in São Carlos-SP (Tijuco Preto, Monjolinho, and Santa Maria do Leme), assessing the inactivation of Escherichia coli and heterotrophic bacteria. The methodology included the characterization of the radiation source through an adaptation of potassium ferrioxalate actinometry for different wavelengths. For individual treatments, disinfection kinetics were established using the Chick, Chick-Watson, and Hom models. The H2O2 treatment proved to be the most efficient, achieving complete inactivation of total bacteria. Furthermore, it was observed that disinfection with H2O2 occurs more rapidly, followed by UVC radiation and, lastly, UVA. The assays also demonstrated that the efficiency of H2O2 and UVC is matrixdependent, influenced by organic matter and turbidity, while isolated UVA radiation proved inefficient (<1-log inactivation). The combined analysis, via a 22 Factorial Design, indicated that the UVA/ H2O2 association is promising, achieving inactivations greater than 3-log when applying doses of 0.05% H2O2 and exposure times of 240s, especially in sources with higher concentrations of organic matter, which favors the production of Reactive Oxygen Species (ROS). The results were comparable to the UVC/H2O2 combination but with a lower estimated cost. It is concluded that the UVA/H2O2 system is technically feasible for decentralized applications, and preliminary treatment stages are recommended to improve water quality prior to the AOP.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPPaz, Lyda Patricia SabogalGonçalves, Igor Luz2026-03-06info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/18/18138/tde-23032026-161050/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-24T13:35:02Zoai:teses.usp.br:tde-23032026-161050Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-24T13:35:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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