Paisagem como Instrumento para o Bem Viver: planejamento e territorialidade na retomada ancestral da terra indígena Tenondé Porã
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | Resumo: | Esta pesquisa propõe articular o campo da Paisagem ao debate do Bem Viver para refletir sobre sua contribuição para a construção de alternativas ao desenvolvimento capitalista, que orientem ao pluriverso. Estrutura-se em duas partes. A Parte 1 tem caráter conceitual e metodológico. A paisagem é entendida como a materialização da relação da natureza-cultura constituída na reprodução de mundos, através das apropriações e das percepções coletivas. Investiga políticas públicas e instrumentos internacionais de ordenamento da paisagem (Catálogos da Paisagem da Catalunha, Atlas da Paisagem da França e Paisagem Cultural Cafeeira Colombiana), para identificar suas contribuições para o planejamento territorial, e articula a paisagem ao debate da luta pelo território e do Bem Viver das comunidades tradicionais, quilombolas e originárias. A Parte 2, estrutura-se com base na formulação de Glicéria Tupinambá (2023) para compreender o processo de retomada guarani da Terra Indígena Tenondé Porã. Analisa as estratégias de \"alto governo\", associadas às relações com o Estado, à luta pelos direitos constitucionais e à construção de políticas públicas indígenas, com ênfase para as contribuições da Política Nacional de Gestão Ambiental e Territorial em Terras Indígenas (PNGATI), e para a instituição do Plano de Gestão Territorial e Ambiental em Terras Indígenas (PGTA), política pública estratégica para o fortalecimento da autonomia dos indígenas brasileiros em seus territórios. E analisa as estratégias de \"autogoverno\", associadas à luta pelo território, as apropriações, percepções e transformações da paisagem realizadas pelos Guarani na retomada. A pesquisa elabora o \"Atlas da Paisagem da Terra Indígena Tenondé Porã\", que procura caracterizar a paisagem guarani da retomada ancestral de seu território. |
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Paisagem como Instrumento para o Bem Viver: planejamento e territorialidade na retomada ancestral da terra indígena Tenondé PorãLandscape as an instrument for Good Living: Planning and territoriality in the ancestral reclaiming of Tenondé Porã Indigenous LandAutonomiaAutonomyBem ViverGood LivingLandscapeMundosOrdenamento TerritorialPaisagemTerritorial PlanningWorldsEsta pesquisa propõe articular o campo da Paisagem ao debate do Bem Viver para refletir sobre sua contribuição para a construção de alternativas ao desenvolvimento capitalista, que orientem ao pluriverso. Estrutura-se em duas partes. A Parte 1 tem caráter conceitual e metodológico. A paisagem é entendida como a materialização da relação da natureza-cultura constituída na reprodução de mundos, através das apropriações e das percepções coletivas. Investiga políticas públicas e instrumentos internacionais de ordenamento da paisagem (Catálogos da Paisagem da Catalunha, Atlas da Paisagem da França e Paisagem Cultural Cafeeira Colombiana), para identificar suas contribuições para o planejamento territorial, e articula a paisagem ao debate da luta pelo território e do Bem Viver das comunidades tradicionais, quilombolas e originárias. A Parte 2, estrutura-se com base na formulação de Glicéria Tupinambá (2023) para compreender o processo de retomada guarani da Terra Indígena Tenondé Porã. Analisa as estratégias de \"alto governo\", associadas às relações com o Estado, à luta pelos direitos constitucionais e à construção de políticas públicas indígenas, com ênfase para as contribuições da Política Nacional de Gestão Ambiental e Territorial em Terras Indígenas (PNGATI), e para a instituição do Plano de Gestão Territorial e Ambiental em Terras Indígenas (PGTA), política pública estratégica para o fortalecimento da autonomia dos indígenas brasileiros em seus territórios. E analisa as estratégias de \"autogoverno\", associadas à luta pelo território, as apropriações, percepções e transformações da paisagem realizadas pelos Guarani na retomada. A pesquisa elabora o \"Atlas da Paisagem da Terra Indígena Tenondé Porã\", que procura caracterizar a paisagem guarani da retomada ancestral de seu território.This research proposes to