Do comércio de retalhos à Feira da Sulanca: uma inserção de migrantes em São Paulo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2002
Autor(a) principal: Gomes, Sueli de Castro
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-13082007-153557/
Resumo: O comércio de retalhos e resíduos têxteis está localizado nas ruas do Brás, antigo bairro industrial e operário da cidade de São Paulo. Esse bairro, hoje, concentra um grande número de indústrias e lojas de confecções, que vendem no atacado e no varejo para \"sacoleiras\" de todas as partes do Brasil. O comércio de retalhos vai nascer nos interstícios das antigas indústrias têxteis e, posteriormente, se alimentar do rejeito da indústria da confecção que fornece, diariamente, toneladas de resíduos e retalhos para serem comercializados pelos \"retalheiros\". Uma parte desses retalhos e rejeitos é comprada por costureiras da Grande São Paulo e até mesmo por \"sacoleiras\", sendo que a maior parte dessa mercadoria é enviada para Santa Cruz do Capibaribe - cidade do interior pernambucano, que constitui em pólo de confecções de \"sulanca\". São vestuários de qualidade considerada inferior, consumidos, predominantemente, por uma população de baixa renda. O nordestino de menor poder aquisitivo passa a ser consumidor do rejeito das confecções do Centro Sul. O comércio de retalhos e resíduos é controlado, predominantemente, por migrantes nordestinos, formando uma rede de pessoas e mercadorias em torno dessa atividade. Desta forma, procuramos estudar como tais migrantes foram mobilizados para trabalhar nesse comércio nas ruas do Brás. Estudamos as transformações do bairro, desde a ocupação dos italianos até a chegada dos nordestinos, no sentido de entender a presença do comércio em suas ruas. Ao identificar as conexões que esse espaço mantém com outros espaços, construindo uma malha de homens e mercadorias, optamos por seguir a circulação da mercadoria - retalho até o seu destino final, qual seja, as feiras da sulanca de Pernambuco. Dentre as múltiplas problematizações que a pesquisa traz à tona, destacamos as redes sociais como um instrumento mobilizador do migrante comerciante autônomo de retalhos contribuindo para a ampliação do capital
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