articulate the field of Landscape with the debate on Buen Vivir (Good Living) to reflect on its contribution to building alternatives to capitalist development, aiming toward a pluriverse. It is structured into two parts. Part 1 is conceptual and methodological. Landscape is understood as the materialization of the nature-culture relationship, formed through the reproduction of worlds via collective appropriations and perceptions. It investigates public policies and international landscape management instruments (such as the Landscape Catalogs of Catalonia, the Landscape Atlas of France, and the Colombian Coffee Cultural Landscape) to identify their contributions to territorial planning. It also connects the concept of landscape with the struggle for territory and Buen Vivir of traditional, quilombola, and Indigenous communities. Part 2 is based on Glicéria Tupinambá\'s (2023) framework to understand the Guarani process of reclaiming the Tenondé Porã Indigenous Land. It analyzes \"high government\" strategies, which are associated with relations with the State, the struggle for constitutional rights, and the construction of Indigenous public policies. Special emphasis is given to the contributions of the National Policy for Environmental and Territorial Management of Indigenous Lands (PNGATI) and the establishment of the Territorial and Environmental Management Plan for Indigenous Lands (PGTA), a strategic public policy for strengthening the autonomy of Indigenous peoples in Brazil within their territories. It also analyzes \"self-governance\" strategies, associated with the struggle for territory, as well as the appropriations, perceptions, and transformations of the landscape undertaken by the Guarani during their reclamation. The research develops the \"Landscape Atlas of the Tenondé Porã Indigenous Land,\" which seeks to characterize the Guarani landscape of the ancestral reclamation of their territory.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPGonçalves, Fabio MarizBueno, Lucas Gaspar2024-09-25info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16135/tde-30012025-130557/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-02-13T18:34:02Zoai:teses.usp.br:tde-30012025-130557Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.platendimento@abcd.usp.bropendoar:27212025-05-03T20:56:36.248723Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Esta pesquisa propõe articular o campo da Paisagem ao debate do Bem Viver para refletir sobre sua contribuição para a construção de alternativas ao desenvolvimento capitalista, que orientem ao pluriverso. Estrutura-se em duas partes. A Parte 1 tem caráter conceitual e metodológico. A paisagem é entendida como a materialização da relação da natureza-cultura constituída na reprodução de mundos, através das apropriações e das percepções coletivas. Investiga políticas públicas e instrumentos internacionais de ordenamento da paisagem (Catálogos da Paisagem da Catalunha, Atlas da Paisagem da França e Paisagem Cultural Cafeeira Colombiana), para identificar suas contribuições para o planejamento territorial, e articula a paisagem ao debate da luta pelo território e do Bem Viver das comunidades tradicionais, quilombolas e originárias. A Parte 2, estrutura-se com base na formulação de Glicéria Tupinambá (2023) para compreender o processo de retomada guarani da Terra Indígena Tenondé Porã. Analisa as estratégias de \"alto governo\", associadas às relações com o Estado, à luta pelos direitos constitucionais e à construção de políticas públicas indígenas, com ênfase para as contribuições da Política Nacional de Gestão Ambiental e Territorial em Terras Indígenas (PNGATI), e para a instituição do Plano de Gestão Territorial e Ambiental em Terras Indígenas (PGTA), política pública estratégica para o fortalecimento da autonomia dos indígenas brasileiros em seus territórios. E analisa as estratégias de \"autogoverno\", associadas à luta pelo território, as apropriações, percepções e transformações da paisagem realizadas pelos Guarani na retomada. A pesquisa elabora o \"Atlas da Paisagem da Terra Indígena Tenondé Porã\", que procura caracterizar a paisagem guarani da retomada ancestral de seu território. |
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